quinta-feira, 8 de março de 2012

Irmandade de Nossa Senhora do Rosário

Rosário do Catete-Se


Segundo alguns historiadores, não se acha uma explicação, uma resposta sobre o nome Rosário do Catete, muitos moradores contam que gerações e gerações falam a mesma historia  que  onde hoje é a cidade existia uma mata e os escravos encontraram uma imagem de Nossa Senhora do Rosário. 


domingo, 26 de fevereiro de 2012

2ª parte História, Geografia  e Cultura Sergipana para o concurso SEED



5.AS TRANSFERÊNCIAS DE LUGAR DA CIDADE DE  SÃO CRISTÓVÃO:
• Motivos:
− Ficar longe dos ataques dos franceses.
− Proximidade das primeiras fazendas e engenhos.
• Transferências:
− 1596: para uma colina próxima ao Rio Poxim.
− 1610: para o local atual: nas margens do rio
Paramopama (afluente do rio Vasa-Barris), distante 24
Km do litoral.
A COLONIZAÇÃO DE SERGIPE
1. DIFICULDADES:
− Ataques franceses: só a partir de 1601, os franceses
foram definitivamente expulsos de Sergipe.
− Ataques de índios: que resistiam a ocupação de suas
terras.
2. DOAÇÃO DE SESMARIAS:
− A ocupação do litoral do território ocorreu do Sul para
o Norte.
− Outras vilas foram fundadas na região do rio Real e
do rio Piauí, no sul da capitania, e nas terras banhadas
pelos rios Vaza-Barris, Cotinguiba e Sergipe, no norte
da capitania.
3. ATIVIDADES ECONÔMICAS:
+ Criação de Gado:
− Principal atividade econômica da capitania.
− Ocupação do interior.
− Latifundiária: é marcante a presença dos Garcia
D’Ávila ® Conde da Torre.
− Tinha como finalidade abastecer a Bahia.
+ Cana-de-açúcar:
− Introduzida a partir de 1602.
− Sistema de ”plantation”.
− Surgimento de alguns engenhos.
+ Minas: metais preciosos
− Foram realizadas explorações à procura de minas
no território da capitania, realizadas por Belchior Dias
Moreya, Rubélio Dias, Gabriel Soares e Marcos
Ferreira: rio das Pedras e Serra de Itabaiana.
− Nunca se constatou a existência de metais
preciosos.





terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

1 ª parte - HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CULTURA DE SERGIPE




HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CULTURA DE SERGIPE




HISTÓRIA DE SERGIPE – ADAILTON –PARA CONCURSOS
Prof. Adailton Andrade
1
HISTÓRIA DE SERGIPE
PRÉ-HISTÓRIA
1. AS CULTURAS PRÉ-HISTÓRICAS:
− Podemos identificar, em Sergipe, três culturas
dentre as suas comunidades pré-históricas:
• Cultura Canindé ou Xingó: Com datações a partir de 5.000 a.C. Os sítios arqueológicos encontram-se localizados
em áreas do Baixo São Francisco, no canyon, no município de Nova Canindé. Sítios: São José e Justino. Material lítico: lascas, facas, raspadores, machados polidos. Material ósseo: esqueletos e adornos. Material cerâmico: associado a ritos funerários, potes, tigelas, panelas. Arte rupestre: gravuras (figuras geométricas) e pinturas (desenhos individualizados) · localizadas em abrigos dos paredões do canyon. Fogueiras. Restos faunísticos: moluscos, anfíbios, répteis, aves, peixes e mamíferos.Os primeiros habitantes: grupos caçadores-coletores chegaram na região por volta de 5.000 a.C. e ocuparam áreas que hoje são identificadas como terraços e ilhas, atraídos pela presença abundante de
água (rio) ® seriam oriundos provavelmente do planalto goiano, das cabeceiras do Alto São Francisco e pela ampla rede de afluentes do SO da Bahia que
deságuam nesse rio (essa hipótese é justificada pelas
ocupações muito antigas encontradas nessa área) atividades: caça, coleta e a pesca/catação de mariscos.Sepultamentos: enterramentos primários efetuados diretamente no solo e acompanhado de mobiliário funerário (adornos, instrumentos, cerâmica, fogueiras, alimentos).
• Tradição Aratu:
− Presente em grande parte dos sítios arqueológicos
sergipanos. Datação: séculos V ao XVII d.C.
− Localização: toda a faixa litorânea, norte de Pacatuba e Sul de Cristinapólis. Sítio: Fortuna, no município de Divina Pastora. Aldeamentos próximos a riachos afluentes e em
área de floresta. Atividades: caça e coleta. Sepultamentos secundários (urnas funerárias) e acompanhado de mobiliário funeral (artefato pessoais: machados polidos, adornos, tigelas). • Tradição Tupi-guarani: Datação: a partir do século XIX ® recente. Ocuparam áreas litorâneas próximas aos rios e florestas: bacia do São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza-Barris, Piauí e Real. Belicosidade e uso de canoas. Artefatos: cerâmicos (cachimbos) e líticos (polidores, afiadores, machados polidos). Atividades: caça, pesca, mandioca. Sepultamentos: secundário e com mobiliário de sepultamento.
OS ÍNDIOS EM SERGIPE
1. TRIBOS:• Línguas: Tupi e Macro-Jê. • Tribos: xocós, aramurus, carapotós, kaxagó, natu (nas margens do rio São Francisco), tupinambás, caetés e boimés (região litorânea), aramaris, abacatiaras e ramaris (no interior, próximo da região da serra de Itabaiana), kiriris ou cariris (região centro-sul, entre os rios Reale Itamirim).
• Resistência: lutaram para defender suas terras diante
dos invasores portugueses ® líderes: Baopeba
(apelidado de Serigy), Aperipê, Surubi, Siriri, Japaratuba.
• Atuais Remanescentes: Xocós ® localizados na ilha
de São Pedro no município de Porto da Folha, `as margens do rio São Francisco: Caiçara. − Parte de suas terras foi tomada pelos grandes donos de terras. Continuam lutando para sobreviver e conservar a terra que sobrou para eles.




