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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE SERGIPE COM GABARITO

HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE   SERGIPE
                                      




  Prof. Adailton Andrade





HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE SERGIPE PROVAS DE CONCURSOS ANTERIORES





HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE  SERGIPE
PROVAS  DE CONCURSOS ANTERIORES                                         

  Prof. Adailton Andrade


1ª ) A Área de Proteção Ambiental Morro do Urubu – APA Morro do Urubu – está localizada na zona Norte de Aracaju e caracteriza-se por uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Um dos motivos que a enquadrou na categoria de Unidade de Conservação de uso sustentável, através do Decreto nº 13.713, de 14 de junho de 1993, é que, na capital sergipana, a área constitui um dos últimos remanescentes de:

A) Restinga.
B) Caatinga.
C) Manguezais.  
D) Vegetação de dunas.
E) Mata Atlântica.


2ª ) A Constituição Federal de 1988 determinou que, a partir daquela data, a criação das Regiões Metropolitanas fica a cargo dos governos estaduais. Através da Lei Complementar n° 25, de 29 de dezembro de 1995 e, alterada pela Lei Complementar n° 86/2003, a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe decretou e sancionou a criação da Região Metropolitana de Aracaju. Fazem parte da região metropolitana, desde a sua criação, os seguintes municípios:

A) Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Estância.
B) Estância, Santo Amaro das Brotas, Riachuelo e Aracaju.
C) Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros.
D) Barra dos Coqueiros, Estância, Laranjeiras e São Cristóvão.
E) São Cristóvão, Lagarto, Aracaju e Nossa Senhora do Socorro.


3ª) A Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde – CVE/SES registrou, no período entre janeiro e outubro de 2010, 1.440 casos suspeitos de dengue, com 313 casos confirmados, o que representa 21,73% dos casos suspeitos. Houve um aumento no número de casos, principalmente, a partir do mês de março, mas com um registro maior nos meses de abril e maio, comportamento esse já esperado pelos técnicos da vigilância, haja vista, que os anos de 2009 e 2008 também registraram este padrão. A situação dos meses de abril e maio pode ser atrelada a uma série de questões relevantes, tal como:
A) o desabastecimento de água e consequente armazenamento indevido.
B) ao fim do período chuvoso no estado, provocando alagamentos constantes.
C) a ação eficaz do combate à doença em todos os períodos do ano.
D) ao processo de expansão urbana em direção à praia do Atalaia.
E) a diminuição dos leitos para atendimento dos casos de dengue no período do outono.



4ª ) O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.

5ª ) A Praça Fausto Cardoso configura-se, na história de Aracaju, como um local central de importância política e cultural, pois concentrava um significativo número de prédios públicos oficiais, bem como manifestações culturais. Segundo a historiadora Terezinha Oliva “A praça era conhecida como a praça dos três poderes, das manifestações políticas. Foi o cenário da Intentona Comunista, das lutas pelas 'Diretas Já' e aglutinava, também, os trabalhadores que sempre iam fazer manifestações, para chamar a atenção do poder público quanto às suas reivindicações”. Apesar de não possuir a mesma importância de outrora, a Praça Fausto Cardoso é um marco urbanístico e histórico de Aracaju, e homenageia um importante personagem, que ganhou notoriedade como:

A) comerciante que alavancou a economia de Aracaju.
B) deputado que liderou a revolta contra as oligarquias do Estado.
C) personagem do folclore regional, que divulgou a cultura nacionalmente.
D) fazendeiro que incentivou o beneficiamento da cana-de-açúcar.
E) engenheiro que promoveu o ordenamento urbano de Aracaju.

