HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE SERGIPE PARA CONCURSO
Adailton Andrade
adailton.andrade@bol.com.br
Estado do Sergipe Dados Gerais
O nome Sergipe, originário do tupi si’ri ü pe, quer dizer "no rio
dos siris", tendo sido mais tarde adotado Cirizipe ou Cerigipe, que
significa "ferrão de siri", nome de um dos cinco caciques que se
opuseram ao domínio português. Embora seja o menor do Brasil, o Estado
apresenta a melhor renda per capita do nordeste e a décima sétima entre
os 27 Estados brasileiros e detém o título de Estado nordestino com
melhor nível de desenvolvimento humano, conferido pela Organização das
Nações Unidas (ONU), e o prêmio Criança e Paz, da UNICEF, em
reconhecimento à redução em 32% do índice de mortalidade infantil. Seus
75 Municípios estão divididos em 13 microrregiões, a de Aracaju, a do
Sertão do São Francisco, a de Propriá, a de Nossa Senhora das Dores, a
do Agreste de Itabaiana, a do Cotinguiba, a do Agreste do Lagarto, a de
Tobias Barreto, a do Boquim, a de Estância, a do Baixo do Cotinguiba, a
de Japaratuba e a de Carira.
Localização
Leste da Região Nordeste
Sigla
SE
Área
22.050,3 km²
Limites
Alagoas (N), Oceano Atlântico (L), Bahia (S e O)
Relevo
Planície litorânea e planalto
Vegetação
Mangues, floresta tropical e caatinga
População
1.784.475 habitantes (2000)
Habitante
Sergipano
Densidade populacional
80,92 hab/km²
Municípios 75
Analfabetismo
33,29%
Rios principais
São Francisco, Vaza Barris, Sergipe, Japaratuba, Real e Piauí
Clima
Tropical
Capital
Aracaju
Temperatura média anual
23 e 24ºC
Chuvas
Outono e inverno
Hora local ( relação à Brasília)
A mesma
Cidades mais populosas
Aracaju, Lagarto, Itabaiana e Estância
Atrações
Aracaju, São Cristovão, Laranjeiras e Estância
História
Situado
entre duas Capitanias importantes, Pernambuco e Bahia, os portugueses
entenderam que era fundamental sua colonização. As terras sergipanas
eram então ocupadas apenas por indígenas e por franceses contrabandistas
de pau-brasil, o que representava séria ameaça ao domínio português.
Em
1575, jesuítas chegam ao território numa primeira tentativa , sem
resultado, de catequizar os índios. Fundam a aldeia de São Tomé, no
povoado de Santa Luzia. Inicia-se, então, uma série de batalhas pela
posse da terra, terminando em 1590 com a conquista do território por
Cristóvão de Barros que funda a Capitania de Sergipe Del Rey, assim
denominada para distinguir de Sergipe do Conde, no Recôncavo Baiano.
Constrói um fortim e funda o Arraial de São Cristóvão, próximo ao Rio
Poxim, e concede sesmarias a inúmeros companheiros de luta.
Anos
depois o arraial torna-se uma vila e passa a ser chamado de Vila de São
Cristóvão. Com a saída de Cristóvão de Barros do território, Tomé da
Rocha passa a administrá-lo e inicia a criação de gado e a plantação de
cana-de-açúcar. O gado passa a dominar o território. Surgem muitos
currais de onde saem os bois para o abate na Bahia. O caminho que liga
Sergipe à Bahia e por onde passam as boiadas, passa a ser conhecido como
a "Estrada da Boiada" e o baixo São Francisco, de "Rio dos Currais". Os
ricos de Salvador compram terras na nova Capitania e para lá mandam
suas cabeças de gado.
A cana-de-açúcar também se desenvolve,
principalmente no Vale do Cotinguiba e chegam negros trazidos da África
para trabalhar como escravos pois os índios não estavam acostumados a
esse trabalho. Outras vilas foram fundadas nas regiões do Rio Real e do
Rio Piauí, ao sul do Estado, e nas terras banhadas pelo Vaza-Barris,
Cotinguiba e Rio Sergipe, ao norte do Estado.
Em 1637, os holandeses
ocupam e incendeiam a Cidade de São Cristóvão e roubam milhares de
cabeças de gado, causando completa desorganização econômica e social.
