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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

RESUMO DA HISTÓRIA DE SERGIPE PARA CONCURSO







HISTÓRIA DE SERGIPE – ADAILTON


1
HISTÓRIA DE SERGIPE


PRÉ-HISTÓRIA
1. AS CULTURAS PRÉ-HISTÓRICAS:
− Podemos identificar, em Sergipe, três culturas
dentre as suas comunidades pré-históricas:
• Cultura Canindé ou Xingó:  Com datações a partir de 5.000 a.C.  Os sítios arqueológicos encontram-se localizados
em áreas do Baixo São Francisco, no canyon, no município de Nova Canindé. Sítios: São José e Justino. Material lítico: lascas, facas, raspadores, machados polidos. Material ósseo: esqueletos e adornos. Material cerâmico: associado a ritos funerários, potes, tigelas, panelas. Arte rupestre: gravuras (figuras geométricas) e pinturas (desenhos individualizados) · localizadas em abrigos dos paredões do canyon. Fogueiras. Restos faunísticos: moluscos, anfíbios, répteis, aves, peixes e mamíferos.Os primeiros habitantes: grupos caçadores-coletores chegaram na região por volta de 5.000 a.C. e ocuparam áreas que hoje são identificadas como terraços e ilhas, atraídos pela presença abundante de
água (rio) ® seriam oriundos provavelmente do planalto goiano, das cabeceiras do Alto São Francisco e pela ampla rede de afluentes do SO da Bahia que
deságuam nesse rio (essa hipótese é justificada pelas
ocupações muito antigas encontradas nessa área) atividades: caça, coleta e a pesca/catação de mariscos.Sepultamentos: enterramentos primários efetuados diretamente no solo e acompanhado de mobiliário funerário (adornos, instrumentos, cerâmica, fogueiras, alimentos).
• Tradição Aratu:
− Presente em grande parte dos sítios arqueológicos
sergipanos. Datação: séculos V ao XVII d.C.
− Localização: toda a faixa litorânea, norte de Pacatuba e Sul de Cristinapólis. Sítio: Fortuna, no município de Divina Pastora. Aldeamentos próximos a riachos afluentes e em
área de floresta.  Atividades: caça e coleta. Sepultamentos secundários (urnas funerárias) e acompanhado de mobiliário funeral (artefato pessoais: machados polidos, adornos, tigelas). • Tradição Tupi-guarani: Datação: a partir do século XIX ® recente. Ocuparam áreas litorâneas próximas aos rios e florestas: bacia do São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza-Barris, Piauí e Real. Belicosidade e uso de canoas. Artefatos: cerâmicos (cachimbos) e líticos (polidores, afiadores, machados polidos). Atividades: caça, pesca, mandioca. Sepultamentos: secundário e com mobiliário de sepultamento.

OS ÍNDIOS EM SERGIPE
1. TRIBOS:• Línguas: Tupi e Macro-Jê. • Tribos: xocós, aramurus, carapotós, kaxagó, natu (nas margens do rio São Francisco), tupinambás, caetés e boimés (região litorânea), aramaris, abacatiaras e ramaris (no interior, próximo da região da serra de Itabaiana), kiriris ou cariris (região centro-sul, entre os rios Reale Itamirim).
Resistência: lutaram para defender suas terras diante
dos invasores portugueses ® líderes: Baopeba
(apelidado de Serigy), Aperipê, Surubi, Siriri, Japaratuba.
• Atuais Remanescentes: Xocós ® localizados na ilha
de São Pedro no município de Porto da Folha, `as margens do rio São Francisco: Caiçara. − Parte de suas terras foi tomada pelos grandes donos de terras. Continuam lutando para sobreviver e conservar a terra que sobrou para eles.
PERÍODO PRÉ-COLONIAL
1. PRIMEIROS CONTATOS COM OS BRANCOS
EUROPEUS:
− O litoral do atual território de Sergipe, localizado entre
o rio São Francisco e o rio Real, foi visitado inicialmente
pelos portugueses que integravam a expedição guardacosteira de Gaspar de Lemos em 1501. Estabeleceram contatos com os índios em terra firme. Os franceses iniciam o escambo com os índios: pau Brasil, pimenta e algodão.

