Promovendo greves sucessivas, nem sempre justificáveis, discursos triunfantes e/ou insolentes, as lideranças mais açodadas proporcionavam pretextos para que as forças de direita desenvolvessem a luta ideológica, falassem de guerra revolucionária e acelerassem as conspirações. A idéia de comícios monstros ainda mais atemorizou os conservadores (civis e militares), levando-os a articulações cada dia mais amplas. Velhos políticos, com projetos divergentes, como Ademar de Barros e Carlos Lacerda, juntaram-se com o fim do que denominavam de "combater o caos". As bases políticas governistas tornaram-se mais precárias do que nunca com o afastamento do PSD, tradicional fiador do projeto populista. Na sociedade civil, entidades classistas patronais, grupos femininos (CAMDE), parte da Igreja Católica, imprensa, associações diversas, todos formaram a grande corrente de reação, sob a coordenação maior do IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais), soldando os setores militares e civis e acoplando-se aos interesses do grande capital interno e externo. As revoltas dos sargentos e dos marinheiros, de um lado, levavam alguns ao devaneio de estabelecer analogia com a Revolução Russa e, por outro, indispunham decisivamente as Forças Armadas com o movimento popular, diante da quebra de hierarquia. Confiante num sistema de informação e de segurança inepto e ineficaz, o governo, isolado e debilitado, não se dispôs a enfrentar as forças da reação. Num último discurso provocante, Goulart apressou a deflagração do movimento militar contrarevolucionário, que contou com o apoio expressivo de parte da sociedade civil, identificada na defesa da ordem e da propriedade.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
O DOMÍNIO MILITAR EM SERGIPE
Promovendo greves sucessivas, nem sempre justificáveis, discursos triunfantes e/ou insolentes, as lideranças mais açodadas proporcionavam pretextos para que as forças de direita desenvolvessem a luta ideológica, falassem de guerra revolucionária e acelerassem as conspirações. A idéia de comícios monstros ainda mais atemorizou os conservadores (civis e militares), levando-os a articulações cada dia mais amplas. Velhos políticos, com projetos divergentes, como Ademar de Barros e Carlos Lacerda, juntaram-se com o fim do que denominavam de "combater o caos". As bases políticas governistas tornaram-se mais precárias do que nunca com o afastamento do PSD, tradicional fiador do projeto populista. Na sociedade civil, entidades classistas patronais, grupos femininos (CAMDE), parte da Igreja Católica, imprensa, associações diversas, todos formaram a grande corrente de reação, sob a coordenação maior do IPES (Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais), soldando os setores militares e civis e acoplando-se aos interesses do grande capital interno e externo. As revoltas dos sargentos e dos marinheiros, de um lado, levavam alguns ao devaneio de estabelecer analogia com a Revolução Russa e, por outro, indispunham decisivamente as Forças Armadas com o movimento popular, diante da quebra de hierarquia. Confiante num sistema de informação e de segurança inepto e ineficaz, o governo, isolado e debilitado, não se dispôs a enfrentar as forças da reação. Num último discurso provocante, Goulart apressou a deflagração do movimento militar contrarevolucionário, que contou com o apoio expressivo de parte da sociedade civil, identificada na defesa da ordem e da propriedade.
sábado, 15 de maio de 2010
IBARÊ COSTA DANTAS - Doutor Honoris Causa
IBARÊ COSTA DANTAS
*Samuel Barros de Medeiros Albuquerque
quarta-feira, 5 de maio de 2010
HISTÓRIA DE ITABAINA PARA O CONCURSO
domingo, 25 de abril de 2010
REVOLTA DA 13 DE JULHO
História de uma revolta esquecida!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
HISTÓRIA DOS MUNICÍPIOS SERGIPANOS
AGRADEÇO PELA VISITA NO MEU BLOG
23.000 ACESSOS EM 7 MESES
OBRIGADO A TODOS !
domingo, 11 de abril de 2010
ROSÁRIO DO CATETE PODE TER NOVAS ELEIÇÕES
quarta-feira, 24 de março de 2010
HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE RIACHUELO PARA O CONCURSO
Caracterização do Município de Riachuelo-Sergipe
Breve Histórico
Riachuelo fica a 29 quilômetros de Aracaju. Historiadores afirmam que as primeiras informações sobre o município dão conta que aquelas terras, em finais de 1590, eram ocupadas pela família dos Pinto. O centro das atenções era o engenho do português Mesquita Pinto. E é assim que a localidade começa a ser conhecida. Por causa das terras extremamente férteis, e dos rios Sergipe, Cotinguiba e Jacarecica, os Pinto se transformaram em grandes produtores de açúcar, algodão e gado.

quinta-feira, 18 de março de 2010
ANULAÇÃO DO CONCURSO DE ROSARIO DO CATETE
SEPROD
SERVIÇO DE PROCESSAMENTO DE DADOS
Rua Marechal Bittencourt, 397, Centro – Alagoinhas/Ba – CNPJ 07.196.055/0001-68
Tel. (75) 3422-3042 – www.seprod.com.br
NOTA DE ESCLARECIMENTO
SEPROD-SERVIÇO DE PROCESSAMENTO DE DADOS LTDA,
vem comunicar aos 9.474 candidatos inscritos ao Concurso Público do Município de Rosário do Catete, a suspensão dos atos do referido concurso, inclusive a prova escrita designada para o dia 28.03.2010, em cumprimento a ordem judicial proferida pela Exmª Srª Drª Juíza de Direito, ÉRICA MAGRI MILANI, nos autos da ação Civil Pública Nº 201074200092 proposta pelo Ministério Público do Estado deSergipe.A motivação da referenda ação e conseqüente fundamentação da decisão judicial, encontram-se disponibilizadas no site “www.tj.se.gov.br” através de consulta ao número do processo supra citado. Alagoinhas- Ba., 17 de março de 2010.
