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domingo, 10 de junho de 2012





Irmandade de Nossa Senhora do Rosário
Rosário do Catete-Se  ( 1ª parte )



Foto: Canindé Dantas


 Adailton Andrade


Segundo alguns historiadores, não se acha uma explicação, uma resposta sobre o nome Rosário do Catete, muitos moradores contam que gerações e gerações falam a mesma historia  que  onde hoje é a cidade existia uma mata e os escravos encontraram uma imagem de Nossa Senhora do Rosário. O memorialista da cidade o senhor Luiz ferreira Gomes também afirma esta versão mas sem dar muita credibilidade a historia. Com isso o nome do município ficou conhecido pela devoção a santa, a devoção a vigem Maria , a irmandade dos homens pretos e pardos  assim surgida nas terras  do Rosário ajudou muito  a confirmação que o nome da cidade fosse Rosário, mas e porque Catete ?Para este existe outras definições também, algumas delas remete a um tipo de milho, uma espécie de porco do mato chamado caititu.... estas são alguns justificativas especuladas sobre o catete, mas nada comprovada cientificamente. Mas uma das possibilidades mais prováveis é que nestas terras antes da vila do Rosário que quando se dar inicio a vila o poder municipal precisava de mais terras se fossem publicas a desenvolver a administração daí os proprietários do engenho o senhor Raimundo Teles Barreto em 1836/37e dona Josefa  Teles Meneses eles doaram uma boa parte das terras do engenho Catete para expansão administrativa da vila no entanto, isso tudo nos remete uma ideia e razoes para se chegar a um nome ao município  fez  doação existia um Engenho Catete Velho. “Rosário” do Catete   Além de ser um topônimo brasileiro, outras nações possuem topônimo homônimo, há exemplo de Argentina e Espanha. Especificamente quanto ao sergipano, cita o histórico da cidade, segundo o
IBGE, que

[...] as terras ocupadas pela Cidade de Rosário do Catete pertenciam ao antigo engenho Jordão, de propriedade de Jorge de Almeida Campos, que as doou para construção da capela de Nossa Senhora do Rosário, imagem que teria sido encontrada por escravos, nas matas adjacentes. (IBGE)


Existe registro fontes documentais da fundação da igreja e da sua atuação social através da irmandade assim constituída pelos frades.




Desde os primórdios da povoação, a devoção por Nossa Senhora do Rosário se mostra presente. O que talvez não se apresente, num primeiro momento, é a presença dessa devoção a partir deste signo toponímico. Isso porque muitos imaginam que Rosário designa um antropotopônimo, não a santa. Ao visitar a cidade, por outro lado, a presença imediata de um enorme rosário (instrumento usado para rezar o terço três vezes) denota a relação léxico e identidade cultural.
Entretanto, esse signo toponímico possui algo de característico: a tentativa, mesmo que parcial/temporária, de apagamento do discurso religioso. Essa laicização vai à contramão do fluxo diacrônico dos topônimos, não apenas dos sergipanos. Note-se esse processo:

“Nossa Senhora do Rosário do Catete para simplesmente Rosário alterado, pelo decreto estadual nº 113, de 12-07-1932. Rosário para Rosário do Catete alterado, pelo decreto estadual nº 377, de 31-12-1943, revogado pelo decreto de nº 533, de 07-12-1944.”

Rosário do Catete foram criadas nesse período a sua paroquia  uma iniciativa da mão de obra  escreva devido um grande numero de engenhos  as atividades escravocratas estavam em ascensão. Com isso foi criada sua irmandade em 1779, esta data  é encontrada  nos registros prestações de contas desde essa data.



Segundo Joceneide Cunha, O convento dos franciscanos citado abrigou a irmandade de São Benedito no século XVIII. Outro lugar que o santo era venerado era na povoação de Rosário do Catete, pois na capela da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário da dita povoação ele tinha um altar lateral no inicio dos Oitocentos, a capela dos irmãos do Rosário da povoação de Rosário do Catete já era construída, e era de pedra e cal, possuía dois altares laterais, um com a imagem de São Benedito e outro com a imagem de Santa Ana, além disso, tinha também dois confessionários, além de altares e púlpitos de madeira e pintado. Ou seja, era uma capela estruturada e com requintes arquitetônicos, o que evidencia a circulação de dinheiro e/ou bens na irmandade. A irmandade em questão acertou com o mestre José Simão do Rosário o valor de 160 mil réis para que ele fizesse o retábulo novo da igreja, esse valor seria pago em duas prestações anuais.


Todavia, acredito também que as contribuições dos irmãos não deveriam ser parcas, pois os irmãos e o pároco de Santo Amaro se envolveram em um conflito em 1817 com os irmãos do Rosário da Povoação de Rosário do Catete. Os primeiros reivindicavam o fechamento da confraria da povoação, já que não havia motivos para existir duas irmandades para a mesma santa e com igual público na freguesia de Santo Amaro. Eles alegavam ainda que a irmandade de Santo Amaro não possuía um sólido patrimônio e que a outra irmandade, a da povoação, era posterior, e retirava valores da de Santo Amaro, além de enganar e explorar os irmãos.
 Ou seja, era uma disputa pelos irmãos e pelos valores que eles entregavam as suas irmandades.[1]


[1] Relatório da Vistoria realizado pelo provedor, 9/12/1818, cx. 291, Arquivo Nacional

Licenciado em História, pós-graduado em Ensino Superior em História, pós-graduado em Sergipe Sociedade e Cultura, Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Membro na qualidade de pesquisador dos Grupos de Estudo e Pesquisa da UFS: Grupo de Estudos e Pesquisas em Memória e Patrimônio Sergipano. (GEMPS/UFS/CNPq) e o Grupo de Estudos e Pesquisas Culturas, Identidades e Religiosidades (GPCIR/UFS/CNPq) Professor da rede particular e Pública de ensino. adailton.andrade@bol.com.br / adailton66andrade@gmail.com fontesdahistoriadesergipe@bol.co


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