Em
1645, as terras são recuperadas pelos portugueses. Encontram-na
devastada e arrasada. Aos poucos o território volta a povoar-se, e a
cultura canavieira e a criação de gado reinicia seu desenvolvimento,
porém a desunião política faz com que haja uma grande desorganização com
diversos atritos entre os habitantes e constantes reclamações contra a
prepotência dos poderosos. Essa desordem contribui para que a Bahia
domine as terras sergipanas, o que prejudica sua formação, originando
debates sobre as questões de limites entre Sergipe e Bahia até o início
da República.
Em 1696 é criada a comarca de Sergipe separada da
Capitania da Bahia de Todos os Santos e em 1698, as Vilas de Itabaiana,
Lagarto, Santa Luzia, Vila Nova do São Francisco e Santo Amaro das
Brotas. Em 1759, os jesuítas são expulsos do território, deixando para
trás a base da formação religiosa e do ensino e belos exemplares da
arquitetura religiosa.
Em 1763, Sergipe é novamente anexado à
Capitania da Bahia de Todos os Santos, tornando-se responsável por um
terço da produção açucareira baiana da época, além de fornecer couro,
tabaco, algodão e farinha de mandioca. Existem classes sociais bem
distintas: a dos senhores de terras e a dos trabalhadores (escravos
negros e índios) e homens livres que se dedicavam á produção de
subsistência. Em 1820, a Capitania se separa definitivamente da Bahia e
após a Independência se torna Província, tendo como Capital a Vila de
São Cristóvão. Porém, a situação política de Sergipe continua a mesma,
com constantes conflitos, como os de Laranjeiras e Santo Amaro (1836). A
prosperidade da classe dominante era cada vez maior, com a produção e
exportação do açúcar, principalmente no Vale do Cotinguiba, o que leva à
transferência da Capital São Cristóvão para uma região litorânea, o
povoado de Santo Antônio de Aracaju. A nova Capital, uma das primeiras
Cidades planejadas do Brasil, muito contribui para o desenvolvimento de
Sergipe pois é dotada de melhores condições portuárias; sua posição
geográfica facilita a vida econômica da região do Cotinguiba; e é melhor
localizada, facilitando o embarque do açúcar para a Europa. Esta
mudança, estimula o povoamento nesta parte do litoral; faz surgir novas
estradas; e aumenta a integração entre Estados próximos. A partir de
1860, o desenvolvimento da cultura do algodão ao lado dos engenhos de
açúcar, principalmente em Itabaiana, passa a ter considerável
importância na economia da Província, chegando a ser, por muitos anos, o
segundo produto de Sergipe, originando o aparecimento das fábricas de
tecidos nas Cidades de Aracaju, Estância, Propriá, São Cristóvão, Vila
Nova (Neópolis), Maruim e Riachuelo.
Com a Proclamação da República,
em 1889, a Província de Sergipe passa a ser um dos Estados da Federação,
com sua primeira Constituição promulgada em 1892. Inicia-se uma fase em
que os sergipanos sobressaem no cenário nacional devido ao seu
prestígio intelectual. A representação de Sergipe no plano federal
passou a ser disputada por intelectuais de projeção, e não por
provincianos poderosos. Com a revolução de 1930, Sergipe passa a ser
governado por Interventores Federais até 1935, quando o País volta à
normalidade democrática. Logo depois volta a intervenção, que se mantém até 1945.
A
vida política sergipana durante a República Velha continua a ser um
jogo de interesses entre as classes dominantes, especialmente os
senhores de terra. Em 1963, jorra petróleo nos campos de Carmópolis.
A
partir de 1964, com o movimento militar, Sergipe passa a empregar todos
os seus esforços na tentativa de superar o subdesenvolvimento, tentando
modificar a estrutura agroindustrial da cana-de-açúcar para desenvolver
a exploração do subsolo. Começa a exploração do petróleo na plataforma
marítima. Em 1975, um terço do território de Sergipe passa a ser
considerado de utilidade pública, para efeito de desapropriação pela
Petrobrás, visando evitar a especulação imobiliária, que prejudicava o
trabalho da
empresa na prospecção de petróleo. A faixa considerada de
utilidade pública se estende da foz do Rio São Francisco até o Rio
Real, na divisa com a Bahia.