6ª) O primeiro a propor o horário de verão foi William Willett, em 1907, membro da Sociedade Astronômica Real, que iniciou uma campanha para que a Inglaterra o adotasse. O argumento, na época, era que as pessoas teriam mais tempo para lazer, haveria menor criminalidade e redução do consumo de luz. O Brasil adota sistematicamente o horário de verão, contudo, nem todas as regiões necessitam deste sistema para economizar energia. Como ocorrido nos últimos anos, nos meses em que o horário de verão é adotado no Brasil, quando são 10h00min em Brasília, em Aracaju será:

A) 8h00min
B) 9h00min
C) 10h00min
D) 11h00min
E) 12h00min


7ª ) A imagem a seguir, representa a organização histórica da cidade de Aracaju e é denominada de “Tabuleiro de Xadrez”. Tal organização está relacionada ao seguinte fato:


A) Verticalização das construções.
B) Novos sistemas de transportes.
C) Urbanização projetada.
D) Formação de periferias.
E) Economia agrária exportadora.


8ª)   Leia a reportagem a seguir.   Chuva causa alagamentos em Aracaju Em 14 horas foi registrado quase metade do esperado para todo o mês. Aeroporto ficou fechado durante a tarde”. Uma chuva forte e constante está provocando alagamentos em Aracaju nesta terça-feira (24). A chuva começou na madrugada e em 14 horas foram registrados 130 milímetros, quase metade do esperado para todo o mês de maio. Canais transbordaram e os carros quase não conseguiam trafegar. Em uma creche, as águas tomaram a frente do prédio, impedindo a saída das crianças. A Marinha emitiu um alerta de mar agitado e a orientação é para que as embarcações evitem a navegação. Segundo a meteorologia, as chuvas intensas devem continuar até quinta-feira (26). O aeroporto de Aracaju foi reaberto na tarde desta terça-feira, depois de ficar fechado durante a maior parte da tarde. Quatro voos foram cancelados. O episódio registrado na reportagem está corretamente justificado na seguinte afirmativa:

A) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o inverno/primavera.
B) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de alagamentos.
C) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o outono/inverno.
D) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de deslizamentos.
E) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o verão/outono.


9ª ) No estado de Sergipe, “os principais manguezais se encontram na foz do Rio São Francisco e seus afluentes da foz; na foz do Rio Japaratuba e Rio Siriri, seu afluente; foz do Rio Sergipe; Rio Vaza Barris; Rio Real e Rio Piauí.” O processo de degradação destes manguezais encontra-se em estágio acelerado, colocando em risco a importância deste ecossistema para a região. O principal benefício ecológico dos manguezais e a principal causa da sua destruição são, respectivamente:

A) produção de produtos da maricultura / pesca predatória.
B) manutenção das costas marítimas / fragilidade da legislação ambiental.
C) fornecimento de madeira para lenha / derramamento de esgoto.
D) contribuição na culinária local / intensificação do setor turístico.
E) berçário natural de espécies aquáticas / especulação imobiliária.


10 ª)  Em 1820, o rei D. João VI assinou um Decreto que isolou Sergipe da Bahia. O brigadeiro Carlos César Burlamárqui foi nomeado, então, o primeiro governador do Estado, apesar dos contínuos conflitos com os baianos. Com a Independência do Brasilem1822, a situação de autonomia do estado de Sergipe consolidou-se, possibilitando o desenvolvimento da região. Em 1855, a capital sergipana foi transferida para o povoado de Santo Antônio de Aracaju, que foi elevada à condição de cidade. Esta transferência é um marco da história do Estado, bem como da cidade de Aracaju. A cidade que perdeu o status de capital do estado de Sergipe e o motivo da transferência da capital estão apontados corretamente em:

A) São Cristóvão / escoamento da produção açucareira.
B) Barra dos Coqueiros / extração de petróleo e gás natural.
C) Nossa Senhora do Socorro / proteção através de fortificações.
D) Laranjeiras / beneficiamento da produção de cítricos.
E) Estância / infraestrutura para a produção têxtil.


11ª)  O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.