PERÍODO COLONIAL
1. O INÍCIO DA COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NO
BRASIL:
− Em 1531, Martim Afonso de Souza também visitou o
litoral sergipano e entrou em contato com os índios.
− Os franceses continuavam interessados nas riquezas
desse território e mantinham um bom relacionamento
com os índios.
− Em 1534, o atual território sergipano passou a fazer
parte da Capitania da Bahia, doada pelo rei D. João III a
Francisco Pereira Coutinho.
− A partir de 1549, com a instalação do Governo Geral
em Salvador, a Capitania da Bahia foi comprada do
herdeiro de Francisco Pereira Coutinho e
transformada em Capitania Real.
A CATEQUESE DOS ÍNDIOS
1. OS JESUÍTAS:
− a catequese iniciou-se a partir de 1575 com os
padres jesuítas Gaspar Lourenço e João Salônio.
− Fundaram as aldeias (igrejas) de São Tomé (rio
Piauí), Santo Inácio (Vasa-Barris) e de São Paulo (rio
Real).
− Os jesuítas, no início, conseguiram atrair os índios
para a catequese.
• Fracasso da Catequese:
− Os soldados que vieram proteger os padres
começaram a praticar violência nas aldeias dos índios,
roubando produtos das roças e raptando as mulheres.
− Os índios, revoltados, expulsaram os padres e os
soldados de suas aldeias.
A CONQUISTA DE SERGIPE
1. MOTIVOS:
− O interesse em tomar posse das terras dos índios e
escravizá-los.
− Ligar por terra a Capitania da Bahia à de
Pernambuco: importantes centros coloniais produtores
de açúcar.
− Criar gado e plantar cana-de-açúcar.
− Expulsar os franceses que praticavam o escambo
com os índios.
− Explorar minérios no Sertão: prata, ferro, salitre,
nitrato de potássio.
® A conquista de Sergipe atendia aos interesses do
Governo português e dos fazendeiros de gado e
senhores de engenho da Bahia.
2. A PRIMEIRA TENTATIVA DE CONQUISTA (1575):
• Comandada pelo governador Luis de Brito.
+ Pretexto da Invasão: a justificativa era punir os índios por terem abandonado a catequese e expulsado os padres
jesuítas.
 Características:
− Invasão militar e violenta: destruição e mortes.
− Nas lutas, morreu o cacique Surubi.
− Aprisionamento de índios: foram levados para a
Bahia ® a maioria morreu devido as maus tratos e
doenças.  Fracasso: Apesar da destruição e do massacre, a invasão Foi um fracasso, pois não deixou aqui um marco (sinal) de conquista, ou seja, não deu inicio a colonização.
− O número de índios escravizados foi pequeno.

3. A CONQUISTA DE SERGIPE (1590):
• Comandada por Cristóvão de Barros.
− Foi estabelecida uma guerra de extermínio contra os
índios. As aldeias foram massacradas e, finalmente, o
território conquistado. Fundação da cidade de São Cristóvão (01.01.1590) na Barra do rio Sergipe, no atual território de Aracaju: marco da integração de Sergipe a colonização
portuguesa. Foram edificados uma Igreja, um Presídio e um
Arsenal de armas.  Iniciava-se a colonização de Sergipe: Tomé da Rocha foi escolhido para ser o capitão-mor da nova capitania.
4. A ORIGEM DO NOME SERGIPE:
• Hipóteses:
− No início esse território era chamado de “Os Sertões
do Rio Real”. − Teria derivado das modificações (corruptela) do nome Siriípe (“rio dos Siris”): sirigi  sirigipe  seregipe Sergipe. − Seria para distinguir de uma localidade baiana chamada de Sergipe do Conde: daí o nome Sergipe Del Rey (pelo fato de que a conquista de Sergipe foi
efetuada por ordem régia e à custa da Coroa).
− Cacique Serigy ou Serigipy ® o seu nome foi
transformado em Sergipe.
5.AS TRANSFERÊNCIAS DE LUGAR DA CIDADE DE
SÃO CRISTÓVÃO:
• Motivos:
− Ficar longe dos ataques dos franceses.
− Proximidade das primeiras fazendas e engenhos.
• Transferências:
− 1596: para uma colina próxima ao Rio Poxim.
