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domingo, 10 de junho de 2012


HOSPITAL DE ROSÁRIO DO CATETE
1ª parte 



*Adailton Andrade


O Hospital de Rosário do Catete foi inaugurado na década de 1930, mas sua primeira fundação que se chamava Casa de Caridade ou Associação Rosa Vieira de Melo foi criada em 6 de janeiro de 1874  através das idéias do  Padre Luiz da Rocha Villar um homem de coração bom que dedicou sua vida em favor das pessoas pobres de Rosário do Catete, alem de padre, cuidava das chagas da alma, também cuida do corpo, servindo seus prestes como enfermeiro, médico pratico, professor e amigo, manteve em sua casa uma pequena farmácia para atender as pessoas carentes que ali os procuravam. Sonhou com uma obra inda maior e este sonhou foi se realizando com a criação da associação que com o apoio de amigos concretizou.

Jornal de Maruim como manchete principal a inauguração do Hospital de Rosário do Catete
em 17 de agosto de 1930

Padre Rocha Villar e alguns amigos fundaram a Associação de Caridade junto com a primeira tentativa de uma casa hospitalar em 15 de agosto de 1874 dedicando sua vida a obra de caridade prestando serviços de amor ao próximo já que a vila de Rosário sempre teve seu destino marcado com grandes epidemias em 1863 houve uma epidemia de varíola




Sua idéia teve inicio no dia 6 de janeiro de 1874, data esta que foi realizada uma reunião entre amigos com o mesmo propósito de fundar em Rosário do Catete uma casa de caridade, neste período foi criada uma associação de assistência médica a comunidade carente do município que teve como nome Associação Maria Rosa Vieira de Melo sob a inspiração e nos propósitos moral da obra humanitária e assistencial de D. Maria Rosa Vieira de Melo e em reconhecimento ás suas invejáveis virtudes e integral formação católica com a finalidade de criar e manter obras de assistência social, na forma dos presentes estatutos, também oferecia no seu estatuto assistência Jurídica, medica, esportiva, recreativa e cultural.



Esta primeira reunião foi realizada na própria casa do padre situada na rua pedra e cal, hoje esta mesma rua leva seu nome, no dia 15 de agosto de 1874 procedeu a eleição da diretoria que foi constituída deste modo:  



ASSOCIAÇÃO MARIA ROSA VIEIRA DE MELO
6 de janeiro de 1874


1ª sede do hospital de caridade de Rosário do Catete

Com a associação criada e sua diretoria formada, inicia-se a sua principal obra que seria a construção do seu hospital, esta idéia veio amadurecendo já que na própria casa do padre os serviços médicos e de assistências sociais já eram prestados a comunidade Rosarense. Iniciam-se as campanhas de arrecadação de dinheiro para a construção do seu maior desafio, foram organizados grandes leilões, quermesses com animações de bandas de musica,


Este Estatuto foi atualizado em 10 de janeiro de 1956. Registrado em Cartório de Registro de Títulos e Documentos em Aracaju  no Livro A-7 ás fls. 207 a 209 sob 406 aos 26 de outubro de 1956


Inaugurado em 17 de agosto de 1930


                 

Xavier participou de vários órgãos de caráter social ocupando sempre cargos de diretoria, a exemplo da Associação de Caridade de Rosário que foi tesoureiro de 1981 a 1989, secretário de 1961 a 1969, por fim presidente na qual na função respondia pela direção do hospital de Rosário renunciando em 1997 por questões políticas.


continua....






Irmandade de Nossa Senhora do Rosário
Rosário do Catete-Se  ( 1ª parte )



Foto: Canindé Dantas


 Adailton Andrade


Segundo alguns historiadores, não se acha uma explicação, uma resposta sobre o nome Rosário do Catete, muitos moradores contam que gerações e gerações falam a mesma historia  que  onde hoje é a cidade existia uma mata e os escravos encontraram uma imagem de Nossa Senhora do Rosário. O memorialista da cidade o senhor Luiz ferreira Gomes também afirma esta versão mas sem dar muita credibilidade a historia. Com isso o nome do município ficou conhecido pela devoção a santa, a devoção a vigem Maria , a irmandade dos homens pretos e pardos  assim surgida nas terras  do Rosário ajudou muito  a confirmação que o nome da cidade fosse Rosário, mas e porque Catete ?Para este existe outras definições também, algumas delas remete a um tipo de milho, uma espécie de porco do mato chamado caititu.... estas são alguns justificativas especuladas sobre o catete, mas nada comprovada cientificamente. Mas uma das possibilidades mais prováveis é que nestas terras antes da vila do Rosário que quando se dar inicio a vila o poder municipal precisava de mais terras se fossem publicas a desenvolver a administração daí os proprietários do engenho o senhor Raimundo Teles Barreto em 1836/37e dona Josefa  Teles Meneses eles doaram uma boa parte das terras do engenho Catete para expansão administrativa da vila no entanto, isso tudo nos remete uma ideia e razoes para se chegar a um nome ao município  fez  doação existia um Engenho Catete Velho. “Rosário” do Catete   Além de ser um topônimo brasileiro, outras nações possuem topônimo homônimo, há exemplo de Argentina e Espanha. Especificamente quanto ao sergipano, cita o histórico da cidade, segundo o
IBGE, que