12) - Aracaju é uma capital estadual com reconhecida infraestrutura de turismo, incluindo aquela voltada para os espaços praianos. Nesse sentido, destaca-se uma praia aracajuana recentemente revitalizada com novos equipamentos de lazer e de convivência social, quadras de tênis, parque infantil, fonte luminosa e espaço para a prática de esportes, além de um Centro de Artes e Cultura, entre outras funcionalidades turísticas permitidas pela política urbana. Essa praia, a mais próxima do centro da cidade, contribui para o fortalecimento da economia de uma área central já bastante frequentada pelos turistas. O texto faz referência à seguinte praia de Aracaju:
A) Robalo.
B) Atalaia.
C) Refúgio.
D) Náufragos.
E) Mosqueiro.
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13 ) No primeiro aglomerado urbano de Aracaju, realizou-se a reunião da Assembleia Provincial que definiu a transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju. Desse ponto geográfico, pode ser observado o estuário do rio Sergipe e a ilha de Santa Luzia. O ponto geográfico de relevância histórica a que o texto se refere é:

A) Ponte do Imperador.
B) Igreja São Salvador.
C) Parque Teófilo Dantas.
D) Orla do Bairro Industrial.
E) Colina de Santo Antônio.

14-) Sergipe conta com uma área de livre-comércio destinada à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados fora do país, sendo considerada zona primária para efeito de controle aduaneiro. Trata-se de uma Zona de Processamento de Exportação. Essa Zona de Processamento de Exportação localiza-se no município de:

A) Lagarto.
B) Areia Branca.
C) Barra dos Coqueiros.
D) Santo Amaro das Brotas.
E) Nossa Senhora do Socorro.

15)  A partir da década de 1860, um importante fator econômico permitiu a ocupação de amplos espaços
rurais de Sergipe, sobretudo em regiões atingidas pelas secas periódicas, no agreste e na zona da caatinga. Tratava-se de uma produção agrícola estimulada pela demanda decorrente da Guerra de Secessão dos Estados Unidos e de estímulos da metrópole portuguesa. Esse fator econômico refere-se à atividade produtiva de:
A) algodão.
B) agave.
C) café.
D) cacau.
E) cana-de-açúcar.

16) No setor energético, o estado de Sergipe alinha-se ao esforço nacional de promover o desenvolvimento
sustentável, no exemplo da produção de combustíveis menos poluentes. A cadeia produtiva agrícola sergipana inclui setores vinculados à área energética, contando com seis destilarias voltadas à geração de etanol, a partir da cana-de-açúcar. No Estado, além do etanol, se produz uma fonte energética vinculada à renovação da matriz brasileira de combustíveis, que contribui para a sustentabilidade ecológica.
Além do etanol, o texto faz referência a uma outra fonte energética que é o(a):
A) gasolina.
B) biodiesel.
C) querosene.
D) carvão mineral.
E) xisto betuminoso.

17)  Atualmente, a luta pela posse da terra em Sergipe, e em várias regiões do Brasil, tem mobilizado diferentes setores sociais, especialmente os ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Na história de Sergipe, os problemas da terra estão intrinsecamente relacionados aos mecanismos de exploração colonial, cuja característica marcante foi

(A) a forma como se organizou a pecuária, desenvolvida predominantemente para atender ao mercado consumidor europeu.
(B) os conflitos entre os colonizadores para a obtenção das melhores terras, visando a exploração de produtos de subsistência, como o feijão e o algodão.
(C)) o alto grau de concentração fundiária tanto na produção açucareira como na criação de gado.
(D) o tipo de sistema de distribuição das terras, denominado sesmarias, que beneficiou, com pequenos lotes, imigrantes e trabalhadores livres.
(E) o predomínio do sistema minifundiário, onde eram produzidos açúcar e bens de produtos intermediários para abastecer o mercado interno.
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18- Analise as frases abaixo, procurando detectar as que apresentam coerência de fatos e justificativas sobre a transferência da capital de Sergipe de São Cristóvão para Aracaju.

I.  A cidade de São Cristóvão recebia grande quantidade de migrantes de diferentes cidades do interior de Sergipe e do Nordeste; isso provocou reações da população desta cidade, que pressionou a Câmara Municipal para votar a transferência da capital para Aracaju.

