terça-feira, 4 de janeiro de 2011

HISTÓRIA DE CARMÓPOLIS - PARTE 01



Carmópolis Histórico



Adailton Andrade


Rancho foi o nome primitivo de Carmópolis. Seu nascimento como povoado data do fim do período Colonial e início do Império resultando de um simples ponto de parada de feirantes; estes aí se reuniam para atravessar em grupo a antiga mata do Bonsucesso, onde havia mocambos de escravos fugidos dos engenhos da Cotinguiba, que com freqüência atacavam os vianjantes. A denominação posterior de Carmo, tem sua origem provável na influência dos Padres Carmelitas da Missão de Japaratuba, os quais, segundo D.Marcos de Souza - Memória da Capitania de Sergipe - 1808, visitaram "as correntes dos dois famosos Japaratuba, dos dois deliciosos Lagartixos e do puro Siriry. Todos estes rios deságuam no mar, quatro léguas abaixo da Missão de Nossa Senhora do Carmo". Do magnífico subsídio de D.Marcos de Souza à História de Sergipe, em que localizava a "Missão de Nossa Senhora do Carmo" quatro léguas acima da atual povoação de Pirambu, na barra do Japaratuba, tira-se a conclusão de que nenhuma dúvida pode ser suscitada quanto à passagem dos Carmelitas por Carmópolis, quando a atual cidade não passava de incipiente povoação. Data dessa época a construção da Igreja de Santana do Massacará, situada a pequena distância de Carmópolis O Município, criou-o a Lei estadual n.° 795, de 23 de outubro de 1920, com território desmembrado do de Rosário; a criação do distrito deve-se à de n.° 819, de 7 de novembro de 1921. Instalado em 1.° de janeiro de 1923, figura o Município de Carmo, em 1933, com um só distrito. Decreto-lei estadual n.° 377, de 31 de dezembro de 1943, modificou para Carmópolis o topônimo do Município e do distrito. Até a presente data permanece o Município de Carmópolis com o distrito único da sede. É Termo vinculado à Comarca de Japaratuba.
As referências mais antigas sobre o território que forma hoje as terras de Carmópolis, a 47 quilômetros de Aracaju, são de 1575, quando as colunas do conquistador Cristóvão de Barros começaram a invadir Sergipe. Depois de exterminar várias nações indígenas, ele doa ao filho, Antônio Cardoso de Barros, boa parte das terras do norte de Sergipe, entre os rios Japaratuba e São Francisco.No fim do período colonial e início do império nascia uma povoação denominada ‘Rancho’. A aldeia surgiu como um ponto de parada de feirantes que ali se aglomeravam e passavam em comboio para a antiga Mata do Bom Sucesso.



 Nela existia um quilombo formado por escravos que fugiam dos engenhos do Cotinguiba e atacavam os viajantes.Depois da chegada dos padres Carmelitas, o povoado Rancho passou a se chamar Carmo.





Num ponto mais alto daquelas terras foi instalada a Missão de Japaratuba e erguida a Igreja de Santana do Massacará. Mas logo depois os religiosos transferiram a missão para o Monte do Carmo de Japaratuba, algumas léguas mais adiante. Não se sabe ao certo, mais acredita-se que a transferência se deu por conta de uma epidemia de varíola. Em 1808 a população indígena nas terras que formam Carmópolis chegou a 300 pessoas.Por muitos anos a agricultura e a pecuária formaram a base da economia de Carmópolis. O município chegou a  ter uma grande produção de cana-de-açúcar, apesar de não possuir usinas. Na pecuária, o rebanho de bovinos chegou a ter 4 mil cabeças. Mas a partir da década de 50, a agricultura e pecuária tiveram queda significativa até na extinção da cana-de-açúcar.






Em 15 de agosto de 1963 a Petrobras descobriu petróleo no campo de Carmópolis. Esse campo abrange os municípios de Japaratuba, Rosário do Catete, Santo Amaro das Brotas, General Maynard e Maruim, o que o torna um dos maiores do Brasil.

A perfuração inicial do poço de Carmópolis começou no dia 1º de agosto de 1963 e o teste de produção foi realizado quinze dias depois. A produção de petróleo naquele poço começou no dia 4 de outubro do mesmo ano, onde eram extraídos cem barris por dia.



No dia 8 de dezembro de 1964, o presidente da República, Castelo Branco, esteve em Carmópolis inspecionando os poços. Em 1967 foi construído o oleoduto Carmópolis - Atalaia Velha. No dia 14 de julho de 1968 o presidente da República, Costa e Silva, também esteve em Carmópolis para acompanhar os trabalhos da Petrobras.





Formação Administrativa
Gentílico: carmopolense

Distrito criado com a denominação de carmo, pela lei estadual nº 819, de 07-11-1921, subordinado ao município de Rosário. Elevado à categoria de município com a denominação de Carmo, pela lei estadual nº 795, de 23-10-1920, desmembrado de Rosário. Sede no atual distrito de Carmo. Constituído do distrito sede. Instalado em 01-01-1923. Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual nº 377, de 31-12-1943, revogado pela lei nº 533, de 07-12-1944, o município de Carmo passou a denominar-se Carmópolis.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.



Alteração toponímica distrital
Gentílico: carmopolense


Carmo para Carmópolis alterado, pelo decreto-lei estadual nº 377, de 31-12-1943, revogado pelo decreto nº 533, de 07-12-1944.


PARTE 2
EM BREVE .




_____________________

Licenciado em História, pós-graduado em Ensino Superior em História. Pós Graduando em Sociedade e Cultura Sergipana, aluno especial de mestrado em Ciências Sociais da Universidade Federal de Sergipe. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.Membro na qualidade de pesquisador dos Grupos de Estudo e Pesquisa da UFS: Estudo do Tempo Presente / UFS. Grupo de Estudos e Pesquisas em História das Mulheres (UFS / CNPq) Grupo de Estudos e Pesquisas Processos Identitários e Poder /UFS . Professor da rede particular e Pública de ensino. Contato : adailton.andrade@bol.com.br adailton_andrade@hotmail.com







domingo, 26 de dezembro de 2010

HISTORIOGRAFIA SERGIPANA

O SOCIAL NA HISTORIOGRAFIA SERGIPANA




Maria Thetis Nunes


Como acontece no país, em Sergipe também há o predomínio do interesse dos historiadores pela história política. A corrida pelo poder, os embates entre as autoridades representativas da metrópole nos tempos coloniais, as disputas pelos cargos, no executivo e no legislativo, entre os potentados da terra na época imperial, as lutas das oligarquias pelo comando político do Estado, através dos dois partidos rivais, ou melhor, das duas facções, (só assim poderiam ser considerados, desde quando não existia qualquer conotação ideológica diferenciando-os), e que se estenderam até mesmo após a Revolução de 1930, foram fatos que sempre impressionaram os historiadores, alguns sendo estudados minuciosamente.