A DIREÇÃO
SEPROD
terça-feira, 16 de março de 2010
ARACAJU, A HISTÓRIA DA MUDANÇA DA CAPITAL
(Texto de Luis Fernando Soutelo escrito em 1999)
Luiz Fernando R. Soutelo
Há exatamente cento e quarenta e quatro anos, completados a 17 de março de 1999, uma resolução da Assembléia Provincial elevava "o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de Cidade" e transferia para ele a capital da Província, até então situada na vetusta São Cristóvão, onde se instalara depois de outras localizações a principal povoação de Sergipe nos primeiros anos do século XVII.
MUDANÇA DA CAPITAL
*Adailton Andrade
Há aqueles que afirmam que João Bebe Água nasceu em são Cristóvão, porém indícios das investigações apontam Itaporanga D’ajuda (família Borges). Sabe-se, pelos registros, que o provável ano do seu nascimento foi 1823. O Filho do Capitão Francisco Borges da Cruz veio de uma família pequena, tendo apenas um irmão Silvério da Costa Borges. Casou-se aos 50 anos. Seu contemporâneo Serafim Santiago, no Anuário Cristovense, lembra: “já o encontrei viúvo”.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
HISTÓRIA DOS PREFEITOS DE ROSÁRIO DO CATETE
O HOMEM QUE TRANSFORMOU A EDUCAÇÃO
JOSÉ MARTINHO XAVIER
Xavier assim como era conhecido em Rosário do Catete, e nos demais municípios do estado devido suas atividades profissionais, alem de prefeito exerceu varias outras atividades que contribuíram para o desenvolvimento do seu município, também é de conhecimento sua participação em diversos movimentos sociais e religiosos. Foi também dono de cartório e presidente de uma associação de caridade em Rosário do Catete, mas na qualidade de prefeito e de chefe político que deu maior visibilidade na carreira publica.
Xavier nasceu no antigo povoado Pedro Gonçalves, município de Rosário do Catete filho de Francisco Xavier das Chagas e dona Maria Marta de Jesus.foi aluno da conceituada professora Maria Rosa dos Santos isso logo no ano de 1933, concluiu o curso primário com outra professora Maria de Freitas Santos, anos depois conclui seu curso ginasial através do projeto Minerva, antigo curso Madureza.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
CÂMARA MUNICIPAL DE ROSÁRIO DO CATETE
CÂMARA MUNICIPAL DE ROSÁRIO DO CATETE
RELAÇÃO DOS PRESIDENTES DA CÂMARA DE VEREADORES DE ROSÁRIO DO CATETE
HISTÓRIA DE SERGIPE PARA CONCURSO
A Revolução de 1930 em Sergipe
Os anos que antecedem a revolução 1930 em Sergipe e que coincidem com os primeiros anos do regime republicano têm como principal característica à dominação de frações dominantes e oriundas do patronato rural composto principalmente pelos grandes produtores de açúcar, seguido de proprietários rurais oriundos da criação de gado ou cultura de exportação como o algodão. A primeira fase republicana é marcada pelo domínio da facção liderada pelo Monsenhor Olímpio Campos. Após a morte de Olímpio Campos o controle do poder é permutado entre lideranças tradicionais, como o General José Siqueira Menezes (1911-1914) , Oliveira Valadão (1914-1918) Coronel Pereira Lobo(1918-1922), Graco Cardoso (1922-1926) e Manoel Correia Dantas (1927-1930). Essa fase é marcada pela hegemonia do das classes patronais da onde inexiste praticamente a organização de classes operárias e subalternas. Trata-se de um período marcado pelo autoritarismo e pelo coronelismo conforme cita Ibarê Dantas "Os grupos oligárquicos que controlava a sociedade política sob a chefia de religiosos, civis e militares enquadrava-se na ideologia e nos interesses materiais da classe dominante, organizando-a sob a hegemonia da fração ligada ao açúcar". (Dantas. pág. 20). Apesar do predomínio das oligarquias, Sergipe ainda foi palco de alguns movimentos reformista, como: a Reação Republicana, o Movimento Tenentista em 1924, além da campanha da Aliança Liberal em 1926.
A Revolução de 1930 em Sergipe os Interventores
Por Luiz Antônio Barreto
O presidente Manoel Dantas elegeu seu sucessor na presidência do Estado, o comerciante Francisco de Souza Porto, experiente político oriundo do município de Nossa Senhora das Dores, por várias vezes deputado estadual, presidente da Assembléia, casado na família dos trucidados de Araraquara, episódio de violência da chamada República Velha, em São Paulo. Os revolucionários de 1930, no entanto, tiraram Manoel Dantas do Poder e não reconheceram a eleição de Francisco de Souza Porto, estabelecendo a política dos Interventores Federais, com plenos poderes no Estado.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
PERFIL DO MUNICÍPIO DE ROSÁRIO DO CATETE
PERFIL DO MUNICÍPIO DE ROSÁRIO DO CATETE
ROSÁRIO DO CATETE
PASSANDO POR REVISÃO..