II. A escolha de Aracaju como capital de Sergipe estava diretamente relacionada, entre outros fatores, à força econômica da região de
Cotinguaba, que tinha dificuldades de escoar seu principal produto de exportação para o mercado interno e externo.


III. Nas décadas de 1910 e 1920, os jornais "O Estado de Sergipe" e o "Correio de Aracaju" exerceram uma poderosa influência sobre a população de São Cristóvão para que ela se manifestasse contra a transferência da capital para Aracaju.

IV. A transferência da capital de Sergipe estava inserida no contexto das transformações ocorridas no país das quais, dentre outros aspectos, destacaram-se os processos de modernização, de industrialização e de urbanização.

As frases corretas são APENAS
(A) I e II                    (B) I e III                    (C) II e III                   (D)) II e IV             (E) III e IV


19. Observe o gráfico.

 7%   Lavouras permanentes
10%  Lavouras temporárias
4%    Não utilizadas
37%  Pastagens naturais
32%  Pastagens plantadas
10%  Matas


IBGE. Censo agropecuário 1995-1996

A observação do gráfico e seus conhecimentos sobre as atividades rurais de Sergipe permitem afirmar que

(A) no estado, todas as terras agrícolas são intensamente ocupadas.
(B) embora ocupando pequena área, as lavouras permanentes têm alta produtividade.
(C) cerca de 1/3 das terras  agrícolas do estado são ocupadas por matas.
(D) as lavouras temporárias concentram-se no agreste e ocupam cerca de 25% da área do estado.
(E)) mais da metade das terras agrícolas sergipanas destinam-se à pecuária.
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20. Na festa de São Benedito, celebrada no dia de Reis, em Lagarto, há dois folguedos: no 1o, são pretos, vestidos de reis e de príncipes, que fazem a guarda de honra de três rainhas; no 2o, são mulatas vestidas de branco e enfeitadas com fitas que vão em procissão, dançando e cantando música puramente brasileira. As descrições identificam, respectivamente,

(A) Sambas e Folgança dos mouros.
(B)) Congadas e Taieiras.
(C) Batuques e Cavalo marinho.
(D) Espírito Santo e Bumba-meu-boi.
(E) Folgança dos marujos e Pastorinhas.

21- Como cidade planejada, Aracaju nasceu em 1855, por necessidades econômicas. Uma assembleia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de Cidade e transferiu para ele a capital da Província. A transferência deu-se por iniciativa do Presidente da Província

(A) Cristóvão Barros e do Barão Fausto Cardoso.
(B) Inácio Joaquim Barbosa e do Barão do Maruim Provincial.
(C) Pero Gonçalves e do Barão João Mulato.
(D) Sebastião Basílio Pirro e do Barão Salgado Filho.

22 - O Estado de Sergipe é o único produtor de potássio do Brasil. O mineral, que é muito importante para o desenvolvimento dos vegetais, sobretudo como fertilizante, é produzido na mina Taquari Vassouras. A mina produtora do mineral está localizada no Município de
(A) Itabaiana.
(B) Poço Verde.
(C) Carmópolis.
(D) Rosário do Catete.



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GABARITO : Opções em negrito




