sábado, 18 de agosto de 2012


JORGE AMADO EM SÃO CRISTÓVÃO

texto  e pesquisa  de Thiago Fragata,  o especialista nas pesquisas sobre 

Jorge Amado em Sergipe

Jorge Amado e comitiva na Praça São Francisco, 7/1/1994.
Da esquerda para direita: ?, Alta de Souza, Calasans Neto, Jorge Amado, Vesta Viana, Zélia Gattai, ? e Carybé.


Thiago Fragata*


Sergipe faz parte da vida e obra de Jorge Amado. Escritores dedicaram textos a relação telúrica, sentimental e até familiar do escritor baiano. Rui Nascimento, por exemplo, escreveu Jorge Amado: uma cortina que se abre (2007) rememorando a presença do escritor em Estância nos idos de 1935 e 1937/1938. Mas qual a relação do autor de Gabriela, Cravo e Canela especificamente com São Cristóvão, ex-capital e afamada quarta cidade mais antiga do Brasil? Responder à pergunta encerra o objetivo desse artigo dividido em duas partes.
Jorge Amado nasceu em Itabuna, Bahia, no dia 10 de agosto de 1912. Filho de Eulália Leal e de João Amado de Faria, natural de Estância que cedo migrara para Bahia. O ramo da família paterna viveu boa parte da sua experiência entre esse município, Itaporanga e Aracaju. Ainda assim, consideramos factível destacar São Cristóvão na vida e literatura amadiana.
O segundo romance de Jorge Amado, intitulado Cacau, escrito aos 20 anos, desvela São Cristóvão em 1933, ano de sua publicação. “Romance proletário”, como o próprio autor definiu, trata da vida acidentada de José Cordeiro, conhecido como Sergipano, filho do proprietário da Fábrica de Tecidos de São Cristóvão. Após a morte do pai, vai trabalhar como operário na fábrica gerenciada pelo tio. Demitido injustamente, migrou então para Bahia, indo trabalhar nas plantações de cacau.
Exemplar da literatura engajada do recém-filiado membro do PCB, a obra em tela impressiona pela carga de emotividade e requinte poético. Vale a pena transcrever os parágrafos que versam a quarta cidade mais antiga do Brasil: “A cidade subia pelas ladeiras e parava lá em cima, bem junto ao imenso convento. Olhando do alto, via-se a fábrica, ao pé do monte pelo qual se enroscava a cidade como uma cobra de uma só cabeça inúmeros corpos. Talvez não fosse bela a velha São Cristóvão, ex-capital do Estado, mas era pitoresca, pejada de casas coloniais, um silêncio de fim de mundo, as igrejas e os conventos a abafarem a alegria das quinhentas operárias que fiavam na fábrica de tecidos.
Acho que meu pai montara a fábrica em São Cristóvão devido à decadência da cidade, à sua paz e ao seu sossego, triste cidade parada que devia apaixonar os seus olhos e o seu espírito cansado de paisagens e de aventuras”.
Embora não tenha nominado o genitor ou a fábrica têxtil, desvelamos o quadro da realidade da ex-capital sergipana daquele contexto. Em 1914 foi inaugurada Fábrica Têxtil Sam Christovam S.A., seus proprietários eram Felix Pereira de Azevedo e Othoniel Amado. Sobre este Amado existe uma situação nebulosa relacionada ao nome do romancista talvez um possível parentesco. Cito apenas memória de Junot Silveira, amigo e editor do jornal A Tarde, edição de 11/7/1993: “figura maior do meio social da cidade [São Cristóvão] era o Dr. Pedro Amado, parente de Jorge Amado, proprietário de uma fábrica de tecidos”.
Vejamos como Jorge Amado descreve os sobrados da praça São Francisco, Patrimônio da Humanidade reconhecido pela UNESCO, no dia 1/8/2010. Também, o orfanato da cidade instalado no Lar Imaculada Conceição, antiga Santa Casa de Misericórdia de São Cristóvão:
Nós morávamos então num enorme e secular sobrado, ex-morada particular dos governadores, uma pesadíssima porta de entrada, as janelas irregulares, todo pintado de vermelho, grandes quartos, nos quais eu e Elza nos perdíamos durante o dia brincando de picula. À noite, por brinquedo algum entraríamos num deles, pois temíamos as almas vagabundas do outro mundo, almas penadas que assobiavam e arrastavam correntes, segundo a veracíssima versão de Virgulina, preta centenária que criara mamãe e nos criava agora.
Ao lado da nossa casa ficava o ex-palácio do governo, quase a cair, transformado em quartel onde alguns soldados habitavam, sujos e preguiçosos. Em frente, o orfanato, seis freiras e oitenta meninas, filhas de operários e pais ignorados. (...) As casas, todas antiquadas e atijoladas, estendiam-se pela praça do convento e equilibravam-se pelas ladeiras”.
Pertinente identificar os sobrados. O primeiro trata-se da atual Casa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que nenhum documento comprova a função de “residência de ex-governadores”, tampouco Ouvidoria. Pesquisa de 2005 revelou que o sobrado foi construído no século XVIII pelo tenente-coronel Francisco Xavier. Teve ao longo do dezenove, como proprietários, o senhor de engenho Luiz Francisco Freire e o barão Felisberto de Oliveira Freire. Quanto ao outro sobrado, trata-se do atual Museu Histórico de Sergipe. Cumpre destacar que este foi “ex-palácio do governo”, entre 1823 e 1855, perdendo essa função com a Mudança da Capital. No início da década de 1930, o sobrado havia realmente se transformado em quartel da polícia.
O que era a fábrica no romance que assume o olhar do trabalhador nas relações sociais? Narrado na primeira pessoa pelo protagonista, lê-se: “A fábrica era um caixão branco cheio de ruídos e de vida. Setecentos operários, dos quais quinhentas e tantas mulheres. Os homens emigravam, dizendo que “trabalhar em fiação só pra mulher. Os mais fracos não iam e casavam e tinham legiões de filhas, que substituíam as avós e as mães quando já incapazes abandonavam o serviço”.
A obra explicita a predileção no “mundo da fábrica” pelo trabalho feminino e infantil justificado pelos baixos salários. A cidade fabril fotografada no romance relegava aos homens dois destinos: os cafezais de São Paulo ou as plantações de cacau de Ilhéus, da Bahia. Assim, depois de sua demissão, Sergipano prepara as malas e embarca no navio Murtinho, de Aracaju a Salvador.
A leitura de Cacau revela um jovem escritor “sensibilizado com as fortes desigualdades sociais do país” - ele havia se filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1932. Ademais “inicia o ciclo de livros que retratam a civilização cacaueira”, seguido por Terras do sem-fim (1943), São Jorge dos Ilhéus (1944), Gabriela, cravo e canela (1958) e Tocaia Grande (1984). As páginas de Cacau representam, indiretamente, a prova da presença de Jorge Amado em São Cristóvão. Ele escreveu boa parte da ficção em Aracaju em 1932, mas retrata fielmente a cidade histórica. Sua poeticidade faz contraponto com a crítica social que expõe a injustiça na fábrica de São Cristóvão e na fazenda de cacau da Bahia.
Vesta Viana: amiga de Jorge Amado e Zélia Gattai
Jorge Amado semeou livros e amigos. Mas falando um pouco da sua biografia e Sergipe, o autor se casou em 1933, com Matilde Garcia Rosa, na cidade de Estância. Desse pr
 Juntos, o casal de escritores conheceu o mundo. Em São Cristóvão cultivaram uma amizade duradoura com Maria Vesta Viana. Reservamos espaço para evocar a artista sancristovense. No início de 1970, Jorge Amado e Zélia Gattai passearam pelo nordeste e não esqueceram Sergipe. A História e a cultura da vetusta ex-capital fascinaram o casal que resolveu degustar os ares e os acepipes. Num assédio à casa n. 54, da rua Frei Santa Cecília, onde a dona Noêmia Soares Viana comercializava seus doces típicos, descobriram uma menina pintando casarões e igrejas centenárias em meio ao florido jardim. Na ocasião, a jovem artista presenteou o escritor com uma tela.
De volta a Salvador, durante entrevista sobre as impressões da viagem, Jorge Amado comentou a respeito da “jovem artista, meiga, ingênua como os traços retangulares de sua pintura primitivista que ganhou sua atenção, lá na antiga São Cristóvão, cidade retratada em suas linhas e cores”.
As considerações do escritor acerca da menina sancristovense geraram um frisson na imprensa baiana, massificado após o roubo da obra que havia recebido de presente da artista. O caso não foi levado à justiça mas teve um desfecho inusitado. O próprio Jorge Amado esclareceu o sumiço do quadro de sua residência, num tom humorado do seu roteiro de viagem Salvador-Aracaju: “Passe na casa de Maria Vesta Viana e admire sua pintura primitiva, compre um dos seus quadros e leve consigo os conventos e igrejas de São Cristóvão, na ingênua criação da môça sancristovense. Tive um quadro de Vesta, logo roubado por Dorival Caymmi que coleciona pintores primitivos às custas dos amigos”.
Diante da repercussão do fato, uma brincadeira, na edição especial da Revista Manchete, Jorge Amado veiculou a importância de conhecer São Cristóvão, em Sergipe, seu acervo arquitetônico e uma artista: Vesta Viana.
Assim, 1970 figurou como ano-chave na vida da “artista primitivista”, segundo conceito de Jorge Amado. Alguns especialistas cunharam de primitivista, original, desprovida de perspectivas e academicismo, a arte naïf. A propósito, Philipe Jean Marie Meilhac atenta que: “irmana-se, até certo ponto, a arte naïf com a arte popular. Em ambas, o artista projeta na sua criação a mitologia peculiar a sua cultura, a sua terra, a sua gente”.
Os fatos citados oportunizaram o sucesso de Vesta Viana. Com o advento do Festival de Arte de São Cristóvão (FASC), que teve sua primeira edição em setembro de 1972, ela teve sua obra consagrada. O FASC, momento e epicentro das expressões artísticas do Brasil, virou cenário onde a artista nativa e suas obras desfilaram com desenvoltura. Em discursos de abertura, exposições coletivas e individuais, debates e cursos ministrados, a artista naïf brilha, pinta, acontece nas décadas de 1970 e 1980. Mesmo sem formação acadêmica, Vesta Viana teve o reconhecimento de especialistas e críticos que fizeram de sua arte objeto de pesquisa. Antônio Olinto e Zora Seljan, por exemplo, chegaram a encomendar de Londres os quadros de Vesta Viana. Colecionadores como o adido cultural do Brasil em Paris, Clovis Graciano, ostentava fascínio pela obra da artista sergipana.
Para saciar a fome da clientela Vesta Viana montou ateliê em sua casa. Daí seus quadros difundiram-se pelo mundo, entre os anos de 1972 e 1986. A ajuda de Jorge Amado e Zélia Gattai foi importantíssima. Por intermédio deles sua obra integra o acervo do Museu de Arte Primitiva de Guimarães, Portugal. Diversas instituições culturais receberam seus quadros; na Europa, a França, a Espanha, a Inglaterra; na América, Os Estados Unidos e Canadá.
Na cidade que tematiza a obra de Vesta Viana, o mecenas não conheceu apenas igrejas e sobrados, nem saboreou apenas doces e licores, também a peixada e o pirão de guaiamum. Conta Manoel Ferreira que o ilustre escritor almoçou no Bar Candangos e no restaurante do Cristo Redentor com extensa comitiva; gostava de trazer amigos para conhecer os encantos da cidade quatricentenária.
O casal de escritores manteve intensa correspondência com a artista sancristovense. Com presteza, Vesta agenciava artesanato, doces e telas, a pedido ora de Jorge Amado, ora de Zélia Gattai. Da amizade fraterna sobraram fotos, exemplares da literatura amadiana, um epistolário e peças eloqüentes da aura e do fetiche do escritor.
A relação Jorge Amado e São Cristóvão lembra Irmã Dulce. Ambos nasceram na Bahia e por uma circunstância ignorada por muitos, conheceram, vivenciaram e plasmaram a ex-capital sergipana em suas retinas e memórias. A cidade de 420 anos figura na vida dos dois na década de 1930, permanecendo até o ocaso. Disse Jorge Amado a respeito da ex-capital: “Há uma paz na cidade, uma atmosfera azul, uma doçura de vida”. Já Irmã Dulce afirmava que a Bahia deu pra ela a família e São Cristóvão, a certeza de sua vocação religiosa.



