ARACAJU 171 ANOS DE HISTÓRIA
CAPITANIA DOS PORTOS DE SERGIPE NA CONSOLIDAÇÃO DA CONSTRUÇÃO DA CIDADE PLANEJADA
Adailton Andrade - Historiador Soamarino
O texto de Adailton Andrade traz uma perspectiva fascinante e necessária sobre os 171 anos de Aracaju (considerando o marco de 2026). Ele desloca o olhar do "planejamento no papel" para a "execução na prática", destacando que uma cidade planejada como um tabuleiro de xadrez não sobreviveria sem uma conexão real com o mundo.
Apresentamos uma perspectiva fascinante e necessária sobre os 171 anos de Aracaju (considerando o marco de 2026). Ele desloca o olhar do "planejamento no papel" para a "execução na prática", destacando que uma cidade planejada como um tabuleiro de xadrez não sobreviveria sem uma conexão real com o mundo."Decisões, sozinhas, não constroem cidades." O texto nos lembra que Aracaju é fruto de uma combinação entre a visão política (Barbosa) e a competência técnica (Guerra). A transferência da capital de Sergipe, de São Cristóvão para Aracaju em 1855, é frequentemente narrada como um triunfo da engenharia civil e do planejamento urbano (o famoso "tabuleiro de xadrez"). No entanto, o texto do historiador Adailton Andrade revela que a Marinha do Brasil, através da Capitania dos Portos, foi o pilar invisível que impediu que o projeto de Inácio Joaquim Barbosa colapsasse, naufragasse.
A transferência da capital de Sergipe, de São Cristóvão para Aracaju em 1855, é frequentemente narrada como um triunfo da engenharia civil e do planejamento urbano (o famoso "tabuleiro de xadrez"). No entanto, o texto do historiador Adailton Andrade revela que a Marinha do Brasil, através da Capitania dos Portos, foi o pilar invisível que impediu que o projeto de Inácio Joaquim Barbosa colapsasse.
Abaixo, destaco os pontos fundamentais que explicam por que a Marinha foi o motor da consolidação de Aracaju:
1. A Viabilização Logística (O Rio como Estrada)
No século XIX, Sergipe não possuía estradas de rodagem eficientes. A economia e a administração dependiam do fluxo de navios.
O Problema: As barras dos rios sergipanos (Sergipe, Vaza Barris e Real) eram extremamente perigosas, com bancos de areia que mudavam de lugar constantemente.
A Solução da Marinha: Sob o comando de José Moreira Guerra, a Marinha realizou sondagens, medições e balizamentos. Sem esse trabalho técnico, os navios com materiais de construção, alimentos e novos moradores simplesmente não conseguiriam atracar na "cidade de papel" que estava sendo erguida.
2. A Precedência Estratégica
É um fato histórico crucial: a Capitania dos Portos de Sergipe foi restabelecida definitivamente em 18 de outubro de 1854, exatos cinco meses antes da assinatura do decreto de mudança da capital.
Isso demonstra que o Governo Imperial e a Província sabiam que, para Aracaju existir, a autoridade marítima precisava estar instalada primeiro. A Marinha preparou o terreno (ou melhor, as águas) para a fundação da cidade.
3. Estruturação Social e Urbana
A presença da Marinha ajudou a desenhar a nova demografia de Aracaju:
Nova Elite: Enquanto a antiga elite agrária resistia em São Cristóvão, a Marinha trouxe militares, técnicos e funcionários que formaram a base da nova sociedade urbana.
O Porto como Centro: A instalação da Capitania às margens do Rio Sergipe (onde funcionou a Escola de Aprendizes Marinheiros) definiu o eixo de crescimento da cidade. Aracaju não cresceu em torno de uma praça central de igreja, mas sim olhando para o rio.
A presença da Marinha ajudou a desenhar a nova demografia de Aracaju: Enquanto a antiga elite agrária resistia em São Cristóvão, a Marinha trouxe militares, técnicos e funcionários que formaram a base da nova sociedade urbana, A instalação da Capitania às margens do Rio Sergipe (onde funcionou a Escola de Aprendizes Marinheiros) definiu o eixo de crescimento da cidade. Aracaju não cresceu em torno de uma praça central de igreja, mas sim olhando para o rio.A Marinha não foi apenas uma instituição de defesa em Sergipe; ela foi uma agência de desenvolvimento urbano e econômico. Ao garantir a navegabilidade e a segurança do porto, ela transformou o que era um "pântano planejado" em um entreposto comercial viável. Como bem define o texto, a capital só se tornou cidade porque alguém cuidou para que ela estivesse conectada ao resto do mundo.
Conclusão
A Marinha não foi apenas uma instituição de defesa em Sergipe; ela foi uma agência de desenvolvimento urbano e econômico. Ao garantir a navegabilidade e a segurança do porto, ela transformou o que era um "pântano planejado" em um entreposto comercial viável. Como bem define o texto, a capital só se tornou cidade porque alguém cuidou para que ela estivesse conectada ao resto do mundo.
Todos os direitos autorais registrados.
Adailton Andrade historiador, sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, sócio correspondente do Instituto do Ceará (Histórico, geográfico e Antropológico, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de Feira de Santana, presidente fundador da Confraria Sancristovernse de História e Memória, membro acadêmico do Movimento Cultural Antônio Garcia Filho (MAC) da Academia Sergipana de Letras, diretor do Arquivo Municipal de São Cristóvão.

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Texto: Iury Andrade - Bacharelando em Letras, editor, revisor e designer gráfico na Editora Colosso