HISTÓRIA DE ROSÁRIO DO CATETE
PREFEITOS DE ROSÁRIO DO CATETE
INÍCIO TÉRMINO NOMES
1905 1906 Manoel do Nascimento
1906 1907 Matias Curvelo de Mendonça
1908 1909 Alfredo Franco
1910 1911 José Curvelo de Mendonça
1912 1913 Pedro Ferreira de Barros
1913 1914 José Gomes da Cunha Sobrinho
1915 1919 Pedro Ferreira de Barros
1920 1922 Dr. Odilon Ferreira Machado
1923 1925 Padre Afonso Tojal
1926 1928 Antônio Soares Freire
1929 1930 Manoel da Silva Maynard
1930 1932 Salústio Vieira de Meio
1932 1933 Semeão Machado de Aguiar Menezes
1933 1934 Abílio Curvelo de Mendonça
1934 1935 João Machado Sobrinho
1935 1935 Polycarpo Diniz de Resende
1935 1935 Adalício Vieira de Menezes
1935 1937 Polycarpo Diniz de Resende
1937 1937 José Paes de Azevedo Sã
1937 1939 Polycarpo Diniz de Resende
1939 1939 Anfilófio Vieira de Azevedo
1939 1939 Ulysses Garcia da Rocha
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
CONCURSO PÚBLICO DE ROSARIO DO CATETE
link para o edital:
http//www.seprod.com.br
AS INSCRIÇÕES FICARÃO ABERTAS NO PERÍODO DE
09 A 26 DE FEVEREIRO DE 2010, DAS 8 ÀS 13H-SEGUNDA A SEXTA. LOCAL: MUNICÍPIO DE ROSÁRIO DO CATETE NA SEDE DA PREFEITURA MUNICIPAL, SITUADA NA PRAÇA CLODOALDO PASSOS, Nº38, CENTRO .
HISTÓRIA DE ROSÁRIO DO CATETE
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
PRAÇA FAUSTO CARDOSO E SUAS HISTÓRIAS
NA MEMÓRIA DE MURILLO MELINS
Murillo Mellins nasceu em Neópolis, antiga Vila Nova, em 22 de outubro de 1928. Filho do saudoso Mário Mellins Intendente de Neópolis (antiga Vila Nova) foi uma pessoa simples de um grande conhecimento dos fatos que marcaram a História da capital. Alguns chamam Murillo de memorialista, outros de pesquisador, outros de guardião da História de Sergipe onde puxa as lembranças da memória política e cultural da nossa gente.
domingo, 31 de janeiro de 2010
GETULIO VARGAS CHEGA A SERGIPE - 1950
Manchete de primeira pagina dos principais jornais de Sergipe tinham como principal manchete a presença do senador Getulio Vargas em Aracaju em campanha para presidente em 02 de setembro de 1950, com a presença do senador, candidato a re-eleição ao senado, Augusto Maynard Gomes. Getúlio levou o Estado a realizar grandes investimentos em infra-estrutura, ampliou os direitos trabalhistas com o objetivo de aumentar a massa salarial e buscou proteger a iniciativa empresarial nacional tornando uma série de atividades econômicas privativas de empresas organizadas no Brasil cujos titulares fossem brasileiros.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
ANTÔNIO GARCIA FILHO
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
HISTÓRIA POLÍTICA DE ROSÁRIO DO CATETE
PREFEITO DE ROSÁRIO DO CATETE NO
PERÍODO DE 1964 A 1967
Adailton Andrade
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
O IHGSE TEM NOVO PRESIDENTE !
PROFESSOR DA UFS É ELEITO PRESIDENTE DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SERGIPE
Samuel Albuquerque, professor do curso de Museologia da UFS, foi eleito presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe -- IHGSE. A eleição ocorreu no dia 17 de dezembro de 2009, quando mais de 70% dos sócios regulares do Instituto elegeram a nova Diretoria.
O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, carinhosamente conhecido como a “Casa de Sergipe”, sempre foi capitaneado por figuras de elevado capital social e, desde a década de 1940, renomados “intelectuais da educação” passaram a presidir o sodalício, como José Augusto da Rocha Lima (1941/1945), José Calasans Brandão da Silva (1945/1947), João Batista Perez Garcia Moreno (1947/1951), Felte Bezerra (1951/1953), José da Silva Ribeiro Filho (1965/1967), José Bonifácio Fortes Neto (1967/1969) e Maria Thetis Nunes (1972/2003).
O professor Samuel Albuquerque substituirá o historiador e cientista político Ibarê Dantas, que preside o Instituto desde 2004.
Segundo o presidente eleito, o principal desafio da sua gestão será dar continuidade a ampla reforma promovida por Ibarê Dantas no Instituto. “É preciso dar mais visibilidade e ampliar o diálogo do Instituto com a sociedade sergipana. É preciso dar continuidade ao processo de modernização do Instituto e democratização do seu acervo. É preciso continuar restaurando e conservando os acervos do museu, pinacoteca, arquivo e biblioteca do Instituto. É preciso garantir a periodicidade da Revista do IHGSE, o mais antigo periódico científico em circulação no Estado. É preciso conservar as parcerias do Instituto com a UFS, com o Governo do Estado de Sergipe e com a Prefeitura de Aracaju.... Enfim, é necessário garantir que o Instituto continue sendo um dos principais centros de pesquisa e preservação da memória em Sergipe”, diz o professor Samuel.
Para atingir seus objetivos, Samuel Albuquerque contará com uma equipe de peso, composta, inclusive, por professores e ex-professores da UFS. A vice-presidência será ocupada por Ibarê Dantas, que auxiliará o novo presidente, transmitindo-lhe sua experiência de gestor do Instituto. Josefa Eliana Souza, do Departamento de Educação da UFS, será a secretaria geral. Terezinha Oliva será a oradora do Instituto, primeira mulher a ocupar o referido cargo. A nova Diretoria conta, ainda, com José Vieira da Cruz (1º secretário), José Rivadálvio Lima (2º secretário), Saumíneo Nascimento (1º tesoureiro) e Igor Moraes Albuquerque (2º tesoureiro).
A posse de Samuel Albuquerque e da nova Diretoria do IHGSE ocorrerá na do dia 19 de janeiro, no auditório do próprio Instituto, localizado à Rua Itabaianinha, 41.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
MANOEL CABRAL MACHADO
O acadêmico também possuía vasto currículo de atuação na vida pública. Foi secretário da prefeitura de Aracaju na administração de José Garcez Vieira, foi diretor do Serviço Público no governo do Estado durante a gestão de Maynard Gomes, secretário da Fazenda e chefe da casa civil no governo de José Rollemberg Leite, secretário de Educação do governador Celso de Carvalho e procurador geral no governo de Antônio Carlos Valadares. Machado chegou a ser líder do antigo Partido Social Democrático – PSD, conselheiro do Tribunal de Contas e deputado estadual por três legislaturas.