*Thiago Fragata – Especialista em História Cultural pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Diretor do Museu Histórico de Sergipe (MHS/SECULT), sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGSE) e membro do Grupo de Estudos História Popular do Nordeste (GEHPN/CNPq). Publicado no JORNAL DA CIDADE. Aracaju, XL, N. 11713, 2/8/2011, p. B2; N. 11714, 3/8/2011, p. B6. E-mail: thiagofragata@gmail.com
Agradecimentos especiais a Fábio André, pelo entusiasmo em compartilhar a novidade de Cacau.
FONTES CONSULTADAS
AMADO, Jorge. Cacau: romance. 42ª. Ed. Rio de Janeiro: Record, 1983.
A TARDE. Salvador, n. 224, 4/4/1970.
A TARDE. Salvador, n. 369, 27/8/1976.
AMADO, Jorge. Salvador-Aracaju: roteiro saboroso para viajantes sem muita pressa. Revista Manchete (Especial). São Paulo, outubro, 1970.
FRAGATA, Thiago. Vesta Viana: naïf de São Cristóvão. JORNAL DA CIDADE. Aracaju, n. 11051, 17/05/2009, p. B6.
GOLDSTEIN, Norma Seltzer (Org.). A LITERATURA DE JORGE AMADO: orientações para o trabalho em sala de aula. São Paulo: Odebrecht, Cia das Letras, 2008.
GOLDSTEIN, Ilana Seltzer; SCHWARCZ, Lilia Moritz (Org.). O UNIVERSO DE JORGE AMADO: orientações para o trabalho em sala de aula. São Paulo: Odebrecht, Cia das Letras, 2008.
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL. Intervenções arqueológicas no sobrado do IPHAN. São Cristóvão, 2006.
JORNAL DO BRASIL. Rio de Janeiro, n. 609, 24/5/1970.
Museu Histórico de Sergipe reabre as portas. HISTÓRIA VIVA. São Paulo, ano VII, n. 77, mar. 2010.
NASCIMENTO, Rui. Jorge Amado: uma cortina que se abre. 3ª. Ed. Salvador: Fundação Casa de Jorge Amado, 2007.
SILVEIRA, Junot. São Cristóvão sempre. A TARDE. Salvador, 11/7/1993.
Thiago Fragata entrevista Maria Vesta Viana. São Cristóvão, 18/3/2011.
Thiago Fragata entrevista com Manoel Ferreira Santos. São Cristóvão, 14/11/2008.