RESUMO DA HISTÓRIA DE SERGIPE PARA CONCURSO







HISTÓRIA DE SERGIPE – ADAILTON


1
HISTÓRIA DE SERGIPE


PRÉ-HISTÓRIA
1. AS CULTURAS PRÉ-HISTÓRICAS:
− Podemos identificar, em Sergipe, três culturas
dentre as suas comunidades pré-históricas:
• Cultura Canindé ou Xingó:  Com datações a partir de 5.000 a.C.  Os sítios arqueológicos encontram-se localizados
em áreas do Baixo São Francisco, no canyon, no município de Nova Canindé. Sítios: São José e Justino. Material lítico: lascas, facas, raspadores, machados polidos. Material ósseo: esqueletos e adornos. Material cerâmico: associado a ritos funerários, potes, tigelas, panelas. Arte rupestre: gravuras (figuras geométricas) e pinturas (desenhos individualizados) · localizadas em abrigos dos paredões do canyon. Fogueiras. Restos faunísticos: moluscos, anfíbios, répteis, aves, peixes e mamíferos.Os primeiros habitantes: grupos caçadores-coletores chegaram na região por volta de 5.000 a.C. e ocuparam áreas que hoje são identificadas como terraços e ilhas, atraídos pela presença abundante de
água (rio) ® seriam oriundos provavelmente do planalto goiano, das cabeceiras do Alto São Francisco e pela ampla rede de afluentes do SO da Bahia que
deságuam nesse rio (essa hipótese é justificada pelas
ocupações muito antigas encontradas nessa área) atividades: caça, coleta e a pesca/catação de mariscos.Sepultamentos: enterramentos primários efetuados diretamente no solo e acompanhado de mobiliário funerário (adornos, instrumentos, cerâmica, fogueiras, alimentos).
• Tradição Aratu:
− Presente em grande parte dos sítios arqueológicos
sergipanos. Datação: séculos V ao XVII d.C.
− Localização: toda a faixa litorânea, norte de Pacatuba e Sul de Cristinapólis. Sítio: Fortuna, no município de Divina Pastora. Aldeamentos próximos a riachos afluentes e em
área de floresta.  Atividades: caça e coleta. Sepultamentos secundários (urnas funerárias) e acompanhado de mobiliário funeral (artefato pessoais: machados polidos, adornos, tigelas). • Tradição Tupi-guarani: Datação: a partir do século XIX ® recente. Ocuparam áreas litorâneas próximas aos rios e florestas: bacia do São Francisco, Japaratuba, Sergipe, Vaza-Barris, Piauí e Real. Belicosidade e uso de canoas. Artefatos: cerâmicos (cachimbos) e líticos (polidores, afiadores, machados polidos). Atividades: caça, pesca, mandioca. Sepultamentos: secundário e com mobiliário de sepultamento.

OS ÍNDIOS EM SERGIPE
1. TRIBOS:• Línguas: Tupi e Macro-Jê. • Tribos: xocós, aramurus, carapotós, kaxagó, natu (nas margens do rio São Francisco), tupinambás, caetés e boimés (região litorânea), aramaris, abacatiaras e ramaris (no interior, próximo da região da serra de Itabaiana), kiriris ou cariris (região centro-sul, entre os rios Reale Itamirim).
Resistência: lutaram para defender suas terras diante
dos invasores portugueses ® líderes: Baopeba
(apelidado de Serigy), Aperipê, Surubi, Siriri, Japaratuba.
• Atuais Remanescentes: Xocós ® localizados na ilha
de São Pedro no município de Porto da Folha, `as margens do rio São Francisco: Caiçara. − Parte de suas terras foi tomada pelos grandes donos de terras. Continuam lutando para sobreviver e conservar a terra que sobrou para eles.
PERÍODO PRÉ-COLONIAL
1. PRIMEIROS CONTATOS COM OS BRANCOS
EUROPEUS:
− O litoral do atual território de Sergipe, localizado entre
o rio São Francisco e o rio Real, foi visitado inicialmente
pelos portugueses que integravam a expedição guardacosteira de Gaspar de Lemos em 1501. Estabeleceram contatos com os índios em terra firme. Os franceses iniciam o escambo com os índios: pau Brasil, pimenta e algodão.