Mas, geralmente, esqueceram esses estudiosos que, por trás das lutas pelo poder estavam as classes sociais, cujas características eram condicionadas pela estrutura econômica dominante.


domingo, 19 de dezembro de 2010

HOSPITAL DE ROSÁRIO DO CATETE


*Adailton Andrade





  Casa do padre Rocha, situada na rua pedra e cal, hoje esta mesma rua leva seu nome, no dia 15 de agosto de 1874 procedeu a eleição da diretoria que foi constituída deste modo:

O Hospital de Rosário do Catete foi inaugurado na década de 1930, mas sua primeira fundação que se chamava Casa de Caridade ou Associação Rosa Vieira de Melo foi criada em 6 de janeiro de 1874 através das idéias do Padre Luiz da Rocha Villar um homem de coração bom que dedicou sua vida em favor das pessoas pobres de Rosário do Catete, alem de padre, cuidava das chagas da alma, também cuida do corpo,


sábado, 23 de outubro de 2010

ELITE POLÍTICA EM ROSÁRIO DO CATETE-SE: UMA ANÁLISE DA TRAJETÓRIA DE LEANDRO MAYNARD MACIEL (1930 – 1975)

  LEANDRO MAYNARD MACIEL
                                                                                 Adailton Andrade 

  O presente texto objetiva analisar a formação e o estabelecimento de Leandro Maynard Maciel dentro de uma abordagem das elites no cenário político estadual e problematizar a importância do capital social articulado pelos políticos, as condições e as dinâmicas de utilização de competências na militância. O recorte temporal vai da década de 1930 a 1975. 0s procedimentos metodológicos resultam em análise de textos do módulo de Sociologia da Política, bem como de livros consultados nas bibliotecas da UFS e IHGS.  Tem sua relevância principal na busca de avaliar a sociedade a partir da observação do conceito de elite quanto a parentela, a riqueza, poder político e o capital social.
1. INTRODUÇÃO
Este estudo se caracteriza numa linha de pesquisa que aborda a formação de grupos dirigentes, chamados de elites, e a sua estruturação dentro dos espaços do poder, investigando um conjunto de fatores que apontam para mecanismos de recrutamento e seleção, estratégias de reprodução desse grupo, reconversão e legitimação acionados para ocupação nesses espaços, modo de vida e as modalidades de consagração social dos variados grupos sociais dominantes, como elites políticas, intelectuais, eclesiásticas, militares, burocrático-administrativas, entre outras.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

Praça de Sergipe é eleita patrimônio da humanidade pela Unesco



 
Praça São Francisco, em São Cristóvão (SE), tem mais de 400 anos.
Comitê da entidade da ONU realiza reunião em Brasília (DF).


A praça São Francisco, localizada na cidade de São Cristóvão, em Sergipe, foi eleita patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão, anunciada neste domingo (1) foi tomada em reunião do comitê de patrimônio mundial da humanidade da Unesco, que acontece em Brasília (DF) desde o dia 26 de julho.
 
A candidatura da praça para o posto foi aceita pela entidade em março de 2007. Desde então, foram analisadas as potencialidades do local e suas condições para figurar entre os patrimônios da humanidade.

A praça foi construída há mais de quatrocentos anos no município de São Cristóvão, que foi a primeira capital do estado de Sergipe. O local apresenta influências portuguesas e espanholas. Prédios como o palácio do período colonial e o convento de São Francisco continuam com praticamente a mesma feição de quando foram construídos. O local é palco de manifestações folclóricas e artísticas na cidade.


Segundo o Ministério da Cultura, a praça São Francisco é a 18ª localidade brasileira a figurar entre os patrimônios mundiais da Unesco.


PARABENS !


quinta-feira, 22 de julho de 2010

30 ANOS DE UMA EXPLOSÃO QUE TIROU O SONO DOS ARACAJUANOS



Adailton Andrade


Na noite de 13 de abril de 1980, num dia de domingo, já no virar da noite, um galpão clandestino de fabricação de fogos de artifício instalado nos fundos da casa do sub-tenente José Pedro, do Corpo de Bombeiros, explodiu. A partir deste dia, a então avenida Contiguiba, localizada no bairro Suiça, se transformou na avenida da "Explosão". Alguns moradores ainda lembra nos dias de hoje que parecia que o mundo ia se acabar, . Os efeitos da explosão atingiram um raio de quase 10 quilômetros, o que deixou 12 mortos e centenas de feridos.











PRAÇA HISTÓRICA DE SAO CRISTÓVÃO PATRIMÔNIO MUNDIAL

Praça histórica de Sergipe pode ser eleita patrimônio mundial em Brasília






PARIS, 22 Jul 2010 (AFP) -A Praça de São Francisco, na cidade histórica sergipana de São Cristóvão, poderá ser escolhida como um dos novos sítios naturais ou culturais classificados como patrimônio mundial da Unesco durante a sessão anual que será realizada na próxima semana em Brasília.



terça-feira, 13 de julho de 2010

BAIRRO 13 DE JULHO, DAS REVOLTAS AO BAIRRO DA QUALIDADE DE VIDA

*Adailton Andrade



O bairro Praia Formosa, hoje conhecido como 13 de Julho, durante alguns anos passou por profundas transformações urbanísticas desde a mudança da capital até os dias de hoje . Nesse sentido, o que se vê é a grande especulação imobiliária daquela área tornando o m² mais caro de Aracaju sendo um dos mais valorizados bairros de nossa capital.



domingo, 27 de junho de 2010

ERONIDES DE CARVALHO


UM GOVERNO VOLTADO PARA A SAÚDE PÚBLICA !



Prof. Milton Barboza da Silva
 Conferência Apresentada no Conselho Estadual de Cultura, por ocasião do Centenário de nascimento de Eronides de Carvalho ( 1897 - !997 )  Abril de 1997.





O centenário do nascimento de Eronides Ferreira de Carvalho,(1997) cuja passagem pelo cenário político sergipano registramos de 1935 à 1941, abre-nos a possibilidade para uma reflexão acerca da atuação do sujeito na história, em seu espaço social, econômico e político. Por isso, acreditamos ser essa uma oportunidade singular para trazermos algumas análises sobre o político Eronides de Carvalho; sobre a conjuntura de seu tempo, à qual esteve sintonizado, e, por vezes, perfeitamente ajustado, e as implicações de sua atuação nos períodos subsequentes.




quarta-feira, 2 de junho de 2010

HISTÓRIA DE SANTO AMARO DAS BROTAS


*Adailton Andrade


 A VIDA URBANA NA CAPITANIA DE SERGIPE DEL’REI (Sergipe Colonial)



É a mais famosa e rica de toda a capitania, escreveu em 1808 D. Marcos Antonio de Souza. Sua importância Adivinha de encontrar-se situada na Contiguiba, a principal região açucareira, onde os canaviais haviam iniciado a grande arrancada em terras sergipanas. A elevação `a categoria de Vila ocorreu e 1699, com a criação das primeiras vilas. Na capitania de Sergipe após a instalação da comarca em 1696. O governador geral D. João de Lancastro, determinou ao ouvidor Dr. Diogo Pacheco Pereira: “é porque me dizem que no porto da Contiguiba se pode fazer uma vila. Vossa Mercê mandará a casa da câmara dessa cidade, os oficiais dela com as principais pessoas desse povo, para que com toda ponderação, veja se o dito porto é capaz de forma-se nela a dita vila”.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O DOMÍNIO MILITAR EM SERGIPE





                                                                                        texto: Ibarê Dantas
fotos: Adailton Andrade

Pelo menos desde março de 1963, a estratégia política do governo Goulart vinha revelando-se desastrosa. As reações da maioria dos congressistas, impedindo a institucionalização das reformas, levou-o a buscar o apoio de determinados grupos mobilizados da sociedade civil (CGT, FMP, UNE) que, aliás, desconfiavam de suas ações, exigindo, inclusive, definições prévias.







