sábado, 9 de fevereiro de 2019

ELITE POLÍTICA EM ROSÁRIO DO CATETE-SE





UMA ANÁLISE DA TRAJETÓRIA DE LEANDRO 
MACIEL (1930 – 1975)
                                                                         Adailton Andrade
                                                                            
  


  O presente texto objetiva analisar a formação e o estabelecimento de Leandro Maynard Maciel dentro de uma abordagem das elites no cenário político estadual e problematizar a importância do capital social articulado pelos políticos, as condições e as dinâmicas de utilização de competências na militância. O recorte temporal vai da década de 1930 a 1975. 0s procedimentos metodológicos resultam em análise de textos do módulo de Sociologia da Política, bem como de livros consultados nas bibliotecas da UFS e IHGS.  Tem sua relevância principal na busca de avaliar a sociedade a partir da observação do conceito de elite quanto a parentela, a riqueza, poder político e o capital social.

Este estudo se caracteriza numa linha de pesquisa que aborda a formação de grupos dirigentes, chamados de elites, e a sua estruturação dentro dos espaços do poder, investigando um conjunto de fatores que apontam para mecanismos de recrutamento e seleção, estratégias de reprodução desse grupo, reconversão e legitimação acionados para ocupação nesses espaços, modo de vida e as modalidades de consagração social dos variados grupos sociais dominantes, como elites políticas, intelectuais, eclesiásticas, militares, burocrático-administrativas, entre outras.

Segundo MOSCA (1968) existiriam, em todas as sociedades, duas classes de pessoas: uma classe que dirige - menos numerosa, que exerce todas as funções políticas, monopoliza o poder e goza das vantagens que o poder traz consigo, e outra que é dirigida - mais numerosa que é controlada pela primeira.
Leandro Maynard Maciel nascido em Rosário do Catete era filho de senhor de engenhos e antigo político (monarquia e início da república) Leandro Ribeiro de Siqueira Maciel. Segundo relatos era realmente chefe, tinha ascendência sobre todos, e a sua voz era sempre ouvida e todos obedeciam e seguiam suas determinações (WYNNE, 1973).
 Para realizar este trabalho faz-se um debate teórico sobre o conceito de capital social, um resgate da dinâmica da elite dirigente na cidade de Rosarense, destacando o papel da articulação das relações sociais deste político, seja na forma característica da oligarquia agrária brasileira (o clientelismo), seja na forma de uma relação positiva (o capital social).
 Foram visitadas a Biblioteca da UFS e a biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGS). Tendo como apoio de pesquisa a leitura de vários autores relevantes ao tema, tais como: Pierre Bourdier, Grynszpan, dentre outros utilizados no módulo de Sociologia da Política e citados ao longo do texto.
Foi no século XVII, na França, que o termo elite começou a ser utilizado ao se tratar de produtos de qualidade superior oferecidos à venda. O uso em outros contextos deste termo difundiu-se por volta do século XVIII, inclusive no social, caracterizando pessoas e grupos sociais superiores. O uso do termo elite espalhou-se a partir de 1930 através das teorias sociológicas das elites, principalmente aquelas dos autores do final do século XIX e início do XX, tidos como os “pais” da teoria das elites, sendo eles os italianos Vilfredo Pareto (1848- 1923), Gaetano Mosca (1858-1941) e o alemão Robert Michels (1876- 1936).
Para Grynszpan (1996) um dos aspectos nítidos nos organismos políticos era o de que existiria sempre duas classes de indivíduos, uma maior e outra menos numerosa, a primeira dirigida e a segunda dirigente. O que diferenciava a minoria da maioria era o poder de dirigir e a organização. A minoria organizada, coordenada se impunha a uma maioria desarticulada.  A minoria se destacava por possuir alguma  qualidade  valorizada em termos sociais, tais como: a força física, o contato direto com divindades, o saber, a riqueza.