− 1610: para o local atual: nas margens do rio
Paramopama (afluente do rio Vasa-Barris), distante 24
Km do litoral.

A COLONIZAÇÃO DE SERGIPE
1. DIFICULDADES:
− Ataques franceses: só a partir de 1601, os franceses
foram definitivamente expulsos de Sergipe.
− Ataques de índios: que resistiam a ocupação de suas
terras.
2. DOAÇÃO DE SESMARIAS:
− A ocupação do litoral do território ocorreu do Sul para
o Norte.
− Outras vilas foram fundadas na região do rio Real e
do rio Piauí, no sul da capitania, e nas terras banhadas
pelos rios Vaza-Barris, Cotinguiba e Sergipe, no norte
da capitania.
3. ATIVIDADES ECONÔMICAS:
+ Criação de Gado:
− Principal atividade econômica da capitania.
− Ocupação do interior.
− Latifundiária: é marcante a presença dos Garcia
D’Ávila ® Conde da Torre.
− Tinha como finalidade abastecer a Bahia.
+ Cana-de-açúcar:
− Introduzida a partir de 1602.
− Sistema de ”plantation”.


− Surgimento de alguns engenhos.
+ Minas: metais preciosos
− Foram realizadas explorações à procura de minas
no território da capitania, realizadas por Belchior Dias
Moreya, Rubélio Dias, Gabriel Soares e Marcos
Ferreira: rio das Pedras e Serra de Itabaiana.
− Nunca se constatou a existência de metais
preciosos.
OS HOLANDESES EM SERGIPE
1. MOTIVOS:
− Garantia de
alimentos (carne e
farinha) e de
montarias (cavalos).
− Controle das jazidas
de salitre no sertão.
− Servir como zona de
proteção ao avanço
dos portugueses e
espanhóis vindos da
Bahia para expulsá-los de Pernambuco.
2. OBJETIVOS:
− Recolher os rebanhos sergipanos.
− Construir fortes no território.
− Controlar a cidade de São Cristóvão.
− Atacar Salvador.
3. A INVASÃO:
− Em 1637, as tropas da Companhia das Índias
Ocidentais, sediadas no forte de Maurício (atual
Penedo) e comandadas por Sesgimundo Van
Schoppke, cruzaram o rio São Francisco e iniciaram a
invasão.
• A Retirada de Bagnuolo:
− o comandante das tropas portuguesas, o conde
Bagnuolo, mandou incendiar os poucos engenhos,
canaviais e própria cidade de São Cristóvão, além de
matar milhares de cabeças de gado: política da “terra
arrasada” (não deixar nada que pudesse favorecer o
invasor) e ordenou a fuga da população para trás do
rio Real.
− Os holandeses terminaram a destruição do que
restou: saques e incêndios.
4. SITUAÇÃO DE SERGIPE DURANTE A INVASÃO:
− O enfrentamento entre a defesa portuguesa e o
avanço holandês em direção à Bahia se dará no
território sergipano.
− Situação de abandono: as ligações com a Bahia
foram cortadas.
− Sergipe tornou-se um campo de batalha: não houve
efetiva colonização por parte dos holandeses.
5. A RETOMADA DA CAPITANIA:
− Retomada pelos portugueses em 1640, caiu nas
mãos do inimigo um ano depois.
− a retomada definitiva iniciou-se em 1645, quando os
portugueses conquistaram o forte holandês do rio Real
e São Cristóvão foi sitiada, os holandeses se renderam.
− Foi tomado também o forte de Maurício.
− A expulsão definitiva ocorreu em 1646 na batalha do
Urubu (atual Própria).
− Estava concluída a retomada do território pela
colonização portuguesa e a reinstalação do governo.
6. CONSEQUÊNCIAS:
− Retrocesso no processo de colonização portuguesa
em Sergipe.
− Reforço do poder local e desenvolvimento de um
sentimento de autonomia.
+ influência cultural holandesa:
− sobrenome: van der ley (Wanderley) e Rollemberg.
− Marcas no fenótipo: os “galegos” de Porto da Folha.
− Fabricação de requeijão.
− Brasão de armas: reiterava a vitória flamenga sobre
os habitantes de Sergipe.