Promovendo greves sucessivas, nem sempre justificáveis, discursos triunfantes e/ou insolentes, as lideranças mais açodadas proporcionavam pretextos para que as forças de direita desenvolvessem a luta ideológica, falassem de guerra revolucionária e acelerassem as conspirações. A idéia de comícios monstros ainda mais atemorizou os conservadores (civis e militares), levando-os a articulações cada dia mais amplas. Velhos políticos, com projetos divergentes, como Ademar de Barros e Carlos Lacerda, juntaram-se com o fim do que denominavam de "combater o caos". As bases políticas governistas tornaram-se mais precárias do que nunca com o afastamento do PSD, tradicional fiador do projeto populista. Na sociedade civil, entidades classistas patronais, grupos femininos (CAMDE), parte da Igreja Católica, imprensa, associações diversas, todos formaram a grande corrente de reação, sob a coordenação maior do IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais), soldando os setores militares e civis e acoplando-se aos interesses do grande capital interno e externo. As revoltas dos sargentos e dos marinheiros, de um lado, levavam alguns ao devaneio de estabelecer analogia com a Revolução Russa e, por outro, indispunham decisivamente as Forças Armadas com o movimento popular, diante da quebra de hierarquia. Confiante num sistema de informação e de segurança inepto e ineficaz, o governo, isolado e debilitado, não se dispôs a enfrentar as forças da reação. Num último discurso provocante, Goulart apressou a deflagração do movimento militar contrarevolucionário, que contou com o apoio expressivo de parte da sociedade civil, identificada na defesa da ordem e da propriedade.

sábado, 15 de maio de 2010

IBARÊ COSTA DANTAS - Doutor Honoris Causa


UFS 42 ANOS  NA SOLENIDADE  O HISTORIADOR E CIÊNTISTA POLÍTICO IBARÊ DANTAS RECEBE O TÍTULO DE   DOUTOR HONORIS CAUSA 

http://www.agencia.se.gov.br/noticias/leitura/materia:19497/governador_prestigia_homenagens_no_aniversario_de_42_anos_da_ufs.html


Para comemorar os 42 anos de existência da Universidade Federal de Sergipe (UFS), uma solenidade carregada de homenagens aconteceu na noite desta sexta-feira, 14, no auditório da reitoria. Ex-aluno da instituição, onde se formou em Direito e presidiu o Diretório Central de Estudantes (DCE), o governador Marcelo Déda prestigiou o evento, mesmo após cumprir uma agenda repleta de atividades no interior do estado.
Em meio à programação, houve a condecoração do professor aposentado Ibarê Dantas com o título de doutor honoris causa, distinção máxima prevista no estatuto da Universidade – no ano passado, a mesma comenda foi concedida ao atual governador do Estado.

Fotos: Marco Vieira/ASN

IBARÊ COSTA DANTAS

Sob a lupa de Ibarê




 *Samuel Barros de Medeiros Albuquerque



Em meados da década de 1990, Ibarê Dantas iniciava silenciosamente suas investigações sobre Leandro Ribeiro de Siqueira Maciel, engenhoso político sergipano que viveu entre 1825 e 1909. Fruto dessas pesquisas, Ibarê acaba de lançar a obra “Leandro Ribeiro de Siqueira Maciel (1825/1909): o patriarca do Serra Negra e a política oitocentista em Sergipe” (Aracaju: Criação, 2009. 480 p).



quarta-feira, 5 de maio de 2010

HISTÓRIA DE ITABAINA PARA O CONCURSO

 HISTÓRIA CULTURAL, POLÍTICA E ECONÔMINA DE ITABAINA PARA O CONCURSO

artigo completo em anexo (leia mais )


Cidade da região do Agreste Sergipano, microrregião do Agreste de Itabaiana. Fundada em 1675, está a 188m de altitude, 54 Km distante de Aracaju e em 2007 o IBGE estima sua população em 81.826 habitantes. O clima é semi-árido e é conhecida como a Capital do Caminhão, pois tem o maior percentual de caminhões do Brasil (relação entre o n° de caminhões e o n° de habitantes). Campo do Brito, São Domingos, Ribeirópolis, Moita Bonita e Frei Paulo que são municípios, já foram distritos de Itabaiana. É a quarta maior cidade do estado, sendo superada por Aracaju, São Cristóvão e N. Senhora do Socorro, todas na região metropolitana de Aracaju.


domingo, 25 de abril de 2010

REVOLTA DA 13 DE JULHO



História de uma revolta esquecida!



São Paulo, 05 de julho de 1924 -  Sergipe, 13de julho de 1924

Marco do Movimento Tenentista em Sergipe

*Adailton dos Santos Andrade



Este trabalho visa dar uma interpretação da história criada nos levantes tenentistas, sobre o mito Augusto Maynard Gomes, reconhecer o papel dos demais oficiais que a historia sempre tratou como meros co-adjuvantes, os eventos que culminaram no levante de 1924,1926 e 1930 traz pelos pesquisadores e estudiosos dos movimentos revolucionários como figura central Augusto Maynard Gomes, mas, os fatos analisados na documentação pelo historiador Adailton Andrade, mostra que os demais oficiais foram muito mais que meros co-adjuvantes deste levantes de civismo que hoje recordamos, e no qual se destacaram as figuras valorosas Cap. Eurípedes Esteves de Lima; 1º Tenente Augusto Maynard Gomes, 1º Tenente João Soarino de Melo, 2º Tenente Manuel Messias de Mendonça que então serviam na brilhante unidade do 28º Batalhão de Caçadores.


domingo, 18 de abril de 2010

HISTÓRIA DOS MUNICÍPIOS SERGIPANOS

PRÓXIMA SEMANA AQUI,  RESUMOS DA HISTÓRIA DOS MUNICÍPIOS SERGIPANOS

EM BREVE !




AGRADEÇO PELA VISITA NO MEU BLOG

23.000 ACESSOS EM 7 MESES
OBRIGADO A TODOS !

domingo, 11 de abril de 2010

ROSÁRIO DO CATETE PODE TER NOVAS ELEIÇÕES

Matéria do blog da jornalista  Kátia Santana  sexta, 9 de Abril de 2010



Rosário do Catete pode ter novas eleições


Isso porque a Justiça cassou os mandatos do prefeito Etelvino Barreto e do vice, Alexsandro Araújo


O juiz Pablo Moreno Carvalho da Luz, da Comarca de Maruim, cassou ontem os mandatos do prefeito e do vice-prefeito de Rosário do Catete, Etelvino Barreto Sobrinho, o ‘Vino’ (PMDB) e o Alexsandro Araújo (PT), respectivamente.