domingo, 10 de junho de 2012


HOSPITAL DE ROSÁRIO DO CATETE
1ª parte 



*Adailton Andrade


O Hospital de Rosário do Catete foi inaugurado na década de 1930, mas sua primeira fundação que se chamava Casa de Caridade ou Associação Rosa Vieira de Melo foi criada em 6 de janeiro de 1874  através das idéias do  Padre Luiz da Rocha Villar um homem de coração bom que dedicou sua vida em favor das pessoas pobres de Rosário do Catete, alem de padre, cuidava das chagas da alma, também cuida do corpo, servindo seus prestes como enfermeiro, médico pratico, professor e amigo, manteve em sua casa uma pequena farmácia para atender as pessoas carentes que ali os procuravam. Sonhou com uma obra inda maior e este sonhou foi se realizando com a criação da associação que com o apoio de amigos concretizou.

Jornal de Maruim como manchete principal a inauguração do Hospital de Rosário do Catete
em 17 de agosto de 1930

Padre Rocha Villar e alguns amigos fundaram a Associação de Caridade junto com a primeira tentativa de uma casa hospitalar em 15 de agosto de 1874 dedicando sua vida a obra de caridade prestando serviços de amor ao próximo já que a vila de Rosário sempre teve seu destino marcado com grandes epidemias em 1863 houve uma epidemia de varíola




Sua idéia teve inicio no dia 6 de janeiro de 1874, data esta que foi realizada uma reunião entre amigos com o mesmo propósito de fundar em Rosário do Catete uma casa de caridade, neste período foi criada uma associação de assistência médica a comunidade carente do município que teve como nome Associação Maria Rosa Vieira de Melo sob a inspiração e nos propósitos moral da obra humanitária e assistencial de D. Maria Rosa Vieira de Melo e em reconhecimento ás suas invejáveis virtudes e integral formação católica com a finalidade de criar e manter obras de assistência social, na forma dos presentes estatutos, também oferecia no seu estatuto assistência Jurídica, medica, esportiva, recreativa e cultural.



Esta primeira reunião foi realizada na própria casa do padre situada na rua pedra e cal, hoje esta mesma rua leva seu nome, no dia 15 de agosto de 1874 procedeu a eleição da diretoria que foi constituída deste modo:  



ASSOCIAÇÃO MARIA ROSA VIEIRA DE MELO
6 de janeiro de 1874


1ª sede do hospital de caridade de Rosário do Catete

Com a associação criada e sua diretoria formada, inicia-se a sua principal obra que seria a construção do seu hospital, esta idéia veio amadurecendo já que na própria casa do padre os serviços médicos e de assistências sociais já eram prestados a comunidade Rosarense. Iniciam-se as campanhas de arrecadação de dinheiro para a construção do seu maior desafio, foram organizados grandes leilões, quermesses com animações de bandas de musica,


Este Estatuto foi atualizado em 10 de janeiro de 1956. Registrado em Cartório de Registro de Títulos e Documentos em Aracaju  no Livro A-7 ás fls. 207 a 209 sob 406 aos 26 de outubro de 1956


Inaugurado em 17 de agosto de 1930


                 

Xavier participou de vários órgãos de caráter social ocupando sempre cargos de diretoria, a exemplo da Associação de Caridade de Rosário que foi tesoureiro de 1981 a 1989, secretário de 1961 a 1969, por fim presidente na qual na função respondia pela direção do hospital de Rosário renunciando em 1997 por questões políticas.


continua....






Irmandade de Nossa Senhora do Rosário
Rosário do Catete-Se  ( 1ª parte )



Foto: Canindé Dantas


 Adailton Andrade


Segundo alguns historiadores, não se acha uma explicação, uma resposta sobre o nome Rosário do Catete, muitos moradores contam que gerações e gerações falam a mesma historia  que  onde hoje é a cidade existia uma mata e os escravos encontraram uma imagem de Nossa Senhora do Rosário. O memorialista da cidade o senhor Luiz ferreira Gomes também afirma esta versão mas sem dar muita credibilidade a historia. Com isso o nome do município ficou conhecido pela devoção a santa, a devoção a vigem Maria , a irmandade dos homens pretos e pardos  assim surgida nas terras  do Rosário ajudou muito  a confirmação que o nome da cidade fosse Rosário, mas e porque Catete ?Para este existe outras definições também, algumas delas remete a um tipo de milho, uma espécie de porco do mato chamado caititu.... estas são alguns justificativas especuladas sobre o catete, mas nada comprovada cientificamente. Mas uma das possibilidades mais prováveis é que nestas terras antes da vila do Rosário que quando se dar inicio a vila o poder municipal precisava de mais terras se fossem publicas a desenvolver a administração daí os proprietários do engenho o senhor Raimundo Teles Barreto em 1836/37e dona Josefa  Teles Meneses eles doaram uma boa parte das terras do engenho Catete para expansão administrativa da vila no entanto, isso tudo nos remete uma ideia e razoes para se chegar a um nome ao município  fez  doação existia um Engenho Catete Velho. “Rosário” do Catete   Além de ser um topônimo brasileiro, outras nações possuem topônimo homônimo, há exemplo de Argentina e Espanha. Especificamente quanto ao sergipano, cita o histórico da cidade, segundo o
IBGE, que

[...] as terras ocupadas pela Cidade de Rosário do Catete pertenciam ao antigo engenho Jordão, de propriedade de Jorge de Almeida Campos, que as doou para construção da capela de Nossa Senhora do Rosário, imagem que teria sido encontrada por escravos, nas matas adjacentes. (IBGE)


Existe registro fontes documentais da fundação da igreja e da sua atuação social através da irmandade assim constituída pelos frades.




