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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

HISTÓRIA POLÍTICA DE ROSÁRIO DO CATETE



ALOÍSIO DANTAS DE MENDONÇA


PREFEITO DE ROSÁRIO DO CATETE NO
PERÍODO DE 1964 A 1967


Adailton Andrade



Nasceu no dia 1º de abril de 1916 no engenho Ilha, município de Rosário do Catete-Sergipe. Filho de Abílio Curvelo de Mendonça e dona Josefina Gomes Dantas, seus avós paternos foram Mathias Curvelo de Mendonça e dona Ermida Joaquina da Silva Mendonça (proprietários do engenho Ilha); seus avós maternos Manoel Gomes Dantas e dona Josefa Cecília Gomes Dantas (proprietários do engenho Aruarí município de Santo Amaro das Brotas).

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O IHGSE TEM NOVO PRESIDENTE !

Samuel Albuquerque






PROFESSOR DA UFS É ELEITO PRESIDENTE DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SERGIPE


Samuel Albuquerque, professor do curso de Museologia da UFS, foi eleito presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe -- IHGSE. A eleição ocorreu no dia 17 de dezembro de 2009, quando mais de 70% dos sócios regulares do Instituto elegeram a nova Diretoria.

O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, carinhosamente conhecido como a “Casa de Sergipe”, sempre foi capitaneado por figuras de elevado capital social e, desde a década de 1940, renomados “intelectuais da educação” passaram a presidir o sodalício, como José Augusto da Rocha Lima (1941/1945), José Calasans Brandão da Silva (1945/1947), João Batista Perez Garcia Moreno (1947/1951), Felte Bezerra (1951/1953), José da Silva Ribeiro Filho (1965/1967), José Bonifácio Fortes Neto (1967/1969) e Maria Thetis Nunes (1972/2003).

O professor Samuel Albuquerque substituirá o historiador e cientista político Ibarê Dantas, que preside o Instituto desde 2004.

Segundo o presidente eleito, o principal desafio da sua gestão será dar continuidade a ampla reforma promovida por Ibarê Dantas no Instituto. “É preciso dar mais visibilidade e ampliar o diálogo do Instituto com a sociedade sergipana. É preciso dar continuidade ao processo de modernização do Instituto e democratização do seu acervo. É preciso continuar restaurando e conservando os acervos do museu, pinacoteca, arquivo e biblioteca do Instituto. É preciso garantir a periodicidade da Revista do IHGSE, o mais antigo periódico científico em circulação no Estado. É preciso conservar as parcerias do Instituto com a UFS, com o Governo do Estado de Sergipe e com a Prefeitura de Aracaju.... Enfim, é necessário garantir que o Instituto continue sendo um dos principais centros de pesquisa e preservação da memória em Sergipe”, diz o professor Samuel.

Para atingir seus objetivos, Samuel Albuquerque contará com uma equipe de peso, composta, inclusive, por professores e ex-professores da UFS. A vice-presidência será ocupada por Ibarê Dantas, que auxiliará o novo presidente, transmitindo-lhe sua experiência de gestor do Instituto. Josefa Eliana Souza, do Departamento de Educação da UFS, será a secretaria geral. Terezinha Oliva será a oradora do Instituto, primeira mulher a ocupar o referido cargo. A nova Diretoria conta, ainda, com José Vieira da Cruz (1º secretário), José Rivadálvio Lima (2º secretário), Saumíneo Nascimento (1º tesoureiro) e Igor Moraes Albuquerque (2º tesoureiro).

A posse de Samuel Albuquerque e da nova Diretoria do IHGSE ocorrerá na do dia 19 de janeiro, no auditório do próprio Instituto, localizado à Rua Itabaianinha, 41.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

MANOEL CABRAL MACHADO

HISTÓRIA DE ROSÁRIO DO CATETE




O INTELECTUAL FILHO ILUSTRE DE ROSÁRIO DO CATETE



Por Luiz Antônio Barreto

Manuel Cabral formou-se em Direito e foi responsável pela fundação de quatro faculdades no Estado – Ciências Econômicas, Direito, Filosofia e Serviço Social – na Universidade Federal de Sergipe, onde chegou a se tornar professor emérito. Dono de uma mente brilhante, escreveu diversos ensaios, poesias e artigos sobre a sociedade sergipana, tendo sido um dos mais atuantes intelectuais do Estado. Mesmo com idade avançada, atuava como colaborador de jornais na capital. Machado era membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Brasileira de Ciências Sociais.
O acadêmico também possuía vasto currículo de atuação na vida pública. Foi secretário da prefeitura de Aracaju na administração de José Garcez Vieira, foi diretor do Serviço Público no governo do Estado durante a gestão de Maynard Gomes, secretário da Fazenda e chefe da casa civil no governo de José Rollemberg Leite, secretário de Educação do governador Celso de Carvalho e procurador geral no governo de Antônio Carlos Valadares. Machado chegou a ser líder do antigo Partido Social Democrático – PSD, conselheiro do Tribunal de Contas e deputado estadual por três legislaturas.






O intelectual Manoel Cabral Machado, um dos maiores vultos do século XX, que marcou com sua presença décadas seguidas com atividades inovadoras. Filho do médico Odilon Ferreira Machado (médico e prefeito em Rosário do Catete) de Maria Evangelina Cabral Machado, neto do bacharel Manoel de Lemos de Souza Machado, Manoel Cabral Machado nasceu em Rosário do Catete, em 30 de outubro de 1916, onde seu pai fixou residência como clinico, em 1915.
Criado na Capela, cidade onde seu pai voltou a fixar-se como médico, Manoel Cabral Machado adquiriu uma cidadania capelense, afetiva, presente em sua vida de 92 anos. Depois de desarnar nas primeiras letras, no interior, foi aluno dos colégios Salesiano e Ateneu, em Aracaju, iniciando-se nos movimentos de agitação política estudantil
escrevendo e pronunciando discursos, o primeiro deles diante do corpo morto do jovem Lises Campos, e filiando-se ao movimento integralista e a outras mobilizações dos jovens sergipanos da sua época. Mudando-se para Salvador e ingressando na Faculdade de Direito da Bahia, bacharelou-se na turma de 1942. Entre os convites para advogar na Bahia, ou em outro Estado, Manoel Cabral Machado preferiu retornar a Sergipe, engajando-se na vida local, já como um liberal.

Depois de curta e acidentada passagem, como Promotor nomeado, mas não empossado, de Neópolis, Manoel Cabral Machado ingressou na vida administrativa sergipana, no Gabinete do Prefeito José Garcez Vieira, passando depois a atuar no Departamento do Serviço Público, atual Secretaria de Estado da Administração, levado pelo Secretário Geral Francisco Leite Neto, que viria a ser um dos seus grandes amigos e correligionário político. Com a redemocratização de 1945 ajudou a fundar o PSD – Partido Social Democrático, candidatando-se, sem êxito, à Assembléia Estadual Constituinte.



Derrotado nas urnas, foi convidado para compor a equipe de Governo do Dr. José Rollemberg Leite, eleito em princípios de 1947, assumindo a Secretaria da Fazenda, onde implantou um sistema austero de gastos, fez uma revisão das propriedades e cobrou impostos de todos os contribuintes, fossem ou não correligionários. Sua atuação, conquanto servisse ao Estado e aos interesses públicos, provocou reações de aliados políticos e ele terminou substituído, passando posteriormente a ocupar a Secretaria de Governo. Mais tarde, por concurso público, foi Procurador do Instituto do Açúcar e do Álcool, em Sergipe.