Também atribuiu a ambos uma multa no valor de 35 mil Unidades Fiscais de Referência (Ufirs), equivalente a pouco mais de R$ 35 mil para cada um. Eles são acusados de abuso do poder econômico e compra de votos nas eleições de 2008.

quarta-feira, 24 de março de 2010

HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE RIACHUELO PARA O CONCURSO


Caracterização do Município de Riachuelo-Sergipe
Breve Histórico


Adailton


Riachuelo fica a 29 quilômetros de Aracaju. Historiadores afirmam que as primeiras informações sobre o município dão conta que aquelas terras, em finais de 1590, eram ocupadas pela família dos Pinto. O centro das atenções era o engenho do português Mesquita Pinto. E é assim que a localidade começa a ser conhecida. Por causa das terras extremamente férteis, e dos rios Sergipe, Cotinguiba e Jacarecica, os Pinto se transformaram em grandes produtores de açúcar, algodão e gado.



quinta-feira, 18 de março de 2010

ANULAÇÃO DO CONCURSO DE ROSARIO DO CATETE

AVISO
O CONCURSO DA PREFEITURA DE ROSÁRIO DO CATETE FOI ANULADO




SEPROD
SERVIÇO DE PROCESSAMENTO DE DADOS

Rua Marechal Bittencourt, 397, Centro – Alagoinhas/Ba – CNPJ 07.196.055/0001-68
Tel. (75) 3422-3042 – www.seprod.com.br



NOTA DE ESCLARECIMENTO


SEPROD-SERVIÇO DE PROCESSAMENTO DE DADOS LTDA,

vem comunicar aos 9.474 candidatos inscritos ao Concurso Público do Município de Rosário do Catete, a suspensão dos atos do referido concurso, inclusive a prova escrita designada para o dia 28.03.2010, em cumprimento a ordem judicial proferida pela Exmª Srª Drª Juíza de Direito, ÉRICA MAGRI MILANI, nos autos da ação Civil Pública Nº 201074200092 proposta pelo Ministério Público do Estado deSergipe.A motivação da referenda ação e conseqüente fundamentação da decisão judicial, encontram-se disponibilizadas no site “www.tj.se.gov.br” através de consulta ao número do processo supra citado. Alagoinhas- Ba., 17 de março de 2010.


A DIREÇÃO
SEPROD

terça-feira, 16 de março de 2010

ARACAJU, A HISTÓRIA DA MUDANÇA DA CAPITAL

155 ANOS DE MUITA HISTÓRIA
(Texto de Luis Fernando Soutelo escrito em 1999)

Luiz Fernando R. Soutelo


Há exatamente cento e quarenta e quatro anos, completados a 17 de março de 1999, uma resolução da Assembléia Provincial elevava "o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de Cidade" e transferia para ele a capital da Província, até então situada na vetusta São Cristóvão, onde se instalara depois de outras localizações a principal povoação de Sergipe nos primeiros anos do século XVII.




MUDANÇA DA CAPITAL



MUDANÇA DA CAPITAL
JOÃO BEBE ÁGUA E SUAS HISTÓRIAS


*Adailton Andrade




Há aqueles que afirmam que João Bebe Água nasceu em são Cristóvão, porém indícios das investigações apontam Itaporanga D’ajuda (família Borges). Sabe-se, pelos registros, que o provável ano do seu nascimento foi 1823. O Filho do Capitão Francisco Borges da Cruz veio de uma família pequena, tendo apenas um irmão Silvério da Costa Borges. Casou-se aos 50 anos. Seu contemporâneo Serafim Santiago, no Anuário Cristovense, lembra: “já o encontrei viúvo”.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

HISTÓRIA DOS PREFEITOS DE ROSÁRIO DO CATETE


O HOMEM QUE TRANSFORMOU A EDUCAÇÃO
EM ROSÁRIO DO CATETE

JOSÉ MARTINHO XAVIER


adailton Andrade


Xavier assim como era conhecido em Rosário do Catete, e nos demais municípios do estado devido suas atividades profissionais, alem de prefeito exerceu varias outras atividades que contribuíram para o desenvolvimento do seu município, também é de conhecimento sua participação em diversos movimentos sociais e religiosos. Foi também dono de cartório e presidente de uma associação de caridade em Rosário do Catete, mas na qualidade de prefeito e de chefe político que deu maior visibilidade na carreira publica.
Xavier nasceu no antigo povoado Pedro Gonçalves, município de Rosário do Catete filho de Francisco Xavier das Chagas e dona Maria Marta de Jesus.foi aluno da conceituada professora Maria Rosa dos Santos isso logo no ano de 1933, concluiu o curso primário com outra professora Maria de Freitas Santos, anos depois conclui seu curso ginasial através do projeto Minerva, antigo curso Madureza.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CÂMARA MUNICIPAL DE ROSÁRIO DO CATETE





CÂMARA MUNICIPAL DE ROSÁRIO DO CATETE




pesquisa: Adailton Andrade



RELAÇÃO DOS PRESIDENTES DA CÂMARA DE VEREADORES DE ROSÁRIO DO CATETE

HISTÓRIA DE SERGIPE PARA CONCURSO




A Revolução de 1930 em Sergipe



Adailton Andrade


Os anos que antecedem a revolução 1930 em Sergipe e que coincidem com os primeiros anos do regime republicano têm como principal característica à dominação de frações dominantes e oriundas do patronato rural composto principalmente pelos grandes produtores de açúcar, seguido de proprietários rurais oriundos da criação de gado ou cultura de exportação como o algodão. A primeira fase republicana é marcada pelo domínio da facção liderada pelo Monsenhor Olímpio Campos. Após a morte de Olímpio Campos o controle do poder é permutado entre lideranças tradicionais, como o General José Siqueira Menezes (1911-1914) , Oliveira Valadão (1914-1918) Coronel Pereira Lobo(1918-1922), Graco Cardoso (1922-1926) e Manoel Correia Dantas (1927-1930). Essa fase é marcada pela hegemonia do das classes patronais da onde inexiste praticamente a organização de classes operárias e subalternas. Trata-se de um período marcado pelo autoritarismo e pelo coronelismo conforme cita Ibarê Dantas "Os grupos oligárquicos que controlava a sociedade política sob a chefia de religiosos, civis e militares enquadrava-se na ideologia e nos interesses materiais da classe dominante, organizando-a sob a hegemonia da fração ligada ao açúcar". (Dantas. pág. 20). Apesar do predomínio das oligarquias, Sergipe ainda foi palco de alguns movimentos reformista, como: a Reação Republicana, o Movimento Tenentista em 1924, além da campanha da Aliança Liberal em 1926.



A Revolução de 1930 em Sergipe os Interventores



Por Luiz Antônio Barreto




O presidente Manoel Dantas elegeu seu sucessor na presidência do Estado, o comerciante Francisco de Souza Porto, experiente político oriundo do município de Nossa Senhora das Dores, por várias vezes deputado estadual, presidente da Assembléia, casado na família dos trucidados de Araraquara, episódio de violência da chamada República Velha, em São Paulo. Os revolucionários de 1930, no entanto, tiraram Manoel Dantas do Poder e não reconheceram a eleição de Francisco de Souza Porto, estabelecendo a política dos Interventores Federais, com plenos poderes no Estado.




sábado, 13 de fevereiro de 2010

PERFIL DO MUNICÍPIO DE ROSÁRIO DO CATETE





PERFIL DO MUNICÍPIO DE ROSÁRIO DO CATETE



ROSÁRIO DO CATETE
Adailton Andrade

PASSANDO POR REVISÃO..