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

HISTÓRIA DE SERGIPE PARA CONCURSO

MATERIAL PARA O CONCURSO DA SEED 2012






HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CULTURA DE SERGIPE

                      Prof. Adailton

Dados Gerais
O nome Sergipe, originário do tupi si’ri ü pe, quer dizer "no rio dos siris", tendo sido mais tarde adotado Cirizipe ou Cerigipe, que significa "ferrão de siri", nome de um dos cinco caciques que se opuseram ao domínio português.
        Embora seja o menor do Brasil, o Estado apresenta a melhor renda per capita do nordeste e a décima sétima entre os 27 Estados brasileiros e detém o título de Estado nordestino com melhor nível de desenvolvimento humano, conferido pela Organização das Nações Unidas (ONU), e o prêmio Criança e Paz, da UNICEF, em reconhecimento à redução em 32% do índice de mortalidade infantil.
Seus 75 Municípios estão divididos em 13 microrregiões, a de Aracaju, a do Sertão do São Francisco, a de Propriá, a de Nossa Senhora das Dores, a do Agreste de Itabaiana, a do Cotinguiba, a do Agreste do Lagarto, a de Tobias Barreto, a do Boquim, a de Estância, a do Baixo do Cotinguiba, a de Japaratuba e a de Carira.
Localização
Leste da Região Nordeste
Sigla
SE
Área
22.050,3 km²
Limites
Alagoas (N),  Oceano Atlântico (L), Bahia (S e O)
Relevo 
Planície litorânea e planalto 
Vegetação
Mangues, floresta tropical e caatinga 
População
1.784.475 habitantes (2000)
Habitante
Sergipano
Densidade populacional
80,92 hab/km²
Municípios
75
Analfabetismo
33,29%
Rios principais
São Francisco, Vaza Barris, Sergipe, Japaratuba, Real e Piauí
Clima
Tropical
Capital
Aracaju
Temperatura média anual
23 e 24ºC
Chuvas
Outono e inverno
Hora local ( relação à Brasília)
A mesma
Cidades mais populosas
Aracaju, Lagarto, Itabaiana e Estância
Atrações
Aracaju, São Cristovão, Laranjeiras e Estância




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

HOSPITAL DE ROSÁRIO DO CATETE

HISTÓRIA DO HOSPITAL DE ROSÁRIO DO CATETE

*Adailton Andrade


O Hospital de Rosário do Catete foi inaugurado na década de 1930, mas sua primeira fundação que se chamava Casa de Caridade ou Associação Rosa Vieira de Melo foi criada em 6 de janeiro de 1874  através das idéias do  Padre Luiz da Rocha Villar um homem de coração bom que dedicou sua vida em favor das pessoas pobres de Rosário do Catete, alem de padre, cuidava das chagas da alma, também cuida do corpo, servindo seus prestes como enfermeiro, médico pratico, professor e amigo, manteve em sua casa uma pequena farmácia para atender as pessoas carentes que ali os procuravam. Sonhou com uma obra inda maior e este sonhou foi se realizando com a criação da associação que com o apoio de amigos concretizou.


Jornal de Maruim como manchete principal a inauguração do Hospital de Rosário do Catete
em 17 de agosto de 1930


MANOEL CABRAL MACHADO - O INTELECTUAL DE ROSÁRIO

Manoel Cabral Machado

Manuel Cabral Machado, um dos maiores expoentes da cultura e intelectualidade sergipana, faleceu no início da noite de ontem, dia 13, aos 92 anos no Hospital São Lucas. Seu corpo está sendo velado na Osaf, na rua Itaporanga, centro, de onde deverá ser levado para sepultamento na cidade de Capela, cidade onde o acadêmico foi criado.
Manuel Cabral formou-se em Direito e foi responsável pela fundação de quatro faculdades no Estado – Ciências Econômicas, Direito, Filosofia e Serviço Social – na Universidade Federal de Sergipe, onde chegou a se tornar professor emérito. Dono de uma mente brilhante, escreveu diversos ensaios, poesias e artigos sobre a sociedade sergipana, tendo sido um dos mais atuantes intelectuais do Estado. Mesmo com idade avançada, atuava como colaborador de jornais na capital. Machado era membro da Academia Sergipana de Letras e da Academia Brasileira de Ciências Sociais.


HISTÓRIA DE SERGIPE PARA CONCURSO

MATERIAL PARA O CONCURSO DA SEED 2012

HISTÓRIA DE SERGIPE PARA O CONCURSO DA SEED

CONCURSO PARA PROFESSOR DO ESTADO - SEED 2012

MATERIAL SOBRE HISTÓRIA DE SERGIPE PARA O CONCURSO.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ELITE POLÍTICA EM ROSÁRIO DO CATETE-SE: UMA ANÁLISE DA TRAJETÓRIA DE LEANDRO MAYNARD MACIEL (1930 – 1975)

 Adailton dos Santos Andrade

RESUMO

  O presente texto objetiva analisar a formação e o estabelecimento de Leandro Maynard Maciel dentro de uma abordagem das elites no cenário político estadual e problematizar a importância do capital social articulado pelos políticos, as condições e as dinâmicas de utilização de competências na militância. O recorte temporal vai da década de 1930 a 1975. 0s procedimentos metodológicos resultam em análise de textos do módulo de Sociologia da Política, bem como de livros consultados nas bibliotecas da UFS e IHGS.  Tem sua relevância principal na busca de avaliar a sociedade a partir da observação do conceito de elite quanto a parentela, a riqueza, poder político e o capital social.

Palavras-Chave: Elite Política – Leandro Maynard Maciel – década de 1930 a 1975.



Abstract

This paper aims to analyze the formation and establishment of  Leandro Maynard Maciel within an approach of state elites in the political scene and question the importance of social capital articulated by political conditions and the dynamic use of skills in militancy. The time frame runs from the decade 1930 to 1975. 0s methodological procedures result in text analysis module Sociology of  Politics, as well as books found in libraries across the UFS and IHGS. Has its main relevance in seeking to evaluate the company based on the observation of the concept of elite as the kindred, the wealth, political power and social capital.


Keywords: Elite Politics - Leandro Maynard Maciel - the decade from 1930 to 1975.

sábado, 10 de dezembro de 2011

NOTA DE AGRADECIMENTO

ACRADECEMOS A TODOS QUE ACESSARAM E CONFIARAM NAS NOSSAS PESQUISAS,VAMOS PARA 2OO MIL ACESSOS EM APENAS 2 ANOS.
QUE EM 2012  POSSAMOS CONTINUAR COM  NOSSAS PESQUISAS ASSIM SOCIALIZANDO CONHECIMENTOS.