Dedicando-se à política, sem prejuízo de outras atividades, principalmente as do magistério, que abraçou também na década de 1940, Manoel Cabral Machado foi eleito três vezes deputado estadual, aumentando em cada eleição o número de votos: 1950, 1.460 votos; 1954, 1824 votos; 1958, 2.012 votos. Na Assembléia Legislativa exerceu a liderança do seu partido e do Governo, e foi uma das vozes mais acreditadas, com uma oratória fluente, rica intelectualmente, e de forte radicalismo partidário. Sua presença na vida do PSD e nos mandatos que galgou pelo seu partido não interferiram nas suas atividades intelectuais, ou no conceito que sempre gozou no magistério secundário e superior do Estado.
Com o movimento militar de 1964 que prendeu e depôs o governador Seixas Dória, levando o vice Celso de Carvalho a assumir o Governo, Manoel Cabral Machado foi nomeado Secretário da Educação, em substituição a Luiz Rabelo Leite. Em 1966 compôs com Lourival Baptista a chapa para Governo do Estado, por via indireta, sendo eleito vice governador. Em 1970 renunciou, juntamente com o governador, sendo nomeado Conselheiro do recém criado Tribunal de Contas do Estado, onde foi três vezes presidente, aposentando-se em 1986, aos 70 anos. Foi, ainda, Consultor do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe e Procurador Geral do Estado.
No magistério, Manoel Cabral Machado construiu uma extensa e ilustre participação, como professor de História do Brasil e História Universal do Colégio Ateneu; de Noções de Direito e Economia Política da Escola de Comércio Conselheiro Orlando; de História do Brasil e Sociologia da Educação do Colégio Nossa Senhora de Lourdes; de História do Brasil e História Universal do Colégio Tobias Barreto; de Administração e Finanças, Direito Financeiro e Direito Internacional no Curso de Administração e Finanças, da Escola de Comércio Conselheiro Orlando, que precedeu a Faculdade de Ciências Econômicas; de Valor e Formação de Preço na Faculdade de Ciências Econômicas; de Direito do Trabalho, Direito Civil e Economia Política da Faculdade de Direito de Sergipe; de Filosofia Antiga, Filosofia Medieval e Sociologia Geral; e de Sociologia da Escola de Serviço Social.
Membro da Academia Sergipana de Letras desde 1963,, ocupante da Cadeira 25, substituindo a Antonio Manoel de Carvalho Neto, falecido em 1954, Manoel Cabral Machado teve profícua atividade jornalística, no Diário de Sergipe e noutros jornais, colaborou com revistas, especialmente a da Academia Sergipana de Letras e publicou diversos livros, destacando-se: Brava gente sergipana e outros bravos (1999), Elegias a Elohim, Poemas à mãe de Deus, Aproximações Críticas (todos de 2002), Baladas de bem-querer à Bahia (2003) e O aprendiz de oboé (2005). Manoel Cabral Machado presidiu a Academia Sergipana de Letras, e freqüentou, permanentemente, as suas sessões, como um dos mais atuantes debatedores.
Foi, ainda, por muitos anos, Orador do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Figura, também, como membro de outras entidades culturais e sociais, como a Associação Franco-Brasileira (Aliança Francesa), destacando-se, nacionalmente, como integrante da Academia Brasileira de Ciências Sociais, com sede no Rio de Janeiro.
Casado, desde 1944, com sua prima Maria de Lourdes, falecida em 2001, Manoel Cabral Machado é pai de 6 filhos: Nina Maria, advogada, já falecida, Odilon, professor e intelectual, Manoel Félix, Administrador de Empresas, Maria de Fátima, professora, Ascendina Maria, Odontóloga e Bacharela em Direito, e Antonia Lúcia. E avô de muitos netos, entre eles o Promotor de Justiça Manoel Cabral Machado Neto.
Manoel Cabral Machado faleceu em Aracaju, na noite de 13 de janeiro de 2009, de falência múltipla de órgãos, recebendo homenagens dos parentes, amigos, admiradores, ex-alunos, de companheiros rotarianos, do Tribunal de Contas do Estado, e da Academia Sergipana de Letras, onde o corpo foi velado no dia 14, sendo sepultado em Capela, no chão que tinha adotado como seu. O Governo do Estado, pelo governador interino deputado Ulices Andrade, decretou Luto Oficial, em homenagem ao ilustre professor, intelectual e homem público sergipano filho ilustre e esquecido e desconhecido pelo seus conterrâneos .


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* Jornalista, historiador e diretor do Instituto Tobias Barreto e ex-secretário de Estado da Cultura. Escreve para o Portal Infonet todos os sábados.
Contato : institutotobiasbarreto@infonet.com.br

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Trânsito no início do século XX





* Andreza Maynard


Foi-se o tempo em que os sergipanos podiam se gabar de não enfrentar engarrafamentos. Ainda não estamos passando pela situação caótica dos paulistas, mas Aracaju definitivamente não é mais a mesma. O elevado número de veículos e os “descuidos” de alguns motoristas têm complicado o trânsito na capital. Em função das facilidades para adquirir um veículo mais pessoas têm procurado as revendedoras de automóveis, bem como as auto-escolas e o Detran em Sergipe para conseguir a carteira nacional de habilitação. Assim, o que se nota é que aumentou o número de veículos, motoristas e a agitação no trânsito. Tudo isso acaba tumultuando o fluxo, principalmente quando as pessoas seguem para o trabalho, escola, no horário do almoço ou no retorno para casa. E ainda há os que se julgam mais esperto que e simplesmente não cumprem as determinações do código de trânsito.

PRAÇA FAUSTO CARDOSO E SUAS HISTÓRIAS

NA MEMÓRIA DE MURILO MELINS

*Adailton dos Santos Andrade

Murilo Mellins nasceu em Neopolis antiga Vila Nova em 22 de outubro de 1928, filho do saudoso Mario Mellins que dentre outras coisas foi Intendente de Neópolis (antiga Vila Nova) uma pessoa simples, de um grande conhecimento dos fatos que marcaram a historia da capital. Alguns chamam de memorialista, outros de pesquisador, outros de guardião da historia de Sergipe, sempre puxando das lembranças a memória política e cultura da nossa gente.

UM INTELECTUAL SERGIPANO NO PODER: LOURIVAL FONTES NO SENADO FEDERAL (1955-1963)







*Aldenise Cordeiro Santos


INTRODUÇÃO:

Lourival Fontes, um dos filhos ilustres de Riachão do Dantas, foi considerado um grande pensador político de seu tempo. Ele soube se instrumentalizar das teorias e argumentações de sua época, para tecer com propriedade uma análise política, econômica e social do Brasil. Durante o Estado Novo (1937-1945), entre os anos de 1939 a 1942 esteve à frente do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, tornando-se um dos principais ideólogos do governo varguista. Além de ter tido uma apurada experiência quanto às questões internacionais, devido ao contato que teve com o mundo diplomático, enquanto foi embaixador do Brasil no México e no Canadá entre os anos de 1944 a 1950.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Instituto Ricardo Brennand


INSTITUTO RICARDO BRENNAND




* Adailton Andrade




Fui a Recife participar do IV Encontro de Cultura e Memória na UFPE onde fui convidado, por minha cunhada Queliane e seu ilustre namorado Bruno, a conhecer o “BRENNAND”, pois bem vamos ao Museu....Encantamento, esta foi a impressão ao chegar ao Instituto Ricardo Brennand, em Recife, no bairro da Várzea. Em uma área aproximada de 100 hectares circundados pela Mata Atlântica, o castelo - que mistura os estilos medieval e gótico - tem jardins rodeados por lagos habitados por cisnes e flamingos, obras de arte e esculturas. Para chegar às dependências do Instituto, deve-se percorrer uma longa alameda ladeada de palmeiras imperiais. A sensação é de estar adentrando em lugar suntuoso, além da nossa realidade, que nos remete à fantasia retratada pelo cinema e em livros.