HISTÓRIA DE ROSÁRIO DO CATETE






PREFEITOS DE ROSÁRIO DO CATETE



INÍCIO TÉRMINO NOMES
1905 1906 Manoel do Nascimento
1906 1907 Matias Curvelo de Mendonça
1908 1909 Alfredo Franco
1910 1911 José Curvelo de Mendonça
1912 1913 Pedro Ferreira de Barros
1913 1914 José Gomes da Cunha Sobrinho
1915 1919 Pedro Ferreira de Barros
1920 1922 Dr. Odilon Ferreira Machado
1923 1925 Padre Afonso Tojal
1926 1928 Antônio Soares Freire
1929 1930 Manoel da Silva Maynard
1930 1932 Salústio Vieira de Meio
1932 1933 Semeão Machado de Aguiar Menezes
1933 1934 Abílio Curvelo de Mendonça
1934 1935 João Machado Sobrinho
1935 1935 Polycarpo Diniz de Resende
1935 1935 Adalício Vieira de Menezes
1935 1937 Polycarpo Diniz de Resende
1937 1937 José Paes de Azevedo Sã
1937 1939 Polycarpo Diniz de Resende
1939 1939 Anfilófio Vieira de Azevedo
1939 1939 Ulysses Garcia da Rocha


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

CONCURSO PÚBLICO DE ROSARIO DO CATETE

em revisão !

link para o edital:

http//www.seprod.com.br

AS INSCRIÇÕES FICARÃO ABERTAS NO PERÍODO DE
09 A 26 DE FEVEREIRO DE 2010, DAS 8 ÀS 13H-SEGUNDA A SEXTA. LOCAL: MUNICÍPIO DE ROSÁRIO DO CATETE NA SEDE DA PREFEITURA MUNICIPAL, SITUADA NA PRAÇA CLODOALDO PASSOS, Nº38, CENTRO .

HISTÓRIA DE ROSÁRIO DO CATETE





quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PRAÇA FAUSTO CARDOSO E SUAS HISTÓRIAS

HISTÓRIA E MEMÓRIA

PRAÇA FAUSTO CARDOSO E SUAS HISTÓRIAS

NA MEMÓRIA DE MURILLO MELINS

Murillo Melins (foto: Aldaci de Souza,Infonet )



*Adailton dos Santos Andrade


Murillo Mellins nasceu em Neópolis, antiga Vila Nova, em 22 de outubro de 1928. Filho do saudoso Mário Mellins Intendente de Neópolis (antiga Vila Nova) foi uma pessoa simples de um grande conhecimento dos fatos que marcaram a História da capital. Alguns chamam Murillo de memorialista, outros de pesquisador, outros de guardião da História de Sergipe onde puxa as lembranças da memória política e cultural da nossa gente.

domingo, 31 de janeiro de 2010

GETULIO VARGAS CHEGA A SERGIPE - 1950

“Campanha Presidenciável de Vargas em Sergipe em 29 de agosto de 1950”



(Vargas desembarcando em Aracaju para o grande comício na Praça Fausto Cardoso )




*Adailton dos Santos Andrade



Manchete de primeira pagina dos principais jornais de Sergipe tinham como principal manchete a presença do senador Getulio Vargas em Aracaju em campanha para presidente em 02 de setembro de 1950, com a presença do senador, candidato a re-eleição ao senado, Augusto Maynard Gomes. Getúlio levou o Estado a realizar grandes investimentos em infra-estrutura, ampliou os direitos trabalhistas com o objetivo de aumentar a massa salarial e buscou proteger a iniciativa empresarial nacional tornando uma série de atividades econômicas privativas de empresas organizadas no Brasil cujos titulares fossem brasileiros.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

ANTÔNIO GARCIA FILHO

HISTÓRIA DE ROSÁRIO DO CATETE
FILHOS ILUSTRES
* Por Luiz Antônio Barreto
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Poucos homens construíram um perfil tão múltiplo, tanto na compreensão da realidade, quanto na criação de linguagens, como Antonio Garcia Filho, nascido em 1916 e falecido em 1999. Rosário do Catete não era apenas a terra de senhores de engenhos, de sobrenomes importantes na hierarquia endinheirada da região da Cotinguiba, (referência à Freguesia e não ao rio), era também um lugar de homens simples, como Antonio Garcia Sobrinho, misto de farmacêutico e funcionário público, chefe de uma prole de grandes vultos: Robério, Luiz, Carlos, José, Antonio, para falar apenas dos homens, que ganharam notoriedade em seus fazeres.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

HISTÓRIA POLÍTICA DE ROSÁRIO DO CATETE



ALOÍSIO DANTAS DE MENDONÇA


PREFEITO DE ROSÁRIO DO CATETE NO
PERÍODO DE 1964 A 1967


Adailton Andrade



Nasceu no dia 1º de abril de 1916 no engenho Ilha, município de Rosário do Catete-Sergipe. Filho de Abílio Curvelo de Mendonça e dona Josefina Gomes Dantas, seus avós paternos foram Mathias Curvelo de Mendonça e dona Ermida Joaquina da Silva Mendonça (proprietários do engenho Ilha); seus avós maternos Manoel Gomes Dantas e dona Josefa Cecília Gomes Dantas (proprietários do engenho Aruarí município de Santo Amaro das Brotas).

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O IHGSE TEM NOVO PRESIDENTE !

Samuel Albuquerque






PROFESSOR DA UFS É ELEITO PRESIDENTE DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SERGIPE


Samuel Albuquerque, professor do curso de Museologia da UFS, foi eleito presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe -- IHGSE. A eleição ocorreu no dia 17 de dezembro de 2009, quando mais de 70% dos sócios regulares do Instituto elegeram a nova Diretoria.

O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, carinhosamente conhecido como a “Casa de Sergipe”, sempre foi capitaneado por figuras de elevado capital social e, desde a década de 1940, renomados “intelectuais da educação” passaram a presidir o sodalício, como José Augusto da Rocha Lima (1941/1945), José Calasans Brandão da Silva (1945/1947), João Batista Perez Garcia Moreno (1947/1951), Felte Bezerra (1951/1953), José da Silva Ribeiro Filho (1965/1967), José Bonifácio Fortes Neto (1967/1969) e Maria Thetis Nunes (1972/2003).

O professor Samuel Albuquerque substituirá o historiador e cientista político Ibarê Dantas, que preside o Instituto desde 2004.

Segundo o presidente eleito, o principal desafio da sua gestão será dar continuidade a ampla reforma promovida por Ibarê Dantas no Instituto. “É preciso dar mais visibilidade e ampliar o diálogo do Instituto com a sociedade sergipana. É preciso dar continuidade ao processo de modernização do Instituto e democratização do seu acervo. É preciso continuar restaurando e conservando os acervos do museu, pinacoteca, arquivo e biblioteca do Instituto. É preciso garantir a periodicidade da Revista do IHGSE, o mais antigo periódico científico em circulação no Estado. É preciso conservar as parcerias do Instituto com a UFS, com o Governo do Estado de Sergipe e com a Prefeitura de Aracaju.... Enfim, é necessário garantir que o Instituto continue sendo um dos principais centros de pesquisa e preservação da memória em Sergipe”, diz o professor Samuel.