A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE SERGIPE
1. PERÍODO PÓS-INVASÃO HOLANDESA:
− O período do domínio holandês pode ter levado ao
reforço do poder local e criado um sentimento de
autonomia.
− Período caracterizado pelas lutas entre os poderes
locais e o governo que representava os interesses da
Bahia.
• Domínio da Bahia:
* Exigências:
− Contribuição em homens e em produtos (tabaco, gado).
* Conflitos de Jurisdição no Campo Político:
+ os capitães-mores começam a assumir funções que
eram da competência da Câmara Municipal:
− Cobrança de impostos sobre o gado.
− Os curraleiros são obrigados a prestarem serviço militar.
− Novos impostos sobre o gado.
+ Reflexos:
− Conflitos com a Câmara.
− Deposições.
− Revoltas.
− Dificuldade no relacionamento do governo da Bahia com
a Capitania de Sergipe: os moradores de Sergipe
opunham-se ao governo baiano devido às intervenções
constantes da Bahia na vida sergipana.
2. COMARCA:
+ Em 1696, Sergipe se tornou Comarca:
− Autonomia judiciária: Ouvidor.
− Continuava política e economicamente subordinado à
Bahia: os conflitos entre as autoridades de Sergipe e as
da Bahia persistiam.
3. ECONOMIA:
− A economia foi se recompondo depois da devastação
provocada pela guerra com os flamengos.
− O gado torna-se a principal riqueza durante o século
XVII.
-− No século XVIII e primeiras décadas do século XIX, a
economia açucareira consolida-se: aumentam as

exportações do açúcar sergipano pelo portos baianos
e cresce o número de engenhos.
− Sergipe adquire importância econômica: açúcar,
gado, algodão, fumo, arroz, mandioca.
4. OS GRUPOS SOCIAIS:
* O desejo de autonomia gerou conflitos internos:
+ Senhores de engenho ligados aos comerciantes de
Salvador e portugueses estabelecidos em Salvador
desejavam que o território continuasse sob domínio
baiano.
+ Os habitantes das cidades, pequenos comerciantes,
funcionários públicos e senhores de terras criadores
de gado.
5. A INDEPENDÊNCIA DE SERGIPE:
• Decreto Real:
− Em 08 de julho de 1820, D. João VI assinou o
decreto isentando Sergipe da sujeição da Bahia.
− Em 25 de julho de 1820 uma Carta Régia nomeou o
brigadeiro Carlos César Burlamárqui para governar
Sergipe.
− Os serviços prestados por Sergipe à causa real
durante a Revolução Pernambucana de 1817.
− A grande prosperidade da capitania de Sergipe no
setor açucareiro.
− Reforma político-administrativa que o governo
efetuou em várias capitanias.
• A Reincorporação à Bahia:
− Em 1820, a Bahia aderiu à Revolução
Constitucionalista do Porto e a Junta Governativa que
assumiu o poder determinou a reincorporação da
Comarca de Sergipe à Bahia.
− O capitão-mor Luiz Antonio da Fonseca Machado
não acatou as ordens da Bahia e deu posse a Carlos
César Burlamárqui.
− A Bahia envia tropas para São Cristóvão e estas
depõem o primeiro governador de Sergipe: Sergipe
volta a situação de dependência em relação a Bahia.
• A Passagem de Labatut por Sergipe:
* Independência do Brasil:
− As questões da autonomia de Sergipe e a
independência do Brasil confundem-se num mesmo
processo.
− A Bahia, através do brigadeiro português Madeira de
Melo, não aceitou a separação do Brasil de Portugal
nem a autoridade de D. Pedro I e iniciou um
movimento armado contra a Independência do Brasil.
− O capitão-mor de Sergipe, brigadeiro Pedro Vieira,
era partidário do sistema português dominante na
Bahia.
− D. Pedro I contrata os mercenários Pedro Labatut e
Rodrigo de Lamare para impor a nova ordem política
na província da Bahia.
− As tropas de Labatut desembarcam em Maceió e
seguem, por terra e atravessando o rio São Francisco,
sobre o território de Sergipe em direção a Bahia.
• Objetivos:
− Cessar as hostilidades e a adesão de Sergipe ao
Príncipe Regente: apoio a D. Pedro.
− Atacar a Bahia.