sábado, 21 de novembro de 2009

REVOLUÇÃO DE 1930, EM MINAS GERAIS, REDUTO DE LUTA E RESISTÊNCIA


PASSAGEM DA FORÇA REVOLUCIONARIA EM MINAS, ONDE A BRAVURA DE AUGUSTO MAYNARD GOMES DEIXOU GRAVADA PARA SEMPRE O NOME DE SERGIPE NA REVOLUÇÃO





* Adailton Andrade

A missão de Minas Gerais, dentro do plano global, se restringia ao próprio Estado e os Estados limítrofes. Como o governador Olegário Maciel era já um ancião de 75 anos de idade, essa condição transmitia ao presidente Washington Luís um sentimento de tranqüilidade, todavia, nos bastidores, a conspiração prosseguia intensa. Ao cair da tarde de 3 de outubro, iniciou-se o levante, com a prisão do comandante interino da guarnição federal, que era o tenente-coronel José Joaquim de Andrada, mas a rendição das tropas não se fez senão depois de uma resistência que durou vários dias e ocasionou inúmeras baixas de ambos os lados.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

LUIZ GARCIA, UM GOVERNANTE INOVADOR

SERIE GOVERNADORES DO ESTADO NASCIDO EM
ROSÁRIO DO CATETE ( 01 )



Colaboradres
Luis Antonio Barreto


Luiz Garcia, filho de Antonio Garcia Sobrinho e de Antonia Garcias, nasceu em Rosário do Catete em 14 de outubro de 1910. Seu pai, alternando atividades comerciais com a de funcionário público, encaminhou os filhos para os estudos, enquanto dava o exemplo político do engajamento, como quando apoiou o movimento tenentista de Augusto Maynard Gomes. Família grande – Luiz, Robério, Antonio, Carlos, José – para citar apenas os homens que saíram de Rosário do Catete e se tornaram advogados, médico, engenheiro -, apenas Robério Garcia não teve formação superior, sacrificando-se, por opção pessoal, para ajudar a que os irmãos obtivessem o grau nas profissões que escolheram.

Luiz Garcia bacharelou-se em Direito e exerceu, plenamente, a advocacia com escritório em Aracaju e no Rio de Janeiro, conciliando com as atividades jornalísticas, intelectuais e políticas. Redigiu vários jornais, demorando-se no Correio de Aracaju, do qual foi Diretor. Foram os seus artigos, alguns deles de crítica literária, discursos, conferências que motivaram os acadêmicos para elegê-lo membro da Academia Sergipana de Letras, ocupando, desde 1942, a Cadeira nº 37 do Sodalício.

(terminal Rodoviário Luis Garcia, cosntruido na sua administração )

Quando da organização dos partidos políticos locais, em 1933/34, ingressou no PSD, ao lado de Leandro Maciel, com quem conviviria sempre, na UDN e na ARENA, disputando muitos mandatos. Foi eleito Deputado Estadual em 1934, participando da elaboração da Constituição de 1935. Em 1945, quando da formação dos partidos nacionais, ingressou na União Democrática Nacional, candidatando-se à Câmara Federal, ficando na 1ª Suplência. Na eleição de janeiro de 1947 foi candidato ao Governo do Estado, enfrentando as candidaturas de José Rollemberg Leite e de Orlando Dantas.
A campanha de governador se transformou numa batalha sem precedentes. A hierarquia da Igreja católica resolveu assumir bandeiras doutrinárias, para evitar que os eleitores votassem em candidatos que fossem a favor do divórcio e do aborto, dentre outras posições, fundou a Liga Eleitoral Católica, entregando a sua direção, em Sergipe, ao advogado e empresário Hélio Ribeiro, de tradicional família de empresários. A LEC fez uma intensa campanha de mobilização do eleitorado católico, e conclamou os políticos e candidatos a que firmassem, de público, compromissos com as teses defendidas pela Igreja. A UDN e seus candidatos, inclusive Luiz Garcia, firmaram com a LEC um protocolo de defesa dos ideais católicos, mas, no curso da campanha, os udenistas romperam o acordo e foram buscar os votos dos comunistas, que participaram, com sigla própria, das eleições. A Liga Eleitoral Católica reagiu, apoiou a candidatura de José Rollemberg Leite, deu sinal verde para Orlando Dantas, e ameaçou de excomunhão os católicos que votassem nos candidatos udenistas.
Conta-se que em Laranjeiras, reduto udenista, o padre Filadelfo Jônatas de Oliveira recebeu a Nota Oficial da Diocese, assinada pelo Bispo Dom José Tomás Gomes da Silva, para que fosse lida na missa dominical da paróquia, repudiando os candidatos da UDN. Como o padre tinha simpatias pelos udenistas, transpôs o texto para o latim e fez a leitura para os fiéis, que não entenderam nada. A radicalização dos católicos levou a um resultado eleitoral consagrador, tornando clara a vitória da LEC elegendo o engenheiro e professor José Rollemberg Leite, do Partido Social Democrático – PSD, governador do Estado, na primeira das eleições diretas, desde 1930.

Luiz Garcia, homem de fé, manteve-se no Catolicismo e nos mandatos de Deputado Federal, quatro ao todo, (1951-1955, 1955-1959, 1967-1971, e 1971-1975 e 1º Suplente de 1979-1983), deu mostras da sua fidelidade religiosa, combatendo os projetos que davam direitos às companheiras e os que estabeleciam o divórcio no Brasil, notadamente as tentativas feitas por Nelson Carneiro. Estão nos Anais da Câmara Federal os discursos memoráveis, em defesa do magistério moral da Igreja. O episódio da eleição de 1947 e as indisposições com a LEC pareceram, sempre, completamente superados.

Em 1958 Luiz Garcia foi eleito Governador do Estado, vencendo a José Rollemberg Leite e sucedendo a Leandro Maciel na chefia do Governo. Instala-se uma administração de grandes inovações e empreendimentos, que modernizaria Sergipe, a começar pela criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Condese), uma espécie de escola de Governo, priorizando o planejamento e formando quadros para a administração pública, ao tempo em que fixava as grandes linhas da administração. Seguiram-se o Banco de Fomento (atual Banese), a Energipe, o Ipes, a Secretaria de Educação, Cultura e Saúde, confiada ao irmão, o médico e intelectual Antonio Garcia Filho, e obras essenciais como a Estação Rodoviária, construída na Esplanada do Bonfim, o Hotel Palace de Aracaju, no lugar onde havia o Quartel do 28 BC, na praça General Valadão, o Centro de Reabilitação Ninota Garcia, na velha Usina do bairro Industrial, o Salão de Passageiros do Aeroporto de Santa Maria, o Museu Histórico de Sergipe, em São Cristóvão, instalado no prédio do antigo Paço Provincial, e criou a Faculdade de Medicina.

Além da construção de grupos escolares, jardins de infância, postos médicos, estradas, serviços de água e de luz, o Governo Luiz Garcia deu destaque as atividades culturais, criando núcleos, como o de Artes Plásticas, colocando painéis artísticos de Jenner Augusto em obras públicas, como o Hotel Palace e a Estação de Passageiros do Aeroporto de Aracaju, e publicando livros, como forma de valorização da literatura sergipana.