Em 1987, o Governo desenvolve o Projeto
Canindé do São Francisco, denominado projeto Califórnia; e, em 1993, o
Platô de Neópolis, na margem direita do Rio São Francisco, para o
plantio de abacaxi, acerola e manga, com fins industriais, ambos para
tornar o Estado auto-suficiente na produção de alimentos, defendendo a
agricultura das secas freqüentes e prolongadas. Além disso, em 1990,
mudam a legislação tributária estadual, para atrair investidores
nacionais e estrangeiros, e a inauguram a Hidrelétrica de Xingó, o Pólo
Cloroquímico do Nordeste e o Porto de Sergipe.
Contudo, devemos
frisar quanto ao aspecto sócio cultural e artístico que é a partir da
segunda fase da colonização portuguesa de Sergipe quando começam a
surgir os principais monumentos que marcam a paisagem do Estado.
São
Cristóvão centralizara, com sua própria função, os mais representativos
exemplares da arquitetura. Convivem ali harmoniosamente conventos como o
de São Francisco e sua Ordem Terceira, sede do Museu de Arte Sacra; o
do Carmo e sua Ordem Terceira onde se encontra a milagrosa e venerada
imagem do Senhor dos Passos, cuja festa no segundo final de semana
depois do carnaval, atrai milhares de peregrinos de vários pontos do
Nordeste; o despojado hospício dos Capuchinhos, do qual resta apenas a
casa conventual, a Santa Casa de Misericórdia, transformada em
recolhimento de meninas órfãs; igrejas como a Matriz de Nossa Senhora da
Vitória, a do Amparo e do Rosário, onde nas Festas de Reis se
apresentavam as Taieiras; e casa residenciais, como a praça de São
Frâncico, notabilizada pelas suas sacadas balaústres trabalhados, a do
balcão corrido, na praça da Matriz, onde funciona o Centro de
Restauração de Obra de Arte, a antiga casa de Câmara e Cadeia,
transformada, depois de reforma, em grupo escolar e, mais recentemente,
em Centro de Arte da UFS, além de vários outros sobrados, como o antigo
Palácio do Presidente da Província.
Templos e conventos, galilés,
portadas e claustos silenciosos, ao lado de imagens e telas, constituem
um conjunto harmonioso, o mais importante do Estado e, sem dúvida
alguma, um dos mais significativos da região, da mesma forma que
Laranjeiras, desenvolvida no século passado, está intimamente ligada à
agro-indústria do açúcar em terras sergipanas.
Pelo interior, em
Santo Amaro das Brotas, ergue-se a elegante igreja matriz de Santo
Amaro, com sua bela portada encantaria, além do convento dos Carmelitas,
hoje desaparecido (o que restou da construção - uma portada -, está no
Museu Histórico de Sergipe), nas terras doadas por Pedro Leal Barbosa,
lá pelos idos de 1721. Em Laranjeiras, os jesuítas deixaram o conjunto
do Retiro, formado pela capela Santo Antônio, mais tarde completamente
modificada, e pela residência anexa, edificada em 1701; além da igreja
Comandaroba, com a sua portada de 1734 e os arcos do alpendre que
circundam a nave, o que faz com que Silvia Teles a considere uma igreja
de peregrinação.
No sentido do sul de Sergipe, destaca-se o conjunto
da antiga fazenda Colégio que pertenceu aos jesuítas, sendo confiscada
em 1759 (trata-se de uma fazenda na região de Tejupeba, no município de
Itaporanga d'Ajuda), em especial a casa com amplas varandas com balcão
corrido.
E mais para o sul, nas margens do rio Real, está a igreja de
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na antiga aldeia do Geru, hoje sede
do município de Thomar do Geru. Construída por volta de 1720,
notabiliza-se pela “bela decoração da talha do arco-cruzeiro e dos
altares colaterais”, com os seus “putti” com fisionomia de índios. Mas
Sergipe, em termos de patrimônio histórico monumental, não tem apenas os
monumentos mencionados. Muitos outros merecem uma menção, como a igreja
matriz de Divina Pastora, onde está o mais belo teto decorado existente
em templo sergipano, devido ao pincel de José Teófilo de Jesus; a
igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na cidade do mesmo nome,
com um belo arco na capela do Santíssimo e altares laterais separados da
nave principal por um balaústitre de madeira; a singela igreja de São
Pedro, no município de Porto da Folha, onde os Capuchinhos mantiveram,
até o século passado, um aldeamento indígena, ou, ainda, a igreja de
Nossa Senhora do Rosário, em Neópolis, com as sepulturas no piso da nave
recoberto de madeira, hoje um monumento tombado pelo Estado.