De fato, haveria em todas as sociedades, ao longo do tempo, uma luta constante entre a elite no poder e os grupos dele excluídos. Trata-se de uma luta que não cessaria nunca, mesmo que fossem extintas as classes sociais, dado que ainda assim se assistiria à formação de elites. (GRYNSZPAN, 1996)

  A cerca dos grupos dirigentes percebe-se uma forte presença de recursos e reproduções sociais giradas em torno do grupo familiar. Cabe então, às Ciências Sociais, capturar às lógicas e esquemas dessas modalidades baseadas nas relações parentais, e suas possíveis combinações com outros recursos adquiridos nas trajetórias sociais dos agentes.
De acordo com Seidl (2002) O fenômeno “grandes famílias” tratado em obras voltadas ao estudo sobre elites dirigentes, mostra uma prevalência nos postos dominantes das esferas sociais ao longo de sucessivas gerações, onde as relações genealógicas são consagradas e acionadas por grupos familiares, criando e perpetuando laços tradicionais nos diversos postos dirigentes, no caso da política, por meio de “heranças culturais ou políticas” ou “patrimônio material ou simbólico familiar” dos ascendentes.
Miceli (2001) cita que em casos ligados ao patrimônio familiar, sua conservação e manutenção necessitam de uma mobilização contínua dos recursos de relações sociais, através de ocupações dos postos mais cobiçados (alto empresariado, cargos políticos dirigentes, alto oficialato militar, escalões decisórios eclesiásticos, entre outros) e dos casamentos melhores empreendidos.
O que está em pauta são as modalidades de reconversão de um tipo de recurso social baseado na relação com um ascendente familiar, ou melhor, numa relação ligada a uma família com um “nome” tradicional numa determinada região, que é bastante específico nos usos dos recursos sociais em disputas por posições de comando. No geral, essas estratégias de legitimação voltadas para utilização desse capital ligado ao nome da família apontam para uma concepção de política diferente das concepções de democracia.
 Pierre Bourdieu produziu a primeira análise sistemática contemporânea do capital social, que definiu o conceito como “o agregado dos recursos efectivos ou potenciais ligados à posse de uma rede durável de relações mais ou menos institucionalizadas de conhecimento ou reconhecimento mútuo” (BOURDIEU, 1985).
Deste modo, Bourdieu (1980) deixa evidente que o capital social  dividi-se em dois elementos, são eles: a própria relação social que permite que os indivíduos cobrem o acesso a recursos na posse dos membros do grupo e a quantidade e/ou qualidade desses recursos. Enquanto o capital econômico está nas contas bancárias o capital social está relacionado às estruturas das relações. Então, um indivíduo para possuir capital social deve relacionar-se com outros que são a fonte de seus benefícios.
Ao estudar como estas famílias ficaram influentes política e economicamente, demonstram-se as relações entre os indivíduos do campo econômico e as disputas ocorridas no mundo dos negócios. O capital econômico obtém prevalência nas estratégias de distinção e nas disputas entre estruturas e agentes. Em um campo dominado pelas leis da transmissão cultural (como o campo literário ou o campo acadêmico), no entanto, o capital econômico não possui a mesma prevalência do capital relativo à ilusão deste campo (o capital cultural).
Temos então dois estratos numa população: 1) um estrato inferior, a não - elite, cuja influência possível no governo não nos interessa aqui; 2) um estrato superior, a elite dividida em dois: a) a elite governante; b) a elite não -governante. (PARETO, 1966)