A família de Luiz Garcia, toda ela, construiu biografias notáveis. Robério, como dirigente desportivo, presidente da Federação Sergipana de Futebol, profissionalizou o futebol e foi, ainda, membro destacado do Partido Comunista Brasileiro. Carlos Garcia, jornalista, escritor, advogado, elegeu-se vereador em Aracaju, pela legenda do PCB, e seu cunhado, o médico baiano Armando Domingues foi eleito deputado estadual, na Assembléia Estadual Constituinte de 1947. Carlos Garcia mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou no sistema previdenciário e manteve escritório de advocacia. Antonio Garcia Filho, médico, professor, escritor e compositor, foi também vereador em Aracaju, pelo Partido Socialista Brasileiro, presidente da Academia Sergipana de Letras. José Garcia Neto, engenheiro, fez carreira política no Mato Grosso, sendo vice governador daquele Estado. No Governo do seu irmão, dirigiu o Departamento de Estradas de Rodagens em Sergipe.

Casado com Maria Emília Pinto Garcia, Luiz Garcia teve 4 filhos: Fernando, Gilton, Antonio Amândio e Vânia. Antonio Amândio tentou a política e foi candidato a deputado estadual, na eleição de 1974, mas não foi eleito. Gilton Garcia elegeu-se deputado estadual em 1968, deputado federal em 1982 e foi governador do Amapá, nomeado pelo presidente Fernando Collor de Melo. Fernando é Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amapá. Luiz Garcia, que foi um dos professores fundadores da Faculdade de Direito de Sergipe, morreu em Aracaju, em 11 de agosto de 2001.
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artigo escrito por Luis Antonio Barreto

domingo, 25 de outubro de 2009

MARIA THETIS NUNES

THETIS NUNES

UM REFERENCIAL DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA



Morreu na madrugada deste domingo, dia 25, aos 86 anos, a professora e historiadora sergipana Maria Thetis Nunes, autora de vários livros. Ela estava internada há três semanas no Hospital São Lucas, na capital sergipana, onde foi submetida a algumas cirurgias. O corpo está sendo velado na Academia Sergipana de Letras e será sepultado às 16h30, no cemitério Colina da Saudade. O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, decretou luto oficial de três dias.



Para ele, Maria Thetis Nunes foi uma das mulheres de maior destaque na história de Sergipe, por sua valiosa contribuição nos campos da literatura e do magistério. "Ela foi uma grande professora e formou dezenas de intelectuais sergipanos. Maria Thétis Nunes sempre esteve à frente do seu tempo. Com seu brilhantismo, abriu espaço para as mulheres na sociedade e ajudou a construir e difundir a história do nosso Estado", lembra Edvaldo.

Maria Thetis Nunes nasceu em Itabaiana. Veio para a capital para cursar o ensino secundário, no Atheneu Sergipense. Formou-se em Geografia e História, na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia, tendo sido a primeira sergipana a ingressar em um curso superior. Ainda universitária, em 1945, tornou-se professora catedrática do Atheneu Sergipense, de onde mais tarde foi diretora. Também foi a primeira mulher a ocupar esse cargo.
Em 1956, como representante de Sergipe, ingressou na primeira turma do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), onde se pós-graduou em História da Educação no Brasil. Em 1961 foi nomeada pelo Ministério das Relações Exteriores diretora do Centro de Estudos Brasileiros na Argentina, lecionando nos cursos de pós-graduação da Universidade Nacional do Litoral.
Regressando a Sergipe, com a criação da Universidade Federal, em 1968, tornou-se professora titular de História do Brasil, História Contemporânea e Cultura Brasileira. Na qualidade de decana da UFS, por duas vezes ocupou o cargo de vice-reitora. Aposentada com 47 anos de magistério, recebeu o título de professora emérita.
Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe por 30 anos. Depois de publicar vários livros e artigos, passou a ocupar a cadeira número 39 da Academia Sergipana de Letras. Recebeu inúmeras condecorações, entre elas a Medalha de Mérito Cultural Inácio Joaquim Barbosa e a Medalha de Mérito Serigy, ambas concedidas pela Prefeitura de Aracaju


Fonte: AAN
Com informações do site do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

terça-feira, 20 de outubro de 2009

LÍGIA MAYNARD GARCEZ




Lígia Maynard Garcez
1921 – 2009
* Adailton Andrade


A filha de Augusto Maynard Gomes e Anita Vieira Maynard Gomes nasceu no dia 29 janeiro de 1921, época em que seu pai servia ao Exército Brasileiro na condição de oficial em Belo Horizonte. Ela me contava que nasceu em Minas, mas foi registrada bem depois em Sergipe, pois seu pai fazia questão que ela fosse sergipana. Dona Lígia tinha muito orgulho de ser filha do interventor e, sempre que eu ia visitá-la me contava com alegria às histórias que envolveram o jovem revolucionário pai, sentindo-se triste pelo esquecimento das autoridades para com o histórico político e militar de Augusto Maynard Gomes. Após sua mãe morrer (aos quatro anos de idade) e por seu pai estar preso, foi criada por sua avó na fazenda Caldas em Rosário do Catete. Passou um tempo como aluna interna no Colégio Nossa Senhora de Lourdes e aos 16 anos casou-se com José Garcez Vieira, união que durou 50 anos, tendo seis filhos (Maria Lígia, Ana Maria, Maria Augusta,José Garcez, Julio Augusto e Alberto ). 16 netos e 12 bisnetos . Dona Lígia faleceu ontem (19.10.2009) deixando saudades em todos que a conheceram.