Para atingir seus objetivos, Samuel Albuquerque contará com uma equipe de peso, composta, inclusive, por professores e ex-professores da UFS. A vice-presidência será ocupada por Ibarê Dantas, que auxiliará o novo presidente, transmitindo-lhe sua experiência de gestor do Instituto. Josefa Eliana Souza, do Departamento de Educação da UFS, será a secretaria geral. Terezinha Oliva será a oradora do Instituto, primeira mulher a ocupar o referido cargo. A nova Diretoria conta, ainda, com José Vieira da Cruz (1º secretário), José Rivadálvio Lima (2º secretário), Saumíneo Nascimento (1º tesoureiro) e Igor Moraes Albuquerque (2º tesoureiro).

A posse de Samuel Albuquerque e da nova Diretoria do IHGSE ocorrerá na do dia 19 de janeiro, no auditório do próprio Instituto, localizado à Rua Itabaianinha, 41.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

MANOEL CABRAL MACHADO

HISTÓRIA DE ROSÁRIO DO CATETE




O INTELECTUAL FILHO ILUSTRE DE ROSÁRIO DO CATETE



Por Luiz Antônio Barreto

Manuel Cabral formou-se em Direito e foi responsável pela fundação de quatro faculdades no Estado – Ciências Econômicas, Direito, Filosofia e Serviço Social – na Universidade Federal de Sergipe, onde chegou a se tornar professor emérito. Dono de uma mente brilhante, escreveu diversos ensaios, poesias e artigos sobre a sociedade sergipana, tendo sido um dos mais atuantes intelectuais do Estado. Mesmo com idade avançada, atuava como colaborador de jornais na capital. Machado era membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Brasileira de Ciências Sociais.
O acadêmico também possuía vasto currículo de atuação na vida pública. Foi secretário da prefeitura de Aracaju na administração de José Garcez Vieira, foi diretor do Serviço Público no governo do Estado durante a gestão de Maynard Gomes, secretário da Fazenda e chefe da casa civil no governo de José Rollemberg Leite, secretário de Educação do governador Celso de Carvalho e procurador geral no governo de Antônio Carlos Valadares. Machado chegou a ser líder do antigo Partido Social Democrático – PSD, conselheiro do Tribunal de Contas e deputado estadual por três legislaturas.






O intelectual Manoel Cabral Machado, um dos maiores vultos do século XX, que marcou com sua presença décadas seguidas com atividades inovadoras. Filho do médico Odilon Ferreira Machado (médico e prefeito em Rosário do Catete) de Maria Evangelina Cabral Machado, neto do bacharel Manoel de Lemos de Souza Machado, Manoel Cabral Machado nasceu em Rosário do Catete, em 30 de outubro de 1916, onde seu pai fixou residência como clinico, em 1915.
Criado na Capela, cidade onde seu pai voltou a fixar-se como médico, Manoel Cabral Machado adquiriu uma cidadania capelense, afetiva, presente em sua vida de 92 anos. Depois de desarnar nas primeiras letras, no interior, foi aluno dos colégios Salesiano e Ateneu, em Aracaju, iniciando-se nos movimentos de agitação política estudantil
escrevendo e pronunciando discursos, o primeiro deles diante do corpo morto do jovem Lises Campos, e filiando-se ao movimento integralista e a outras mobilizações dos jovens sergipanos da sua época. Mudando-se para Salvador e ingressando na Faculdade de Direito da Bahia, bacharelou-se na turma de 1942. Entre os convites para advogar na Bahia, ou em outro Estado, Manoel Cabral Machado preferiu retornar a Sergipe, engajando-se na vida local, já como um liberal.

Depois de curta e acidentada passagem, como Promotor nomeado, mas não empossado, de Neópolis, Manoel Cabral Machado ingressou na vida administrativa sergipana, no Gabinete do Prefeito José Garcez Vieira, passando depois a atuar no Departamento do Serviço Público, atual Secretaria de Estado da Administração, levado pelo Secretário Geral Francisco Leite Neto, que viria a ser um dos seus grandes amigos e correligionário político. Com a redemocratização de 1945 ajudou a fundar o PSD – Partido Social Democrático, candidatando-se, sem êxito, à Assembléia Estadual Constituinte.



Derrotado nas urnas, foi convidado para compor a equipe de Governo do Dr. José Rollemberg Leite, eleito em princípios de 1947, assumindo a Secretaria da Fazenda, onde implantou um sistema austero de gastos, fez uma revisão das propriedades e cobrou impostos de todos os contribuintes, fossem ou não correligionários. Sua atuação, conquanto servisse ao Estado e aos interesses públicos, provocou reações de aliados políticos e ele terminou substituído, passando posteriormente a ocupar a Secretaria de Governo. Mais tarde, por concurso público, foi Procurador do Instituto do Açúcar e do Álcool, em Sergipe.



Dedicando-se à política, sem prejuízo de outras atividades, principalmente as do magistério, que abraçou também na década de 1940, Manoel Cabral Machado foi eleito três vezes deputado estadual, aumentando em cada eleição o número de votos: 1950, 1.460 votos; 1954, 1824 votos; 1958, 2.012 votos. Na Assembléia Legislativa exerceu a liderança do seu partido e do Governo, e foi uma das vozes mais acreditadas, com uma oratória fluente, rica intelectualmente, e de forte radicalismo partidário. Sua presença na vida do PSD e nos mandatos que galgou pelo seu partido não interferiram nas suas atividades intelectuais, ou no conceito que sempre gozou no magistério secundário e superior do Estado.
Com o movimento militar de 1964 que prendeu e depôs o governador Seixas Dória, levando o vice Celso de Carvalho a assumir o Governo, Manoel Cabral Machado foi nomeado Secretário da Educação, em substituição a Luiz Rabelo Leite. Em 1966 compôs com Lourival Baptista a chapa para Governo do Estado, por via indireta, sendo eleito vice governador. Em 1970 renunciou, juntamente com o governador, sendo nomeado Conselheiro do recém criado Tribunal de Contas do Estado, onde foi três vezes presidente, aposentando-se em 1986, aos 70 anos. Foi, ainda, Consultor do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe e Procurador Geral do Estado.
No magistério, Manoel Cabral Machado construiu uma extensa e ilustre participação, como professor de História do Brasil e História Universal do Colégio Ateneu; de Noções de Direito e Economia Política da Escola de Comércio Conselheiro Orlando; de História do Brasil e Sociologia da Educação do Colégio Nossa Senhora de Lourdes; de História do Brasil e História Universal do Colégio Tobias Barreto; de Administração e Finanças, Direito Financeiro e Direito Internacional no Curso de Administração e Finanças, da Escola de Comércio Conselheiro Orlando, que precedeu a Faculdade de Ciências Econômicas; de Valor e Formação de Preço na Faculdade de Ciências Econômicas; de Direito do Trabalho, Direito Civil e Economia Política da Faculdade de Direito de Sergipe; de Filosofia Antiga, Filosofia Medieval e Sociologia Geral; e de Sociologia da Escola de Serviço Social.
Membro da Academia Sergipana de Letras desde 1963,, ocupante da Cadeira 25, substituindo a Antonio Manoel de Carvalho Neto, falecido em 1954, Manoel Cabral Machado teve profícua atividade jornalística, no Diário de Sergipe e noutros jornais, colaborou com revistas, especialmente a da Academia Sergipana de Letras e publicou diversos livros, destacando-se: Brava gente sergipana e outros bravos (1999), Elegias a Elohim, Poemas à mãe de Deus, Aproximações Críticas (todos de 2002), Baladas de bem-querer à Bahia (2003) e O aprendiz de oboé (2005). Manoel Cabral Machado presidiu a Academia Sergipana de Letras, e freqüentou, permanentemente, as suas sessões, como um dos mais atuantes debatedores.
Foi, ainda, por muitos anos, Orador do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Figura, também, como membro de outras entidades culturais e sociais, como a Associação Franco-Brasileira (Aliança Francesa), destacando-se, nacionalmente, como integrante da Academia Brasileira de Ciências Sociais, com sede no Rio de Janeiro.
Casado, desde 1944, com sua prima Maria de Lourdes, falecida em 2001, Manoel Cabral Machado é pai de 6 filhos: Nina Maria, advogada, já falecida, Odilon, professor e intelectual, Manoel Félix, Administrador de Empresas, Maria de Fátima, professora, Ascendina Maria, Odontóloga e Bacharela em Direito, e Antonia Lúcia. E avô de muitos netos, entre eles o Promotor de Justiça Manoel Cabral Machado Neto.
Manoel Cabral Machado faleceu em Aracaju, na noite de 13 de janeiro de 2009, de falência múltipla de órgãos, recebendo homenagens dos parentes, amigos, admiradores, ex-alunos, de companheiros rotarianos, do Tribunal de Contas do Estado, e da Academia Sergipana de Letras, onde o corpo foi velado no dia 14, sendo sepultado em Capela, no chão que tinha adotado como seu. O Governo do Estado, pelo governador interino deputado Ulices Andrade, decretou Luto Oficial, em homenagem ao ilustre professor, intelectual e homem público sergipano filho ilustre e esquecido e desconhecido pelo seus conterrâneos .