OBRIGADO A TODOS ! FELIZ NATAL



São nos pequenos gestos e atitudes do nosso dia-a-dia que devemos proporcionar o mínimo de alegria e compreensão a todos que nos cercam. Que o espírito natalino encha os nossos corações. Feliz Natal! (Fernando Waki)


FELIZ 2012 
BOAS FESTAS !

CONHECENDO ARACAJU




                                                                       Aracaju

A palavra Aracaju é de origem tupi. Significa na opinião do alemão Carl Frederich Philipp von Martius (1794-1868), lugar dos cajueiros (ar-nascer; caju-fruto do cajueiro). Von Martius era biólogo membro da comissão científica bávara, e em 1817 chegou ao Brasil para visitar o país estudando espécies de plantas e coletando material etnográfico e fisiológico. É autor da obra “Como se deve escrever a História do Brasil”.

Já o baiano Teodoro Fernandes Sampaio (1885-1937) discorda e apresenta outra significação geralmente aceita pelos estudiosos da língua indígena: cajueiro dos papagaios (Ara-papagaio; caju fruto do cajueiro). Teodoro Sampaio era geólogo e historiador brasileiro, publicou vários livros: O tupi na geografia nacional (1901); Atlas dos Estados Unidos do Brasil (1908) ; e, em 1922, escreveu para a introdução geral do 1º volume, do Dicionário Histórico, Geográfico e Etnográfico do Brasil.

Está fora de qualquer dúvida a influência do cajueiro na denominação que os silvícolas deram ao lugar. O caju, aliás, exerceu um relevantíssimo papel na antropografia agrícola brasileira. Era na época da frutificação que se realizavam as migrações indígenas à procura dos cajus, nativos, mas raros, dando motivo às lutas entre tribos.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

HISTÓRIA DE ARACAJU 3


PRAÇA FAUSTO CARDOSO E SUAS HISTÓRIAS
NA MEMÓRIA DE MURILO MELLINS

*Adailton dos Santos Andrade


Murilo Mellins nasceu em Neopolis antiga Vila Nova em 22 de outubro de 1928, filho do saudoso Mario Mellins que dentre outras coisas foi Intendente de Neópolis (antiga Vila Nova) uma pessoa simples, de um grande conhecimento dos fatos que marcaram a historia da capital. Alguns chamam de memorialista, outros de pesquisador, outros de guardião da historia de Sergipe, sempre puxando das lembranças a memória política e cultura da nossa gente.
Trabalhou em na Prefeitura em algumas funções dos Correios, e hoje na vida pacata de aposentado, vai levando escrevendo , contando e cantando a historia sergipana nos seus livros de memória. Com romantismo descreve com maestria Aracaju das décadas de 40 e 50. Mellins tem com Aracaju uma intimidade cumpliciada, como poucos, e ambos, o escritor e a cidade, guardando de cada um muitos segredos segundo escreve Luis Antonio Barreto.



HISTÓRIA DE ARACAJU 2

História
A história da cidade de Aracaju está fortemente relacionada à da cidade de São Cristóvão, pois era esta a antiga capital da capitania de Sergipe, atual estado de Sergipe. Foi a partir da decisão de mudança da cidade que abrigaria a capital provincial que Aracaju pôde existir e cresceu. Fundada em 1855, foi a primeira capital planejada de um estado brasileiro; seu formato remete a um tabuleiro de xadrez. Todas as ruas foram projetadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para desembocarem no rio Sergipe. Até então, as cidades existentes antes do século XVII adaptavam-se às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi, no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.
São Cristóvão
No início da ocupação de povos não-indígenas onde hoje se encontra Aracaju e cidades vizinhas, esta região estava sob a jurisdição da capitania da Baía de Todos os Santos, que hoje é o estado da Bahia. A princípio, essa região era território do cacique Serigi, que dominava desde as margens do rio Sergipe até a do rio Vaza-Barris. Em 1590, Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigi e de seu irmão Siriri, matando-os e derrotando-os. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão Barros fundou a cidade de São Cristóvão junto à foz do rio Sergipe e definiu a capitania de Sergipe, ainda subordinada à Capitania da Baía de Todos os Santos. Mais tarde, a localização foi transferida para as margens do rio Poxim e, enfim, para o Rio Paramopama, afluente do Vaza-Barris. Assim, São Cristóvão tornou-se a capital da província. Diferente do que aconteceu nos outros estados da Região Nordeste, a capital de Sergipe ficava a mais de vinte quilômetros de distância do mar. Desta forma seus portos, por onde passavam navios, ficavam nos rios.
De povoado à capital