sábado, 3 de outubro de 2009

ESPECIAL ARACAJU


Pequena notável Aracaju









Benvindo Salles de Campos

Vivo fosse, Inácio Joaquim Barbosa, o fundador de Aracaju, há 148 anos, não acreditaria no progresso urbanístico desta cidade, transferida a capital da então província de Sergipe Del Rey, da velha São Cristóvão, a qual, apesar de seus 250 anos de existência, não passava de um grande povoado, visivelmente em decadência. Os motivos, porém, dessa mudança, mais aceitáveis, foram a necessidade de um porto mais próximo ao mar, onde as embarcações do Império e estrangeiras realizassem com segurança, no estuário do rio Sergipe, o embarque e desembarque de passageiros e de mercadorias, principalmente do nosso açúcar, então o maior produto de nossa balança comercial, antes transportado para Bahia e exportado, principalmente, para os portos europeus, com grandes lucros para a Alfândega baiana. Hoje, Aracaju dos papagaios, dos cajueiros frondosos, das mangabas e dos coqueirais, dos muricís e araçás, dos crustáceos em abundância, que ainda enriquecem e são gostosamente degustados pelos sergipanos e turistas de todas as partes - caranguejo-sal , aratus, siris, ostra, massuníns, tantos frutos-do-mar apetitosos e peixes incríveis como robalo, a vermelha a carapeba, o sirigado, a arraia, o cação, a tainha, sem falar dos camarões que dão um tom especial a diante de nossa gente, - esta cidade maravilhosa, de um povo ordeiro, trabalhador, diligente e hospitaleiro, tem uma história cheia de lances dramáticos, ás vezes até pitorescos, com a teimosia de João Bebe- Água, o cidadão bairrista sancristovense, que morreu e nunca pisou os pés em Aracaju, guardando em seu quarto, na ex-capital sergipana, centenas de foguetes de rojão para soltá-los quando a séde do governo retornasse á Velhacap.
Alguns historiadores afirmam que foi o Barão de Maruim quem arquitetou a mudança da capital para Aracaju, em 1855, com as suas praias desertas, com várias lagoas com águas estagnadas, origem das febres intermitentes que levaram para o túmulo milhares de pessoas, inclusive o próprio presidente Inácio Barbosa. A verdade é que os dois, personalidades importantes na época, traçaram cuidadosamente o plano da mudança, e a 1o de março daquele ano, os deputados provinciais reuniram-se no engenho Unha de Gato, em Maruim de propriedades do Barão, João Gomes de Melo, Discutiram, então, os aspectos da mudança, somente três dos deputados presentes, votaram contra: o comendador Travassos, o Dr. Martinho de Freitas Garcez e o padre José Gonçalves Barroso.A reunião preparatória da Assembléia Provincial foi realizada a 27 de janeiro no povoado de Aracaju.
Enquanto uns historiadores declararam que a sessão dos deputados foi de baixo de um cajueiro, outros afirmam que deu-se num casebre no alto do Santo Antônio. A realidade é que , depois de muitas discussões, a redação final do projeto da mudança foi aprovada em 16 de março e no dia seguinte, dia 17, o presidente Inácio Barbosa assinou a Resolução 413, como seguinte texto: Art. 1o - Fica elevado a categoria de cidade o Povoado Santo Antônio do Aracaju, na barra da Contiguiba, com a denominação de cidade do Aracaju. Art. 2o - O município da cidade do Aracaju será o da Vila do Socorro, tendo sua sede na referida cidade. Art. 3o - As reuniões da Assembléia Legislativa Provincial celebrar-se-ão desde já e d'ora em diante na mesma cidade do Aracaju. Art. 4o - Fica transferida desde já da cidade São Cristóvão para a do Aracaju a Capital desta Província. Art. 5o - Revogam-se as disposições em contrário.
Os habitantes de São Cristóvão não se conformaram e através de sua Câmara Municipal representaram junto ao Imperador contra a mudança. De nada adiantou o protesto dos sancristovênses. O povo da velha capital, esbulhada da séde do governo, desfila o seu rosário de lamentos ,apelidando o presidente Inácio de Catinga, o capitão dos Portos, José Moreira Guerra de GUERRA DOS DIABOS, e Sebastião José Brasílio Pirro, o engenheiro a serviço da Província, de O desavergonhado. E as quadrinhas populares anatemizavam todos os que contribuíram para tirar São Cristóvão da primazia de ser a capital da Província: " O Barão tá no inferno O Batista na profunda E o Catinga vai atrás Com o cofre na cacunda." Vingavam-se, assim, de Barão de Maruim, do João Batista Sales, este um dos deputados que votou a favor da transferência da capital para Aracaju e do Catinga, - o presidente Inácio Barbosa. Demonstrando o seu despeito pela nova capital sergipana, o povo de São Cristóvão esperneava: "Aracaju não é cidade Nem também povoação Tem casinhas de palha Forradinhas de melão."
Com a mudança, São Cristóvão ficou despovoada. Funcionários públicos, comerciantes e familiares ligados ao governo e às demais repartições provinciais foram obrigados a residir na capital recem-instalada, Deus sabe como! A maioria das casa existentes eram de palha, morro de areia por todos os lados, as águas existentes nas lagoas, pântanos e cacimbas eram de péssimas qualidade. Pequenos riachos cortavam a urbs iniciante e os mosquitos infernavam a vida dos novos habitantes. Poucas residências de taipa e telha, os aterros e esgotos eram feitos lentamente sem nenhuma técnica e ordenamento e a cidade foi aos poucos crescendo apenas na orla marítima. Haviam, apenas, três saídas da cidade: o caminho da Boa Viagem, que subia em direção ao Santo Antônio, com destino á Vila do Socorro; o caminho para São Cristovão, pelos areais da rua do mesmo nome, que ia terminar no Capucho(atual bairro América), seguindo pela Jabotiana para o Caipe, até a Velhacap, e a rota, por mar, através do rio Vassa Barris.
Nos primeiros tempos, Aracaju era dominada pelos coqueiros verdejantes e pelos cajueiros nas várzeas e nos morros de areia alvacentas e brilhante, que depois ficaram conhecidos com os nomes de Morro do Bonfim, Morro do São Cristóvão, Morro do Cirurgia ou Morro do Bebé. Para água de beber, os aracajuanos iam buscar o precioso líquido através de barrís carregado por jegues e burros. Os sancristovenses tinham razão de criticar a mudança, pois tinham fontes de água potável de sabor agradável, como a do Prata, do Una, do Caborje, de São Gonçalo, do Olaria, da Aroeira, para o abastecimento da Velhacap. Daí a quadrinha. As águas de São Cristóvão Só parecem de cristal As águas de Aracaju Só parecem rosargal Mas o sonho do Dr. Inácio Joaquim Barbosa tornou-se em realidade.
Aracaju é uma cidade bonita acolhedora, de clima agradável, terra simples de viver, povo simpático, capaz de realizar as transformações que os seus antecessores levaram a efeito: de um povoado pantanoso, quase deserto, pois antes da mudança só existia uma alfândega, em prédio modesto, algumas casas-de-palha de pescadores, a morada do Talaeiro( o homem que, do Atalaia, avistava as embarcações que entravam e saíam do porto pelo canal que separa a cidade da ilhas dos Coqueiros(Santa Luzia), nesta urbs moderna, que a tecnologia fez construir prédios altos e enormes, dantes conhecidos por arranha-céus, e hoje espigões; com a água tratada vinda do rio São Francisco e colhida de regatos e riachos da periferia, como o do Morro do Macacos, da Jabotiana e da Ibura, este em N. S. do Socorro, em energia de Paulo Afonso e de Xingo, movimentando as nossa indústrias e de outras regiões do Estado;com um aeroporto da primeira linha; com transportes rodoviários ligados a capital a todo o país; com uma rede hoteleira excelente; com praias lindíssima, recantos adoráveis; enfim, a cidade que o presidente da Província, em 1855, teve a ousadia de fundar, com o apoio do Barão de Maruim, João Gomes de Melo, um sergipano ilustre que juntava ao título nobiliárquico, "Honras de Grandeza", com os deputados provinciais que aprovaram a transferência da capital de São Cristóvão para o território antes dominado pelos índios Tupinambás, os quais souberam, com heroísmo, morrer bravamente lutando pela sua gleba contra a usurpador português que nos colonizou.
O gesto de Inácio Barbosa foi altamente político. Contudo, ele previu o futuro, antecipou os benefícios econômicos para a região açucareira, divisor uma cidade sem os velhos sobrados de São Cristóvão com suas rotas, seus becos sem saída, montada nos fundos do rio Paranopama, cujo porto dependia das marés, enfim, uma cidade quase em decadência, em local impróprio para ser a capital da Pronvícia. Que ganhou, pois, geograficamente, foi Aracaju, segundo assertiva do mestre e historiado José Calazans, na sua obra, Contribuição á História da Capital de Sergipe, 1942, teste para concurso á cadeira de História do Brasil e de Sergipe da Escola Normal Rui Barbosa.
O doutor Inácio Joaquim Barbosa, Bacharel em Ciência Jurídica e sociais pela faculdade de São Paulo, morreu na cidade de Estância a 6 de outubro de 1855, vitima da epidemia coléra-morbus, que matou milhares de pessoas em Sergipe. Os seus restos mortais foram enterrados numa cripta nos fundos da Catedral de Aracaju, depois numa praça que existiu junto ao Mercado Thales Ferraz e agora os seus desposos descansaram na praça que tem o seu nome, na confluência da Av. Rio Branco com a travessa Getúlio Vargas e o início da Av. Augusto Maynard em Obelisco alusivo à sua personalidade, conservado pela Petrobrás. Por certo, o espírito brilhante desse saudoso homem público que governou Sergipe numa fase conturbada de sua história, deve orgulha-se, agora, de sua gente, do povo de sua Aracaju, que ele fundou e que vê a cada dia, crescer e prosperar.
Publicado no jornal Gazeta de Sergipe, em 17 de março de 1999