Criado na Capela, cidade onde seu pai voltou a fixar-se como médico, Manoel Cabral Machado adquiriu uma cidadania capelense, afetiva, presente em sua vida de 92 anos. Depois de desarnar nas primeiras letras, no interior, foi aluno dos colégios Salesiano e Ateneu, em Aracaju, iniciando-se nos movimentos de agitação política estudantil
escrevendo e pronunciando discursos, o primeiro deles diante do corpo morto do jovem Lises Campos, e filiando-se ao movimento integralista e a outras mobilizações dos jovens sergipanos da sua época. Mudando-se para Salvador e ingressando na Faculdade de Direito da Bahia, bacharelou-se na turma de 1942. Entre os convites para advogar na Bahia, ou em outro Estado, Manoel Cabral Machado preferiu retornar a Sergipe, engajando-se na vida local, já como um liberal.
Depois de curta e acidentada passagem, como Promotor nomeado, mas não empossado, de Neópolis, Manoel Cabral Machado ingressou na vida administrativa sergipana, no Gabinete do Prefeito José Garcez Vieira, passando depois a atuar no Departamento do Serviço Público, atual Secretaria de Estado da Administração, levado pelo Secretário Geral Francisco Leite Neto, que viria a ser um dos seus grandes amigos e correligionário político. Com a redemocratização de 1945 ajudou a fundar o PSD – Partido Social Democrático, candidatando-se, sem êxito, à Assembléia Estadual Constituinte.
Derrotado nas urnas, foi convidado para compor a equipe de Governo do Dr. José Rollemberg Leite, eleito em princípios de 1947, assumindo a Secretaria da Fazenda, onde implantou um sistema austero de gastos, fez uma revisão das propriedades e cobrou impostos de todos os contribuintes, fossem ou não correligionários. Sua atuação, conquanto servisse ao Estado e aos interesses públicos, provocou reações de aliados políticos e ele terminou substituído, passando posteriormente a ocupar a Secretaria de Governo. Mais tarde, por concurso público, foi Procurador do Instituto do Açúcar e do Álcool, em Sergipe.
Dedicando-se à política, sem prejuízo de outras atividades, principalmente as do magistério, que abraçou também na década de 1940, Manoel Cabral Machado foi eleito três vezes deputado estadual, aumentando em cada eleição o número de votos: 1950, 1.460 votos; 1954, 1824 votos; 1958, 2.012 votos. Na Assembléia Legislativa exerceu a liderança do seu partido e do Governo, e foi uma das vozes mais acreditadas, com uma oratória fluente, rica intelectualmente, e de forte radicalismo partidário. Sua presença na vida do PSD e nos mandatos que galgou pelo seu partido não interferiram nas suas atividades intelectuais, ou no conceito que sempre gozou no magistério secundário e superior do Estado.
Com o movimento militar de 1964 que prendeu e depôs o governador Seixas Dória, levando o vice Celso de Carvalho a assumir o Governo, Manoel Cabral Machado foi nomeado Secretário da Educação, em substituição a Luiz Rabelo Leite. Em 1966 compôs com Lourival Baptista a chapa para Governo do Estado, por via indireta, sendo eleito vice governador. Em 1970 renunciou, juntamente com o governador, sendo nomeado Conselheiro do recém criado Tribunal de Contas do Estado, onde foi três vezes presidente, aposentando-se em 1986, aos 70 anos. Foi, ainda, Consultor do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe e Procurador Geral do Estado.
No magistério, Manoel Cabral Machado construiu uma extensa e ilustre participação, como professor de História do Brasil e História Universal do Colégio Ateneu; de Noções de Direito e Economia Política da Escola de Comércio Conselheiro Orlando; de História do Brasil e Sociologia da Educação do Colégio Nossa Senhora de Lourdes; de História do Brasil e História Universal do Colégio Tobias Barreto; de Administração e Finanças, Direito Financeiro e Direito Internacional no Curso de Administração e Finanças, da Escola de Comércio Conselheiro Orlando, que precedeu a Faculdade de Ciências Econômicas; de Valor e Formação de Preço na Faculdade de Ciências Econômicas; de Direito do Trabalho, Direito Civil e Economia Política da Faculdade de Direito de Sergipe; de Filosofia Antiga, Filosofia Medieval e Sociologia Geral; e de Sociologia da Escola de Serviço Social.
Membro da Academia Sergipana de Letras desde 1963,, ocupante da Cadeira 25, substituindo a Antonio Manoel de Carvalho Neto, falecido em 1954, Manoel Cabral Machado teve profícua atividade jornalística, no Diário de Sergipe e noutros jornais, colaborou com revistas, especialmente a da Academia Sergipana de Letras e publicou diversos livros, destacando-se: Brava gente sergipana e outros bravos (1999), Elegias a Elohim, Poemas à mãe de Deus, Aproximações Críticas (todos de 2002), Baladas de bem-querer à Bahia (2003) e O aprendiz de oboé (2005). Manoel Cabral Machado presidiu a Academia Sergipana de Letras, e freqüentou, permanentemente, as suas sessões, como um dos mais atuantes debatedores.
Foi, ainda, por muitos anos, Orador do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Figura, também, como membro de outras entidades culturais e sociais, como a Associação Franco-Brasileira (Aliança Francesa), destacando-se, nacionalmente, como integrante da Academia Brasileira de Ciências Sociais, com sede no Rio de Janeiro.