Desde os primórdios da povoação, a devoção por Nossa Senhora do Rosário se mostra presente. O que talvez não se apresente, num primeiro momento, é a presença dessa devoção a partir deste signo toponímico. Isso porque muitos imaginam que Rosário designa um antropotopônimo, não a santa. Ao visitar a cidade, por outro lado, a presença imediata de um enorme rosário (instrumento usado para rezar o terço três vezes) denota a relação léxico e identidade cultural.
Entretanto, esse signo toponímico possui algo de característico: a tentativa, mesmo que parcial/temporária, de apagamento do discurso religioso. Essa laicização vai à contramão do fluxo diacrônico dos topônimos, não apenas dos sergipanos. Note-se esse processo:

“Nossa Senhora do Rosário do Catete para simplesmente Rosário alterado, pelo decreto estadual nº 113, de 12-07-1932. Rosário para Rosário do Catete alterado, pelo decreto estadual nº 377, de 31-12-1943, revogado pelo decreto de nº 533, de 07-12-1944.”

Rosário do Catete foram criadas nesse período a sua paroquia  uma iniciativa da mão de obra  escreva devido um grande numero de engenhos  as atividades escravocratas estavam em ascensão. Com isso foi criada sua irmandade em 1779, esta data  é encontrada  nos registros prestações de contas desde essa data.



Segundo Joceneide Cunha, O convento dos franciscanos citado abrigou a irmandade de São Benedito no século XVIII. Outro lugar que o santo era venerado era na povoação de Rosário do Catete, pois na capela da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário da dita povoação ele tinha um altar lateral no inicio dos Oitocentos, a capela dos irmãos do Rosário da povoação de Rosário do Catete já era construída, e era de pedra e cal, possuía dois altares laterais, um com a imagem de São Benedito e outro com a imagem de Santa Ana, além disso, tinha também dois confessionários, além de altares e púlpitos de madeira e pintado. Ou seja, era uma capela estruturada e com requintes arquitetônicos, o que evidencia a circulação de dinheiro e/ou bens na irmandade. A irmandade em questão acertou com o mestre José Simão do Rosário o valor de 160 mil réis para que ele fizesse o retábulo novo da igreja, esse valor seria pago em duas prestações anuais.


Todavia, acredito também que as contribuições dos irmãos não deveriam ser parcas, pois os irmãos e o pároco de Santo Amaro se envolveram em um conflito em 1817 com os irmãos do Rosário da Povoação de Rosário do Catete. Os primeiros reivindicavam o fechamento da confraria da povoação, já que não havia motivos para existir duas irmandades para a mesma santa e com igual público na freguesia de Santo Amaro. Eles alegavam ainda que a irmandade de Santo Amaro não possuía um sólido patrimônio e que a outra irmandade, a da povoação, era posterior, e retirava valores da de Santo Amaro, além de enganar e explorar os irmãos.
 Ou seja, era uma disputa pelos irmãos e pelos valores que eles entregavam as suas irmandades.[1]


[1] Relatório da Vistoria realizado pelo provedor, 9/12/1818, cx. 291, Arquivo Nacional

Licenciado em História, pós-graduado em Ensino Superior em História, pós-graduado em Sergipe Sociedade e Cultura, Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Membro na qualidade de pesquisador dos Grupos de Estudo e Pesquisa da UFS: Grupo de Estudos e Pesquisas em Memória e Patrimônio Sergipano. (GEMPS/UFS/CNPq) e o Grupo de Estudos e Pesquisas Culturas, Identidades e Religiosidades (GPCIR/UFS/CNPq) Professor da rede particular e Pública de ensino. adailton.andrade@bol.com.br / adailton66andrade@gmail.com fontesdahistoriadesergipe@bol.co


sábado, 28 de abril de 2012



João Ribeiro - 
um sábio que completa 15I anos

 
Por Luiz Antônio Barreto



Nascido do útero de Laranjeiras, no dia 24 de junho de 1860, João Ribeiro de Andrade Fernandes, conhecido em todo o Brasil como João Ribeiro, mestre da língua, da história e do folclore, foi um dos mais ilustres filhos de Sergipe, formando ao lado dos grandes como Tobias Barreto, Silvio Romero, Fausto Cardoso, Gumercindo Bessa, Felisbelo Freire, Laudelino Freire, Jackson de Figueiredo, Justiniano de Melo e Silva, Manoel Bonfim, e outros que elevaram a terra sergipana a ser reconhecida como “pátria de filósofos.” Sergipe foi, na segunda metade do século XIX, também, “pátria de poetas”, “pátria de juristas”, numa consagração que se fez o maior dos bens que a terra pode ter.




João Ribeiro não fez o caminho recifense dos demais, na sua formação de professor e de bacharel em Direito. Sua convivência maior foi com o Rio de Janeiro, bacharelando-se em 1894, na Faculdade Livre de Direito,onde Silvio Romero foi professor. Alternando atividades na cátedra  e nos jornais, João Ribeiro produziu uma vasta obra, que se tornou referência essencial aos estudos da história, da filologia e do folclore, sempre mantendo a categoria de mestre, que o tempo foi tornando sábio. Em 1895 foi para a Alemanha, estudando as novas teorias em discussão sobre o folclore. Iniciou uma série de publicações, em jornais, vulgarizando a ciência, que então mudava a compreensão do mundo e da vida. E com suas Cartas, mandadas da Alemanha, fez estudos de literatura comparada, lamentavelmente sem convertê-los em livro.
Sobre o Folclore, João Ribeiro deu um Curso na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, em 1913, dando suporte científico às pesquisas pioneiras de Silvio Romero e de outros coletores das coisas do povo. Valendo-se das teorias alemãs, do folclore étnico, fazendo a exegese dos autores solaristas, o curso dedo foi publicado nos Anais da BN e, em 1919, com alguns poucos acréscimos foi editado pela casa impressora de Jacinto Ribeiro dos Santos.
Mesmo vivendo 15 anos após a edição de O Folclore, João Ribeiro não conseguiu complementar seu texto, com anotações importantes, que ficaram de fora da edição de 1919. Somente em 1963, graças as iniciativas de Edson Carneiro, Joaquim Ribeiro (intelectual, filho e curador da obra de João Ribeiro, foi pensada a reedição, que esbarrou no patrulhamento feito pelos militares que tomaram o Poder. Anos depois, quando a Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro era dirigida pelo diplomata e folclorista Renato Almeida, contando com a colaboração de Vicente Sales, o livro saiu, em co-edição com a Organização Simões Editora.
O Brasil das universidades e centros de pesquisas e estudos passou a contar com um livro bem ordenado e fundamentado, atualizado, e que servia de roteiro interpretativo da cultura popular brasileira, fundamental como estudo da psicologia coletiva. O Folclore de João Ribeiro é, hoje, um livro raro, inacessível ao grande público interessado, de todo o País. É importante registrar que Sergipe é berço de Silvio Romero, que iniciou as coletas folclóricas do Brasil, em parte interpretadas pelo sergipano João Ribeiro e,posteriormente, por Clodomir Silva, José Calasans, Mário Cabral, e mais recentemente, por Jackson da Silva Lima. No campo do estudo da língua portuguesa no Brasil, os lvros de João Ribeiro serviram de teoria aos cursos médios e universitários, e o mesmo se pode dizer dos estudos de história.
João Ribeiro escreveu, com seu patrício e amigo Silvio Romero, o Compêndio da História da Literatura Brasileira, editado em 1906, reeditado em 2001, pela Editora IMAGO, do Rio de Janeiro. A edição coincidiu com as homenagens prestadas a Romero, quando o Brasil celebrava os seus 150 anos de nascimento. O Sesquicentenário de João Ribeiro não teve, lamentavelmente, a repercussão merecida. Suas obras raream nos sebos, embora o saber que nelas circula é um doas capítulos mais relevantes da cultura brasileira. Dois eventos, talvez apenas estes – uma conferência no Palácio Museu Olimpio Campos e um Seminário na UNIT, bem coordenado pelo professor Antonio Bitencourt – “salvaram a Pátria”, rompendo com o silêncio constrangedor da indiferença.
Sábio, autor de grande obra, João Ribeiro tem um enorme crédito em Sergipe e precisa ser quitado, principalmente junto a massa estudantil, onde sua magnífica obra é referência sem precedentes na cultura brasileira.
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FONTE:
http://iaracaju.infonet.com.br/serigysite/ler.asp?id=450&titulo=Gente_Sergipana





