sábado, 26 de setembro de 2009

HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE

SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº 9
200 Anos do Barão de Maroim
Colaboradores
Ibarê Dantas
Há dois séculos, nascia João Gomes de Melo (18.09.1809 – 23.04.1890) no Engenho Santa Bárbara de Cima – termo de São Gonçalo do Pé do Banco, atual Siriri. Apesar de o filho de Clara Angélica de Menezes e Teotônio Correa Dantas haver desempenhado papel importante na política da Província, passado tanto tempo do seu nascimento, não temos uma biografia respeitável. Ao longo dos dois séculos, foi alvo de muitos comentários curtos, mas poucos autores dedicaram-se a estudá-lo. Quando se completava um século do título de Barão, Adalberto Vieira Dantas proferiu uma palestra no Gabinete de Leitura de Maroim sem trazer grandes subsídios ao conhecimento de sua trajetória. Até os famosos biógrafos, Armindo Guaraná e Epifânio Dória, foram, em suas obras, muito sumários nos verbetes sobre o Barão. Um dos que revelaram mais informações foi Zózimo Lima, arguto cronista capelense, em artigo na Revista da Academia Sergipana de Letras, em 1956, contendo dados, que têm sido repetidos por outros escritores sem acrescentar novas informações. O professor Dênio Azevedo publicou artigo no último número da Revista do IHGSE no qual discorreu sobre a discussão sobre a importância do Barão na mudança da capital. Ao nosso ver, os trabalhos mais importantes sobre João Gomes de Melo, o Barão de Maroim, são as Laudas da História de Aracaju de Sebrão Sobrinho, publicado em 1955 e o Esboço Biográfico de Inácio Barbosa, produzido pelo Pe. Aurélio Vasconcelos de Almeida e editado pela Funcaju em três volumes a partir de 2000. Como se vê pelos títulos, o Barão não foi foco principal de nenhuma das duas análises. Não obstante ter atuado na política, sobretudo nas décadas de cinquenta e sessenta do século dezenove, tornando sua figura paradigmática e esclarecedora para se compreender as relações de poder e as tomadas de decisão naqueles momentos cruciais de nossa história, permanecem vários pontos obscuros em sua vida. Por exemplo, como se explica que tenha casado em 1833 com Maria de Faro Rolemberg e Melo (1793? /14.12.1859) viúva de Manuel Rolemberg Azevedo, proprietário de três engenhos (Unha de Gato, Maria Teles e São Joaquim) e tenha permanecido na Bahia até 1838 com tantos bens para administrar? O que se repete sobre sua existência é que foi Deputado Provincial nos períodos 1842/3 e 1848/49. No ano de 1848, recebeu o título nobiliárquico de Barão, assumiu o controle da política de Sergipe em 1852, governou a Província de setembro de 1855 a abril de 1856, período mais crítico da epidemia da cólera, foi deputado geral a partir de 1853, em 1857 concorreu a eleição para senador vitalício sem sucesso. Mas em 1861 teve seu sonho realizado. Sabemos também que fora pouco iniciado nas letras, muito combatido nas lides políticas, mudou de partidos várias vezes, visando ascender e sofreu grandes adversidades familiares, entre as quais a morte da primeira esposa, em 1859, e de uma enteada por envenenamento. Como se sabe, o Barão foi acusado de culpado, ao nosso ver injustamente, por contraparentes interessados na herança. Respondeu processo, mas conseguiu provar sua inocência. De qualquer forma, desgostoso com sua terra, em 1862, transferiu-se para o Rio de Janeiro, casou-se com uma irmã do Visconde de Uruguai, e ficou entre a capital do Império e Petrópolis, cultivando amizades e exercendo silenciosamente seu mandato de Senador Vitalício até o golpe que instaurou a República. Poucos meses depois faleceu.
Engenho Santa Barbara, onde nasceu o Barao (foto Canidé Dantas )
Que podemos dizer de sua importância para política sergipana nos limites estreitos desse artigo? Primeiro, foi um homem hábil, que soube utilizar os recursos auferidos do matrimônio com a viúva de Manuel Rolemberg Azevedo. Emprestou dinheiro a figuras influentes no Império, facilitando sua ascensão e, possivelmente, o título de Barão. Ademais, construiu uma imagem de homem generoso, doando 200 contos para a construção da Igreja de Maroim, cedendo terreno ao Hospital de Caridade, subvencionando instituições culturais, doando terras em Aracaju para casas residenciais e para a Igreja da Matriz. (Cf. Sebrão, p. 222) Como empresário, foi sócio e integrou a diretoria da Associação Sergipense que teve papel relevante no escoamento do açúcar nos anos cinquenta do século XIX e fez outros investimentos significativos em Aracaju. No campo da política, seus maiores feitos foram os seguintes: a) Com o auxílio do governo imperial, enfraqueceu o domínio de Sebastião Gaspar de Almeida Boto, que controlava a política sergipana de forma muito fechada. b) Empenhou-se decisivamente para a mudança da capital. Embora sua participação seja exagerada por Sebrão e diminuída pelo padre Aurélio, seu papel foi de grande importância, senão decisivo, tanto na costura do acordo, quanto no estímulo às primeiras obras. c) Administrou a Província num dos momentos mais dramáticos de sua história com capacidade de iniciativa e decisão. Seu grande problema foi liderar a política de forma muito voltada para os interesses familiares, especialmente de seus sobrinhos, dificultando maior abertura. Apesar de tudo, foi um homem que representou o espírito do seu tempo com alguns gestos que demonstravam visão de futuro.

