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quarta-feira, 2 de junho de 2010

HISTÓRIA DE SANTO AMARO DAS BROTAS


*Adailton Andrade


 A VIDA URBANA NA CAPITANIA DE SERGIPE DEL’REI (Sergipe Colonial)



É a mais famosa e rica de toda a capitania, escreveu em 1808 D. Marcos Antonio de Souza. Sua importância Adivinha de encontrar-se situada na Contiguiba, a principal região açucareira, onde os canaviais haviam iniciado a grande arrancada em terras sergipanas. A elevação `a categoria de Vila ocorreu e 1699, com a criação das primeiras vilas. Na capitania de Sergipe após a instalação da comarca em 1696. O governador geral D. João de Lancastro, determinou ao ouvidor Dr. Diogo Pacheco Pereira: “é porque me dizem que no porto da Contiguiba se pode fazer uma vila. Vossa Mercê mandará a casa da câmara dessa cidade, os oficiais dela com as principais pessoas desse povo, para que com toda ponderação, veja se o dito porto é capaz de forma-se nela a dita vila”.





Seria favorável o resultado da inspeção realizada desde quando a Carta Régia de 04 de maio de 1699, criava a vila de Santo Amaro. A grande expansão dos canaviais a partir dos meados do século XVIII, repercutiu no desenvolvimento da vila de Santo Amaro que se tornaria o centro da mais importância da região açucareira sergipana, a Contiguiba, em decorrência da localização geográfica que se encontrava.


Nas cercanias localizava-se vários engenhos onde dominavam senhores que se tornaram famosos pela prepotência e desmandos cometidos nos fins do século XVIII e começo do século XIX. Embora próspera arrecadando em valor, o segundo subsídio literário da capitania na vila de Santo Amaro, nos fins do século XVIII não funcionavam quaisquer aulas públicas. A partir da segunda década do século XIX os primeiros sinais da decadência na vila em conseqüência do desenvolvimento ocorrido em povoações vizinhas, que a iriam suplantar sobre impacto de fatores geográficos. As lideranças políticas deslocar-se-iam para a povoação situadas na circunscrição da capital. Vão afirmando-se as povoações de Capela, Rosário e principalmente Maruim que crescera em torno de um Trapiche e construído em 1816 pelo português José Pinto de Carvalho. Para Laranjeiras e Maruim deslocar-se-ia o eixo comercial de Sergipe, resultando na perda econômica de Santo Amaro e conseqüentemente, o prestígio político.



Em 11 de novembro de 1828, a câmara decretou a transferência sem qualquer satisfação às autoridades províncias “ostentando seu corpo soberano independente superior ao presidente da província”. Contra a tentativa de transferência insurgiu-se grande parte da população Santamarense, principalmente os que viviam na área urbana, liderada pelo Vigário Colado da Freguesia, P. Gonçalo Coelho e Antonio José da Silva Travassos.


Mais a reação da facção contrária à mudança dificultou a sua efetivação conseguindo, em 1834, que o presidente José Germiniano de Morais Navarro mandasse voltar para Santo Amaro à sede da Vila. As agitações vividas pela população urbana Santamarense buscando preservar a autonomia política usurpada, deram-lhe consciência de sua força ao mesmo tempo contribuíram para provocar a cisão da classe dominante, dos senhores da terra da região.




São esses fatos que explicam a revolta ali deflagrada em 1836, agitando a província estuda dentro dos movimentos da revolta que sacudiram o Brasil na fase regência.


A povoação de Laranjeiras
Ao torna-se a capitania de Sergipe independente da Capitania da Bahia, sua população era calculada em 114.916 habitantes em sua maior parte vivendo nos engenhos, fazendas e sítios. A sede das Vilas continuavam como as descreveras, nos fins do século XVII, o ouvidor Magalhães de Passos; “um amontoado de casas fechadas”.


O desenvolvimento da povoação de Laranjeiras esta ligada a grande expansão da cana-de-açúcar na capitania de Sergipe, a partir dos meados do século XVIII, pelos vale férteis, ricos de massapé, da Contiguiba. Localizado a margem esquerda do médio curso do Rio Contiguiba. Esse crescimento demográfico resultou no fluxo de imigrantes portugueses ante a grande crise que Portugal vivia, nos fins do século XVIII, “tangidos pelo anseio de enriquecer e ascender”, é que de início o caminho seguido é do comercio.


Considerável desenvolvimento alcançou a povoação de Laranjeiras nas primeiras décadas do século XIX. O decreto de 7 de agosto de 1832, do DR. Marcelino de brito , reconhecia a importância da povoação de laranjeiras na vida sergipana ao eleva-la à categoria de vila dando-se a instalação em 04 de fevereiro do ano seguinte. Em 1834, torna-se a freguesia, S.S. do Coração de Jesus desmembrada da Freguesia de N. Sra. do Socorro da Contiguiba. Comprovando a grande importância da vida social, política e econômica da província de Sergipe, logo em 1848, Laranjeiras, juntamente com Estância seria elevada a categoria de cidade, época do progresso e prestígio que viveu, está indicada com aquela em que o açúcar foi sustentáculo da política sergipana. Laranjeiras destacou-se como centro da divulgação das idéias republicanas e pela projeção que teve nas letras e nas artes sergipanas no segundo império. Ao encerrar-se a época colonial, em conseqüências das transformações socioeconômicas que se processavam, a vida urbana de Sergipe começava a se firmar. Pequenos núcleos populacionais vão se transformando em prósperos centros urbanos como; Maruim, Capela, Rosário, Japaratuba, Itaporanga, Divina Pastora, localizados na região açucareira.






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FONTE: SOUZA, Marcelo Domingos de. A vida urbana na Capitania de Sergipe Del Rei. Fichamento de: NUNES, Maria Thetis. Sergipe colonial II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996. Disponível em . Acesso em 03 Nov. 2008.

 
 
 
 


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*Adailton Andrade,Aluno especial no Mestrado em Sociologia na UFS, Licenciado em História. Pós Graduado em Ensino de História. Sócio efetivo do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SERGIPE (IHGSE) ,Faz parte dos Grupos de Estudo e Pesquisa da UFS: Estudo do Tempo Presente / UFS. Grupo de Estudos e Pesquisas em História das Mulheres (UFS / CNPq )Professor de História,Filosofia, Sociedade e Cultura Sergipana da rede particular de ensino. Contato : adailton.andrade@bol.com.br