João Batista Ribeiro de Andrade Fernandes


Infância
Órfão de pai muito cedo, foi residir na casa do avô, que era de espírito liberal, admirador de Alexandre Herculano. Depois de ter concluído na cidade natal os primeiros estudos, transferiu-se para o Ateneu de Sergipe, em Aracaju, onde concluiu os estudos secundários. Foi então para a Bahia e matriculou-se no primeiro ano da Faculdade de Medicina de Salvador. Constatando a falta de vocação, abandonou o curso e embarcou para o Rio de Janeiro, para matricular-se na Escola Politécnica. Simultaneamente continuava a estudar arquitetura, pintura e música, os vários ramos da literatura e sobretudo filologia.
Jornalismo
Desde 1881, dedicou-se ao jornalismo e fez amizade com os grandes jornalistas do momento, como Quintino Bocaiúva, José do Patrocínio e Alcindo Guanabara. Ao chegar ao Rio, trazia os originais de uma coletânea de poesias, os Idílios modernos. Seu amigo e conterrâneo Sílvio Romero leu esses versos e publicou sobre eles um artigo na Revista Brasileira. Mesmo assim, João Ribeiro decidiu não publicá-los. Trabalhou, a princípio, no jornal Época (1887-1888), multiplicando-se por várias seções, sob diversos pseudônimos: Xico-Late, Y., N., Nereu. Em fins de 1888, estava no Correio do Povo, com o seu "Através da Semana", onde assinava com as suas iniciais e também com o pseudônimo "Rhizophoro".
Magistério
Apaixonado pelos assuntos da filologia e da história, João Ribeiro desde cedo dedicou-se ao magistério. Professor de colégios particulares desde 1881, em 1887 submeteu-se a concurso no Colégio Pedro II, para a cadeira de Língua Portuguesa. Contudo só foi nomeado três anos depois, para a cadeira de História Universal. Foi também professor da Escola Dramática do Distrito Federal, cargo em que ainda estava em exercício quando faleceu. Nesta época, escrevia para A Semana, de Valentim de Magalhães, ao lado de Machado de Assis, Lúcio de Mendonça e Rodrigo Octavio, entre outros. Ali publicou os artigos que irão constituir os seus Estudos filológicos (1902).
A partir de 1895 fez inúmeras viagens à Europa, ora por motivos particulares, ora em missões oficiais. Representou o Brasil no Congresso de Propriedade Literária, reunido em Dresden, bem como na Sociedade de Geografia de Londres. Mantinha-se em contato com seus leitores brasileiros através de colaborações no Jornal do Commercio, nO Dia e no Jornal do Comércio de São Paulo. A última fase de atividade na imprensa foi no Jornal do Brasil, desde 1925 até a morte. Ali escreveu crônicas, ensaios e crítica.
Obras
  • Dicionário gramatical (1889)
  • História do Brasil (1901)
  • Versos (1890)
  • Estudos filológicos (1902)
  • Páginas de estética, ensaios (1905)
  • Frases feitas, filologia (1908)
  • Compêndio de história da literatura brasileira, história literária (1909)
  • O fabordão, filologia (1910)
  • Colméia, ensaios (1923)
  • Cartas devolvidas (1926)
  • Curiosidades verbais, filologia (1927)
  • Floresta de exemplos, contos (1931)
  • Goethe (1932)
  • A língua nacional, filologia (1933)
  • Crítica (org. Múcio Leão)
Os modernos (1952)
Clássicos e românticos brasileiros (1952)
Poetas, Parnasianismo e Simbolismo (1957)
Autores de ficção (1959)
Lorbeerkranz.pngAcademia Brasileira de Letras
Segundo ocupante da cadeira 31, eleito em 8 de agosto de 1898, na sucessão de Luís Guimarães Júnior e recebido pelo Acadêmico José Veríssimo em 30 de novembro de 1898.
Em 1897, ao criar-se a Academia, estava ausente do Brasil e por isso não foi incluído no quadro dos fundadores. Em 1898, de volta, ocorreu o falecimento de Luís Guimarães Júnior. A Academia o escolheu para essa primeira vaga.
Foi um dos principais promotores da reforma ortográfica de 1907. Seu nome foi apresentado diversas vezes como o de um possível presidente da instituição, mas ele declinou sistematicamente de aceitar. Em 22 de dezembro de 1927, porém, a Academia o elegeu presidente. João Ribeiro apresentou, imediatamente, sua renúncia ao cargo.



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FONTE:
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Batista_Ribeiro_de_Andrade_Fernandes

domingo, 22 de abril de 2012



Um resumo da história de Sergipe 

 

 FREITAS, Itamar. Um resumo da história de Sergipe. A Semana em Foco, Aracaju, p. 6B-6B, 02 maio 2004.