È nesse contexto que WYNNE (1973) observa Leandro Maciel com as mesmas tendências paternas, muito desejoso alcança o poder, desde muito cedo lutava e vinha mantendo-se nas posições eletivas, deputado federal, nos fins da primeira República, se elege a senador quando das primeiras eleições após o movimento revolucionário de 1930, Leandro Maciel, surgindo em Sergipe com a chegada de Ciro Azevedo, logo se aliava com o coronel Manuel Correia Dantas.[1]
Leandro Maynard Maciel, filho do Bacharel  e político Leandro Ribeiro de Siqueira Maciel , nasceu em Rosário do Catete -Sergipe no dia 8 de dezembro de 1897. Começou seus estudos em Rosário seguindo depois para Salvador. Na Bahia, graduando-se Engenheiro Civil  segue para a Paraíba e, posteriormente, retorna a Sergipe exercendo sua profissão e assinando várias obras importantes no Estado.   Exerceu vários Cargos Públicos, tais como: Diretor de Obras Públicas,  Diretor da Energipe (serviço de Luz e Força), Presidente do IAA (Instituto do álcool e Açúcar),    Fiscal do Serviço de Águas e Esgotos de Aracaju. Na política foi eleito a vários  mandatos como Deputado Federal ( 1930 a 1930),  Deputado Federal  (1933 a 1935), Senador  ( 1935 a 1937, 1967 a 1975) , Deputado Federal (1946 a 1951) e  Governador  (1955 a 1960).  
Com a redemocratização de 1933/1934 ajudou a criar um partido político, o Partido Social Democrático (PSD).  O período inaugurado com a queda do Estado Novo marcou um dos "ciclos de redemocratização" na política brasileira. A dinâmica da disputa partidária e os padrões de comportamento eleitoral no período são aspectos estudados em detalhe pela Ciência Política no Brasil. No referido período, apesar da instabilidade do "sistema político" brasileiro, verifica-se a diversificação social e ideológica da "elite política", com o ingresso de agentes oriundos de segmentos sociais distintos e a redefinição dos repertórios de mobilização acionados por ocupantes de cargos eletivos. No entanto, pouca atenção tem sido dada para as transformações na composição da "elite política", suas origens sociais, a diversificação das bases sociais de recrutamento e as conseqüências na reconfiguração do espaço político no país (MICELI, 1981).
  Anos mais tarde em 1945 Leandro Maynard Maciel funda a União Democrática Nacional (UDN ). Fato que demonstra o prestígio político e o poder econômico da tradição de família. A análise que segue centra-se, então, nos processos de reconversão, reprodução, ascensão e afirmação de agentes e "famílias de políticos" ao longo do século XX.
HEINZ (2006) comenta que foram escolhidos Estados cujas elites exerceram poder real durante um período em que os partidos estaduais se constituíam na única unidade coesa de  organização  política.
 Deste modo, o período que Leandro Maciel exerceu seu mandado ficou conhecido como “O Leandrismo” marcando a política de Sergipe. Esses comportamentos eleitorais do período são aspectos estudados em detalhe pela Ciência Política no Brasil. No referido período, apesar da instabilidade do "sistema político" brasileiro, verifica-se a diversificação social e ideológica da "elite política", com o ingresso de agentes provenientes de segmentos sociais distintos e a redefinição dos repertórios de mobilização acionados por ocupantes de cargos eletivos. No entanto, pouca atenção tem sido dada para as transformações na composição da "elite política", suas origens sociais, a diversificação das bases sociais de recrutamento e as conseqüências na reconfiguração do espaço político no País.  Leandro Maciel soube lidar com as rivalidades entre os principais partidos, na campanha eleitoral para o governo do Estado, que na época foi dividido em dois blocos políticos: um liderado pela UDN (destacando- se alguns interiores como Lagarto, Tobias Barreto, Riachão, Itabaiana, Simão Dias, laranjeiras) e o outro bloco formado e liderado pelo PSD e o PR, coligação que estava no governo a  oito anos, os udenistas apelidados de boca bretã e os PSD e PR de rabo branco.
Segundo DANTAS (2004) no cenário nacional depois da morte de Vargas, o vice- presidente Café Filho assumiu, mais não demorou. O país volta a viver novo momento de instabilidade com golpes, contragolpes e revoltas até o governo de Juscelino Kubischek, que vem a tomar posse em 30 de janeiro de 1956. Em Sergipe, a vitória política dos udenistas significava a alternância do poder na política local que passava a viver sob as idéias do leandrismo.
No discurso de posse, ocorrido em 1955, Leandro Maciel prometeu governar para todos. Contudo, quando assumiu foi mudando o quadro de funcionários, substituindo-os por partidários e amigos políticos. Quanto à relação do primeiro governo de Leandro Maciel com as classes subalternas, há dois lados a considerar: Primeiro, não se pode negar que no processo de competição política conflituoso os mais penalizados foram os setores populares, sobretudo aqueles envolvidos na militância partidária. Segundo, os trabalhadores não foram molestados em seus movimentos sociais, daí Leandro Maciel se firmava como uma força na política sergipana adotando um método de se fazer política, chamado  de leandrismo, muitas vezes ofuscando a própria UDN.
Na obra de BARRETO (2007) a partir de 1945, quando são organizados os novos partidos, Leandro Maciel mostra força, liderança e prestígio nos grupamentos políticos. com isso, logo aparecem as lideranças regionais. Assim, a figura de Leandro Maciel se sobressai.
A partir do seu governo em Sergipe (1955 a 1959) a UDN, com Leandro Maciel, coloca com clareza seu projeto de crescimento econômico para o Estado (em função  dos interesses do patronato rural e do urbano). Neste discurso, não há mensagem direta para os trabalhadores, a estes estariam reservados apenas os benefícios diretos e indiretos do crescimento econômico, de conformidades com os princípios liberais, dispensando-se, pois, políticas sociais específicas(DANTAS, 1987)
No Final do seu governo em 1960, elege seu sucessor mais um conterrâneo e udenista Luiz Garcia, neste tempo tornou-se uma figura política de reconhecimento nacional chegando a ser escolhido como companheiro de chapa de Jânio Quadros onde disputou a vice-presidência da República, a campanha eleitoral tomou as ruas e os candidatos Jânio Quadros e Leandro Maciel visitaram vários estados do Brasil. A UDN contava com a liderança política de Leandro Maciel no seio da agremiação situacionista, que após deixar o governo continuou mantendo contatos com as lideranças do partido no âmbito nacional, participando de encontros e de entendimentos com vista na sucessão presidencial. Destes contatos nasceu o chamado “Encontro de Aracaju” [2]. Era uma tentativa de estabelecer um entendimento sobre o candidato à sucessão presidencial. Justamente nesta reunião de líderes, foi que Leandro Maciel teve seu nome lançado a vice-presidente da República e na conversão nacional[3], concorreu com Fernando Ferrari, homem dinâmico do rio Grande do Sul, fundador do Partido Trabalhista Renovador (PTR), mas o político sergipano venceu por um voto, enquanto Jânio Quadros derrotava Juraci Magalhães em disputa acirrada. (DANTAS, 2004)
No início da campanha, no momento em que as divisões internas no partido continuavam acentuadas,  alguns membros passaram a fazer restrições ao nome de Leandro Maciel, entre os mais insatisfeitos o próprio Jânio Quadros. Durante a campanha Leandro Maciel renuncia sua candidatura a vice-presidente por duas vezes, sendo substituído também por um udenista Milton Campos político de Minas Gerais. Jânio é eleito presidente da República com o apoio de vários partidos.[4]
Em 1962, Leandro Maciel utilizando de um slogan “Ninguém se perde na volta”, candidatou-se  novamente  ao governo do Estado contrariando uma parte da União Democrática Nacional ( UDN) que não queria a alternância  de  governo entre Luiz Garcia e Leandro Maciel que desde 1946 eram mantidas. Uma articulação política contou com a participação de Orlando Dantas do PSB, José Conrado de Araujo do partido  PTB, então prefeito de Aracaju na época. Com mais coligações Armando Rolemberg do PR lançou Seixas Doria a ser o candidato, tendo como companheiro de chapa Celso de Carvalho.
Mesmo com a UDN dividida Seixas Dória é eleito com 8.689 votos. Leandro Maciel construiu uma imagem de combate as oligarquias acenando para a participação da classe média na mobilização política partidária, mas não resistiu muito e cedeu aos mesmos expedientes dos adversários que tanto combateu.
O tratamento teórico de tais questões parece ser o caminho mais útil para observarmos os limites do emprego das noções de elite, classe dirigente, classe dominante.  Leandro Maciel transitava bem entre organizações de trabalhadores, lideranças sindicais e movimentos afros religiosos.
Com o movimento militar em 1964 Leandro Maciel ocupou mais uma vez um espaço político  filiando-se a ARENA  (Aliança Renovadora Nacional ) sendo eleito Senador em 1966, derrotando uma grande liderança política  o senhor Oviêdo Teixeira do MDB (Movimento Democrático Brasileiro ). No Senado o velho líder político sergipano defendeu a exploração mineral e outros interesses de Sergipe. Na tentativa de renovação de mandato perde as eleições ao Senado para um novato na política, o médico Gilvan Rocha, do MDB.
Com estes resultados Leandro Maciel sai da cena na política e vai cuidar dos negócios na sua fazenda.  Faleceu em Aracaju em 14 de julho de 1984.