texto de Benvindo Salles de Campos, Presidente da Associação Sergipana de Imprensa
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Adailton dos Santos Andrade é Licenciado em História, Pós Graduando em Ensino de História, Sócio Efetivo do IHGSE, Faz parte dos grupos de Estudo e Pesquisa da UFS: Estudo do Tempo Presente (UFS). /Grupo de Estudos e Pesquisas em História das Mulheres (UFS/CNPq) Adailton.andrade@bol.com.br – adailton_andrade@hotmail.com

sábado, 26 de setembro de 2009

HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE

SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº 9
200 Anos do Barão de Maroim
Colaboradores
Ibarê Dantas
Há dois séculos, nascia João Gomes de Melo (18.09.1809 – 23.04.1890) no Engenho Santa Bárbara de Cima – termo de São Gonçalo do Pé do Banco, atual Siriri. Apesar de o filho de Clara Angélica de Menezes e Teotônio Correa Dantas haver desempenhado papel importante na política da Província, passado tanto tempo do seu nascimento, não temos uma biografia respeitável. Ao longo dos dois séculos, foi alvo de muitos comentários curtos, mas poucos autores dedicaram-se a estudá-lo. Quando se completava um século do título de Barão, Adalberto Vieira Dantas proferiu uma palestra no Gabinete de Leitura de Maroim sem trazer grandes subsídios ao conhecimento de sua trajetória. Até os famosos biógrafos, Armindo Guaraná e Epifânio Dória, foram, em suas obras, muito sumários nos verbetes sobre o Barão. Um dos que revelaram mais informações foi Zózimo Lima, arguto cronista capelense, em artigo na Revista da Academia Sergipana de Letras, em 1956, contendo dados, que têm sido repetidos por outros escritores sem acrescentar novas informações. O professor Dênio Azevedo publicou artigo no último número da Revista do IHGSE no qual discorreu sobre a discussão sobre a importância do Barão na mudança da capital. Ao nosso ver, os trabalhos mais importantes sobre João Gomes de Melo, o Barão de Maroim, são as Laudas da História de Aracaju de Sebrão Sobrinho, publicado em 1955 e o Esboço Biográfico de Inácio Barbosa, produzido pelo Pe. Aurélio Vasconcelos de Almeida e editado pela Funcaju em três volumes a partir de 2000. Como se vê pelos títulos, o Barão não foi foco principal de nenhuma das duas análises. Não obstante ter atuado na política, sobretudo nas décadas de cinquenta e sessenta do século dezenove, tornando sua figura paradigmática e esclarecedora para se compreender as relações de poder e as tomadas de decisão naqueles momentos cruciais de nossa história, permanecem vários pontos obscuros em sua vida. Por exemplo, como se explica que tenha casado em 1833 com Maria de Faro Rolemberg e Melo (1793? /14.12.1859) viúva de Manuel Rolemberg Azevedo, proprietário de três engenhos (Unha de Gato, Maria Teles e São Joaquim) e tenha permanecido na Bahia até 1838 com tantos bens para administrar? O que se repete sobre sua existência é que foi Deputado Provincial nos períodos 1842/3 e 1848/49. No ano de 1848, recebeu o título nobiliárquico de Barão, assumiu o controle da política de Sergipe em 1852, governou a Província de setembro de 1855 a abril de 1856, período mais crítico da epidemia da cólera, foi deputado geral a partir de 1853, em 1857 concorreu a eleição para senador vitalício sem sucesso. Mas em 1861 teve seu sonho realizado. Sabemos também que fora pouco iniciado nas letras, muito combatido nas lides políticas, mudou de partidos várias vezes, visando ascender e sofreu grandes adversidades familiares, entre as quais a morte da primeira esposa, em 1859, e de uma enteada por envenenamento. Como se sabe, o Barão foi acusado de culpado, ao nosso ver injustamente, por contraparentes interessados na herança. Respondeu processo, mas conseguiu provar sua inocência. De qualquer forma, desgostoso com sua terra, em 1862, transferiu-se para o Rio de Janeiro, casou-se com uma irmã do Visconde de Uruguai, e ficou entre a capital do Império e Petrópolis, cultivando amizades e exercendo silenciosamente seu mandato de Senador Vitalício até o golpe que instaurou a República. Poucos meses depois faleceu.
Engenho Santa Barbara, onde nasceu o Barao (foto Canidé Dantas )
Que podemos dizer de sua importância para política sergipana nos limites estreitos desse artigo? Primeiro, foi um homem hábil, que soube utilizar os recursos auferidos do matrimônio com a viúva de Manuel Rolemberg Azevedo. Emprestou dinheiro a figuras influentes no Império, facilitando sua ascensão e, possivelmente, o título de Barão. Ademais, construiu uma imagem de homem generoso, doando 200 contos para a construção da Igreja de Maroim, cedendo terreno ao Hospital de Caridade, subvencionando instituições culturais, doando terras em Aracaju para casas residenciais e para a Igreja da Matriz. (Cf. Sebrão, p. 222) Como empresário, foi sócio e integrou a diretoria da Associação Sergipense que teve papel relevante no escoamento do açúcar nos anos cinquenta do século XIX e fez outros investimentos significativos em Aracaju. No campo da política, seus maiores feitos foram os seguintes: a) Com o auxílio do governo imperial, enfraqueceu o domínio de Sebastião Gaspar de Almeida Boto, que controlava a política sergipana de forma muito fechada. b) Empenhou-se decisivamente para a mudança da capital. Embora sua participação seja exagerada por Sebrão e diminuída pelo padre Aurélio, seu papel foi de grande importância, senão decisivo, tanto na costura do acordo, quanto no estímulo às primeiras obras. c) Administrou a Província num dos momentos mais dramáticos de sua história com capacidade de iniciativa e decisão. Seu grande problema foi liderar a política de forma muito voltada para os interesses familiares, especialmente de seus sobrinhos, dificultando maior abertura. Apesar de tudo, foi um homem que representou o espírito do seu tempo com alguns gestos que demonstravam visão de futuro.