 

Na edição nº 68, (18-24 abr. 2004), demonstrei algumas estratégias de transposição da erudita História de Sergipe de Felisbelo Freire (1891) para o livro didático do mesmo nome, elaborado pelo professor Laudelino Freire (1898). É bom que sejam relevados os truncamentos da transposição e os poucos avanços detectados em termos pedagógicos. Na cidade bandeirante, a introdução da história local nas escolas primárias também não contou com texto exemplar, adequado às possibilidades cognitivas ou, como se dizia no final do século XIX, ajustado ao “interesse da infância”. 
As narrativas didáticas destinadas ao “ensino da mocidade”, mocidade que poderia variar desde os 7 aos 16 anos, produzidas por José Joaquim Machado de Oliveira (Quadros históricos da província de São Paulo) e pelo republicano histórico Américo Brasiliense (Noções de história pátria) possuíam estrutura  de frase e vocabulário eruditos. O texto deste último não passava da transcrição integral de conferências proferidas para um público nada infantil em Campinas, logo veiculadas na Gazeta local e, na seqüência, distribuídas nas escolas públicas em formato livro.
Desconheço as tentativas de emendar a obra dos paulistas. Mas, no caso de Laudelino Freire – futuro organizador da Revista Didática (1902/1906) – houve outra oportunidade de escrever um resumo da história de Sergipe para o curso primário, dessa vez, incerta num livro escolar de Corografia.
Corografia era a nomenclatura de uma disciplina cujos conteúdos versavam sobre o conhecimento do espaço de uma determinada região ou localidade. Quadro Corográfico de Sergipe (1898) foi o nome do livro de Laudelino, publicado um ano depois da Corografia do Estado de Sergipe do infortunado Silva Lisboa (Cf. A Semana, 7-13 set. 2003).
No Quadro, o “resumo” da História de Sergipe (1898) foi transformado em “resenha histórica”. Um novo texto foi produzido sob indiciário título de “Notícia histórica” contemplando todas as adaptações que o formato editorial requereria. Ficou 75% mais curto e aqui é interessante registrar o procedimento de Laudelino para compor essa nova síntese.
A periodização foi mantida – tempos colonial, imperial e republicano – e a natureza dos fatos também – conquista, invasões, guerras, posse dos governantes. O que fez com que a narrativa fosse reduzida tão drasticamente foram as omissões de grandes blocos. Ele excluiu os detalhes sobre a catequese, sobre as guerras – os efetivos, as estratégias de combate, o sofrimento dos fugitivos –, os fatos destacados na maioria das administrações, os fatos exorbitantes da história política – a presença da cólera no Estado –, excluiu seus comentários sobre a direção tomada pela história local – o fracasso da ação jesuítica – e o julgamento sobre algumas ações administrativas – a mudança da capital, o desapego dos sergipanos à causa emancipacionista defendida por Carlos Burlamaque.
O texto da História teve suprimido os títulos e subtítulos, capítulos foram fundidos e as listas de governantes e parlamentares migraram das notas de pé de página para um bloco no final da “resenha”. Algumas palavras estrategicamente postadas no curso do texto anterior – nem sempre importando em melhor solução. Laudelino condensou e mudou a ordem de parágrafos. Corrigiu, fez justiça com o historiador Barleus, não citado na História de Sergipe e também deve ter deslizado em alguma informação – no Quadro corográfico o número de cativos em 1590 é de apenas 1.000, enquanto que na História vem grafado 4.000 (erro tipográfico?).
Estava agora a história de Sergipe posicionada na Corografia de Sergipe, ou seja, na segunda parte do livro, intitulada “Descrição política de Sergipe”, após a “Descrição física de Sergipe” – limites, nosografia, orografia, hidrografia, limenegrafia, portos, barras, faróis e divisão civil, judicial e eclesiástica do Estado – e à frente das sinopses de todas as suas comarcas e municípios. Sob o ponto de vista da história a ser ensinada,, a disposição do Quadro é bem mais rica do que a gravada na História de Sergipe. No Quadro, em que pesem os objetivos da Corografia – os fatos geográficos – estão contempladas a história geral e a história local.
A transposição da História de Sergipe para o Quadro corográfico fez recrudescer o caráter narrativo da primeira obra. Com os cortes efetuados, a história transformou-se ainda mais numa seqüência linear de eventos postos em relação de causa e efeito – o antecedente determina o conseqüente –, eventos que, por sua vez, guardavam estreitas filiações com a história do nascente Estado republicano.
Contada dessa forma – conquista e colonização portuguesas, expulsão dos holandeses, redução à comarca da Bahia, emancipação política, transferência da capital, administração republicana – , pelo menos três elementos constituintes do mito fundador de Sergipe seriam renovados entre professores e escolares: a idéia de que estamos fadados à civilização dos costumes, por obra e graça do povo português; a presença da violência como traço marcante da história local, caráter traduzível até mesmo nas lutas partidárias do final do século XIX; e a eleição do nosso “outro”, do nosso diferente, do nosso algoz centrada na Bahia.
Também contada dessa forma, nos textos de Laudelino Freire, a história de Sergipe faria coincidir dois modos operadores do final do século XIX, o do ofício do historiador e o do ofício do professor de história. Para o primeiro, majoritariamente, escrever história era narrar, encadear ações destacadas na experiência política, de preferência, num texto dito a um só fôlego. Para o professor, segundo a pedagogia hegemônica, ensinar história seria uma tarefa mais produtiva se os fatos fossem dispostos em ordem cronológica – o antecedente explicando o conseqüente – de forma a que a memória fosse adequadamente alimentada e treinada, podendo assim conservar as principais informações que o aluno precisaria para situar-se no Estado e na vida.

Para citar este texto
FREITAS, Itamar. Um resumo da história de Sergipe. A Semana em Foco, Aracaju, p. 6B-6B, 02 maio 2004.

HISTÓRIA DE ARACAJU           (Parte 2 )




HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE   SERGIPE       
PROVAS DA FUNCAB 






1ª ) A Área de Proteção Ambiental Morro do Urubu – APA Morro do Urubu – está localizada na zona Norte de Aracaju e caracteriza-se por uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Um dos motivos que a enquadrou na categoria de Unidade de Conservação de uso sustentável, através do Decreto nº 13.713, de 14 de junho de 1993, é que, na capital sergipana, a área constitui um dos últimos remanescentes de:

A) Restinga.
B) Caatinga.
C) Manguezais.  
D) Vegetação de dunas.
E) Mata Atlântica.
2ª ) A Constituição Federal de 1988 determinou que, a partir daquela data, a criação das Regiões Metropolitanas fica a cargo dos governos estaduais. Através da Lei Complementar n° 25, de 29 de dezembro de 1995 e, alterada pela Lei Complementar n° 86/2003, a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe decretou e sancionou a criação da Região Metropolitana de Aracaju. Fazem parte da região metropolitana, desde a sua criação, os seguintes municípios:

A) Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Estância.
B) Estância, Santo Amaro das Brotas, Riachuelo e Aracaju.
C) Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros.
D) Barra dos Coqueiros, Estância, Laranjeiras e São Cristóvão.
E) São Cristóvão, Lagarto, Aracaju e Nossa Senhora do Socorro.