[...] as terras ocupadas pela Cidade de Rosário do Catete pertenciam ao antigo engenho Jordão, de propriedade de Jorge de Almeida Campos, que as doou para construção da capela de Nossa Senhora do Rosário, imagem que teria sido encontrada por escravos, nas matas adjacentes. (IBGE)


Existe registro fontes documentais da fundação da igreja e da sua atuação social através da irmandade assim constituída pelos frades.




Desde os primórdios da povoação, a devoção por Nossa Senhora do Rosário se mostra presente. O que talvez não se apresente, num primeiro momento, é a presença dessa devoção a partir deste signo toponímico. Isso porque muitos imaginam que Rosário designa um antropotopônimo, não a santa. Ao visitar a cidade, por outro lado, a presença imediata de um enorme rosário (instrumento usado para rezar o terço três vezes) denota a relação léxico e identidade cultural.
Entretanto, esse signo toponímico possui algo de característico: a tentativa, mesmo que parcial/temporária, de apagamento do discurso religioso. Essa laicização vai à contramão do fluxo diacrônico dos topônimos, não apenas dos sergipanos. Note-se esse processo:

“Nossa Senhora do Rosário do Catete para simplesmente Rosário alterado, pelo decreto estadual nº 113, de 12-07-1932. Rosário para Rosário do Catete alterado, pelo decreto estadual nº 377, de 31-12-1943, revogado pelo decreto de nº 533, de 07-12-1944.”

Rosário do Catete foram criadas nesse período a sua paroquia  uma iniciativa da mão de obra  escreva devido um grande numero de engenhos  as atividades escravocratas estavam em ascensão. Com isso foi criada sua irmandade em 1779, esta data  é encontrada  nos registros prestações de contas desde essa data.



Segundo Joceneide Cunha, O convento dos franciscanos citado abrigou a irmandade de São Benedito no século XVIII. Outro lugar que o santo era venerado era na povoação de Rosário do Catete, pois na capela da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário da dita povoação ele tinha um altar lateral no inicio dos Oitocentos, a capela dos irmãos do Rosário da povoação de Rosário do Catete já era construída, e era de pedra e cal, possuía dois altares laterais, um com a imagem de São Benedito e outro com a imagem de Santa Ana, além disso, tinha também dois confessionários, além de altares e púlpitos de madeira e pintado. Ou seja, era uma capela estruturada e com requintes arquitetônicos, o que evidencia a circulação de dinheiro e/ou bens na irmandade. A irmandade em questão acertou com o mestre José Simão do Rosário o valor de 160 mil réis para que ele fizesse o retábulo novo da igreja, esse valor seria pago em duas prestações anuais.


Todavia, acredito também que as contribuições dos irmãos não deveriam ser parcas, pois os irmãos e o pároco de Santo Amaro se envolveram em um conflito em 1817 com os irmãos do Rosário da Povoação de Rosário do Catete. Os primeiros reivindicavam o fechamento da confraria da povoação, já que não havia motivos para existir duas irmandades para a mesma santa e com igual público na freguesia de Santo Amaro. Eles alegavam ainda que a irmandade de Santo Amaro não possuía um sólido patrimônio e que a outra irmandade, a da povoação, era posterior, e retirava valores da de Santo Amaro, além de enganar e explorar os irmãos.
 Ou seja, era uma disputa pelos irmãos e pelos valores que eles entregavam as suas irmandades.[1]


[1] Relatório da Vistoria realizado pelo provedor, 9/12/1818, cx. 291, Arquivo Nacional

Licenciado em História, pós-graduado em Ensino Superior em História, pós-graduado em Sergipe Sociedade e Cultura, Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Membro na qualidade de pesquisador dos Grupos de Estudo e Pesquisa da UFS: Grupo de Estudos e Pesquisas em Memória e Patrimônio Sergipano. (GEMPS/UFS/CNPq) e o Grupo de Estudos e Pesquisas Culturas, Identidades e Religiosidades (GPCIR/UFS/CNPq) Professor da rede particular e Pública de ensino. adailton.andrade@bol.com.br / adailton66andrade@gmail.com fontesdahistoriadesergipe@bol.co