Igeeja Nossa senhora do Nazaré pertenceu ao Barao de Maruim
(foto Canidé Dantas )

 

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

LUIZ FERREIRA GOMES

HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE- SERGIPE
LUIZ FERREIRA GOMES
O GUARDIÃO DA HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE


*Adailton dos Santos Andrade

Nasceu a 19 de fevereiro de 1927 no sitio Cruz do Evaristo, município de Rosário do Catete – Sergipe, Filho de Elias Gomes da Graça e Laura Ferreira Gomes. Apreendeu as primeiras letras com a professora particular, Maria Alves de Souza, vulgo “Menininha” na Cruz do Evaristo, depois matriculou-se no grupo escolar Senador Leandro Maciel, no primeiro ano, tendo como professora D. Clara Medeiros, como também com a professora D. Zulmira Cardoso da Silva Teles, as três series seguintes 2ª,3ª,4ª series primarias. A professora Zulmira Cardoso da Silva Teles, eximia educadora e de largos conhecimentos literários, ele lembra com saudosismo e alegria que o pouco que sabe hoje deve a ela, No ano de 1946, concluiu o curso primário com a professora Maria Lucia Andrade, infelizmente por faltas de recursos dos seus pais, não prosseguiu seus estudos, pois em Rosário do Catete ainda não tinha ginásio.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

JOSÉ SOTERO VIEIRA DE MELO

SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº 02(Artigo extraído de publicaçao de autor sergipano ( preservando seu direito autoral )

HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE - SERGIPE



JOSÉ SOTERO VIEIRA DE MELO






Jose Sotero Vieira de Melo, filho de Francisco Vieira de Melo e de Maria Rosa de São José e Melo, nasceu em Rosário do Catete, em 13 de maio de 1856. Pertenceu a geração dos bacharéis e médicos de Sergipe, que revolucionaram na Faculdade de Direito do Recife e na Faculdade de Medicina da Bahia, os cânones vigentes, difundindo novas idéias e assim fixando os fundamentos da cultura brasileira. Estudou com o professor Ivo José de Santana, em Rosário do Catete, durante três anos, 1864, 1865 e 1866, seguindo para Salvador, na Bahia, onde continuou seus estudos e iniciou os preparatórios. Em fevereiro de 1869, com 13 anos, foi levado pelo tio, João Gomes de Melo, o Barão de Maruim, um dos homens mais influentes da Província, para o Rio de Janeiro, onde estudou nos colégios São Salvador e Pinheiro, continuando e concluindo os preparatórios, permanecendo até 1873, quando foi para Recife, Pernambuco, para ingressar na Faculdade de Direito do Recife.