3ª) A Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde – CVE/SES registrou, no período entre janeiro e outubro de 2010, 1.440 casos suspeitos de dengue, com 313 casos confirmados, o que representa 21,73% dos casos suspeitos. Houve um aumento no número de casos, principalmente, a partir do mês de março, mas com um registro maior nos meses de abril e maio, comportamento esse já esperado pelos técnicos da vigilância, haja vista, que os anos de 2009 e 2008 também registraram este padrão. A situação dos meses de abril e maio pode ser atrelada a uma série de questões relevantes, tal como:
A) o desabastecimento de água e consequente armazenamento indevido.
B) ao fim do período chuvoso no estado, provocando alagamentos constantes.
C) a ação eficaz do combate à doença em todos os períodos do ano.
D) ao processo de expansão urbana em direção à praia do Atalaia.
E) a diminuição dos leitos para atendimento dos casos de dengue no período do outono.

4ª ) O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.
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5ª ) A Praça Fausto Cardoso configura-se, na história de Aracaju, como um local central de importância política e cultural, pois concentrava um significativo número de prédios públicos oficiais, bem como manifestações culturais. Segundo a historiadora Terezinha Oliva “A praça era conhecida como a praça dos três poderes, das manifestações políticas. Foi o cenário da Intentona Comunista, das lutas pelas 'Diretas Já' e aglutinava, também, os trabalhadores que sempre iam fazer manifestações, para chamar a atenção do poder público quanto às suas reivindicações”. Apesar de não possuir a mesma importância de outrora, a Praça Fausto Cardoso é um marco urbanístico e histórico de Aracaju, e homenageia um importante personagem, que ganhou notoriedade como:

A) comerciante que alavancou a economia de Aracaju.
B) deputado que liderou a revolta contra as oligarquias do Estado.
C) personagem do folclore regional, que divulgou a cultura nacionalmente.
D) fazendeiro que incentivou o beneficiamento da cana-de-açúcar.
E) engenheiro que promoveu o ordenamento urbano de Aracaju.

6ª) O primeiro a propor o horário de verão foi William Willett, em 1907, membro da Sociedade Astronômica Real, que iniciou uma campanha para que a Inglaterra o adotasse. O argumento, na época, era que as pessoas teriam mais tempo para lazer, haveria menor criminalidade e redução do consumo de luz. O Brasil adota sistematicamente o horário de verão, contudo, nem todas as regiões necessitam deste sistema para economizar energia. Como ocorrido nos últimos anos, nos meses em que o horário de verão é adotado no Brasil, quando são 10h00min em Brasília, em Aracaju será:

A) 8h00min
B) 9h00min
C) 10h00min
D) 11h00min
E) 12h00min

7ª ) A imagem a seguir, representa a organização histórica da cidade de Aracaju e é denominada de “Tabuleiro de Xadrez”. Tal organização está relacionada ao seguinte fato:


A) Verticalização das construções.
B) Novos sistemas de transportes.
C) Urbanização projetada.
D) Formação de periferias.
E) Economia agrária exportadora.


8ª)   Leia a reportagem a seguir.   Chuva causa alagamentos em Aracaju Em 14 horas foi registrado quase metade do esperado para todo o mês. Aeroporto ficou fechado durante a tarde”. Uma chuva forte e constante está provocando alagamentos em Aracaju nesta terça-feira (24). A chuva começou na madrugada e em 14 horas foram registrados 130 milímetros, quase metade do esperado para todo o mês de maio. Canais transbordaram e os carros quase não conseguiam trafegar. Em uma creche, as águas tomaram a frente do prédio, impedindo a saída das crianças. A Marinha emitiu um alerta de mar agitado e a orientação é para que as embarcações evitem a navegação. Segundo a meteorologia, as chuvas intensas devem continuar até quinta-feira (26). O aeroporto de Aracaju foi reaberto na tarde desta terça-feira, depois de ficar fechado durante a maior parte da tarde. Quatro voos foram cancelados. O episódio registrado na reportagem está corretamente justificado na seguinte afirmativa:

A) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o inverno/primavera.
B) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de alagamentos.
C) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o outono/inverno.
D) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de deslizamentos.
E) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o verão/outono.

9ª ) No estado de Sergipe, “os principais manguezais se encontram na foz do Rio São Francisco e seus afluentes da foz; na foz do Rio Japaratuba e Rio Siriri, seu afluente; foz do Rio Sergipe; Rio Vaza Barris; Rio Real e Rio Piauí.” O processo de degradação destes manguezais encontra-se em estágio acelerado, colocando em risco a importância deste ecossistema para a região. O principal benefício ecológico dos manguezais e a principal causa da sua destruição são, respectivamente:

A) produção de produtos da maricultura / pesca predatória.
B) manutenção das costas marítimas / fragilidade da legislação ambiental.
C) fornecimento de madeira para lenha / derramamento de esgoto.
D) contribuição na culinária local / intensificação do setor turístico.
E) berçário natural de espécies aquáticas / especulação imobiliária.

10 ª)  Em 1820, o rei D. João VI assinou um Decreto que isolou Sergipe da Bahia. O brigadeiro Carlos César Burlamárqui foi nomeado, então, o primeiro governador do Estado, apesar dos contínuos conflitos com os baianos. Com a Independência do Brasilem1822, a situação de autonomia do estado de Sergipe consolidou-se, possibilitando o desenvolvimento da região. Em 1855, a capital sergipana foi transferida para o povoado de Santo Antônio de Aracaju, que foi elevada à condição de cidade. Esta transferência é um marco da história do Estado, bem como da cidade de Aracaju. A cidade que perdeu o status de capital do estado de Sergipe e o motivo da transferência da capital estão apontados corretamente em:

A) São Cristóvão / escoamento da produção açucareira.
B) Barra dos Coqueiros / extração de petróleo e gás natural.
C) Nossa Senhora do Socorro / proteção através de fortificações.
D) Laranjeiras / beneficiamento da produção de cítricos.
E) Estância / infraestrutura para a produção têxtil.

11ª)  O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.