As terras onde hoje se encontra Aracaju originaram-se de sesmarias doadas a Pero Gonçalves por volta do ano de 1602.Eram compostas de 160 quilômetros de costa, mas em todas as margens não existia nenhuma vila, apenas povoados de pescadores. No ano de 1699 tem-se notícia de um povoado surgido às margens do rio Sergipe, próximo à região onde este deságua no mar, com o nome de Santo Antônio de Aracaju. Seu capitão era o indígena João Mulato. Em meados do século seguinte, em 1757, Santo Antônio de Aracaju vivia sem maiores crescimentos e já era incluída como sítio da freguesia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Tomar do Cotinguiba. Na então capital de Sergipe, São Cristóvão, estava-se tendo dificuldades com relação aos portos. Como a capital ficava no interior do estado, a navegação até os portos era somente fluvial, o que era um inconveniente, uma vez que os maiores navios não tinham passagem por conta da tonelagem, fazendo os portos sergipanos servirem apenas para pequenas embarcações.
A partir de 1854, a praia que hoje é de território de Aracaju, perto da foz do Rio Sergipe, despertou grande interesse do governo da província de Sergipe, que transferiu a alfândega e a Mesa de Rendas Provinciais para aquele local e construiu uma Agência do Correio e uma Sub-Delegacia Policial. Além disso, um porto foi construído na praia, denominada "Atalaia". A província necessitava de um porto de porte maior para seu progresso. No dia 2 de março de 1855, a Assembleia Legislativa da Província abriu sessão em uma das poucas casas existentes na Praia de Atalaia. Nesta sessão, tendo previamente analisado a situação em que se encontrava a província, Inácio Joaquim Barbosa, o primeiro presidente da Província de Sergipe Del Rey, decidiu transferir a capital de Sergipe, que era São Cristóvão, para a cidade portuária que seria erguida ali. A decisão foi recebida com grande surpresa pelos presentes.
Assim, no dia 17 de março de 1855, Inácio Joaquim Barbosa apresentou o projeto de elevação do povoado de Santo Antônio de Aracaju à categoria de cidade e a transferência da capital da província para esta nova cidade, que foi chamada simplesmente de Aracaju. Foi um dos momentos mais importantes e de maior repercussão da história de Sergipe. A nova localização da capital iria beneficiar o escoamento da produção principalmente açucareira da época, além de representar um local mais adequado para a sede do governo para o desenvolvimento futuro. A cidade de São Cristóvão não se revoltou de forma violenta contra a decisão, tendo apenas feito manifestações de protesto.
Dessa forma Aracaju passou à frente de várias cidades já estruturadas, com melhores condições enquanto desenvolvimento urbano. Cidades como Laranjeiras, Maruim e Itaporanga se apresentavam em condição superior à de Aracaju. Desde então, Inácio Joaquim Barbosa vem sendo considerado o "fundador de Aracaju", tendo atualmente um monumento em sua homenagem na Orla de Atalaia. Por não se ter tido êxito em encontrar nenhum retrato do primeiro presidente de Sergipe, o monumento não é uma estátua, mas uma estrutura de aço de 5,5 metros de altura e 2.200 quilos. Somente em 1865 a capital se firmou. A partir dessa data ocorre um novo ciclo de desenvolvimento, que dura até os primeiros e agitados anos da proclamação da República. Em 1884, surge a primeira fabrica de tecidos, marcando o inicio do desenvolvimento industrial. Em junho de 1886, Aracaju tinha 1.484 habitantes e já havia a imprensa oficial e algumas linhas de barco para o interior. Em 1900, inicia-se a pavimentação com pedras regulares e são executadas obras de embelezamento e saneamento. Centro do poder político-administrativo, a Praça do Palácio (atual Praça Fausto Cardoso) foi o ponto de partida para o crescimento da cidade, pois todas as ruas foram ordenadas geometricamente para terminar no Rio Sergipe.
Planejamento urbano
Como Aracaju surgiu com o objetivo de sediar a capital da província de Sergipe del-Rei, que até este momento se localizava na cidade de São Cristóvão, segundo alguns historiadores, Aracaju foi idealizada com "planejamento urbano" desde o início, pois as primeiras ruas estão organizadas de forma a lembrar um tabuleiro de xadrez. O responsável pelo desenho da cidade de Aracaju foi o engenheiro Sebastião Basílio Pirro. A construção da cidade apresentou algumas dificuldades de engenharia, pois a região continha muitos pântanos, pequenos lagos e mangues. Apesar de se saber o dia exato de fundação da cidade, não se sabe com certeza qual foi o ponto inicial urbano. É provável que ela tenha sido ocupada a partir da atual Praça General Valadão, onde se situava o porto. Existe um bairro na cidade chamado Bairro América, o nome das ruas dele em grande parte são nomes dos outros países da América, há também em Aracaju ruas que homenageiam os outros estados da federação e há bairros como o Médici, Castello Branco que fazem homenagem aos generais que comandavam o país na época em que os mesmos foram construídos.
 Geografia
Inicialmente Aracaju não era a capital de Sergipe. Anteriormente a sede estadual era São Cristóvão. O solo da cidade, inclusive no bairro do Santo Antônio composto por um areal, e em zonas mais próximas ao mar (Bairros Salgado Filho, Grageru, São José) era uma área de manguezal, constantemente inundada. Essa é a área mais urbanizada da cidade, com enorme concentração de prédios, que por muitos anos possuíam altura máxima de 12 andares. Com a aprovação do "Novo Plano Diretor", essa altura máxima subiu para 23 andares. Os prédios baixos facilitam a circulação de ar pela cidade, que por natureza é bastante quente durante a maior parte do ano. Ao contrário do que acontece nas capitais litorâneas, a zona mais rica da capital está às margens do rio Sergipe, assim como o Centro. À beira-mar, estão os hotéis e casas de veraneio, com exceção de bairros como a Atalaia e a Coroa do Meio, que contém uma grande densidade demográfica. Hoje, a área de manguezal está coberta por concreto e é onde está localizada a parte mais nobre da cidade, com os bairros Jardins, 13 de Julho, Grageru e outros. A vegetação original e o mangue, que ficava principalmente às margens do rio Sergipe, foram quase que completamente soterrados.
As unidades que compõem o quadro morfológico são os tabuleiros sedimentares e planície flúvio-marinha e planície marinha. Relevo dessecado do tipo colina. Aprofundamento de drenagem muito fraca e extensão de suas formas. Os tabuleiros sedimentares são um conjunto de baixas elevações, com forma de mesa, separadas por vales de fundo chato, onde se desenvolvem amplas várzeas. O relevo plano faz com que seja bastante apropriada a prática do ciclismo, sendo este o meio de transporte incentivado pela Prefeitura. A escolha da bicicleta ajuda a diminuir os congestionamentos e libera o transporte público. Apesar disso, o ciclismo ainda é meio de transporte para as classes mais baixas. Existem algumas grandes ciclovias na cidade. As mais antigas são da avenida Augusto Franco, avenida Beira Mar, e mais recentemente, avenida São Paulo (em direção aos bairros mais periféricos), e da praia de Atalaia. Aracaju vista da cidade Barra dos Coqueiros. O rio Sergipe separa as duas cidades. A cidade tem a leste o Rio Sergipe, onde ficava localizada a praia 13 de Julho (mesmo nome do bairro). Hoje, no lugar da praia, está uma balaustrada e uma zona para atividades relacionadas com o lazer. Em seu curso por dentro da capital sergipana, o rio é considerado salobre. Nas imediações da foz o rio separa a capital da Ilha de Santa Luzia e deságua na praia da "Coroa do Meio", onde também é despejada a maior parte do esgoto doméstico. O abastecimento de água é feito a partir do rio Poxim e do Rio São Francisco. Na divisa com a cidade de São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro existe o Rio do Sal, de onde a Prefeitura e particulares retiram água para regar os canteiros públicos e outras tarefas onde não há necessidade de se utilizar água potável.