• Adesões:
− Vila Nova (Neópolis).
− Laranjeiras.
− São Cristóvão: os adeptos de Madeira de Melo
fugiram.
− Estância.
• Motivos do Êxito da Missão de Labatut:
− o sentimento anti-lusitano da população de Sergipe.
− a participação das tropas comandadas por João
Dantas, capitão-mor das ordenanças da vila de
Itapicuru (Cachoeira), que entrou em Sergipe através de
Campos (Tobias Barreto) e avançou vitorioso sobre
Santa Luzia e Lagarto.
− As negociações de Labatut garantiram um acordo
entre os grupos emancipacionistas e recolonizador,
cujos representantes dividiram entre si a tarefa de
formação de um governo local autônomo.
• A Integração de Sergipe ao Estado Nacional:
− a autonomia de Sergipe foi reconhecida por D. Pedro
I, em Carta Imperial de 05.12.1822.
− em 03.03.1823, realizou-se missa festiva onde foi
aclamado D. Pedro I como Imperador do Brasil: a partir
desta data Sergipe foi efetivamente integrado ao Brasil
Independente.
SERGIPE DURANTE O IMPÉRIO
1. SITUAÇÃO POLÍTICA DURANTE O 1º REINADO:
• Partidos Políticos:
+ Liberal: defendendo o controle local do poder e
representado socialmente pelos senhores de terra e
gado e camadas médias urbanas.
+Corcunda: defendendo o controle externo e
representante dos interesses dos financiadores da
agroindústria açucareira em Sergipe e representado
socialmente pelos grandes senhores de açúcar e pelos
seus aliados, os portugueses residentes em Sergipe.
− a política sergipana será marcada pelo embate entre
as duas forças que representavam os senhores de
terra.
− os senhores de terra dominavam uma sociedade
basicamente rural e isolada em termos de comunicação
dos centros mais adiantados da região.
− as camadas populares não tinham participação, mas
demonstravam resistência através de fugas, invasões
de cidades, rebeliões, crimes, protestos
• Eleições:
− Momentos violentos em que o partido que ocupava o
poder manipulava a seu favor os resultados.
− Eram disputas entre facções da classe dominante,
cada uma imbuída do desejo de controlar o poder e de
demonstrar força sobre sua clientela.
• Reflexos da Confederação do Equador (PE-1824):
− o presidente da província de Sergipe foi deposto
acusado de simpatizar com os republicanos
pernambucanos: esse episódio contou com o apoio dos
Corcundas.
• Conflitos:
− Revolta dos índios de Pacatuba (1827).
− Sublevação de escravos dos engenhos da
Cotinguiba (1827).
• Reflexos da Abdicação de D. Pedro I (1831):
− As autoridades ligadas aos corcundas relutaram em
aclamar o sucessor Pedro II e reprimiram as festas
populares.
− Animosidade contra os portugueses.
− Uma representação “popular”, apoiada pela tropa,
exigiu a demissão do Presidente da Província e de
todos os portugueses que exercessem cargos
públicos.
− O Presidente renunciou, foram nomeadas novas
autoridades e todas as Câmaras Municipais
aclamaram o novo Imperador.
2. CONTEXTO HISTÓRICO DURANTE O PERÍODO
REGENCIAL:
− Eleição para a primeira Assembléia Provincial
(1825).
− O Partido Corcunda passou a denominar-s de
Partido Legal.
• A Revolta de Santo Amaro (1836):
+ Motivo:
− A derrota dos corcundas nas eleições.
− A falsificação das atas da eleição de Lagarto:
provocou a alteração do resultado e contou com o
apoio do Presidente da Província (Barão da
Cotinguiba).
− Protestos do Partido Legal (Liberal).
+ O Conflito:
− O chefe Corcunda, Sebastião Boto, cercou a vila de
Santo Amaro, um dos redutos de resistência dos
liberais, fazendo fugir a população que abandonou a
vila: 15.11.1836.
− foram arrombadas e saqueadas as casas e mortos
os habitantes ainda ali encontrados.
− as perseguições aos liberais estendeu-se a outras
vilas, provocando fugas para a Bahia e Alagoas.
+ Conseqüências:
− O Partido Liberal passou a ser chamado
“Camundongo” e o Partido Corcunda (Conservador)
de “Rapina”.