12) - Aracaju é uma capital estadual com reconhecida infraestrutura de turismo, incluindo aquela voltada para os espaços praianos. Nesse sentido, destaca-se uma praia aracajuana recentemente revitalizada com novos equipamentos de lazer e de convivência social, quadras de tênis, parque infantil, fonte luminosa e espaço para a prática de esportes, além de um Centro de Artes e Cultura, entre outras funcionalidades turísticas permitidas pela política urbana. Essa praia, a mais próxima do centro da cidade, contribui para o fortalecimento da economia de uma área central já bastante frequentada pelos turistas. O texto faz referência à seguinte praia de Aracaju:
A) Robalo.
B) Atalaia.
C) Refúgio.
D) Náufragos.
E) Mosqueiro.
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13 ) No primeiro aglomerado urbano de Aracaju, realizou-se a reunião da Assembleia Provincial que definiu a transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju. Desse ponto geográfico, pode ser observado o estuário do rio Sergipe e a ilha de Santa Luzia. O ponto geográfico de relevância histórica a que o texto se refere é:

A) Ponte do Imperador.
B) Igreja São Salvador.
C) Parque Teófilo Dantas.
D) Orla do Bairro Industrial.
E) Colina de Santo Antônio.
14-) Sergipe conta com uma área de livre-comércio destinada à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados fora do país, sendo considerada zona primária para efeito de controle aduaneiro. Trata-se de uma Zona de Processamento de Exportação. Essa Zona de Processamento de Exportação localiza-se no município de:

A) Lagarto.
B) Areia Branca.
C) Barra dos Coqueiros.
D) Santo Amaro das Brotas.
E) Nossa Senhora do Socorro.

15)  A partir da década de 1860, um importante fator econômico permitiu a ocupação de amplos espaços
rurais de Sergipe, sobretudo em regiões atingidas pelas secas periódicas, no agreste e na zona da caatinga. Tratava-se de uma produção agrícola estimulada pela demanda decorrente da Guerra de Secessão dos Estados Unidos e de estímulos da metrópole portuguesa. Esse fator econômico refere-se à atividade produtiva de:
A) algodão.
B) agave.
C) café.
D) cacau.
E) cana-de-açúcar.
16) No setor energético, o estado de Sergipe alinha-se ao esforço nacional de promover o desenvolvimento
sustentável, no exemplo da produção de combustíveis menos poluentes. A cadeia produtiva agrícola sergipana inclui setores vinculados à área energética, contando com seis destilarias voltadas à geração de etanol, a partir da cana-de-açúcar. No Estado, além do etanol, se produz uma fonte energética vinculada à renovação da matriz brasileira de combustíveis, que contribui para a sustentabilidade ecológica.
Além do etanol, o texto faz referência a uma outra fonte energética que é o(a):
A) gasolina.
B) biodiesel.
C) querosene.
D) carvão mineral.
E) xisto betuminoso.
17)  Atualmente, a luta pela posse da terra em Sergipe, e em várias regiões do Brasil, tem mobilizado diferentes setores sociais, especialmente os ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Na história de Sergipe, os problemas da terra estão intrinsecamente relacionados aos mecanismos de exploração colonial, cuja característica marcante foi

(A) a forma como se organizou a pecuária, desenvolvida predominantemente para atender ao mercado consumidor europeu.
(B) os conflitos entre os colonizadores para a obtenção das melhores terras, visando a exploração de produtos de subsistência, como o feijão e o algodão.
(C)) o alto grau de concentração fundiária tanto na produção açucareira como na criação de gado.
(D) o tipo de sistema de distribuição das terras, denominado sesmarias, que beneficiou, com pequenos lotes, imigrantes e trabalhadores livres.
(E) o predomínio do sistema minifundiário, onde eram produzidos açúcar e bens de produtos intermediários para abastecer o mercado interno.
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18- Analise as frases abaixo, procurando detectar as que apresentam coerência de fatos e justificativas sobre a transferência da capital de Sergipe de São Cristóvão para Aracaju.

I.  A cidade de São Cristóvão recebia grande quantidade de migrantes de diferentes cidades do interior de Sergipe e do Nordeste; isso provocou reações da população desta cidade, que pressionou a Câmara Municipal para votar a transferência da capital para Aracaju.

II. A escolha de Aracaju como capital de Sergipe estava diretamente relacionada, entre outros fatores, à força econômica da região de
Cotinguaba, que tinha dificuldades de escoar seu principal produto de exportação para o mercado interno e externo.

III. Nas décadas de 1910 e 1920, os jornais "O Estado de Sergipe" e o "Correio de Aracaju" exerceram uma poderosa influência sobre a população de São Cristóvão para que ela se manifestasse contra a transferência da capital para Aracaju.

IV. A transferência da capital de Sergipe estava inserida no contexto das transformações ocorridas no país das quais, dentre outros aspectos, destacaram-se os processos de modernização, de industrialização e de urbanização.

As frases corretas são APENAS
(A) I e II                    (B) I e III                    (C) II e III                   (D)) II e IV             (E) III e IV
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19. Observe o gráfico.

 7%   Lavouras permanentes
10%  Lavouras temporárias
4%    Não utilizadas
37%  Pastagens naturais
32%  Pastagens plantadas
10%  Matas
IBGE. Censo agropecuário 1995-1996
A observação do gráfico e seus conhecimentos sobre as atividades rurais de Sergipe permitem afirmar que

(A) no estado, todas as terras agrícolas são intensamente ocupadas.
(B) embora ocupando pequena área, as lavouras permanentes têm alta produtividade.
(C) cerca de 1/3 das terras  agrícolas do estado são ocupadas por matas.
(D) as lavouras temporárias concentram-se no agreste e ocupam cerca de 25% da área do estado.
(E)) mais da metade das terras agrícolas sergipanas destinam-se à pecuária.
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20. Na festa de São Benedito, celebrada no dia de Reis, em Lagarto, há dois folguedos: no 1o, são pretos, vestidos de reis e de príncipes, que fazem a guarda de honra de três rainhas; no 2o, são mulatas vestidas de branco e enfeitadas com fitas que vão em procissão, dançando e cantando música puramente brasileira. As descrições identificam, respectivamente,

(A) Sambas e Folgança dos mouros.
(B)) Congadas e Taieiras.
(C) Batuques e Cavalo marinho.
(D) Espírito Santo e Bumba-meu-boi.
(E) Folgança dos marujos e Pastorinhas.

21- Como cidade planejada, Aracaju nasceu em 1855, por necessidades econômicas. Uma assembleia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de Cidade e transferiu para ele a capital da Província. A transferência deu-se por iniciativa do Presidente da Província

(A) Cristóvão Barros e do Barão Fausto Cardoso.
(B) Inácio Joaquim Barbosa e do Barão do Maruim Provincial.
(C) Pero Gonçalves e do Barão João Mulato.
(D) Sebastião Basílio Pirro e do Barão Salgado Filho.

22 - O Estado de Sergipe é o único produtor de potássio do Brasil. O mineral, que é muito importante para o desenvolvimento dos vegetais, sobretudo como fertilizante, é produzido na mina Taquari Vassouras. A mina produtora do mineral está localizada no Município de
(A) Itabaiana.
(B) Poço Verde.
(C) Carmópolis.
(D) Rosário do Catete.



GABARITO

1ªC  -  2ª C   - 3ª A - 4ª D – 5ª B – 6ª B – 7ª C – 8ª C – 9ª E –
10ª A – 11ª D – 12ª B – 13ª E – 14ª C – 15ª A – 16ª B –
17ª C – 18ª D – 19ª E – 20ª B – 21ª B – 22ª D