JOAO MAYNARD


SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº3
(Artigo extraído de publicaçao de autor sergipano ( preservando seu direito autoral )

HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE - SERGIPE

JOAO MAYNARD


Colaboradores

João Maynard nasceu no Engenho Saco, município do Rosário do Catete, a 8 de janeiro de 1878, filho de João da Silva Maynard e D. Josefa Rodrigues Maynard. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade Livre de Direito do Rio de Janeiro. Exerceu os cargos de Juiz Municipal do termo de Itabaianinha, sede da então comarca do Rio Real. Chefe de Policia, no último ano do governo do Dr. Josino Menezes (1905). Diretor do Banco de Sergipe, de julho de 1906 a março de 1908. Inspetor do Tesouro do Estado e como tal, presidente do Montepio dos Funcionários Públicos, deixando esse cargo por haver aceito o cargo de Juiz de Direito da Comarca de Japaratuba, onde esteve até setembro de 1908, época em que foi removido para a vara privativa de Juiz dos Feitos da Fazenda do Estado.

domingo, 13 de setembro de 2009

ALVINO FERREIRA LIMA

SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº 4
HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE - SERGIPE


Alvino Ferreira Lima
(Foi diretor da Faculdade de Direito da USP no periódo de 1956 - 1958)
*Adailton dos Santos Andrade


Nasceu em Rosário do Catete, Estado de Sergipe, a 09 de agosto de 1888.
Aos quatro anos de idade mudou-se para o Estado de São Paulo e passou a residir em Vargem Grande. Iniciou os estudos das primeiras letras em escolas particulares desta cidade, sendo que, em 1899, entrou para o Colégio Azevedo Soares, na capital paulista. Transferiu-se, em 1900, para o Colégio Rosas, de Poços de Caldas, concluindo finalmente seus estudos em 1904 no Instituto de Ciências e Letras desta capital.

ROZENDO DE SOUZA BRITO

SERIE ROSARENSES ILUSTRES
Um crime em Araraquara Nº 5
HISTÓRIA DE ROSÁRIO DO CATETE - SERGIPE
1897
Rozendo de Souza Brito
(Rozendo de Souza Brito o rosarense assassinado em Araraquara )
*Adailton dos Santos Andrade



Um crime em Araraquara na época toda a impressa noticiava os fatos do linchamento do sergipano de Rosario do Catete na noite de 6 ou 7 de fevereiro de 1897. Esta notícia não retirou da professora Roza Ana de Pena Ribeiro, mãe de Rozendo de Souza Brito, e cunhada de Manoel Joaquim de Souza Brito, a capacidade de compreender os fatos, protestando, com todas as suas forças, para defender a inocência do seu filho no episódio, sustentar a legítima defesa, e clamar por justiça. A fibra da mulher sergipana alçou o vôo alto da afirmação da verdade, através de um documento que ficou para a história. Esta historia foi escrita primeiramente em Sergipe por Luis Antonio Barreto, Historiador e Jornalista, também é contada a todos que chegam em Araraquara, uma historia que ao ouvir ser contada parece uma lenda um conto que não existiu, mas esta mesma história é contada até hoje, e está na memória do povo paulista do interior de São Paulo, que reconhece que ele foi injustiçado, morto inocente.

INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE SERGIPE

A Casa de Sergipe
97 anos preservando a nossa História !




*Adailton dos Santos Andrade


O Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGS) completou recentemente 97 anos de existência. Administrado através de uma associação sem fins lucrativos, cujo objetivo é cultivar a memória do Estado, recolher e zelar pela preservação dos documentos,foi fundado nos anos 30, após a criação do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB). “São entidades autônomas, independentes, e que surgiram num momento em que não havia universidades, instituições que cuidassem da preservação de documentos importantes. O IHGS é um órgão da sociedade”, declara o presidente em exercício, Ibarê Dantas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

JOÃO BATISTA DE MORAES RIBEIRO













SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº6

O Poeta maior de Rosario do Catete

JOÃO BATISTA DE MORAES RIBEIRO


*Adailton dos Santos Andrade


Possuidor de uma modéstia excessiva, o inspirado poeta rosarense teve seus famosos escritos publicados em jornais da antiga capital da republica. Colaborou em periódico, luso brasileiro, sergipano e outros. Nasceu no dia 8 de outubro de 1887, filho de João Caetano de Andrade e Amélia Dias Ribeiro. Fez estudos primários em apenas um ano com dois professores, sendo um em cada semestre. Através do próprio esforço, conseguiu aprender a ler e a escrever. Fez poesia deste cedo e tinha na musica uma dedicação primorosa. As dificuldades financeiras fizeram do jovem “super dotado” um estimulo em busca da superação. Começou a trabalhar como alfaiate, destacando-se na arte de confeccionar as roupas da sociedade da região. Foi musico de primeira grandeza, apesar de ter tido poucos ensinamentos na área musical. Como sacristão que fora por dois anos, auxiliando o padre Rocha Vilar, João Moraes assistia ás aulas do Padre Rocha Vilar justamente com os membros do coral, O solfejar da escala de dó a dó foi um grande aprendizado para ele. Na musica, alcançou quase todas as áreas: solfejava afinadamente e transmutava uma melodia de uma clave para outra em qualquer tonalidade. Como instrumentista, destacou-se pela sua execução e sonoridade, tocava piston, barítono, bombardino e flauta. Foi maestro e um dois fundadores das filarmônicas Coração de Maria (1906) e da Santa Cecília (1920).