Clima
 
 O clima é quente e úmido, com período chuvoso de março a agosto. A temperatura média anual é de 26 °C e precipitação média anual de 1590 mm. Os meses mais quentes de Aracaju são: janeiro, fevereiro e março, com temperatura média de 27 °C, sendo que a média das máximas são 31 °C e a das mínimas são 25 °C. Já os mais frios são julho e agosto, com temperatura média de 24 °C, a média das máximas não supera os 28 °C, e à noite a temperatura cai para 22 °. Porém, pode acontecer de a temperatura ficar mais quente no inverno e mais fria no verão, como em 2002.
O recorde de temperatura máxima na cidade é de 36 °C, que ocorreu o dia 14 de março de 2011 e da mínima é de 15,5 °C, que ocorreu no dia 15 de agosto de 1932. Em Aracaju os meses mais chuvosos são entre Março e Agosto, pois o vento forte devido as temperaturas mais baixas no Sul e Sudeste do país nesses meses trazem várias nuvens carregadas. Nesse período, a quantidade média de chuva supera os 200 mm por mês. Entre esses meses, o mais chuvoso é o Abril, no qual chove cerca de 241 mm. Os meses mais secos, entre Setembro e Fevereiro, o vento fica mais fraco, só conseguindo trazer nuvens leves, então chove menos. O mês mais seco é Novembro, que chove cerca de 48 mm. A média de chuvas entre esses meses é de aproximadamente entre 60 mm e 75 mm.
Demografia
Contando com 461.534 habitantes no ano de 2000 (chegando, em 2010, a mais de 570.000, segundo o Censo 2010 do IBGE[7]), distribuídos em 174 km², Aracaju tem uma grande densidade demográfica, mais de 3.100 hab/km². A cidade cresceu muito desde 1960, como outras cidades brasileiras. Na época possuía 115.713. Passou a 183.670 em 1970, 293.100 em 1980 e 402.341 em 1991, tendo registrado na década de 1980 crescimento geométrico de quase 5%. O Coeficiente de Gini é de 0,47 com limite inferior e superior respectivamente entre 0,45 e 0,50.[8]. Tratando-se de religião, a grande parte da população de Aracaju pratica o Catolicismo fazendo dela uma das mais católicas do pais com 77%. Existem também um número elevado de adeptos das igrejas protestantes (sobretudo o Pentecostalismo e dos praticantes do Espiritismo. De acordo com os dados do Novo Mapa das Religiões, feito pela Fundação Getúlio Vargas com dados de 2009 da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE, 72.26% da população de Aracaju se identifica como católica, 4.18% evangélicos pentecostais, 9.23% outras evangélicas, sem religião (podendo ser ateus, agnósticos, deístas) 7.64%, espíritas 3.25%, afro-brasileiras 0.11%, outras 3.09%. Um estudo genético revelou que a ancestralidade das pessoas em Aracaju é 62% europeia, 34% africana e 4% indígena.

Política

De acordo com a Constituição de 1988, Aracaju está localizada em uma república federativa presidencialista. Foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito positivo.[12] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo. O poder executivo do município de Aracaju tem como chefe o prefeito, que escolhe seu gabinete de secretários, seguindo o modelo proposto pela Constituição Federal.[14] O atual prefeito da cidade é Edvaldo Nogueira, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que era vice até assumir o posto principal em 1º de abril de 2006, após a saída do então prefeito Marcelo Déda, do Partido dos Trabalhadores (PT), para se candidatar a governador do estado naquele ano.[15] Edvaldo permaneceu no cargo após vencer as eleições municipais de 2008, sendo reeleito no primeiro turno com 140 962 votos, o que correspondeu a 51,72% dos votos válidos.[16] A sede da prefeitura fica no Palácio Ignácio Barbosa, prédio histórico inaugurado em 1923 e situado na praça Olímpio Campos, no centro da cidade. O poder legislativo é constituído pela câmara municipal, atualmente composta por 19 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos, cabendo a eles o papel de fiscalizar e assessorar o executivo, além de elaborar leis sobre todos os temas de competência do município.[18][19] Na atual legislatura, o Partido dos Trabalhadores (PT) é o que tem o maior número de vereadores, seis no total; seguido pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) com três cadeiras. O Democratas (DEM) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) têm dois vereadores cada e outros seis partidos têm um representante. No âmbito do judiciário, a Comarca de Aracaju, instalada em 5 de janeiro de 1893, possui diversas varas cíveis e criminais.[20] A cidade tem o maior eleitorado de Sergipe, com 378 146 eleitores divididos em quatro zonas (1º, 2º, 27º e 36º) e 974 seções eleitorais, segundo dados de 2010. De acordo com a legislação brasileira, por ter mais de 200 mil eleitores, pode haver segundo turno na eleição para prefeito de Aracaju caso o primeiro colocado não atinja a maioria dos votos válidos.

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FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Aracaju

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

GEOGRAFIA DE ARACAJU

Clima quente durante todo o ano
Aracaju é bastante quente durante a maior parte do ano. A temperatura média é de 26º C. As chuvas se concentram entre os meses de março e agosto e a precipitação média anual é de 1.590 mm. A cidade é banhada pelos rios Sergipe, Vaza Barris, Rio do Sal, Poxim e Pitanga e se limita com os municípios de São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro e Santo Amaro das Brotas
A capital sergipana tem 35 km de litoral. À beira-mar, sobretudo nos bairros Atalaia e Coroa do Meio e nas praias do litoral sul, estão os hotéis e casas de veraneio. Os prédios baixos no litoral facilitam a circulação de ar por toda a cidade.
A vegetação predominante é o manguezal, que se concentra às margens dos rios. Além de mangues, também são consideradas áreas de preservação ambiental algumas restingas e o Morro do Urubu, um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica.
O relevo plano é propício à prática do ciclismo, sendo o uso da bicicleta como meio de transporte bastante incentivado pela Prefeitura, que nos últimos anos construiu mais de 50 km de ciclovias. A política de ampliação da rede cicloviária tem ajudado a diminuir os congestionamentos, além de evitar a sobrecarga do sistema de transporte público e reduzir a poluição ambiental provocada pela liberação de gás carbônico pelos veículos.
A população da cidade cresceu muito desde que fundada, em 1855. O primeiro levantamento de que se tem notícia data de 1872, quando foram contabilizados 9.559 moradores. De lá para cá, os números evoluíram da seguinte forma: 16.336 (1890), 21.132 (1900), 37.440 (1920), 59.031 (1940), 78.364 (1950), 115.713 (1960), 183.670 (1970), 293.100 (1980), 402.341 (1991), 425.726 (1996) e 461.534 (2000). Mais recentemente, em 2007, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contabilizou 520.303 habitantes, distribuídos em 174 km².