− A eleição foi anulada.
− O Presidente foi demitido.
− Os participantes do movimento foram anistiados em
1837.
3. SERGIPE DURANTE O 2º REINADO:
− Rapinas e camundongos revezaram-se quase
anualmente no controle do poder provincial: seguindo
a política de revezamento de partidos iniciada por D.
Pedro II.
− Bagaceira (1847): dissidência do Partido
Camundongo liderada pelo Barão de Maruim e pelo
Barão de Própria.
A MUDANÇA DA CAPITAL (1855):
* Governo de Inácio Joaquim Barbosa:
− o projeto modernizador de Inácio Joaquim Barbosa,
em torno do qual congregaram-se camondongos e
rapinas, é um reflexo da Conciliação que estava
ocorrendo em nível nacional.
− Procurou racionalizar o comércio do açúcar e livrá-lo
da tutela da Bahia.
− Promoveu a mudança da capital da Província.
+ Motivos:
− Proximidade da região economicamente mais
importante, a zona da Cotinguiba: novo centro produtor
de açúcar.
− A decadência do vale do Vasa-Barris: onde se situa
São Cristóvão.
− a nova capital seria uma cidade portuária, o que
facilitava o escoamento do açúcar.
+ Aracaju: Cidade Planejada.
− o plano urbanístico da cidade foi elaborado por
Sebastião Pirro e consistia na construção de uma
cidade traçada em forma de xadrez.
− Em 17 de março de 1855, Dr. Inácio Barbosa
sancionou a Resolução nº 413 que ficava elevado a
categoria de cidade o Povoado Santo Antonio do
Aracaju, com a denominação de cidade de Aracaju.
+ Manifestações Contrárias: − Manifestações por parte da população de São Cristóvão no intuito de impedir a saída das repartições públicas e críticas quanto às condições de habitação, higiene e saúde da população que deveria ali se
estabelecer.− João Bebe Água. A Origem do Nome Aracaju:
 Hipóteses: corruptela. (corrupção) − Derivada das palavras da língua tupi: ará (papagaio) e acayu (fruto do cajueiro) ® “cajueiro dos papagaios”. − Aracaju significaria “lugar dos cajueiros” ® cajueiral. − Derivada de ara (tempo, época, estação) e caju (fruto do cajueiro). − Derivada do termo tupi areaiu. • Partidos Políticos: + o Partido Rapina deixou de existir. + o Partido Camundongo dividiu-se: − Partido Saquarema (Conservador): criado pelo Barão
de Maruim. − Partido Liberal.Terminavam as antigas denominações locais.

4. SERGIPE E A CRISE DO IMPÉRIO: Abolicionismo
e Republicanismo. − o movimento abolicionista tomou força em Sergipe a partir de 1880, principalmente na cidade de Laranjeiras (importante centro exportador de açúcar e maior centro urbano de Sergipe). − O enforcamento em praça pública do líder negro João Mulungu, no século XIX, responsável pela construção de um quilombo nas matas de Sergipe, demonstra que a organização dos quilombos foi a principal forma de rebelião de escravos no Brasil.
− O Jornal Horizonte era o veículo divulgador de idéias
sobre educação popular e implantação do trabalho livre.
− Surgiam reuniões, conferencias e clubes para
discutir as novas idéias: profissionais liberais oriundos
das camadas médias urbanas. − O Jornal O Laranjeirense: órgão abolicionista e republicano. − Fundação do Clube Republicano Federal Laranjeirense: Silvio Romero, Felisbelo Freire, Baltazar de Góis, Josino Meneses. − Tanto conservadores quanto liberais aderiram ao regime e ao Partido Republicano a partir de 15 de novembro de 1889. − A Proclamação da República transferiu para Aracaju
o centro do movimento republicano.
− Os republicanos, inexperientes no exercício do
poder, serão sufocados na luta com os velhos políticos
e com o poder militar. − Felisbelo Freire foi escolhido como primeiro presidente (governador) do Estado.

5. A CULTURA NO SÉCULO XIX:
− A população em geral era iletrada, poucos
privilegiados sabiam ler e escrever.