Igeeja Nossa senhora do Nazaré pertenceu ao Barao de Maruim
(foto Canidé Dantas )

 

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

LUIZ FERREIRA GOMES

HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE- SERGIPE
LUIZ FERREIRA GOMES
O GUARDIÃO DA HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE


*Adailton dos Santos Andrade

Nasceu a 19 de fevereiro de 1927 no sitio Cruz do Evaristo, município de Rosário do Catete – Sergipe, Filho de Elias Gomes da Graça e Laura Ferreira Gomes. Apreendeu as primeiras letras com a professora particular, Maria Alves de Souza, vulgo “Menininha” na Cruz do Evaristo, depois matriculou-se no grupo escolar Senador Leandro Maciel, no primeiro ano, tendo como professora D. Clara Medeiros, como também com a professora D. Zulmira Cardoso da Silva Teles, as três series seguintes 2ª,3ª,4ª series primarias. A professora Zulmira Cardoso da Silva Teles, eximia educadora e de largos conhecimentos literários, ele lembra com saudosismo e alegria que o pouco que sabe hoje deve a ela, No ano de 1946, concluiu o curso primário com a professora Maria Lucia Andrade, infelizmente por faltas de recursos dos seus pais, não prosseguiu seus estudos, pois em Rosário do Catete ainda não tinha ginásio.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

JOSÉ SOTERO VIEIRA DE MELO

SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº 02(Artigo extraído de publicaçao de autor sergipano ( preservando seu direito autoral )

HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE - SERGIPE



JOSÉ SOTERO VIEIRA DE MELO






Jose Sotero Vieira de Melo, filho de Francisco Vieira de Melo e de Maria Rosa de São José e Melo, nasceu em Rosário do Catete, em 13 de maio de 1856. Pertenceu a geração dos bacharéis e médicos de Sergipe, que revolucionaram na Faculdade de Direito do Recife e na Faculdade de Medicina da Bahia, os cânones vigentes, difundindo novas idéias e assim fixando os fundamentos da cultura brasileira. Estudou com o professor Ivo José de Santana, em Rosário do Catete, durante três anos, 1864, 1865 e 1866, seguindo para Salvador, na Bahia, onde continuou seus estudos e iniciou os preparatórios. Em fevereiro de 1869, com 13 anos, foi levado pelo tio, João Gomes de Melo, o Barão de Maruim, um dos homens mais influentes da Província, para o Rio de Janeiro, onde estudou nos colégios São Salvador e Pinheiro, continuando e concluindo os preparatórios, permanecendo até 1873, quando foi para Recife, Pernambuco, para ingressar na Faculdade de Direito do Recife.

JOAO MAYNARD


SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº3
(Artigo extraído de publicaçao de autor sergipano ( preservando seu direito autoral )

HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE - SERGIPE

JOAO MAYNARD


Colaboradores

João Maynard nasceu no Engenho Saco, município do Rosário do Catete, a 8 de janeiro de 1878, filho de João da Silva Maynard e D. Josefa Rodrigues Maynard. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro. Exerceu os cargos de Juiz Municipal do termo de Itabaianinha, sede da então comarca do Rio Real. Chefe de Policia, no último ano do governo do Dr. Josino Menezes (1905). Diretor do Banco de Sergipe, de julho de 1906 a março de 1908. Inspetor do Tesouro do Estado e como tal, presidente do Montepio dos Funcionários Públicos, deixando esse cargo por haver aceito o cargo de Juiz de Direito da Comarca de Japaratuba, onde esteve até setembro de 1908, época em que foi removido para a vara privativa de Juiz dos Feitos da Fazenda do Estado.

domingo, 13 de setembro de 2009

ALVINO FERREIRA LIMA

SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº 4
HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE - SERGIPE


Alvino Ferreira Lima
(Foi diretor da Faculdade de Direito da USP no periódo de 1956 - 1958)
*Adailton dos Santos Andrade


Nasceu em Rosário do Catete, Estado de Sergipe, a 09 de agosto de 1888.
Aos quatro anos de idade mudou-se para o Estado de São Paulo e passou a residir em Vargem Grande. Iniciou os estudos das primeiras letras em escolas particulares desta cidade, sendo que, em 1899, entrou para o Colégio Azevedo Soares, na capital paulista. Transferiu-se, em 1900, para o Colégio Rosas, de Poços de Caldas, concluindo finalmente seus estudos em 1904 no Instituto de Ciências e Letras desta capital.

ROZENDO DE SOUZA BRITO

SERIE ROSARENSES ILUSTRES
Um crime em Araraquara Nº 5
HISTÓRIA DE ROSÁRIO DO CATETE - SERGIPE
1897
Rozendo de Souza Brito
(Rozendo de Souza Brito o rosarense assassinado em Araraquara )
*Adailton dos Santos Andrade



Um crime em Araraquara na época toda a impressa noticiava os fatos do linchamento do sergipano de Rosario do Catete na noite de 6 ou 7 de fevereiro de 1897. Esta notícia não retirou da professora Roza Ana de Pena Ribeiro, mãe de Rozendo de Souza Brito, e cunhada de Manoel Joaquim de Souza Brito, a capacidade de compreender os fatos, protestando, com todas as suas forças, para defender a inocência do seu filho no episódio, sustentar a legítima defesa, e clamar por justiça. A fibra da mulher sergipana alçou o vôo alto da afirmação da verdade, através de um documento que ficou para a história. Esta historia foi escrita primeiramente em Sergipe por Luis Antonio Barreto, Historiador e Jornalista, também é contada a todos que chegam em Araraquara, uma historia que ao ouvir ser contada parece uma lenda um conto que não existiu, mas esta mesma história é contada até hoje, e está na memória do povo paulista do interior de São Paulo, que reconhece que ele foi injustiçado, morto inocente.

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SERGIPE

A Casa de Sergipe
97 anos preservando a nossa História !




*Adailton dos Santos Andrade


O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGS) completou recentemente 97 anos de existência. Administrado através de uma associação sem fins lucrativos, cujo objetivo é cultivar a memória do Estado, recolher e zelar pela preservação dos documentos,foi fundado nos anos 30, após a criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). “São entidades autônomas, independentes, e que surgiram num momento em que não havia universidades, instituições que cuidassem da preservação de documentos importantes. O IHGS é um órgão da sociedade”, declara o presidente em exercício, Ibarê Dantas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

JOÃO BATISTA DE MORAES RIBEIRO













SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº6

O Poeta maior de Rosario do Catete

JOÃO BATISTA DE MORAES RIBEIRO


*Adailton dos Santos Andrade


Possuidor de uma modéstia excessiva, o inspirado poeta rosarense teve seus famosos escritos publicados em jornais da antiga capital da republica. Colaborou em periódico, luso brasileiro, sergipano e outros. Nasceu no dia 8 de outubro de 1887, filho de João Caetano de Andrade e Amélia Dias Ribeiro. Fez estudos primários em apenas um ano com dois professores, sendo um em cada semestre. Através do próprio esforço, conseguiu aprender a ler e a escrever. Fez poesia deste cedo e tinha na musica uma dedicação primorosa. As dificuldades financeiras fizeram do jovem “super dotado” um estimulo em busca da superação. Começou a trabalhar como alfaiate, destacando-se na arte de confeccionar as roupas da sociedade da região. Foi musico de primeira grandeza, apesar de ter tido poucos ensinamentos na área musical. Como sacristão que fora por dois anos, auxiliando o padre Rocha Vilar, João Moraes assistia ás aulas do Padre Rocha Vilar justamente com os membros do coral, O solfejar da escala de dó a dó foi um grande aprendizado para ele. Na musica, alcançou quase todas as áreas: solfejava afinadamente e transmutava uma melodia de uma clave para outra em qualquer tonalidade. Como instrumentista, destacou-se pela sua execução e sonoridade, tocava piston, barítono, bombardino e flauta. Foi maestro e um dois fundadores das filarmônicas Coração de Maria (1906) e da Santa Cecília (1920).


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

EDELZIO VIEIRA DE MELO


SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº 7
HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE - SERGIPE
(Artigo extraído de publicaçao de autor sergipano ( preservando seu direito autoral )


EDELZIO VIEIRA DE MELO



Dr. Edelzio nasceu em Rosário do Catete, no Engenho Catete Velho, viveu parte da infância em Maruim, em companhia dos pais, o desembargador José Sotero Vieira de Melo e Arminda Barreto de Melo, seguiu para o Rio de Janeiro, para estudar na Escola Militar. Do Rio veio para Salvador, ainda como militar, optando por fazer o curso médico na velha e tradicional Faculdade de Medicina da Bahia, colando grau em 1936.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A MAIOR OBRA DE SERGIPE NA DÉCADA DE 1930.