PERÍODO COLONIAL
1. O INÍCIO DA COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NO
BRASIL:
− Em 1531, Martim Afonso de Souza também visitou o
litoral sergipano e entrou em contato com os índios.
− Os franceses continuavam interessados nas riquezas
desse território e mantinham um bom relacionamento
com os índios.
− Em 1534, o atual território sergipano passou a fazer
parte da Capitania da Bahia, doada pelo rei D. João III a
Francisco Pereira Coutinho.
− A partir de 1549, com a instalação do Governo Geral
em Salvador, a Capitania da Bahia foi comprada do
herdeiro de Francisco Pereira Coutinho e
transformada em Capitania Real.
A CATEQUESE DOS ÍNDIOS
1. OS JESUÍTAS:
− a catequese iniciou-se a partir de 1575 com os
padres jesuítas Gaspar Lourenço e João Salônio.
− Fundaram as aldeias (igrejas) de São Tomé (rio
Piauí), Santo Inácio (Vasa-Barris) e de São Paulo (rio
Real).
− Os jesuítas, no início, conseguiram atrair os índios
para a catequese.
• Fracasso da Catequese:
− Os soldados que vieram proteger os padres
começaram a praticar violência nas aldeias dos índios,
roubando produtos das roças e raptando as mulheres.
− Os índios, revoltados, expulsaram os padres e os
soldados de suas aldeias.
A CONQUISTA DE SERGIPE
1. MOTIVOS:
− O interesse em tomar posse das terras dos índios e
escravizá-los.
− Ligar por terra a Capitania da Bahia à de
Pernambuco: importantes centros coloniais produtores
de açúcar.
− Criar gado e plantar cana-de-açúcar.
− Expulsar os franceses que praticavam o escambo
com os índios.
− Explorar minérios no Sertão: prata, ferro, salitre,
nitrato de potássio.
® A conquista de Sergipe atendia aos interesses do
Governo português e dos fazendeiros de gado e
senhores de engenho da Bahia.
2. A PRIMEIRA TENTATIVA DE CONQUISTA (1575):
• Comandada pelo governador Luis de Brito.
+ Pretexto da Invasão: a justificativa era punir os índios por terem abandonado a catequese e expulsado os padres
jesuítas.
 Características:
− Invasão militar e violenta: destruição e mortes.
− Nas lutas, morreu o cacique Surubi.
− Aprisionamento de índios: foram levados para a
Bahia ® a maioria morreu devido as maus tratos e
doenças.  Fracasso: Apesar da destruição e do massacre, a invasão Foi um fracasso, pois não deixou aqui um marco (sinal) de conquista, ou seja, não deu inicio a colonização.
− O número de índios escravizados foi pequeno.

3. A CONQUISTA DE SERGIPE (1590):
• Comandada por Cristóvão de Barros.
− Foi estabelecida uma guerra de extermínio contra os
índios. As aldeias foram massacradas e, finalmente, o
território conquistado. Fundação da cidade de São Cristóvão (01.01.1590) na Barra do rio Sergipe, no atual território de Aracaju: marco da integração de Sergipe a colonização
portuguesa. Foram edificados uma Igreja, um Presídio e um
Arsenal de armas.  Iniciava-se a colonização de Sergipe: Tomé da Rocha foi escolhido para ser o capitão-mor da nova capitania.
4. A ORIGEM DO NOME SERGIPE:
• Hipóteses:
− No início esse território era chamado de “Os Sertões
do Rio Real”. − Teria derivado das modificações (corruptela) do nome Siriípe (“rio dos Siris”): sirigi  sirigipe  seregipe Sergipe. − Seria para distinguir de uma localidade baiana chamada de Sergipe do Conde: daí o nome Sergipe Del Rey (pelo fato de que a conquista de Sergipe foi
efetuada por ordem régia e à custa da Coroa).
− Cacique Serigy ou Serigipy ® o seu nome foi
transformado em Sergipe.
5.AS TRANSFERÊNCIAS DE LUGAR DA CIDADE DE
SÃO CRISTÓVÃO:
• Motivos:
− Ficar longe dos ataques dos franceses.
− Proximidade das primeiras fazendas e engenhos.
• Transferências:
− 1596: para uma colina próxima ao Rio Poxim.
− 1610: para o local atual: nas margens do rio
Paramopama (afluente do rio Vasa-Barris), distante 24
Km do litoral.