HISTÓRIA DE ARACAJU

Uma cidade que já nasceu capital
ponte do imperadorComo cidade projetada, Aracaju nasceu em 1855 por necessidades econômicas. Uma assembléia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de cidade e a transformou em capital, em lugar de São Cristóvão, antiga sede da Província de Sergipe Del Rey. A transferência se deu por iniciativa do presidente da Província, Inácio Barbosa, e do barão do Maruim Provincial. A pequena São Cristóvão não mais oferecia condições para ser sede administrativa e a pressão econômica do Vale do Cotinguiba - maior região produtora de açúcar - exigia a mudança. Era preciso urgentemente a criação de um porto que garantisse a escoação da produção.


Somente em 1865, a capital se firmou. Era o término de uma década de lutas contra uma série de adversidades políticas, sociais e estruturais. A partir dessa data, ocorre um novo ciclo de desenvolvimento, que dura até os primeiros e agitados anos após a proclamação da República. Em 1884, surge a primeira fábrica de tecidos, marcando o início do desenvolvimento industrial. Em junho de 1886, Aracaju tinha uma população de 1.484 habitantes e já havia a imprensa oficial, além de algumas linhas de barco para o interior. praca fausto cardoso 1930

Em 1900, inicia-se a pavimentação com pedras regulares e são executadas obras de embelezamento e saneamento. As principais capitais do país sofriam reformas para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes. Aracaju – que já nasceu na vanguarda – acompanhava o movimento nacional e, em 1908, é inaugurado o serviço de água encanada, um luxo para a época. Em 1914 é a vez dos esgotos sanitários e no mesmo ano chega a estrada de ferro.
                                                                                                                                                      
Um tabuleiro de xadrez

vista aerea do centro historico 1940Aracaju foi uma das primeiras capitais brasileiras a ser projetada. O projeto desafiou a capacidade da engenharia da época, face à sua localização numa área onde predominavam pântanos e charcos. O desenho urbano da cidade foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável Sebastião Basílio Pirro.

Alguns estudos a respeito de Aracaju propagaram a idéia de que o plano da cidade havia sido concebido a partir de modelos de vanguarda em grandes centros urbanos da época – Washington (EUA), Camberra (Austrália), Chicago (EUA), Buenos Aires (Argentina), etc.

vista aerea 1940
Centro do poder político-administrativo, a Praça do Palácio (atual Praça Fausto Cardoso), foi o ponto de partida para o crescimento da cidade, pois todas as ruas foram ordenadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, para terminar no Rio Sergipe.

Até então, as cidades existentes antes do século XVII adaptavam-se às respectivas condições topográficas naturais, estabelecendo uma irregularidade no panorama urbano. O engenheiro Pirro contrapôs essa irregularidade e Aracaju foi, no Brasil, um dos primeiros exemplos de tal tendência geométrica.
                                                                                                                                                      

Capitania de Sergipe

praca fausto cardoso 1950Logo após o descobrimento do Brasil, em 1500, algumas áreas da nova colônia de Portugal encontravam-se em estado de guerra devido às divergências culturais entre índios, negros escravos e os invasores de outros países da Europa. A necessidade de conquistar a faixa territorial que hoje compreende o Estado de Sergipe e acabar com as brigas entre índios, franceses e negros, que não aceitavam o domínio português, era de extrema urgência para o trono.
O local onde hoje se encontra o município de Aracaju era a residência oficial do temível e cruel cacique Serigy, que, segundo Clodomir Silva no "Álbum de Sergipe", de 1922, dominava desde as margens do rio Sergipe até as margens do rio Vaza-Barris. Em 1590, Cristóvão de Barros atacou as tribos do cacique Serigy e de seu irmão Siriri, matando e derrotando os índios. Assim, no dia 1 de janeiro de 1590, Cristóvão Barros fundou a cidade de São Cristóvão (mais tarde capital da província) junto à foz do Rio Sergipe e definiu a Capitania de Sergipe.

Conheça os ex-prefeitos de Aracaju
   joao bezerra                  gileno        
João Alvez Bezerra              Gileno Silva
  (1964-1964)                        (1967-1967)
    
aloisio                deocleniano                  manoel gois
José Aloísio              Deocleniano Ramos         Manoel Messias Gois
(1968-1970)                   (1969-1969)          (1970-1970 e 1977-1977)
       
    
  pereira aguiar               




Cleovansóstenes de Aguiar (1971-1975) 
Membro da Academia Sergipana de Medicina, foi um dos fundadores do curso na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Na década de 70, foi um dos poucos médicos do Estado a fazer exames de medula óssea para detectar a leishmaniose, doença mais conhecida como Calazar.

   alves                  





João Alves Filho (1975-1979)
Iniciou a vida política durante o curso de engenharia civil na Escola Politécnica da Universidade da Bahia (1961). Ao assumir a Prefeitura de Aracaju, João fez obras de saneamento, revitalizou espaços urbanos e abriu diversas avenidas. Foi eleito governador do Estado de Sergipe nos anos de 1983, 1991 e 2002. Em 2006, tentou se eleger pela quarta vez, tendo sido derrotado pelo atual governador Marcelo Déda.
   heraclito                 





 Heráclito Rollemberg (1979-1985)
Advogado por formação, acabou seguindo a carreira política. Foi deputado estadual por três mandatos consecutivos (1967 a 1979) e presidente da Associação Brasileira de Municípios e da Organização Ibero-Americana de Cooperação Internacional. Sua administração na Prefeitura de Aracaju ficou marcada pela construção de centros sociais urbanos. Atualmente, é Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe, onde está desde 1986.
jose carlos






José Carlos Teixeira (1985-1985)
Teve um mandato rápido de sete meses, mas repleto de obras construídas. Filho do renomado empresário sergipano Oviêdo Teixeira, ajudou a fundar o PMDB de Sergipe e foi deputado federal. Em 1986, disputou o Governo do Estado, mas perdeu para o atual senador Antônio Carlos Valadares. Foi secretário de Estado da Cultura durante o último governo de João Alves Filho (2003 a 2006).
   jackson                  





Jackson Barreto de Lima (1986-1988 e 1992-1994)
Foi preso político na ditadura militar em 1978 e acabou sendo sendo julgado e absolvido pela Auditoria Militar da Bahia. Em 1984, foi membro da Coordenação da Campanha Nacional pela Anistia e da Coordenação Nacional da Campanha pelas Eleições Diretas. Representou o PMDB na Campanha Nacional pela Eleição de Tancredo Neves e foi membro do partido na Campanha Nacional pela Constituinte. Sua administração foi marcada pelo calçamento de ruas, construção de escolas e pela urbanização de áreas pobres da cidade.