E o
que dizer das capelas rurais – que na expressão da museóloga Lígia
Martins Costa são verdadeiras igrejas – como a do engenho Jesus Maria
José, em Laranjeiras, a do Penha, em Riachuelo, a do Poxim, em São
Cristóvão, e a do Caieira, em Santo Amaro das Brotas, com o seu alpendre
? São marcas de uma época em que se era “rara a propriedade açucareira,
junto da qual não se edificasse um templo. Os interesses da família
eram esquecidos por alguns dos chefes que, em verbas testamentárias,
deixavam ricos legados às irmandades, às ordens, e às capelas”.
Estância,
ativo centro comercial desde o século XVIII, tem a sua arquitetura
peculiar. São os sobrados, com dupla função, residência e casa de
comércio, da rua Capitão Salomão e as casas do Pernambuquinho, muitos
deles com fachadas revestidas de azulejos vindos da Europa.
Se as
cidades são ricas em termos de monumentos civis e, sobretudo,
religiosos, as propriedades rurais são muito pobres em termos de
arquitetura, talvez porque os senhores de engenho preferissem investir
seus lucros no próprio negócio com a compra de novas terras, em lugar de
constituírem casas onde tivessem com um certo conforto. Isto é
observado por Orlando Dantas quando escreveu:
A aristocracia rural
não teve brasões, castelos e escadarias de mármore. Os sobrados do
Escurial, construído pelo Barão de Estância, o das Pedras imitando o
palácio governamental e as casas grande do Castelo, São Félix,
Vassouras, São José de Laranjeiras, Lombada, Topo, Junco, marcam o
máximo de conforto da aristocracia sergipana. Em algumas casas existem
retratos a óleo dos seus antepassados, baixelas de prata, porcelanas
finas e móveis de jacarandá Sergipe é grande pela expressão da sua
cultura e pelo contribuição dada ao Brasil. Seus monumentos são
expressivos e marcam, com características próprias, uma parte da
história com seus heróis anônimos e todo um sistema de vida que se
baseou no trabalho escravo, na cana-de-açúcar e no gado.
Quadro Natural
Seu
relevo é composto de planície e planalto, e a maior parte, cerca de
86%, com menos de 300 m de altitude. O trecho litorâneo é largo, formado
pelas areias e dunas litorâneas. A medida que vai-se indo para o
interior, surgem pequenas elevações (em torno dos 100 m), os tabuleiros,
até o centro do Estado. Em direção a oeste as altitudes chegam a 742 m
formando a Serra Negra (ponto culminante do Estado). Próximo à divisa
com a Bahia surgem as Serras Comprida, Palmares, Miaba, Itabaiana,
Cajueiro, Capunga, entre outras e a sudoeste, as Serras Aguilhadas,
Jabiberi, Boqueirão, Macota, Cajaíba e outras. Margeando o São Francisco
encontramos planície que na divisa com Alagoas, junto ao litoral, forma
um delta. Como nos outros Estados do Nordeste, também em Sergipe
encontramos as unidades físicas regionais: Litoral e Zona da Mata,
Agreste e Sertão, mas de forma menos nítida.
• Litoral - encontra-se a
vegetação de mangues,cobertos de água salobras, junto a extensas áreas
arenosas, onde se espalham os famosos coqueirais sergipanos e campos de
dunas.
• Zona da Mata - permanece dominada pela cana-de-açúcar e
floresta tropical, atualmente muito devastada, nos topos de algumas
colinas e sopé de serras.
• Agreste - abriga duas regiões: a de
Itabaiana, essencialmente agrícola com policultura, minifúndio e alta
densidade demográfica e a de Lagarto, na qual se desenvolve a lavoura do
fumo. A vegetação foi quase toda devastada para a agricultura.
•
Sertão - ocupa a parte noroeste do Estado, com a caatinga e a pecuária,
predominando as grandes propriedades e as baixas densidades
populacionais.