Casado, desde 1944, com sua prima Maria de Lourdes, falecida em 2001, Manoel Cabral Machado é pai de 6 filhos: Nina Maria, advogada, já falecida, Odilon, professor e intelectual, Manoel Félix, Administrador de Empresas, Maria de Fátima, professora, Ascendina Maria, Odontóloga e Bacharela em Direito, e Antonia Lúcia. E avô de muitos netos, entre eles o Promotor de Justiça Manoel Cabral Machado Neto.
Manoel Cabral Machado faleceu em Aracaju, na noite de 13 de janeiro de 2009, de falência múltipla de órgãos, recebendo homenagens dos parentes, amigos, admiradores, ex-alunos, de companheiros rotarianos, do Tribunal de Contas do Estado, e da Academia Sergipana de Letras, onde o corpo foi velado no dia 14, sendo sepultado em Capela, no chão que tinha adotado como seu. O Governo do Estado, pelo governador interino deputado Ulices Andrade, decretou Luto Oficial, em homenagem ao ilustre professor, intelectual e homem público sergipano filho ilustre e esquecido e desconhecido pelo seus conterrâneos .
Contato : institutotobiasbarreto@infonet.com.br
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Trânsito no início do século XX
PRAÇA FAUSTO CARDOSO E SUAS HISTÓRIAS
*Adailton dos Santos Andrade
Murilo Mellins nasceu em Neopolis antiga Vila Nova em 22 de outubro de 1928, filho do saudoso Mario Mellins que dentre outras coisas foi Intendente de Neópolis (antiga Vila Nova) uma pessoa simples, de um grande conhecimento dos fatos que marcaram a historia da capital. Alguns chamam de memorialista, outros de pesquisador, outros de guardião da historia de Sergipe, sempre puxando das lembranças a memória política e cultura da nossa gente.
UM INTELECTUAL SERGIPANO NO PODER: LOURIVAL FONTES NO SENADO FEDERAL (1955-1963)
Lourival Fontes, um dos filhos ilustres de Riachão do Dantas, foi considerado um grande pensador político de seu tempo. Ele soube se instrumentalizar das teorias e argumentações de sua época, para tecer com propriedade uma análise política, econômica e social do Brasil. Durante o Estado Novo (1937-1945), entre os anos de 1939 a 1942 esteve à frente do Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, tornando-se um dos principais ideólogos do governo varguista. Além de ter tido uma apurada experiência quanto às questões internacionais, devido ao contato que teve com o mundo diplomático, enquanto foi embaixador do Brasil no México e no Canadá entre os anos de 1944 a 1950.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Instituto Ricardo Brennand
INSTITUTO RICARDO BRENNAND
Fui a Recife participar do IV Encontro de Cultura e Memória na UFPE onde fui convidado, por minha cunhada Queliane e seu ilustre namorado Bruno, a conhecer o “BRENNAND”, pois bem vamos ao Museu....Encantamento, esta foi a impressão ao chegar ao Instituto Ricardo Brennand, em Recife, no bairro da Várzea. Em uma área aproximada de 100 hectares circundados pela Mata Atlântica, o castelo - que mistura os estilos medieval e gótico - tem jardins rodeados por lagos habitados por cisnes e flamingos, obras de arte e esculturas. Para chegar às dependências do Instituto, deve-se percorrer uma longa alameda ladeada de palmeiras imperiais. A sensação é de estar adentrando em lugar suntuoso, além da nossa realidade, que nos remete à fantasia retratada pelo cinema e em livros.
sábado, 21 de novembro de 2009
REVOLUÇÃO DE 1930, EM MINAS GERAIS, REDUTO DE LUTA E RESISTÊNCIA
PASSAGEM DA FORÇA REVOLUCIONARIA EM MINAS, ONDE A BRAVURA DE AUGUSTO MAYNARD GOMES DEIXOU GRAVADA PARA SEMPRE O NOME DE SERGIPE NA REVOLUÇÃO
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
LUIZ GARCIA, UM GOVERNANTE INOVADOR
Luiz Garcia bacharelou-se em Direito e exerceu, plenamente, a advocacia com escritório em Aracaju e no Rio de Janeiro, conciliando com as atividades jornalísticas, intelectuais e políticas. Redigiu vários jornais, demorando-se no Correio de Aracaju, do qual foi Diretor. Foram os seus artigos, alguns deles de crítica literária, discursos, conferências que motivaram os acadêmicos para elegê-lo membro da Academia Sergipana de Letras, ocupando, desde 1942, a Cadeira nº 37 do Sodalício.
(terminal Rodoviário Luis Garcia, cosntruido na sua administração )
Luiz Garcia, homem de fé, manteve-se no Catolicismo e nos mandatos de Deputado Federal, quatro ao todo, (1951-1955, 1955-1959, 1967-1971, e 1971-1975 e 1º Suplente de 1979-1983), deu mostras da sua fidelidade religiosa, combatendo os projetos que davam direitos às companheiras e os que estabeleciam o divórcio no Brasil, notadamente as tentativas feitas por Nelson Carneiro. Estão nos Anais da Câmara Federal os discursos memoráveis, em defesa do magistério moral da Igreja. O episódio da eleição de 1947 e as indisposições com a LEC pareceram, sempre, completamente superados.
Em 1958 Luiz Garcia foi eleito Governador do Estado, vencendo a José Rollemberg Leite e sucedendo a Leandro Maciel na chefia do Governo. Instala-se uma administração de grandes inovações e empreendimentos, que modernizaria Sergipe, a começar pela criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Condese), uma espécie de escola de Governo, priorizando o planejamento e formando quadros para a administração pública, ao tempo em que fixava as grandes linhas da administração. Seguiram-se o Banco de Fomento (atual Banese), a Energipe, o Ipes, a Secretaria de Educação, Cultura e Saúde, confiada ao irmão, o médico e intelectual Antonio Garcia Filho, e obras essenciais como a Estação Rodoviária, construída na Esplanada do Bonfim, o Hotel Palace de Aracaju, no lugar onde havia o Quartel do 28 BC, na praça General Valadão, o Centro de Reabilitação Ninota Garcia, na velha Usina do bairro Industrial, o Salão de Passageiros do Aeroporto de Santa Maria, o Museu Histórico de Sergipe, em São Cristóvão, instalado no prédio do antigo Paço Provincial, e criou a Faculdade de Medicina.