PONTE JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA
(Ponte de Pedra Branca )






*Adailton dos Santos Andrade


Era uma quarta feira, 30 de agosto de 1933 quando a grande comitiva do presidente Vargas chega a Sergipe para participar uma serie e inaugurações do interventor do Estado Augusto Maynard Gomes, tais como: Abertura do canal de Santa Maria, Construção da ponte de pedra branca, aberturas de diversas rodovias, construção do açude do coité, Foi uma grande recepção do povo sergipano a comitiva de Vargas. Foi inaugurada a ponte Jose Américo de Almeida, conhecida pelos sergipanos de “Ponte de pedra branca”, situada na BR 101, sobre o rio Sergipe que limita os dois municípios de Maruim e de Laranjeiras, foi construída em 1933, com o apoio do presidente Vargas e o então ministro de aviação e obras publicas, Jose Américo de Almeida, na qual a mesma leva seu nome como homenagem.

Esta foi uma das maiores obras do governo de Sergipe o eminente Augusto Maynard Gomes, que veio facilitar o transporte entre os municípios sergipanos, como também por possibilitar a ligação ente os estados nordestinos com o sul e sudeste do país. A obra foi realizada pela construtora Cristiane & Niielsen. A solenidade de inauguração foi no dia 29 de agosto de 1933 com as autoridades locais, e toda a comitiva de Getulio Vargas.







O presidente Vargas, cheio de serenidade, sem se inflamar com a ideologia reacionária, construiu dentro de uma ditadura militar, um governo nem tanto tolerante despido de ódio, vinganças e perseguição. Entre os que compõem a comitiva, encontra-se o major Juarez Távora, ministro da agricultura do governo provisório.






Década de 1930, os moradores do município de Rosário do Catete, viviam um sonho, recebia uma figura das mais ilustres da política nacional o eminente Sr. Getulio Vargas A Visita de Getulio Vargas em Sergipe foi uma festa da década de 1933, inaugurando a mais importante obra do nordeste na época, uma ponte que ligaria o sul ao nordeste, uma obra a frente do seu tempo. Augusto Maynard Gomes,deixa uma marca de modernidade de progresso com o símbolo maior de união entre as regiões.












Hoje, esta ponte esta sendo ocupada pela tubulação da adutora do são Francisco, seve apenas para passagem de tubos d’água da Deso, mas a 76 anos atrás era símbolo maior de desenvolvimento e progresso.
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Dados do Historiador:
*Adailton dos Santos Andrade é Licenciado em História, Pós Graduando em Ensino de História, Sócio Efetivo do IHGSE, Faz parte dos grupos de Estudo e Pesquisa da UFS: Estudo do Tempo Presente (UFS). /Grupo de Estudos e Pesquisas em História das Mulheres (UFS/CNPq) Adailton.andrade@bol.com.br – adailton_andrade@hotmail.com

terça-feira, 18 de agosto de 2009

BATISTINHA DA MARCAÇÃO

O MAIOR CANTADOR DE COCO DO NORDESTE !





96 ANOS DE MUITA HISTÓRA !






*Adailton dos Santos Andrade

Aos 96 anos de idade João Batista dos Santos, conhecido como Batistinha da Marcação, nasceu na Usina Santa Bárbara, em Rosário do Catete. Filho de José Abraão dos Santos e dona Maria Francisca de Jesus, roceiros e trabalhadores da mesma usina. Hoje com seus 96 anos, canta coco e passa sua vida em uma casinha pacata no município de General Maynard. João Batista Sempre foi trabalhador de roça desde a sua infância, trabalhou em alguns engenhos sempre na lida da roça, passou uma boa parte do tempo ainda no cabo da enxada, na fazenda Caldas de propriedade de Augusto Maynard Gomes, lá recebeu os primeiros incentivos na arte de cantador de viola por dona Helena Nobre Maynard, e nas noites de lua cheia alegrava a vidas dos posseiros, trabalhadores daquela fazenda. Em 1946, deixa sua cidade e vai residir em Marcação, atualmente, General Maynard, vai trabalhar nas caldas e mais tarde adquirindo sítio, que mora até os dias de hoje passa a cultivar hortaliças, com uma banca na feira vendia frutas e verduras, mas sempre com o pensamento na viola.



sexta-feira, 14 de agosto de 2009

HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE - SERGIPE

SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº8
Augusto Maynard Gomes
da Caserna ao Palácio



* Adailton dos Santos Andrade

Augusto Maynard Gomes nasceu no engenho Campo Redondo, de propriedade de seu pai e localizado no município de Rosário do Catete (SE), em 16 de fevereiro de 1886, filho de Manuel Gomes da Cunha e de Teresa Maynard Gomes. Depois de cursar o Ateneu Pedro II, ingressou na Escola Tática de Realengo, no Rio de Janeiro (então Distrito Federal), assentando praça em 1902. Dois anos depois, participou da Revolta da Vacina, juntando-se com mais cerca de cem colegas aos alunos da Escola Militar da Praia Vermelha, que entraram em choque com forças legalistas protestando contra a vacinação antivariólica obrigatória decretada pelo governo de Rodrigues Alves. Derrotado o movimento, os estudantes de Realengo e da Praia Vermelha foram transferidos para a Escola Militar de Porto Alegre, sendo depois desligados do Exército, enquanto as duas escolas do Rio de Janeiro eram fechadas. Beneficiado pela anistia decretada por Rodrigues Alves em setembro de 1905, Maynard Gomes reingressou na Escola Tática de Realengo, que voltara a funcionar. Declarado aspirante em 1910, foi classificado na 6ª Companhia de Infantaria, sediada em Aracaju, onde serviu até 1914. Em julho desse ano foi promovido a segundo-tenente, servindo de 1914 a 1917 no 3º Regimento de Infantaria, sediado no Rio de Janeiro. Em 1918 retornou à capital sergipana, sendo promovido a primeiro-tenente em julho de 1919 e permanecendo até 1920 no 41º Batalhão de Caçadores, quando foi designado para o 12º Regimento de Infantaria, sediado em Belo Horizonte, onde serviu até 1922. No início da década de 1920, o clima de insatisfação existente nos principais centros políticos e militares do país contra o governo federal instalou-se progressivamente na capital sergipana, atingindo a corporação ali sediada, denominada, na época, 19ª Companhia de Metralhadoras. Em outubro de 1921 começou a campanha da Reação Republicana para as eleições presidenciais do ano seguinte, em apoio à chapa oposicionista composta por Nilo Peçanha e José Joaquim Seabra, e a tensão aumentou com a publicação pela imprensa de documentos ofensivos ao Exército atribuídos a Artur Bernardes, candidato situacionista. Sindicância posterior concluiu tratar-se de textos forjados o que fez com que o episódio passasse a ser conhecido como “as cartas falsas”, mas na ocasião o comandante da guarnição sergipana se colocou ostensivamente contra Bernardes, que viria a ser eleito em março de 1922. A oposição ao governo federal se cristalizou após a eclosão, em julho de 1922, dos levantes da Escola Militar e do forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, que marcaram o início do ciclo de revoltas tenentistas da década de 1920.

REVOLTA DA13 DE JULHO DE 1924


85 anos de uma revolta esquecida!


85 anos de uma revolta esquecida!


( ten. Augusto Maynard )



*Adailton dos Santos Andrade

Texto em manutenção !
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