O Estado não apresenta secas importantes pois com o
relevo baixo, os ventos úmidos do Oceano penetram facilmente. Abriga uma
das maiores concentrações de bacias hidrográficas, a do Rio São
Francisco; do Rio Japaratuba; do Rio Sergipe, responsável pelo
abastecimento de água de Aracaju através do represamento dos Rios Poxim e
Pitanga; do Rio Vaza-Barris; do Rio Piauí; e do Rio Real, que quando
deságuam em seu litoral formam imensos manguezais, viveiro natural de
várias espécies marinhas, onde se encontram os caranguejos, importantes
para a população.
Os mangues vêm sendo arrasados, ou para a
fabricação de carvão, aterros (Coroa do Meio) e construção civil, ou
para sua utilização como combustível, pelas indústrias.
Conta com
várias ilhas, destacando-se as Ilhas da Paz do Paraíso (nos estuários
dos Rios Vaza-Barris) e a Ilha de Arambipe (na foz do Rio São
Francisco). Na Ilha de Santa Luzia, defronte a Aracaju, está a Cidade de
Barra dos Coqueiros. Em São Cristóvão, a Ilha de Patatiba ou Ilha da
Veiga; em Porto da Folha, a Ilha de São Pedro. As lagoas existentes são
de restinga e de várzea. Cedro é a maior lagoa em Sergipe. O Estado
abriga ainda as Lagoas de Catu, em Japaratuba e a da Prata, em Tobias
Barreto.
O clima tropical domina o Estado: o quente úmido,
corresponde à faixa litorânea, com um período de seca de apenas 3 meses;
quente e semi-úmido entre o litoral e o sertão, com um período de 4 a 5
meses de seca; e quente e semi-árido (seco) no sertão, com um período
de 7 a 8 meses de seca.
Divisão do Estado por Regiões Região
Cidades
01 - Agreste de Itabaiana - Areia Branca, Campo do Brito, Itabaiana, Macambira, Malhador, Moita Bonita, São Domingos
02 - Agreste de Lagarto - Lagarto, Riachão do Dantas
03 - Aracaju - Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão
04 - Baixo Cotinguiba - Carmópolis, General Maynard, Laranjeiras, Maruim, Riachuelo, Rosário do Catete, Santo Amaro das Brotas
05 - Boquim- Boquim, Arauá, Cristinápolis, Itabaianinha, Pedrinhas, Salgado, Tomar do Geru, Umbaúba
06 - Carira- Carira, Frei Paulo, Nossa Senhora Aparecida, Pedra Mole, Pinhão, Ribeirópolis
07 - Cotinguiba- Capela, Divina Pastora, Santa Rosa de Lima, Siriri
08 - Estância- Estância, Indiaroba, Itaporanga d'Ajuda, Santa Luzia do Itanhy
09 - Japaratuba - Japaratuba, Japoatã, Pacatuba, Pirambu, São Francisco
10 - Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora das Dores, Aquidabã, Cumbe, Malhada dos Bois, Muribeca, São Miguel do Aleixo
11 - Propriá - Propriá,
Amparo de São Francisco, Brejo Grande, Canhoba, Cedro de São João, Ilha
das Flores, Neópolis, Nossa Senhora de Lourdes, Santana do São
Francisco, Telha
12 -Sergipana do Sertão do São Francisco - Canindé
de São Francisco, Feira Nova, Gararu, Gracho Cardoso, Itabi, Monte
Alegre de Sergipe, Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo, Porto da Folha
13 - Tobias Barreto - Tobias Barreto, Poço Verde, Simão Dias
Infra-Estrutura
A
malha rodoviária é a mais utilizada e possui 9.480 km de estradas,
sendo cerca de 23% pavimentadas. Duas importantes rodovias federais
cortam o Estado, a BR-101, cortando de norte a sul, e a BR-235 no
sentido leste/oeste. Ligando o Estado à Bahia, conta com a Linha Verde,
uma bela rodovia litorânea, cercada de coqueirais. A malha ferroviária
tem extensão de 286 km.
A energia elétrica é fornecida CHESF
(Companhia Hidrelétrica do São Francisco), que aproveita a força da
Cachoeira de Paulo Afonso e pela Hidrelétrica de Xingó, na divisa com
Alagoas, chegando a totalidade de seus Municípios. Aracaju é a Capital
nordestina com maior capacidade de energia elétrica disponível. O
Aeroporto Santa Maria está capacitado para vôos nacionais e
internacionais.
