domingo, 19 de maio de 2019

SERGIPANOS DO FRONT PAULISTA DE 1932



Revolução Constitucionalista de 1932

Adailton Andrade

Um dizia: “Sergipe”; o outro respondia: “37”. Na Rua Sergipe, número 37, bairro de Higienópolis, ficava a casa em que os conspiradores montaram seu quartel-general, naquele nervoso sábado, dia 9 de julho de 1932. O endereço foi transformado em senha e contrassenha para as comunicações entre eles. Mensageiros entravam e saíam do local. A ordem era assegurar o controle das forças militares e policiais em São Paulo, bem como dos Correios, da telefônica e de outros serviços. São Paulo, por suas principais lideranças políticas, aliadas a militares dissidentes, declarava-se em insurreição armada contra o regime de Getúlio Vargas, instalado um ano e nove meses antes. Tinha início o episódio conhecido como “Revolução Constitucionalista”, “Contrarrevolução”, “Revolução Paulista”, “Guerra Paulista” ou “Guerra Civil Brasileira”, conforme a perspectiva e a orientação política do observador.

O início da Revolução de 1932 — outro modo, mais neutro, de nomeá-la — faz oitenta anos neste 9 de julho. O passar dos anos não atenuou a controvérsia que a cerca, a começar pelos múltiplos nomes que lhe atribuem. Foi batizada de “constitucionalista” por seus promotores, e constitucionalista continua para quem a enxerga como insurreição de pura índole democrática e legalista, contra o regime de exceção em vigor desde a derrubada do presidente Washington Luís, em outubro de 1930. “Contrarrevolução” é como a chamaram os homens de Vargas, sugerindo que se tratava de uma reação da oligarquia paulista à Revolução (esta, sim, “revolução” de verdade) de 1930. “Guerra Paulista” foi como a chamou o historiador Hélio Silva, autor da série de livros intitulada “O Ciclo de Vargas”, dando ênfase ao caráter solitário da insurreição de São Paulo. Uma variante é “Revolução Paulista”. Mas, se São Paulo militarmente ficou só, a insatisfação com o regime permeava outros estados, e dobrava-se numa cisão entre os militares. O caráter nacional do desconforto contra o regime reflete-se no título de um dos melhores livros sobre o episódio, “1932 — A Guerra Civil Brasileira”, do brasilianista Stanley Hilton.
Na Revolução Constitucionalista de 1932 – No comando do Tenente Coronel Theodoreto Camargo Nascimento, a Polícia Militar participa do conflito enviando para o teatro de operações em São Paulo 592 policiais militares, entre oficiais e praças. Nos combates foram mortos, entre outros, os Sargentos José Alves Feitosa e Pedro José dos Santos, ambos promovidos “post-mortem” ao posto de 2º Tenente.
No dia 13 de julho de 1932 , aniversario da revolta tenentista sergipana que levou no nome desta data, partira para o fronte em São Paulo seguindo a bordo  do navio “Itaputa,” o 28º Batalhao de Caçadores  comandado pelo tenente-coronel  Chaves, e tendo como sub comandante  o major Alfredo Bamberg, levando mais os sequintes  oficiais, tenente  Humberto Barroso,  dr. Eronildes de Carvalho , medico , Reginaldo  Meireles , Manuel Antonio da Silva, Constituindo esses o Estado Maior  da unidade.
Assim segue duas companhias, a primeira comandada pelo  Capitão João Soarino  de melo, e a segunda  pelo tenente  João Tavares que depois da revolução foi promovido a general e  na reserva  trabalha como engenheiro, também  nesse período foi mais uma outra companhia de metralhadora comandada   pelo capitão Jeronimo  leite Bandeira de Melo, com estes tenentes seguiram outros oficiais  a pedido do interventor Augusto Maynard Gomes, são eles os tenentes  Milton Azevedo, Odilon  Siqueira , Fausto Marsilac, Rivaldo Brito, Faustino  Ferreira  Lima, Gervásio Dantas, Manuel José das Chagas, Francisco Mesquita da Silva, Waldemar  Cabral de Vasconcelos e Agenor Santana.
Outro contingente partiu dia 20 de julho com a movimentação da Força Publica de Sergipe a atual  policia militar que reúne  e manda para as trincheiras de guerra, esse contingente foi comandado pelo tenente coronel  Teodoreto Nascimento assim constituindo o estado maior com seus oficiais capitão  Benjamim  Alves  de Carvalho, tenente  Edilberto Menezes , tenente Agnaldo Celestino e o tenete José Vieira de Matos. Também segue  em duas campainhas a força publica sergipana a primeira comandada pelo capital Ulisses  Andrade e a segunda pelo capitão  Joao José dos Anjos.
Também nessa  leva de militares seguiram ao combate outros voluntários tento então a orientação do interventor Maynard já que em 1930 em Juiz  de Fora teve esse papel de recrutar voluntários civis  para a revolução  de 1930 na cidade mineira. Os voluntários seguiram com os oficiais Stanley da Silveira, Oscar Pinto, Alcebides Benevenuto, Hermeto  Feitosa, Afonso Mota  e Alderico Sabino.
Toda essa movimentação teve um contingente de  620 homens , sendo  283 do 28º Batalhão de Caçadores , 337 da Força Publica de Sergipe (policia militar )
Nesse período o próprio interventor comandou toda a logística bélica sendo assim solidário ao apoio ao Presidente Vargas procurando reforçar mais ainda a representação de Sergipe no fronte de  São Paulo mandando dia   27 de julho  mais uma leva de voluntários civis a cidade Paulista desembarcando antes do rio e logo em seguida  a cidade paulista de Itapira.
Nesse período toda preocupação e ocupação do interventor Augusto Maynard era  recrutar  e adestrar mais voluntários para o envio ao sudeste do país, nesse mesmo tempo chagava a capital sergipana noticias  dos combate e anunciando a morte em combate  do sargento José Alves Feitosa como também  os jornais noticiavam   outros sergipanos feridos em zona de guerra.
O general Daltro  Filho, comandante de um dos destacamentos que combatia nos front telegrafava  elogiando as tropas sergipanas ao mesmo tempo pedia mais contingente ao interventor Maynard. 
 

 

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