  viana              




Antônio Fernandes Viana de Assis (1988-1989)
Como estudante do Ateneu, participou da organização e da militância estudantil até ingressar na política. Foi eleito deputado estadual em 1958, reelegendo-se em 1962, mas acabou sendo cassado pelos militares em 1964. Voltou à política como vice-prefeito na chapa de Jackson Barreto, tendo logo depois assumido a prefeitura.A maior marca da sua administração foi a construção do calçadão da Avenida Beira Mar.

 paixao                



Wellington da Mota Paixão (1989-1992)
Nasceu em Aracaju, militou entre os estudantes e participou da fundação do Movimento Democrático Brasileiro – MDB, pelo qual foi candidato, em 1966 a vereador de Aracaju. Foi eleito Prefeito, em 1988. Candidatou-se, sem êxito, a vereador, militou em outros partidos, e trabalhou na assessoria do senador Almeida Lima. Advogado, patrocinou a causa dos trabalhadores sem terra e posseiros do baixo São Francisco, contando com o apoio do Bispo D. José Brandão de Castro, da Diocese da Propriá.
                

                almeida  





Almeida Lima (1994-1996)
Formado em Direito, Almeida Lima também iniciou sua vida política na época em que era estudante. Filiado ao PMDB, assumiu a prefeitura da capital após a renúncia de Jackson Barreto, em 1994. Sua gestão teve como focos a limpeza pública, a pavimentação e drenagem de várias artérias, a melhoria do transporte público - com a maior renovação de frota de ônibus já vista em Aracaju -, a ampliação dos serviços de saúde, a melhoria do ensino público municipal e as ações voltadas para o setor social.


gama






João Augusto Gama (1996-2000)
Formado em Direito pela Universidade Federal de Sergipe, Gama foi o primeiro presidente do Diretório Central dos Estudantes da UFS (DCE), em 1968, e teve seu mandato cassado pelo regime militar. Filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), teve sua gestão marcada por várias obras, destacando-se o Mercado Albano Franco que, juntamente com os mercados Thales Ferraz e Antônio Franco, forma uma importante área turística da capital.
   deda                 





Marcelo Déda Chagas (2001-2006)
Atual governador do Estado, seu contato com a política ocorreu no DCE da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Em 1982, foi candidato a vereador, obtendo apenas 300 votos. Três anos depois, candidatou-se à prefeitura de Aracaju, ficando em segundo lugar, com 19 mil votos. Foi deputado estadual em 1986 e deputado federal em 1994, obtendo até então o maior número de votos já conquistados no Estado. Em 2000, Déda vence a eleição para prefeito da capital sergipana com 52,8% e é reeleito em 2004 com 71,38% dos votos válidos. Em 31 de março de 2006, renuncia ao mandato para disputar o Governo de Sergipe – de onde sai vitorioso com 52,48% dos votos.

 edvaldo                                  






Edvaldo Nogueira (2006-2012)
O atual prefeito de Aracaju iniciou a carreira política no movimento estudantil como presidente do DCE e membro do Conselho de Ensino e Pesquisa (Conepe) da UFS. Vereador por duas vezes, presidiu a Comissão de Finanças e participou da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal. Foi vice-prefeito durante as gestões de Marcelo Déda e, em 2006, após a renúncia deste para disputar as eleições para governador do Estado, assumiu a Prefeitura de Aracaju.  Saiu vitorioso das eleições de 2008 com 140.962 votos (51,72%) e sua administração ficou conhecida como aquela que alçou Aracaju ao posto de capital brasileira da qualidade de vida.



Praça Fausto Cardoso é cenário das grandes manifestações populares da cidade

"Poucos lugares aracajuanos carregam tanta simbologia, tem tanto a ver com a vida da cidade, quanto a Praça Fausto Cardoso, seguida da própria praça onde está a Catedral: diferentes em suas denominações e em seus usos". Essa frase do jornalista e historiador Luiz Antônio Barreto relata o quanto a Fausto Cardoso, surgida dois anos depois de Aracaju ter sido transformada em capital da antiga Província de Sergipe, sempre serviu como palco de grandes manifestações e como centro das relações sociais.
Da praça a cidade ramificava-se para todos os lados, beirando o rio Sergipe. Pela rua João Pessoa - que já se chamou rua do Barão e rua de Japaratuba -, o comércio escorria, de cima a baixo. A praça Fausto Cardoso, então, era uma divisa da cidade: para o norte, o comércio, os bancos, os estacionamentos, o porto, a estação ferroviária, os mercados, os caminhões de feira, e, mais adiante, as fábricas do bairro Industrial; para o oeste as ruas populares - Vitória (hoje Carlos Burlamaqui) e Bonfim (hoje Getúlio Vargas, mas também já foi Sete de Setembro), São Cristóvão e Laranjeiras, as oficinas, os bairros populosos; para o sul as residências burguesas, as ruas arborizadas, o caminho das praias.
De acordo com a historiadora Terezinha Oliva, a Fausto Cardoso era central por aglutinar os órgãos políticos da época. "A praça era conhecida como a praça dos três poderes, das manifestações políticas. Foi o cenário da Intentona Comunista, das lutas pelas ‘Diretas Já', e aglutinava também os trabalhadores que sempre iam fazer manifestações, para chamar a atenção do poder público quanto às suas reivindicações", explica a historiadora. 
Para Luiz Antônio Barreto, havia uma harmonia entre esse importante equipamento urbano de lazer e integração e os locais próximos a ele. "A rua João Pessoa, nos trechos entre a praça e a rua de São Cristóvão, preparava as vitrines de suas lojas, com farta iluminação, para o domingo. Cada comerciante buscava a arte da decoração, para tornar suas vitrines mais belas, aos olhares de moças que andavam, indo e vindo, pelas calçadas da rua, num quem-me-quer que deixou saudades", relata com emoção.
Arte e cultura
Em 1955, a Praça Fausto Cardoso recebeu um ingrediente a mais para o contato com a vida social de Aracaju: o Cine Pálace. "Dotado de formas modernas, poltronas acolchoadas, ar condicionado central, pinturas de Jenner Augusto nas paredes e pequenas arandelas revelando o degradê, o espaço atraía nas tardes e noites do domingo uma multidão de pessoas para os seus filmes, nas sessões das 14, das 17, das 19 e das 21 horas", relembra Luiz Antônio Barreto.
Terezinha Oliva também resgata vários outros aspectos da vida cultural da cidade, que eram centralizados nesse local. "A Fausto Cardoso já foi chamada até de Praça do Carnaval, há poucas décadas. Eu mesma participei dos desfiles da época. Vale ressaltar que até mesmo o Forró Caju, uma festa popular mais recente, começou por lá", informa.
Monumento
Em homenagem ao deputado que liderou a revolta contra as oligarquias do Estado, no início do século passado, foi erguido na praça Fausto Cardoso o primeiro monumento com estátuas em locais públicos de Sergipe. "O monumento foi feito pelo italiano Lorenzo Petrucci, que veio a Aracaju presenciar a colocação da estátua no topo. A cerimônia também foi acompanhada pela família de Fausto, que veio do Rio de Janeiro. Na base, foram colocados os restos mortais dele e de Nicolau Nascimento, outro personagem importante da revolta", explica Terezinha.
Embora tenha deixado de ser o grande centro político do Estado, após a saída de alguns prédios públicos oficiais, e apesar de muitas festas populares terem migrado de local, a praça Fausto Cardoso ainda hoje carrega uma forte simbologia. Esse espaço ainda tem o poder de aglutinar pessoas de diferentes localidades, seja para conversar, jogar baralho, acompanhar as movimentações do Centro da cidade ou mesmo para sentar nos aconchegantes banquinhos e relembrar momentos importantes da nossa história.  
Reurbanização
No último dia 20 o principal símbolo da vida cultural, política e social da capital foi entregue à população pela Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA) totalmente reurbanizado e revitalizado. A área de 14.713 m² teve seus traços originais retomados e ganhou piso em concreto estampado vermelho e cinza (2.572m²), pedras portuguesas pretas e brancas (7.584m²), piso tátil (258 m²) e implantação de paisagismo (3.130m² de grama). Também foram plantadas 27 árvores - 10 palmeiras imperiais (retomando a ‘alameda das palmeiras', presente no projeto original da praça) e 17 ipês (uma das árvores-símbolo do país). Além disso, a PMA implantou no local um moderno projeto luminotécnico, para destacar a beleza dos monumentos, e ainda implantou 20 postes em toda a extensão da praça. O investimento total foi de R$ 1,2 milhão, em recursos próprios.