As telecomunicações em Sergipe garantem a
comunicação por telefone convencional, fax e celular. O Estado conta com
uma zona de processamento de exportação onde se estabelecem indústrias
voltadas exclusivamente para o mercado externo, implantada em Nossa
Senhora do Socorro e com os Distritos Industriais de Aracaju, de
Estância e de Nossa Senhora do Socorro.
Conta também com o pólo
mineraloquímico com indústrias derivadas principalmente de produtos
minerais, localizado em Barra dos Coqueiros. Abriga diversas
adutoras, entre as quais a Sertaneja, a Piauitinga, a do Agreste, a do
Baixo São Francisco, com 1.742 km, a maior rede do País.
Sergipe é o
único Estado brasileiro a dispor de um moderno Porto Off-Shore, de
propriedade do Estado, localizado em Barra dos Coqueiros, fazendo
articulação com o Pólo Cloroquímico, a zona de processamento de
exportações e os grandes projetos de irrigação, e opera com cargas
gerais.
A prioridade do Estado para a área de irrigação é o Platô de
Neópolis, destinado a empresários agrícolas e a agro-industriais, para a
produção de fruticultura tropical de exportação.
Turismo.
O turismo em Sergipe tem atrações para todos os gostos.
Para
quem gosta de praias, o litoral sergipano, com seus 173 km de extensão,
oferece algumas das mais belas, com dunas de areia branca, lagoas e
coqueirais. Umas já apresentam moderna infra-estrutura, outras ainda
primitivas. Destacam-se as de Abaís, Caueira, Saco, Pirambu, onde está
instalado o Projeto Tamar e se encontra a maior e a menor tartaruga do
mundo, Atalaia e Ponta dos Mangues, entre outras. Para o turismo
histórico, Sergipe apresenta muitas Cidades fundadas nos séculos XVI e
XVII, algumas tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional, com igrejas e
capelas do estilo barroco, como Tomar do Geru, onde os jesuítas
deixaram um dos mais belos templos do período de colônia, São Cristóvão,
a quarta Cidade mais antiga do Brasil, com seu fabuloso patrimônio
histórico e artístico e Laranjeiras, com museus e igrejas antigas. O
turismo ecológico faz-se representar pelos rios com seus estuários,
desaguando no Atlântico, principalmente o Rio São Francisco, além do
Poxim, Real, Vaza Barris e Sergipe, com seus manguezais. O Rio São
Francisco, o Rio Real e o Rio Sergipe são cortados por catamarãs em
cinco rotas.
A infra-estrutura turística conta com uma rede de
hotelaria de primeira, em Aracaju e em vários pontos do interior. O
grande agito de Sergipe fica por conta de 2 festas populares que têm
levado milhares de turistas a visitar o Estado. São o Carnaval e as
Festas Juninas.
Quando se inicia junho, Sergipe transforma-se no
maior arraial do País. O Estado fica em festa 30 dias do mês, a mais
longa festa do País. Aracaju, Estância, Capela, Muribeca, Areia Branca, e
Cristinápolis se destacam na animação. São casamentos e bailes
caipiras, missa de vaqueiros, Festa do Mastro, fogos de artifício,
barcos de fogo, concursos de quadrilhas e muita zabumba, xaxado, baião,
forró, triângulo e sanfona. Estância e Capela apresentam uma grande
queima de fogos, um espetáculo inédito no Brasil e no mundo,
destacando-se as Guerras de Buscapés, Barcos de Fogo e Espadas, ao som
do ritmo quente do Samba de Coco, Pisa Pólvora e do Batalhão de Fogo. Em
Areia Branca, o forródromo é palco do S. João de Paz e Amor. O Carnaval
em Sergipe tem muita folia e agitação e dura 8 dias. O Pré-Caju, que se
inicia uma semana antes do Carnaval, abre as comemorações com os blocos
e trios elétricos que fazem a alegria de cerca de 100 mil pessoas.
A
diversidade de atrações em Sergipe é surpreendente. Além de agradável, é
fácil conhecer o Estado. São 22 mil km² de área que concentram, numa
conveniente proximidade, belezas naturais, história, cultura e uma
eficiente infra-estrutura para receber seus visitantes. Junte-se a isto
hospitalidade e segurança e o seu passeio está completo.
