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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Ruínas da Igreja de São Vicente, Maruim, SE



Ruínas da Igreja de São Vicente




                                                                                                            Adailton Andrade
Povoação foi transferida para a localidade mais acima, às margens do rio Ganhamoroba, onde já estava situado o antigo Engenho Maruim de Baixo, do proprietário Manoel Rodrigues de Figueiredo , A posição entre o rio e o interior permitiu a Maruim a instalação das mais importantes casas comerciais da Província. Fato este que gerou destaque como centro urbano, comercial, político e social; favorecendo, mais tarde, a sua concessão de vila precocemente. Nas proximidades do Engenho Maruim de Baixo, circunvizinho à Igreja São Vicente, foram construídas várias casas, com a permissão do fazendeiro Rodrigues de Figueiredo.


No século XIX, o transporte fluvial era o principal meio de locomoção. Muitas eram as pessoas que esperavam suas embarcações no “Porto das Redes”, antiga Alfândega de Sergipe, que se situava no sublime encontro das águas do rio Sergipe e do rio Ganhamoroba.
O lugarejo denominado Mombaça começava então a ser povoado. De acordo com CASAL (1976) o entreposto apresentava um grande movimento e uma grande quantidade de caixas de açúcar em 1817, oriundas dos engenhos circunvizinhos e que de acordo com ALVES, FREITAS (2001 apud CARDOSO, 2008) seguiriam para Bahia, Pernambuco ou Rio de Janeiro.

Apesar do intenso movimento, os habitantes foram obrigados a deixar Mombaça, pois os mosquitos, que ali existiam em grande quantidade, eram os principais transmissores de doenças.
A povoação segundo ALMEIDA (1984 apud ROSA, 1999), foi transferida para a localidade mais acima, às margens do rio Ganhamoroba, onde já estava situado o antigo Engenho Maruim de Baixo do Sr. Manoel Rodrigues de Figueiredo.

A posição entre o rio e o interior, permitiu a Maruim, a instalação das mais importantes casas comerciais da Província. Fato este que, gerou destaque como centro urbano, comercial, político e social; favorecendo, mais tarde, a sua concessão de Vila precocemente, afirma ALMEIDA (1984).
CRUZ E SILVA (1994) afirma que no Engenho Maruim de Baixo, nas proximidades da Igreja São Vicente, foram construídas várias casas, com a permissão do Sr. Manoel Rodrigues de Figueiredo. O lugar oferecia mais conforto e melhores condições para o comércio e a agricultura.
Quando o português José Pinto de Carvalho, chega a Maruim, constrói um grande armazém, o trapiche, para negociar o açúcar em alta na localidade. Nasce então a desavença, pois o Sr. Manoel Rodrigues, sentia-se humilhado pelo português, que crescia nos seus negócios e em suas terras, destaca CRUZ E SILVA (1994).



Em 12 de junho de 1833, por intermédio do português José Pinto de Carvalho, as autoridades de Santo Amaro transferem a sede do município para Maruim. Mas, Manoel Rodrigues de Figueiredo não contente, representou, segundo AGUIAR (2004), contra o Conselho da Província, especialmente, José Pinto de Carvalho, seu vice-presidente, à Assembléia Legislativa do Império. Apesar dos incessantes protestos, em 19 de fevereiro de 1835 é oficializada a fundação, pela Câmara dos Deputados, da Vila de Santo Amaro do Maroim.

Os santamarenses em polvorosa fúria destroem todos os móveis das repartições e obrigam os funcionários a voltar para Santo Amaro.
Em meio ao ano de 1835, após os protestos de Santo Amaro, Manoel Ribeiro da Silva Lisboa, Governador da Província, restitui a Santo Amaro a categoria de vila, tornando-se independente.
Maruim é elevada à categoria de cidade, devido a sua potencialidade na indústria açucareira, pela Lei Provincial nº 374, de 05 de maio de 1854. De acordo com CRUZ E SILVA (1994), no início do século XX, Maruim era o município de maior arrecadação, consequentemente, o maior gerador de receitas para a Província.



Segundo FREITAS (1991), Adolphine Schramm relata em carta destinada a sua mãe aspectos de Maruim em 1858, precisamente em 23 de dezembro.


segunda-feira, 24 de abril de 2017


CINE  TEATRO  ABÍLIO  CURVELO DE MENDONÇA 
Rosário do Catete -Se 







51 anos como testemunha ocular da Cultura Rosarense  

Início da Construção e inaugurado e não uma data que esta no  cinema  com data  1967, em 1967, o senhor  Aloísio  Dantas  não estava  ,mais  como gestor, o mesmo conta que teve  um mandato de 2 anos.  Para tal construção foi preciso   uma autorização da Diocese de Sergipe, já que o terreno local pertencia a paróquia da cidade, e o padre local  não autorizava  a demolir uma casa velha  que pertenceu  a dona Doca do Jordão, como  era conhecida. Mesmo com autorização do Bispo, o padre local não estava satisfeito com a tal construção, tentando por várias vezes  embargar a obra  da construção do Cine  Teatro. Por fim, Sr. Aloisio constrói essa grande de obra para difusão da cultura local, onde já existia um grande movimento musical  na cidade, coo também  teatro, trocadores e poesia. Esse ano completa 51 anos de atividades como palco  da cultura de Rosário do Catete, nesse  esmo  ano  também se comemora  101 anos do sr. Aloísio Dantas.


   
Através de oficio e envolvimento da comunidade o Mons. Alberto Bragança de Azevedo, muito sensibilizado com a comunidade local autoriza a tal construção.
Rosário do Catete antenado com as mudanças que a década de 1960, nessa época,  não se falava em globalização, mas o rádio  e o nascimento da TV, faziam com que essa mocidade  rosarense pesasse   nessas novidades  que  estavam acontecendo  a nível Brasil e Sergipe.
Memórias de muitas rosarenses  que cultivavam a arte  a cultura  relatam  que  no cinema  além de grandes  filmes  que  eram exibidos  aqui, também  tinham  uma programação  repleta  de grandes shows musicais, muitos  artistas  famosos  da época   tinha  como  palco  do Cine Abílio Curvelo de Mendonça, aplausos  garantidos, artistas  como : Luiz Gonzaga que  foi a grande  estrela de inauguração, Osvaldo Fael , Gerson Filho, Cremilda, Maria  Feliciana.
Nas projeções de cinema maior sucesso que sempre garantia casa cheia eram os filmes de lampião e Mazzaropi. Esse último, Rosário do Catete conhecia toda sua produção, na escolha da programação o sr. Martinho Xavier sempre presente na programação e parceiro do mesmo quanto a divulgação  de toda a programação.
 Quando se fala no cinema em Rosário do Catete, não podemos deixar de falar em seu principal parceiro, um serviço de som, ou de alto falades que funcionavam no maior point da cidade o famoso “Potássio Bar” do  saudoso e amigo Martinho  Xavier, era nesses  alto falantes  que a cidade   ficava sabendo da programação  do Cinema.

Ainda falando em Mazzaropi, suas principais projeções eram a mula manca, Jeca tatú, o filho do jeca, e tantos outros.
Com isso estamos celebrando 51 anos de história e memória do nosso Cinema/Teatro, onde foi e é testemunho de bons momentos agradáveis e felizes do povo rosarense.
Parabéns os idealizadores   dessa casa de fazer o povo feliz.