− Os filhos da elite continuavam a estudar fora da
Província. − 1832: aparecimento do primeiro jornal ®
Recompilador Sergipano. − Em 1835, surge o Noticiador Sergipense: que publica atos do Governo.
− A primeira biblioteca foi fundada em 1848 em São
Cristóvão, depois transferida para Aracaju.
− A Ponte do Imperador foi construída no século XIX,
para servir de plataforma de desembarque as
margens do rio Sergipe, quando da visita de D. Pedro
II.
− Em 1870 foi criado o Atheneu Sergipense.
− As primeiras manifestações literárias na Província
surgem a partir de 1830.
− os primeiro literatos sergipanos são poetas e só a
partir da década de 50 é que a prosa começa a se
desenvolver.
− A produção literária sergipana gira em torno das
tradições culturais de seu povo: a história, lendas e
costumes.
− A partir da década de 60, o drama, o romance e a
poesia crescem.
− Os intelectuais que se projetaram foram os que
saíram da Província.
− Os livros nada falam sobre as culturas de negros e
índios.
• Tobias Barreto (1839-1889):
− Famoso mestre sergipano da Faculdade de Direito
do Recife.
− Criou uma espécie de escola filosófica denominada
“Escola do Recife”: introdução no Brasil das mais
modernas correntes filosóficas, jurídicas e
sociológicas do mundo naqueles tempos.
− Sólida influência nos meios universitários da Bahia.
- Introdutor do germanismo na cultura brasileira.
− Jurista, jornalista, poeta, crítico musical e literário.
− Livro de Poesia: Dias e Noites. Demais obras:
Estudos Alemães; Monografias em Alemão; Crítica
Literária; Crítica da Religião; Menores e loucos;
Questões vigentes; Estudos de Direito; entre outras.
• Silvio Romero (1851-1914):
− Jornalista combativo, parlamentar e critico literário:
discípulo de Tobias Barreto, fundador da Academia
Brasileira de Letras e primeiro historiador da Literatura
brasileira.
− As primeiras manifestações do Folclore sergipano
foram assinaladas por Silvio Romero: Cantos e Contos
Populares de Sergipe ® congada e folias de reis.
− Obras: História da Literatura Brasileira; Etnologia
Selvagem; Ensaios de Sociologia; Interpretação
filosófica da crítica; entre outras.
PERÍODO REPUBLICANO
1. A OLIGARQUIA OLIMPISTA (1900-10):
− No inicio do século XX, a política sergipana registra
dois partidos majoritários:
+ Partido Republicano de Sergipe: cabaús.
+ Partido Republicano Sergipense: pebas.
• Olimpio Campos:
− tendo conseguido impor-se sobre os velhos políticos
como líder dos cabaús, o Monsenhor Olímpio Campos
foi presidente do Estado, indicou os seus sucessores no
governo, influiu poderosamente na eleição de
deputados elegeu-se senador.
− Nos municípios também eram eleitas sempre pessoas
ligadas ao Monsenhor e os empregos públicos eram
distribuídos entre os seus correligionários.
− Manteve controladas as classes subalternas através
do esquema de poder e repressão, apoiado pelos
coronéis.
− Procurou contentar as classes dominantes,
principalmente aos senhores de engenho, com um
plano de recuperação da economia açucareira.
• Revolta de Fausto Cardoso (1906): + Definição: − Golpe para derrubar o governo olimpista.
+ Motivos: − A longa permanência dos olimpistas no poder.
− A formação de um grupo mais radical da oposição.
− A criação do Partido Progressista: oposição radical ao
olimpismo. − causa imediata: a visita, pela primeira vez depois de
eleito, do deputado federal Fausto Cardoso. + O Movimento:
− No dia 10.08.1906, um contingente da Polícia Militar
tomava o Palácio do Governo e depunha o presidente
Guilherme Campos.
− Formou-se um novo governo com membros (camadas
médias urbanas) do Partido Progressista.
− O movimento começou em Aracaju, mas espalhou-se
por Maruim, Itabaiana, N. S. das Dores, Laranjeiras,
Rosário, Itaporanga, Propriá, Divina Pastora, Capela,
Riachuelo e Japaratuba.
+ A Intervenção Federal:
− Em 28.08.1906, o governo federal enviou uma força
interventora para Sergipe, que depôs os progressistas,


retomou todas as sedes municipais e repôs o olimpista
Guilherme Campos na presidência do Estado.