O litoral
sergipano, com seus 173 km de extensão, oferece belas praias com dunas
de areias brancas, lagoas e coqueirais. Elas concentram-se no sul do
Estado e entre as mais visitadas estão Caueira, Abaís e Saco. Na praia
do Saco, após cruzar os rios Piquitinga e Real, chega-se à famosa Mangue
Seco. Esta região é conhecida como Costa das Dunas e foi o primeiro
local visitado pelos jesuítas na colonização do Estado. O ano da
chegada, 1575, é lembrado em um marco às margens do rio Real.
Seguindo
para o norte, a partir de Aracaju, encontra-se a Costa dos Manguezais. O
roteiro é imperdível para os amantes do ecoturismo. Na área de Pirambu,
as atrações são os mangues preservados e o projeto Tamar, de
preservação de tartarugas marinhas. Outra área interessante é o Pantanal
de Pacatuba, uma área de 40 km² com uma grande diversidade da flora e
da fauna, como jacarés, macacos, capivaras e diferentes tipos de
pássaros. Na região do rio São Francisco, o turista encontra de tudo um
pouco. História, belas paisagens e até esportes radicais. Próximo à
Hidrelétrica de Xingó, localizada em Canindé do São Francisco, a
formação de canyons de até 50 metros de altura permite passeios de
catamarã, visitar a hidrelétrica e ainda explorar a história conhecendo
sítios arqueológicos, o Museu Arqueológico de Xingó e a gruta de Angico,
onde foram mortos Lampião e Maria Bonita. Por meio do barco é possível
conhecer as cidades ribeirinhas de Propriá, Neópolis, Santana do São
Francisco, Pacatuba, Ilha das Flores e Brejo Grande.
O lado puramente
histórico de Sergipe é representado pelas cidades de São Cristóvão e
Laranjeiras, ambas tombadas pelo Patrimônio Histórico. São Cristóvão é a
quarta cidade mais antiga do Brasil e abriga um acervo de peças e
monumentos dos séculos XVII e XVIII. Possui um dos maiores conjuntos de
arte sacra do País. Em Laranjeiras, os museus e igrejas antigas levam o
visitante aos períodos da colonização e da escravidão. É a cidade que
mais preserva o folclore no Estado, tornando-se o último reduto de
manifestações já extintas em outras partes do Brasil.
A cidade de
Aracaju, com seus 30 km de praia, revela ao turista que ele pode
encontrar belezas naturais, boa infra-estrutura e tranqüilidade ao mesmo
tempo. A grande pedida é escolher um dos inúmeros bares e restaurantes
da orla e deliciar-se com caranguejos, camarões e caldinhos de frutos do
mar. A urbanizada praia de Atalaia é um convite às caminhadas. Diante
do calçadão estão quadras poliesportivas, praça de eventos, parquinhos
infantis, vendedores de artesanato e comidas típicas. Outro ponto
interessante é o Oceanário, onde 20 grandes aquários expõem a fauna e a
flora marinha e fluvial de Sergipe. À noite, o agito toma conta de
Atalaia. Os bares com música ao vivo, ou que simplesmente oferecem um
delicioso caranguejo, são o pretexto para reunir uma porção de gente
bonita.
Cultura
O Estado apresenta diversas instituições
culturais, como Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, a Sociedade
de Cultura Artística de Sergipe e a Academia Sergipana de Letras;
diversos museus como o do Instituto Histórico e Geográfico, o de Arte e
Tradição e do Convento de São Francisco, em São Cristóvão, um dos mais
ricos museus de arte sacra do Brasil; diversas bibliotecas,
destacando-se a Biblioteca Pública do Estado de Sergipe, a da
Universidade Federal de Sergipe, fundada em 1967, e a do Instituto
Histórico e Geográfico; e diversos monumentos tombados pelo Patrimônio
Histórico.
As principais festas religiosas de Sergipe são: a
Procissão do Bom Jesus dos Navegantes, procissão fluvial que percorre o
estuário do Rio Sergipe, em 1º de janeiro; os festejos de Natal, de 25
de dezembro a 6 de janeiro, em que se destaca o Carrossel do Tobias, um
boneco preto que toca um grande realejo; e a de Nossa Senhora da
Conceição, em 8 de dezembro, todas em Aracajú. No interior, as
principais festas populares são a do Senhor do Bonfim, em Estância, que
dura três dias; a de Nossa Senhora da Piedade, em Lagarto, em 8 de
setembro; e a dos Passos, em São Cristóvão, na Quaresma.