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

EDELZIO VIEIRA DE MELO


SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº 7
HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE - SERGIPE
(Artigo extraído de publicaçao de autor sergipano ( preservando seu direito autoral )


EDELZIO VIEIRA DE MELO



Dr. Edelzio nasceu em Rosário do Catete, no Engenho Catete Velho, viveu parte da infância em Maruim, em companhia dos pais, o desembargador José Sotero Vieira de Melo e Arminda Barreto de Melo, seguiu para o Rio de Janeiro, para estudar na Escola Militar. Do Rio veio para Salvador, ainda como militar, optando por fazer o curso médico na velha e tradicional Faculdade de Medicina da Bahia, colando grau em 1936.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A MAIOR OBRA DE SERGIPE NA DÉCADA DE 1930.

PONTE JOSÉ AMÉRICO DE ALMEIDA
(Ponte de Pedra Branca )






*Adailton dos Santos Andrade


Era uma quarta feira, 30 de agosto de 1933 quando a grande comitiva do presidente Vargas chega a Sergipe para participar uma serie e inaugurações do interventor do Estado Augusto Maynard Gomes, tais como: Abertura do canal de Santa Maria, Construção da ponte de pedra branca, aberturas de diversas rodovias, construção do açude do coité, Foi uma grande recepção do povo sergipano a comitiva de Vargas. Foi inaugurada a ponte Jose Américo de Almeida, conhecida pelos sergipanos de “Ponte de pedra branca”, situada na BR 101, sobre o rio Sergipe que limita os dois municípios de Maruim e de Laranjeiras, foi construída em 1933, com o apoio do presidente Vargas e o então ministro de aviação e obras publicas, Jose Américo de Almeida, na qual a mesma leva seu nome como homenagem.

Esta foi uma das maiores obras do governo de Sergipe o eminente Augusto Maynard Gomes, que veio facilitar o transporte entre os municípios sergipanos, como também por possibilitar a ligação ente os estados nordestinos com o sul e sudeste do país. A obra foi realizada pela construtora Cristiane & Niielsen. A solenidade de inauguração foi no dia 29 de agosto de 1933 com as autoridades locais, e toda a comitiva de Getulio Vargas.







O presidente Vargas, cheio de serenidade, sem se inflamar com a ideologia reacionária, construiu dentro de uma ditadura militar, um governo nem tanto tolerante despido de ódio, vinganças e perseguição. Entre os que compõem a comitiva, encontra-se o major Juarez Távora, ministro da agricultura do governo provisório.






Década de 1930, os moradores do município de Rosário do Catete, viviam um sonho, recebia uma figura das mais ilustres da política nacional o eminente Sr. Getulio Vargas A Visita de Getulio Vargas em Sergipe foi uma festa da década de 1933, inaugurando a mais importante obra do nordeste na época, uma ponte que ligaria o sul ao nordeste, uma obra a frente do seu tempo. Augusto Maynard Gomes,deixa uma marca de modernidade de progresso com o símbolo maior de união entre as regiões.












Hoje, esta ponte esta sendo ocupada pela tubulação da adutora do são Francisco, seve apenas para passagem de tubos d’água da Deso, mas a 76 anos atrás era símbolo maior de desenvolvimento e progresso.
______________________________________________________________________
Dados do Historiador:
*Adailton dos Santos Andrade é Licenciado em História, Pós Graduando em Ensino de História, Sócio Efetivo do IHGSE, Faz parte dos grupos de Estudo e Pesquisa da UFS: Estudo do Tempo Presente (UFS). /Grupo de Estudos e Pesquisas em História das Mulheres (UFS/CNPq) Adailton.andrade@bol.com.br – adailton_andrade@hotmail.com

terça-feira, 18 de agosto de 2009

BATISTINHA DA MARCAÇÃO

O MAIOR CANTADOR DE COCO DO NORDESTE !