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FONTE: http://www.aracaju.se.gov.br/154anos/index.php?act=fixa&materia=historia

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

HOMENAGEM AO SERGIPANO ANTÔNIO MARCELINO DO NASCIMENTO, FUNDADOR DO MUSEU TEMPOSTAL, EM SALVADOR, BAHIA

Museu localizado no Pelourinho, criado por um sergipano guarda a história da Bahia e de outros estados através de cartões postais.




A coleção de mais de 45 mil imagens, entre postais e fotografias, foi reunida ao longo de 40 anos pelo sergipano Antônio Marcelino do Nascimento (13/06/1929 – 22/11/2006). Em destaque, postais em Belle Époque, paisagísticos antigos de cidades da Bahia e de outros estados, além de imagens diversas de outros países. Entre os mais antigos, podem ser encontrados bilhetes postais, que datam do final do século XIX, e as estampas Eucalol, as primeiras da coleção, que tem valor histórico, artístico e documental. O acervo foi adquirido pelo Governo do Estado da Bahia em 1995 e, dois anos após, foi fundado o Museu Tempostal. Em cartaz: Bahia – Litoral e Sertão, Arquitetura religiosa na Bahia e Pelos caminhos de Salvador




Um museu só com cartões postais. Sim, ele existe! Fica em Salvador, e conta com cerca de 45 mil peças. O Museu Tempostal foi fundado em 1997, e possui peças resultantes da coleção do fundador, o sergipano Antônio Marcelino do Nascimento (13/06/1929 – 22/11/2006). A ideia do nome “tempostal” foi dada pelo próprio Antônio.
I

As  imagens, entre postais e fotografias, chamam a atenção de quem visita o Tempostal não só por uma questão de entretenimento. Além de proporcionar uma forma de “lazer cultural”, o museu desperta também interesse da comunidade acadêmica, que encontra nas exposições em cartaz e na coleção, reunida pelo sergipano Antônio Marcelino, um rico material de pesquisa. No acervo bibliográfico do museu, inclusive, há oito livros que fazem referência à coleção, entre eles estão “50 Anos de Urbanização: Salvador da Bahia no século XIX”, de Consuelo Novais Sampaio,


Acervo Museu Tempostal / Dimus Bahia.

O acervo, na sua grande maioria, é composto por cartões postais. Destaque para coleção da Belle Époque, postais paisagísticos antigos, de cidades da Bahia e de outros estados, além de imagens diversas de outros países. Mas a coleção também conta com bilhetes postais, que datam do final do século XIX, e as estampas Eucalol, as primeiras da coleção e que têm valor histórico, artístico e documental. Todo este acervo guarda histórias, costumes, o cotidiano, a arquitetura e os credos tanto da Bahia quanto de várias partes do mundo.
Atualmente o museu possui três mostras de longa duração:



Bahia – Litoral e Sertão: A formação geopolítica e econômica da Bahia foi influenciada pelo intercâmbio do litoral com a região sertaneja. Essa relação, desenvolvida entre duas regiões distintas da Bahia, é o tema da exposição, com postais e fotografias datadas do início do século XX.

Arquitetura religiosa na Bahia: As tendências do Barroco, do Rococó, marcaram a arquitetura religiosa da influente Igreja Católica, que ocupou um papel importante na política e administração do Brasil colonial. A partir de 75 imagens, a exposição conta parte dessa história.




Pelos caminhos de Salvador: Apresenta imagens que retratam as diversas transformações, iniciadas em fins do século XIX, ocorridas no tecido urbano da cidade. Bairros como Campo Grande, Barra e o Centro Antigo de Salvador podem ser vistos como eram no período em que surgiram.

E tudo isso pode ser visitado gratuitamente!

Museu Tempostal:

Rua Gregório de Matos, 33 – Pelourinho, Salvador/BA. Funcionamento: terça a sexta, de 10 às 18h. Finais de semana e feriados, das 13 às 17h.




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Museu Tempostal:


Fonte: http://ppbrasil.wordpress.com/2010/02/22/museu-temposta

sábado, 5 de novembro de 2011