− Fausto Cardoso foi assassinado durante os embates
militares da intervenção.
® Dois meses depois, os filhos de Fausto Cardoso
assassinaram Olimpio Campos no Rio de Janeiro.
2. O GOVERNO GRACCHO CARDOSO (1922-26):
− Fazia parte do grupo político que dominou Sergipe
de 1910 a 1930: o PRC (Partido Republicano
Conservador).
+ procurou modernizar a capital e atingiu em certa
medida o interior do Estado:
− Saneamento.
− Abastecimento de água.
− Urbanização e embelezamento.
− Construção de estradas, pontes e escolas no
interior.
• Revolta de 13 de Julho (1924):
− Movimento tenentista em Sergipe que promoveu a
deposição de Graccho Cardoso aderindo à revolta
movida em São Paulo para depor o presidente da
república Artur Bernardes.
+ Motivos:
− A crise política vivida pelo Brasil em âmbito nacional.
− a presença no 28º BC de oficiais implicados na
revolta do Forte de Copacabana (RJ): foco de
propaganda do antibernardismo ® oposição ao
Governo Federal.
− causa imediata: a participação de tropas do 28ºBC
na deposição do governo baiano J. J. Seabra,
indignou os oficiais sergipanos, que se sentiram
instrumentos da política vingativa e arbitrária do
Presidente da República.
+ O Movimento:
− os militares depuseram Graccho Cardoso e tomaram
as cidades de Aracaju, Carmópolis, Rosário,
Japaratuba, Itaporanga e São Cristóvão.
+ Repressão Federal:
− Os militares foram violentamente derrotados pelas
forças militares e pelas tropas formadas pelos
“coronéis” sergipanos.
+ Conseqüências:
− a violenta repressão gerou grande
descontentamento e dividiu a sociedade sergipana em
vencidos e vencedores.
− Desgastou o governo de Graccho Cardoso e o
tornou cada vez mais submisso ao Governo Federal e
aos “coronéis”.
• Revolta de Augusto Maynard (19.01.1926):
+ Motivos:
− A repressão aos movimentos tenentistas.
− A passagem da Coluna Prestes pelo Nordeste.
+ O Movimento:
− Fugindo da prisão, o tenente Augusto Maynard
Gomes, comandou uma operação que a partir do
controle do 28ºBC, tentou tomar o Quartel de Polícia e
depor o governo.
+ A Repressão:
− Graccho Cardoso mobilizou as forças legais ao
governo: Augusto Maynard foi ferido e os tenentes
pediram rendição.
3. A REVOLUÇÃO DE 30 EM SERGIPE:
− Sergipe não se incorporou dessa vez desde os
primeiros momentos à revolução.
− em 16.10.1930, o manifesto de Juarez Távora e as
tropas revolucionárias foram recebidas festivamente na
cidade.
− Augusto Maynard foi indicado como Interventor
Federal de Sergipe.
4. O GOVERNO DE SEIXAS DÓREA (1962-1964):
− Incorporou-se à luta pelas reformas de base do
presidente João Goulart.
− Participou do comício do 13 de maio no Rio, no qual
anunciou a realização da reforma agrária para Sergipe.
® Essas atitudes provocaram inquietação nos grupos
conservadores.
® O golpe militar de 31 de março de 1964, que
derrubou João Goulart, também depôs Seixas Dórea.

7. BIBLIOGRAFIA:
O presente texto é composto por transcrições textuais
de:
1.AGUIAR, Fernando. Pré-História de Sergipe. Apostila.
2.Apostila Cultura Sergipana para Concursos. Ed.
Aspas.
3.Textos e fotos extraídos do site UFS-PAX-MAX.
4.Textos extraídos do site Infonet-Cidades de Sergipe.
5.Jornal da Cidade, Aracaju, 7-8 nov. 1999. Caderno
Cidades, p.4.
6.DINIZ, Diana M. F. Leal (coordenadora). Textos para
a História de Sergipe. UFS. 1991.
7.Informe UFS, São Cristóvão, n.242, p.4-5,21 out.
1999, Francisco José Alves.
Aracaju (SE)
http://www.vestibularseriado.com.br/