O folclore
espalha-se pelo Estado destacando-se a Taieira, em Japaratuba e
Laranjeiras; o Reisado; o Guerreiro, em Propriá, Riachuelo, Pacatuba e
Aracaju; Bacamarteiros; Lambe-Sujo; Caboclinhos; o Cacumbi, em
Laranjeiras; e Parafusos, em Lagarto.
As expressões folclóricas mais
populares são o Carnaval, as Festas Juninas, a Corrida de Jegues em
Itabi, no mês de setembro e o Encontro Cultural de Laranjeiras,
realizado anualmente.
O artesanato do Estado é um dos mais
expressivos do País. São peças cuidadosamente trabalhadas em couro,
cerâmica, sisal, renda e bordado. No Sertão concentra-se a produção das
peças trabalhadas em couro e sisal. A renda, em Tobias Barreto, Nossa
Senhora da Glória, Propriá, Santana do São Francisco, Divina Pastora e
Cedro de São João. O bordado em Propriá e Tobias Barreto. A cerâmica é o
carro-chefe da economia do Município de Santana do São Francisco.
A
culinária típica sergipana tem como prato principal a buchada, feita de
sangue e miúdos de carneiro, além dos frutos do mar, carne do sol e
milho, indispensável durante os festejos juninos como canjica e
pamonhas, mas também no prato diário na mesa dos sergipanos na forma de
bolinhos e cuscuz. Um dos acompanhamentos mais tradicionais é o caldo de
feijão, peixe, sururu ou ostra. Há doces a base de frutas locais, como o
jenipapo. No interior, é famosa a paçoca, prato de carne desfiada com
farinha de mandioca. As bebidas à base de frutas, como as batidas de
maracujá, coco e pitanga e os licores de jenipapo, graviola e pitanga
são os mais comuns.
Economia
A economia se baseia no extrativismo, na agricultura e na pecuária. Sergipe é um Estado policultor, com lavouras para cultivos industriais e de subsistência. Os
cultivos industriais que mais se destacam: cana-de-açúcar, cultivada na
Zona da Mata; laranja, cultivada para a exportação no Agreste;
coco-da-baía, sendo um dos maiores produtores nacionais e o pioneiro na
industrialização; fumo, algodão, mandioca, cultivada principalmente no
Agreste; maracujá, primeiro produtor nacional; tangerina, limão e milho,
em todo o Estado de Sergipe; feijão, arroz, amendoim, inhame,
batata-doce, melancia e abóbora.
A maior parte das propriedades com
fruticultura de exportação são pequenas e contam com sistemas conjugados
de adutoras, barragens, açudes, poços, cacimbas e cisternas (Platô de
Neópolis e Projeto Califórnia). O rebanho estadual tem-se ampliado tanto
no agreste como nos vales do litoral e nas áreas sertanejas,
principalmente devido à existência de um moderno frigorífico na capital.
Conta com gado bovino da raça Indubrasil (1 milhão) e ovino (207,2
mil). Nas proximidades das cidades, especialmente de Aracaju, tem-se
intensificado a criação de aves destinadas ao abate e à produção de
ovos.
Sergipe tem um complexo formado por 7 Distritos Industriais
implantados em várias Cidades, como Aracaju, Socorro, Estância, Propriá,
Boquim, Itabaiana e Carmópolis. As indústrias têxteis, alimentares
petroquímicas são o forte do Estado, porém se destacam também os setores
de mobiliário, editorial e gráfico. Aracaju é o mais importante centro
industrial, com os produtos alimentícios, têxteis e de confecções,
minerais não-metálicos, petrolíferos, de construção civil, de calçados,
de laminados, de bebidas, de matéria plástica, de madeira, de couro e
outros. Em Laranjeiras está a fábrica de cimento Portland.
Os
principais minerais encontrados em Sergipe são: mármore, potássio,
calcário, sal-gema, granito, halita, silvinita, carnalita, enxofre,
dolomita, cobre, areia, argila, potássio, o petróleo e o gás natural.
O
Estado é o quarto maior produtor de Petróleo do País. A exploração se
faz tanto no Continente (Campos de Carmópolis, Siririzinho, Riachuelo e
outros) como na Plataforma Continental.
O Pólo Cloroquímico do Estado
integra as diversas unidades industriais de processamento de
matérias-primas minerais. Sergipe tem sólida indústria de sucos e sua
produção é exportada para os Estados Unidos, Canadá e Europa.