4-CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em sua obra  BESSA ( 2002 )  escreve que desigualdade individual origina no plano social uma divisão entre fortes e fracos. Os fortes capturam os poderes sociais (político, ideológico, econômico) e governam a maioria da população. É o fenômeno das elites dirigentes e dominantes, da hierarquia, que tão bem evidencia a análise da sociedade animal. A reflexão mais desapaixonada sobre esta matéria foi efetuada pela escola sociológica italiana, com Vilfredo Pareto, Gaetano Mosca e Roberto Michels. Estes autores provaram a perenidade da minoria, a minoria poderosa, que impõe a sua vontade sobre a maioria dando-lhe a impressão de ser ela a decidir e a governar.
 DANTAS (2004) cita na sua obra que em Sergipe a atuação da UDN, de certo modo, correspondeu a uma atualização ou a uma tentativa de adequação do projeto político de classe dominante local aos padrões nacionais, na medida em que reproduziam as tendências populistas e a figura política de Leandro Maciel se enquadrou neste perfil político.
As minorias são pela sua organização e coerência o único fermento social de mudança e poder. Só caem para ceder o lugar a outras, de modo que a História não passa de um velho e enorme cemitério de oligarquias. A lei de ferro da oligarquia, formulada por Michels, apenas se faz eco desta constatação empírica, tão desagradável aos doentes do igualitarismo acéfalo, fervorosos crentes no alibi da tábua rasa (BESSA,2002) .
A década de 50 foi uma das mais marcantes na Política dominante em Sergipe, pois tinha a União Democrática Nacional (UDN), liderada em Sergipe, pelo Senhor Leandro Maynard Maciel. Deste modo, procedente de uma família tradicional de liderança e poder no Cenário político sergipano, soube manter a tradição da família nos domínios do campo político, sabendo conduzir sua força política no Estado de Sergipe.