A família de Luiz Garcia, toda ela, construiu biografias notáveis. Robério, como dirigente desportivo, presidente da Federação Sergipana de Futebol, profissionalizou o futebol e foi, ainda, membro destacado do Partido Comunista Brasileiro. Carlos Garcia, jornalista, escritor, advogado, elegeu-se vereador em Aracaju, pela legenda do PCB, e seu cunhado, o médico baiano Armando Domingues foi eleito deputado estadual, na Assembléia Estadual Constituinte de 1947. Carlos Garcia mudou-se para o Rio de Janeiro onde trabalhou no sistema previdenciário e manteve escritório de advocacia. Antonio Garcia Filho, médico, professor, escritor e compositor, foi também vereador em Aracaju, pelo Partido Socialista Brasileiro, presidente da Academia Sergipana de Letras. José Garcia Neto, engenheiro, fez carreira política no Mato Grosso, sendo vice governador daquele Estado. No Governo do seu irmão, dirigiu o Departamento de Estradas de Rodagens em Sergipe.
Casado com Maria Emília Pinto Garcia, Luiz Garcia teve 4 filhos: Fernando, Gilton, Antonio Amândio e Vânia. Antonio Amândio tentou a política e foi candidato a deputado estadual, na eleição de 1974, mas não foi eleito. Gilton Garcia elegeu-se deputado estadual em 1968, deputado federal em 1982 e foi governador do Amapá, nomeado pelo presidente Fernando Collor de Melo. Fernando é Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amapá. Luiz Garcia, que foi um dos professores fundadores da Faculdade de Direito de Sergipe, morreu em Aracaju, em 11 de agosto de 2001.
_________________
artigo escrito por Luis Antonio Barreto
domingo, 25 de outubro de 2009
MARIA THETIS NUNES
THETIS NUNES
UM REFERENCIAL DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Morreu na madrugada deste domingo, dia 25, aos 86 anos, a professora e historiadora sergipana Maria Thetis Nunes, autora de vários livros. Ela estava internada há três semanas no Hospital São Lucas, na capital sergipana, onde foi submetida a algumas cirurgias. O corpo está sendo velado na Academia Sergipana de Letras e será sepultado às 16h30, no cemitério Colina da Saudade. O prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, decretou luto oficial de três dias.
Para ele, Maria Thetis Nunes foi uma das mulheres de maior destaque na história de Sergipe, por sua valiosa contribuição nos campos da literatura e do magistério. "Ela foi uma grande professora e formou dezenas de intelectuais sergipanos. Maria Thétis Nunes sempre esteve à frente do seu tempo. Com seu brilhantismo, abriu espaço para as mulheres na sociedade e ajudou a construir e difundir a história do nosso Estado", lembra Edvaldo.
Maria Thetis Nunes nasceu em Itabaiana. Veio para a capital para cursar o ensino secundário, no Atheneu Sergipense. Formou-se em Geografia e História, na Faculdade de Filosofia da Universidade Federal da Bahia, tendo sido a primeira sergipana a ingressar em um curso superior. Ainda universitária, em 1945, tornou-se professora catedrática do Atheneu Sergipense, de onde mais tarde foi diretora. Também foi a primeira mulher a ocupar esse cargo.
Em 1956, como representante de Sergipe, ingressou na primeira turma do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), onde se pós-graduou em História da Educação no Brasil. Em 1961 foi nomeada pelo Ministério das Relações Exteriores diretora do Centro de Estudos Brasileiros na Argentina, lecionando nos cursos de pós-graduação da Universidade Nacional do Litoral.
Regressando a Sergipe, com a criação da Universidade Federal, em 1968, tornou-se professora titular de História do Brasil, História Contemporânea e Cultura Brasileira. Na qualidade de decana da UFS, por duas vezes ocupou o cargo de vice-reitora. Aposentada com 47 anos de magistério, recebeu o título de professora emérita.
Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe por 30 anos. Depois de publicar vários livros e artigos, passou a ocupar a cadeira número 39 da Academia Sergipana de Letras. Recebeu inúmeras condecorações, entre elas a Medalha de Mérito Cultural Inácio Joaquim Barbosa e a Medalha de Mérito Serigy, ambas concedidas pela Prefeitura de Aracaju
Fonte: AAN
Com informações do site do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro
terça-feira, 20 de outubro de 2009
LÍGIA MAYNARD GARCEZ
Lygia Maynard Garcez
A filha de Augusto Maynard Gomes e Anita Vieira Maynard Gomes nasceu no dia 29 janeiro de 1921, época em que seu pai servia ao Exército Brasileiro na condição de oficial em Belo Horizonte. Ela me contava que nasceu em Minas, mas foi registrada bem depois em Sergipe, pois seu pai fazia questão que ela fosse sergipana. Dona Lígia tinha muito orgulho de ser filha do interventor e, sempre que eu ia visitá-la me contava com alegria às histórias que envolveram o jovem revolucionário pai, sentindo-se triste pelo esquecimento das autoridades para com o histórico político e militar de Augusto Maynard Gomes. Após sua mãe morrer (aos quatro anos de idade) e por seu pai estar preso, foi criada por sua avó na fazenda Caldas em Rosário do Catete. Passou um tempo como aluna interna no Colégio Nossa Senhora de Lourdes e aos 16 anos casou-se com José Garcez Vieira, união que durou 50 anos, tendo seis filhos (Maria Lygia, Ana Maria, Maria Augusta,José Garcez, Julio Augusto e Alberto ). 16 netos e 12 bisnetos . Dona Lygia faleceu ontem (19.10.2009) deixando saudades em todos que a conheceram.