96 ANOS DE MUITA HISTÓRA !






*Adailton dos Santos Andrade

Aos 96 anos de idade João Batista dos Santos, conhecido como Batistinha da Marcação, nasceu na Usina Santa Bárbara, em Rosário do Catete. Filho de José Abraão dos Santos e dona Maria Francisca de Jesus, roceiros e trabalhadores da mesma usina. Hoje com seus 96 anos, canta coco e passa sua vida em uma casinha pacata no município de General Maynard. João Batista Sempre foi trabalhador de roça desde a sua infância, trabalhou em alguns engenhos sempre na lida da roça, passou uma boa parte do tempo ainda no cabo da enxada, na fazenda Caldas de propriedade de Augusto Maynard Gomes, lá recebeu os primeiros incentivos na arte de cantador de viola por dona Helena Nobre Maynard, e nas noites de lua cheia alegrava a vidas dos posseiros, trabalhadores daquela fazenda. Em 1946, deixa sua cidade e vai residir em Marcação, atualmente, General Maynard, vai trabalhar nas caldas e mais tarde adquirindo sítio, que mora até os dias de hoje passa a cultivar hortaliças, com uma banca na feira vendia frutas e verduras, mas sempre com o pensamento na viola.



sexta-feira, 14 de agosto de 2009

HISTÓRIA DE ROSARIO DO CATETE - SERGIPE

SERIE ROSARENSES ILUSTRES Nº8
Augusto Maynard Gomes
da Caserna ao Palácio



* Adailton dos Santos Andrade

Augusto Maynard Gomes nasceu no engenho Campo Redondo, de propriedade de seu pai e localizado no município de Rosário do Catete (SE), em 16 de fevereiro de 1886, filho de Manuel Gomes da Cunha e de Teresa Maynard Gomes. Depois de cursar o Ateneu Pedro II, ingressou na Escola Tática de Realengo, no Rio de Janeiro (então Distrito Federal), assentando praça em 1902. Dois anos depois, participou da Revolta da Vacina, juntando-se com mais cerca de cem colegas aos alunos da Escola Militar da Praia Vermelha, que entraram em choque com forças legalistas protestando contra a vacinação antivariólica obrigatória decretada pelo governo de Rodrigues Alves. Derrotado o movimento, os estudantes de Realengo e da Praia Vermelha foram transferidos para a Escola Militar de Porto Alegre, sendo depois desligados do Exército, enquanto as duas escolas do Rio de Janeiro eram fechadas. Beneficiado pela anistia decretada por Rodrigues Alves em setembro de 1905, Maynard Gomes reingressou na Escola Tática de Realengo, que voltara a funcionar. Declarado aspirante em 1910, foi classificado na 6ª Companhia de Infantaria, sediada em Aracaju, onde serviu até 1914. Em julho desse ano foi promovido a segundo-tenente, servindo de 1914 a 1917 no 3º Regimento de Infantaria, sediado no Rio de Janeiro. Em 1918 retornou à capital sergipana, sendo promovido a primeiro-tenente em julho de 1919 e permanecendo até 1920 no 41º Batalhão de Caçadores, quando foi designado para o 12º Regimento de Infantaria, sediado em Belo Horizonte, onde serviu até 1922. No início da década de 1920, o clima de insatisfação existente nos principais centros políticos e militares do país contra o governo federal instalou-se progressivamente na capital sergipana, atingindo a corporação ali sediada, denominada, na época, 19ª Companhia de Metralhadoras. Em outubro de 1921 começou a campanha da Reação Republicana para as eleições presidenciais do ano seguinte, em apoio à chapa oposicionista composta por Nilo Peçanha e José Joaquim Seabra, e a tensão aumentou com a publicação pela imprensa de documentos ofensivos ao Exército atribuídos a Artur Bernardes, candidato situacionista. Sindicância posterior concluiu tratar-se de textos forjados o que fez com que o episódio passasse a ser conhecido como “as cartas falsas”, mas na ocasião o comandante da guarnição sergipana se colocou ostensivamente contra Bernardes, que viria a ser eleito em março de 1922. A oposição ao governo federal se cristalizou após a eclosão, em julho de 1922, dos levantes da Escola Militar e do forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, que marcaram o início do ciclo de revoltas tenentistas da década de 1920.

REVOLTA DA13 DE JULHO DE 1924


  96anos de uma revolta esquecida!


96 anos de uma revolta esquecida!


( ten. Augusto Maynard )



*Adailton dos Santos Andrade

Texto em manutenção !
solicite por email

adailton.andrade@bol.com.br