5-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BARRETO, Luiz Antônio. Personalidades Sergipanas. Aracaju: Typografia Editorial, 2007.
BESSA , António Marques.  Elites e Movimentos Sociais. Lisboa: Universidade Aberta , 2002.
BOURDIEU, Pierre. Le capital social. Actes de la Recherche in Sciences Sociales, Paris, n.31, p. 2-3, 1980.
BOURDIEU, P. Le Sens Praticque. Paris: De Minuit, 1980b.

BOURDIEU, P. (1985), “The forms of capital”, in J. G. Richardson (org.), Handbook of Theory and Research for the Sociology of Education, Nova Iorque, Greenwood, pp. 241-58

DANTAS,  Ibarê. História de Sergipe: república (1989-2000). Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2004.

DANTAS,  Ibarê.  Coronelismo e Dominação. Aracaju: UFS, 1987.
HEINZ, F.M. Por outras histórias das elites. São Paulo: FGV, 2006.
GRYNSZPAN, M. “A teoria das elites e sua genealogia consagrada.” In: BI- Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, n.41, Relume/Dumará, ANPOCS, 1996.

PARETO, V. As elites e o uso da força na sociedade. In: Sociologia política, (org.Amaury de Souza), Rio: Zahar, 1966.

MICELI, Sérgio. Intelectuais à brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
MICELI, S. 1981. Carne e osso da elite política brasileira pós-30. In : FAUSTO, B. (org.). História geral da civilização brasileira. São Paulo : Difel.
 MOSCA, G. A teoria da classe política dirigente. In: História das Doutrinas Políticas - desde a antiguidade, Rio: Zahar, 1968.
SEIDL, E. A construção de uma ordem: o exército brasileiro o nascimento da “meritocracia” (1850-1930), in: Ciências & Letras, n. 37, 2007.
________. A espada como “vocação: as “grandes famílias” e o Exército no Rio Grande do Sul (1850-1930), in: Teoria & Sociedade, n. 9, 2002.
WINNE,J.P. História de Sergipe: 1930-1972 ,1973


[1] Manuel Correia Dantas, Coronel Presidente da Assembléia Legislativa. Chega a assumir como titular ao governo do estado de Sergipe (09.01.1927  /  05.12.1926)
[2] Participaram das discussões: Leandro Maciel, Presidente da UDN de Sergipe e os governadores Luiz Garcia (SE), Cid Sampaio (PE), Dinarte Mariz (RN), Juracy Magalhães (BA), Magalhães Pinto (MG), então presidente nacional da UDN, o presidente da UDN  da Bahia Albérico Fraga e Jânio Quadros.ver na revista da Associação Sergipana de Impressa, Aracaju,31 de dezembro de 1960,nº3 p. 92.
[3] A Convenção da UDN acabaria por sacramentar a solução propugnada por Lacerda: Jânio obteve 205 votos, contra 83 dados a Juracy18. Para Vice-Presidente o Partido escolheu Leandro Maynard Maciel, Governador de Sergipe. A chapa de Quadros passava a contar, assim, com dois candidatos a vice, pois o PDC já havia indicado o nome do deputado gaúcho Fernando Ferrari, dissidente do PTB.
[4] Foi eleito presidente em 3 de outubro de 1960, pela coligação PTN-PDC-UDN-PR-PL, para o mandato de 1961 a 1966, com 5,6 milhões de votos - a maior votação até então obtida no Brasil - vencendo o marechal Henrique Lott de forma arrasadora, por mais de dois milhões de votos. Porém não conseguiu eleger o candidato a vice-presidente de sua chapa, Milton Campos (naquela época votava-se separadamente para presidente e vice).

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