sábado, 3 de outubro de 2009
ESPECIAL ARACAJU
Pequena notável Aracaju

Benvindo Salles de Campos
Vivo fosse, Inácio Joaquim Barbosa, o fundador de Aracaju, há 148 anos, não acreditaria no progresso urbanístico desta cidade, transferida a capital da então província de Sergipe Del Rey, da velha São Cristóvão, a qual, apesar de seus 250 anos de existência, não passava de um grande povoado, visivelmente em decadência. Os motivos, porém, dessa mudança, mais aceitáveis, foram a necessidade de um porto mais próximo ao mar, onde as embarcações do Império e estrangeiras realizassem com segurança, no estuário do rio Sergipe, o embarque e desembarque de passageiros e de mercadorias, principalmente do nosso açúcar, então o maior produto de nossa balança comercial, antes transportado para Bahia e exportado, principalmente, para os portos europeus, com grandes lucros para a Alfândega baiana. Hoje, Aracaju dos papagaios, dos cajueiros frondosos, das mangabas e dos coqueirais, dos muricís e araçás, dos crustáceos em abundância, que ainda enriquecem e são gostosamente degustados pelos sergipanos e turistas de todas as partes - caranguejo-sal , aratus, siris, ostra, massuníns, tantos frutos-do-mar apetitosos e peixes incríveis como robalo, a vermelha a carapeba, o sirigado, a arraia, o cação, a tainha, sem falar dos camarões que dão um tom especial a diante de nossa gente, - esta cidade maravilhosa, de um povo ordeiro, trabalhador, diligente e hospitaleiro, tem uma história cheia de lances dramáticos, ás vezes até pitorescos, com a teimosia de João Bebe- Água, o cidadão bairrista sancristovense, que morreu e nunca pisou os pés em Aracaju, guardando em seu quarto, na ex-capital sergipana, centenas de foguetes de rojão para soltá-los quando a séde do governo retornasse á Velhacap.
Alguns historiadores afirmam que foi o Barão de Maruim quem arquitetou a mudança da capital para Aracaju, em 1855, com as suas praias desertas, com várias lagoas com águas estagnadas, origem das febres intermitentes que levaram para o túmulo milhares de pessoas, inclusive o próprio presidente Inácio Barbosa. A verdade é que os dois, personalidades importantes na época, traçaram cuidadosamente o plano da mudança, e a 1o de março daquele ano, os deputados provinciais reuniram-se no engenho Unha de Gato, em Maruim de propriedades do Barão, João Gomes de Melo, Discutiram, então, os aspectos da mudança, somente três dos deputados presentes, votaram contra: o comendador Travassos, o Dr. Martinho de Freitas Garcez e o padre José Gonçalves Barroso.A reunião preparatória da Assembléia Provincial foi realizada a 27 de janeiro no povoado de Aracaju.
Enquanto uns historiadores declararam que a sessão dos deputados foi de baixo de um cajueiro, outros afirmam que deu-se num casebre no alto do Santo Antônio. A realidade é que , depois de muitas discussões, a redação final do projeto da mudança foi aprovada em 16 de março e no dia seguinte, dia 17, o presidente Inácio Barbosa assinou a Resolução 413, como seguinte texto: Art. 1o - Fica elevado a categoria de cidade o Povoado Santo Antônio do Aracaju, na barra da Contiguiba, com a denominação de cidade do Aracaju. Art. 2o - O município da cidade do Aracaju será o da Vila do Socorro, tendo sua sede na referida cidade. Art. 3o - As reuniões da Assembléia Legislativa Provincial celebrar-se-ão desde já e d'ora em diante na mesma cidade do Aracaju. Art. 4o - Fica transferida desde já da cidade São Cristóvão para a do Aracaju a Capital desta Província. Art. 5o - Revogam-se as disposições em contrário.
Os habitantes de São Cristóvão não se conformaram e através de sua Câmara Municipal representaram junto ao Imperador contra a mudança. De nada adiantou o protesto dos sancristovênses. O povo da velha capital, esbulhada da séde do governo, desfila o seu rosário de lamentos ,apelidando o presidente Inácio de Catinga, o capitão dos Portos, José Moreira Guerra de GUERRA DOS DIABOS, e Sebastião José Brasílio Pirro, o engenheiro a serviço da Província, de O desavergonhado. E as quadrinhas populares anatemizavam todos os que contribuíram para tirar São Cristóvão da primazia de ser a capital da Província: " O Barão tá no inferno O Batista na profunda E o Catinga vai atrás Com o cofre na cacunda." Vingavam-se, assim, de Barão de Maruim, do João Batista Sales, este um dos deputados que votou a favor da transferência da capital para Aracaju e do Catinga, - o presidente Inácio Barbosa. Demonstrando o seu despeito pela nova capital sergipana, o povo de São Cristóvão esperneava: "Aracaju não é cidade Nem também povoação Tem casinhas de palha Forradinhas de melão."
Com a mudança, São Cristóvão ficou despovoada. Funcionários públicos, comerciantes e familiares ligados ao governo e às demais repartições provinciais foram obrigados a residir na capital recem-instalada, Deus sabe como! A maioria das casa existentes eram de palha, morro de areia por todos os lados, as águas existentes nas lagoas, pântanos e cacimbas eram de péssimas qualidade. Pequenos riachos cortavam a urbs iniciante e os mosquitos infernavam a vida dos novos habitantes. Poucas residências de taipa e telha, os aterros e esgotos eram feitos lentamente sem nenhuma técnica e ordenamento e a cidade foi aos poucos crescendo apenas na orla marítima. Haviam, apenas, três saídas da cidade: o caminho da Boa Viagem, que subia em direção ao Santo Antônio, com destino á Vila do Socorro; o caminho para São Cristovão, pelos areais da rua do mesmo nome, que ia terminar no Capucho(atual bairro América), seguindo pela Jabotiana para o Caipe, até a Velhacap, e a rota, por mar, através do rio Vassa Barris.