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* Jornalista, historiador e diretor do Instituto Tobias Barreto e ex-secretário de Estado da Cultura. Escreve para o Portal Infonet todos os sábados.
Contato : institutotobiasbarreto@infonet.com.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Trânsito no início do século XX





* Andreza Maynard


Foi-se o tempo em que os sergipanos podiam se gabar de não enfrentar engarrafamentos. Ainda não estamos passando pela situação caótica dos paulistas, mas Aracaju definitivamente não é mais a mesma. O elevado número de veículos e os “descuidos” de alguns motoristas têm complicado o trânsito na capital. Em função das facilidades para adquirir um veículo mais pessoas têm procurado as revendedoras de automóveis, bem como as auto-escolas e o Detran em Sergipe para conseguir a carteira nacional de habilitação. Assim, o que se nota é que aumentou o número de veículos, motoristas e a agitação no trânsito. Tudo isso acaba tumultuando o fluxo, principalmente quando as pessoas seguem para o trabalho, escola, no horário do almoço ou no retorno para casa. E ainda há os que se julgam mais esperto que e simplesmente não cumprem as determinações do código de trânsito.

PRAÇA FAUSTO CARDOSO E SUAS HISTÓRIAS

NA MEMÓRIA DE MURILO MELINS

*Adailton dos Santos Andrade

Murilo Mellins nasceu em Neopolis antiga Vila Nova em 22 de outubro de 1928, filho do saudoso Mario Mellins que dentre outras coisas foi Intendente de Neópolis (antiga Vila Nova) uma pessoa simples, de um grande conhecimento dos fatos que marcaram a historia da capital. Alguns chamam de memorialista, outros de pesquisador, outros de guardião da historia de Sergipe, sempre puxando das lembranças a memória política e cultura da nossa gente.

UM INTELECTUAL SERGIPANO NO PODER: LOURIVAL FONTES NO SENADO FEDERAL (1955-1963)







*Aldenise Cordeiro Santos


INTRODUÇÃO:

Lourival Fontes, um dos filhos ilustres de Riachão do Dantas, foi considerado um grande pensador político de seu tempo. Ele soube se instrumentalizar das teorias e argumentações de sua época, para tecer com propriedade uma análise política, econômica e social do Brasil. Durante o Estado Novo (1937-1945), entre os anos de 1939 a 1942 esteve à frente do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, tornando-se um dos principais ideólogos do governo varguista. Além de ter tido uma apurada experiência quanto às questões internacionais, devido ao contato que teve com o mundo diplomático, enquanto foi embaixador do Brasil no México e no Canadá entre os anos de 1944 a 1950.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Instituto Ricardo Brennand


INSTITUTO RICARDO BRENNAND




* Adailton Andrade




Fui a Recife participar do IV Encontro de Cultura e Memória na UFPE onde fui convidado, por minha cunhada Queliane e seu ilustre namorado Bruno, a conhecer o “BRENNAND”, pois bem vamos ao Museu....Encantamento, esta foi a impressão ao chegar ao Instituto Ricardo Brennand, em Recife, no bairro da Várzea. Em uma área aproximada de 100 hectares circundados pela Mata Atlântica, o castelo - que mistura os estilos medieval e gótico - tem jardins rodeados por lagos habitados por cisnes e flamingos, obras de arte e esculturas. Para chegar às dependências do Instituto, deve-se percorrer uma longa alameda ladeada de palmeiras imperiais. A sensação é de estar adentrando em lugar suntuoso, além da nossa realidade, que nos remete à fantasia retratada pelo cinema e em livros.


sábado, 21 de novembro de 2009

REVOLUÇÃO DE 1930, EM MINAS GERAIS, REDUTO DE LUTA E RESISTÊNCIA


PASSAGEM DA FORÇA REVOLUCIONARIA EM MINAS, ONDE A BRAVURA DE AUGUSTO MAYNARD GOMES DEIXOU GRAVADA PARA SEMPRE O NOME DE SERGIPE NA REVOLUÇÃO





* Adailton Andrade

A missão de Minas Gerais, dentro do plano global, se restringia ao próprio Estado e os Estados limítrofes. Como o governador Olegário Maciel era já um ancião de 75 anos de idade, essa condição transmitia ao presidente Washington Luís um sentimento de tranqüilidade, todavia, nos bastidores, a conspiração prosseguia intensa. Ao cair da tarde de 3 de outubro, iniciou-se o levante, com a prisão do comandante interino da guarnição federal, que era o tenente-coronel José Joaquim de Andrada, mas a rendição das tropas não se fez senão depois de uma resistência que durou vários dias e ocasionou inúmeras baixas de ambos os lados.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

LUIZ GARCIA, UM GOVERNANTE INOVADOR

SERIE GOVERNADORES DO ESTADO NASCIDO EM
ROSÁRIO DO CATETE ( 01 )



Colaboradres
Luis Antonio Barreto


Luiz Garcia, filho de Antonio Garcia Sobrinho e de Antonia Garcias, nasceu em Rosário do Catete em 14 de outubro de 1910. Seu pai, alternando atividades comerciais com a de funcionário público, encaminhou os filhos para os estudos, enquanto dava o exemplo político do engajamento, como quando apoiou o movimento tenentista de Augusto Maynard Gomes. Família grande – Luiz, Robério, Antonio, Carlos, José – para citar apenas os homens que saíram de Rosário do Catete e se tornaram advogados, médico, engenheiro -, apenas Robério Garcia não teve formação superior, sacrificando-se, por opção pessoal, para ajudar a que os irmãos obtivessem o grau nas profissões que escolheram.

Luiz Garcia bacharelou-se em Direito e exerceu, plenamente, a advocacia com escritório em Aracaju e no Rio de Janeiro, conciliando com as atividades jornalísticas, intelectuais e políticas. Redigiu vários jornais, demorando-se no Correio de Aracaju, do qual foi Diretor. Foram os seus artigos, alguns deles de crítica literária, discursos, conferências que motivaram os acadêmicos para elegê-lo membro da Academia Sergipana de Letras, ocupando, desde 1942, a Cadeira nº 37 do Sodalício.

(terminal Rodoviário Luis Garcia, cosntruido na sua administração )

Quando da organização dos partidos políticos locais, em 1933/34, ingressou no PSD, ao lado de Leandro Maciel, com quem conviviria sempre, na UDN e na ARENA, disputando muitos mandatos. Foi eleito Deputado Estadual em 1934, participando da elaboração da Constituição de 1935. Em 1945, quando da formação dos partidos nacionais, ingressou na União Democrática Nacional, candidatando-se à Câmara Federal, ficando na 1ª Suplência. Na eleição de janeiro de 1947 foi candidato ao Governo do Estado, enfrentando as candidaturas de José Rollemberg Leite e de Orlando Dantas.
A campanha de governador se transformou numa batalha sem precedentes. A hierarquia da Igreja católica resolveu assumir bandeiras doutrinárias, para evitar que os eleitores votassem em candidatos que fossem a favor do divórcio e do aborto, dentre outras posições, fundou a Liga Eleitoral Católica, entregando a sua direção, em Sergipe, ao advogado e empresário Hélio Ribeiro, de tradicional família de empresários. A LEC fez uma intensa campanha de mobilização do eleitorado católico, e conclamou os políticos e candidatos a que firmassem, de público, compromissos com as teses defendidas pela Igreja. A UDN e seus candidatos, inclusive Luiz Garcia, firmaram com a LEC um protocolo de defesa dos ideais católicos, mas, no curso da campanha, os udenistas romperam o acordo e foram buscar os votos dos comunistas, que participaram, com sigla própria, das eleições. A Liga Eleitoral Católica reagiu, apoiou a candidatura de José Rollemberg Leite, deu sinal verde para Orlando Dantas, e ameaçou de excomunhão os católicos que votassem nos candidatos udenistas.
Conta-se que em Laranjeiras, reduto udenista, o padre Filadelfo Jônatas de Oliveira recebeu a Nota Oficial da Diocese, assinada pelo Bispo Dom José Tomás Gomes da Silva, para que fosse lida na missa dominical da paróquia, repudiando os candidatos da UDN. Como o padre tinha simpatias pelos udenistas, transpôs o texto para o latim e fez a leitura para os fiéis, que não entenderam nada. A radicalização dos católicos levou a um resultado eleitoral consagrador, tornando clara a vitória da LEC elegendo o engenheiro e professor José Rollemberg Leite, do Partido Social Democrático – PSD, governador do Estado, na primeira das eleições diretas, desde 1930.

Luiz Garcia, homem de fé, manteve-se no Catolicismo e nos mandatos de Deputado Federal, quatro ao todo, (1951-1955, 1955-1959, 1967-1971, e 1971-1975 e 1º Suplente de 1979-1983), deu mostras da sua fidelidade religiosa, combatendo os projetos que davam direitos às companheiras e os que estabeleciam o divórcio no Brasil, notadamente as tentativas feitas por Nelson Carneiro. Estão nos Anais da Câmara Federal os discursos memoráveis, em defesa do magistério moral da Igreja. O episódio da eleição de 1947 e as indisposições com a LEC pareceram, sempre, completamente superados.

Em 1958 Luiz Garcia foi eleito Governador do Estado, vencendo a José Rollemberg Leite e sucedendo a Leandro Maciel na chefia do Governo. Instala-se uma administração de grandes inovações e empreendimentos, que modernizaria Sergipe, a começar pela criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Condese), uma espécie de escola de Governo, priorizando o planejamento e formando quadros para a administração pública, ao tempo em que fixava as grandes linhas da administração. Seguiram-se o Banco de Fomento (atual Banese), a Energipe, o Ipes, a Secretaria de Educação, Cultura e Saúde, confiada ao irmão, o médico e intelectual Antonio Garcia Filho, e obras essenciais como a Estação Rodoviária, construída na Esplanada do Bonfim, o Hotel Palace de Aracaju, no lugar onde havia o Quartel do 28 BC, na praça General Valadão, o Centro de Reabilitação Ninota Garcia, na velha Usina do bairro Industrial, o Salão de Passageiros do Aeroporto de Santa Maria, o Museu Histórico de Sergipe, em São Cristóvão, instalado no prédio do antigo Paço Provincial, e criou a Faculdade de Medicina.

Além da construção de grupos escolares, jardins de infância, postos médicos, estradas, serviços de água e de luz, o Governo Luiz Garcia deu destaque as atividades culturais, criando núcleos, como o de Artes Plásticas, colocando painéis artísticos de Jenner Augusto em obras públicas, como o Hotel Palace e a Estação de Passageiros do Aeroporto de Aracaju, e publicando livros, como forma de valorização da literatura sergipana.

A família de Luiz Garcia, toda ela, construiu biografias notáveis. Robério, como dirigente desportivo, presidente da Federação Sergipana de Futebol, profissionalizou o futebol e foi, ainda, membro destacado do Partido Comunista Brasileiro. Carlos Garcia, jornalista, escritor, advogado, elegeu-se vereador em Aracaju, pela legenda do PCB, e seu cunhado, o médico baiano Armando Domingues foi eleito deputado estadual, na Assembléia Estadual Constituinte de 1947. Carlos Garcia mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou no sistema previdenciário e manteve escritório de advocacia. Antonio Garcia Filho, médico, professor, escritor e compositor, foi também vereador em Aracaju, pelo Partido Socialista Brasileiro, presidente da Academia Sergipana de Letras. José Garcia Neto, engenheiro, fez carreira política no Mato Grosso, sendo vice governador daquele Estado. No Governo do seu irmão, dirigiu o Departamento de Estradas de Rodagens em Sergipe.

Casado com Maria Emília Pinto Garcia, Luiz Garcia teve 4 filhos: Fernando, Gilton, Antonio Amândio e Vânia. Antonio Amândio tentou a política e foi candidato a deputado estadual, na eleição de 1974, mas não foi eleito. Gilton Garcia elegeu-se deputado estadual em 1968, deputado federal em 1982 e foi governador do Amapá, nomeado pelo presidente Fernando Collor de Melo. Fernando é Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amapá. Luiz Garcia, que foi um dos professores fundadores da Faculdade de Direito de Sergipe, morreu em Aracaju, em 11 de agosto de 2001.
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artigo escrito por Luis Antonio Barreto