Nos primeiros tempos, Aracaju era dominada pelos coqueiros verdejantes e pelos cajueiros nas várzeas e nos morros de areia alvacentas e brilhante, que depois ficaram conhecidos com os nomes de Morro do Bonfim, Morro do São Cristóvão, Morro do Cirurgia ou Morro do Bebé. Para água de beber, os aracajuanos iam buscar o precioso líquido através de barrís carregado por jegues e burros. Os sancristovenses tinham razão de criticar a mudança, pois tinham fontes de água potável de sabor agradável, como a do Prata, do Una, do Caborje, de São Gonçalo, do Olaria, da Aroeira, para o abastecimento da Velhacap. Daí a quadrinha. As águas de São Cristóvão Só parecem de cristal As águas de Aracaju Só parecem rosargal Mas o sonho do Dr. Inácio Joaquim Barbosa tornou-se em realidade.
Aracaju é uma cidade bonita acolhedora, de clima agradável, terra simples de viver, povo simpático, capaz de realizar as transformações que os seus antecessores levaram a efeito: de um povoado pantanoso, quase deserto, pois antes da mudança só existia uma alfândega, em prédio modesto, algumas casas-de-palha de pescadores, a morada do Talaeiro( o homem que, do Atalaia, avistava as embarcações que entravam e saíam do porto pelo canal que separa a cidade da ilhas dos Coqueiros(Santa Luzia), nesta urbs moderna, que a tecnologia fez construir prédios altos e enormes, dantes conhecidos por arranha-céus, e hoje espigões; com a água tratada vinda do rio São Francisco e colhida de regatos e riachos da periferia, como o do Morro do Macacos, da Jabotiana e da Ibura, este em N. S. do Socorro, em energia de Paulo Afonso e de Xingo, movimentando as nossa indústrias e de outras regiões do Estado;com um aeroporto da primeira linha; com transportes rodoviários ligados a capital a todo o país; com uma rede hoteleira excelente; com praias lindíssima, recantos adoráveis; enfim, a cidade que o presidente da Província, em 1855, teve a ousadia de fundar, com o apoio do Barão de Maruim, João Gomes de Melo, um sergipano ilustre que juntava ao título nobiliárquico, "Honras de Grandeza", com os deputados provinciais que aprovaram a transferência da capital de São Cristóvão para o território antes dominado pelos índios Tupinambás, os quais souberam, com heroísmo, morrer bravamente lutando pela sua gleba contra a usurpador português que nos colonizou.
O gesto de Inácio Barbosa foi altamente político. Contudo, ele previu o futuro, antecipou os benefícios econômicos para a região açucareira, divisor uma cidade sem os velhos sobrados de São Cristóvão com suas rotas, seus becos sem saída, montada nos fundos do rio Paranopama, cujo porto dependia das marés, enfim, uma cidade quase em decadência, em local impróprio para ser a capital da Pronvícia. Que ganhou, pois, geograficamente, foi Aracaju, segundo assertiva do mestre e historiado José Calazans, na sua obra, Contribuição á História da Capital de Sergipe, 1942, teste para concurso á cadeira de História do Brasil e de Sergipe da Escola Normal Rui Barbosa.
O doutor Inácio Joaquim Barbosa, Bacharel em Ciência Jurídica e sociais pela faculdade de São Paulo, morreu na cidade de Estância a 6 de outubro de 1855, vitima da epidemia coléra-morbus, que matou milhares de pessoas em Sergipe. Os seus restos mortais foram enterrados numa cripta nos fundos da Catedral de Aracaju, depois numa praça que existiu junto ao Mercado Thales Ferraz e agora os seus desposos descansaram na praça que tem o seu nome, na confluência da Av. Rio Branco com a travessa Getúlio Vargas e o início da Av. Augusto Maynard em Obelisco alusivo à sua personalidade, conservado pela Petrobrás. Por certo, o espírito brilhante desse saudoso homem público que governou Sergipe numa fase conturbada de sua história, deve orgulha-se, agora, de sua gente, do povo de sua Aracaju, que ele fundou e que vê a cada dia, crescer e prosperar.
sábado, 26 de setembro de 2009
HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE
Ibarê Dantas
(foto Canidé Dantas )
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
LUIZ FERREIRA GOMES
Nasceu a 19 de fevereiro de 1927 no sitio Cruz do Evaristo, município de Rosário do Catete – Sergipe, Filho de Elias Gomes da Graça e Laura Ferreira Gomes. Apreendeu as primeiras letras com a professora particular, Maria Alves de Souza, vulgo “Menininha” na Cruz do Evaristo, depois matriculou-se no grupo escolar Senador Leandro Maciel, no primeiro ano, tendo como professora D. Clara Medeiros, como também com a professora D. Zulmira Cardoso da Silva Teles, as três series seguintes 2ª,3ª,4ª series primarias. A professora Zulmira Cardoso da Silva Teles, eximia educadora e de largos conhecimentos literários, ele lembra com saudosismo e alegria que o pouco que sabe hoje deve a ela, No ano de 1946, concluiu o curso primário com a professora Maria Lucia Andrade, infelizmente por faltas de recursos dos seus pais, não prosseguiu seus estudos, pois em Rosário do Catete ainda não tinha ginásio.

