A COLONIZAÇÃO DE SERGIPE
1. DIFICULDADES:
− Ataques franceses: só a partir de 1601, os franceses
foram definitivamente expulsos de Sergipe.
− Ataques de índios: que resistiam a ocupação de suas
terras.
2. DOAÇÃO DE SESMARIAS:
− A ocupação do litoral do território ocorreu do Sul para
o Norte.
− Outras vilas foram fundadas na região do rio Real e
do rio Piauí, no sul da capitania, e nas terras banhadas
pelos rios Vaza-Barris, Cotinguiba e Sergipe, no norte
da capitania.
3. ATIVIDADES ECONÔMICAS:
+ Criação de Gado:
− Principal atividade econômica da capitania.
− Ocupação do interior.
− Latifundiária: é marcante a presença dos Garcia
D’Ávila ® Conde da Torre.
− Tinha como finalidade abastecer a Bahia.
+ Cana-de-açúcar:
− Introduzida a partir de 1602.
− Sistema de ”plantation”.


− Surgimento de alguns engenhos.
+ Minas: metais preciosos
− Foram realizadas explorações à procura de minas
no território da capitania, realizadas por Belchior Dias
Moreya, Rubélio Dias, Gabriel Soares e Marcos
Ferreira: rio das Pedras e Serra de Itabaiana.
− Nunca se constatou a existência de metais
preciosos.
OS HOLANDESES EM SERGIPE
1. MOTIVOS:
− Garantia de
alimentos (carne e
farinha) e de
montarias (cavalos).
− Controle das jazidas
de salitre no sertão.
− Servir como zona de
proteção ao avanço
dos portugueses e
espanhóis vindos da
Bahia para expulsá-los de Pernambuco.
2. OBJETIVOS:
− Recolher os rebanhos sergipanos.
− Construir fortes no território.
− Controlar a cidade de São Cristóvão.
− Atacar Salvador.
3. A INVASÃO:
− Em 1637, as tropas da Companhia das Índias
Ocidentais, sediadas no forte de Maurício (atual
Penedo) e comandadas por Sesgimundo Van
Schoppke, cruzaram o rio São Francisco e iniciaram a
invasão.
• A Retirada de Bagnuolo:
− o comandante das tropas portuguesas, o conde
Bagnuolo, mandou incendiar os poucos engenhos,
canaviais e própria cidade de São Cristóvão, além de
matar milhares de cabeças de gado: política da “terra
arrasada” (não deixar nada que pudesse favorecer o
invasor) e ordenou a fuga da população para trás do
rio Real.
− Os holandeses terminaram a destruição do que
restou: saques e incêndios.
4. SITUAÇÃO DE SERGIPE DURANTE A INVASÃO:
− O enfrentamento entre a defesa portuguesa e o
avanço holandês em direção à Bahia se dará no
território sergipano.
− Situação de abandono: as ligações com a Bahia
foram cortadas.
− Sergipe tornou-se um campo de batalha: não houve
efetiva colonização por parte dos holandeses.
5. A RETOMADA DA CAPITANIA:
− Retomada pelos portugueses em 1640, caiu nas
mãos do inimigo um ano depois.
− a retomada definitiva iniciou-se em 1645, quando os
portugueses conquistaram o forte holandês do rio Real
e São Cristóvão foi sitiada, os holandeses se renderam.
− Foi tomado também o forte de Maurício.
− A expulsão definitiva ocorreu em 1646 na batalha do
Urubu (atual Própria).
− Estava concluída a retomada do território pela
colonização portuguesa e a reinstalação do governo.
6. CONSEQUÊNCIAS:
− Retrocesso no processo de colonização portuguesa
em Sergipe.
− Reforço do poder local e desenvolvimento de um
sentimento de autonomia.
+ influência cultural holandesa:
− sobrenome: van der ley (Wanderley) e Rollemberg.
− Marcas no fenótipo: os “galegos” de Porto da Folha.
− Fabricação de requeijão.
− Brasão de armas: reiterava a vitória flamenga sobre
os habitantes de Sergipe.
A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE SERGIPE
1. PERÍODO PÓS-INVASÃO HOLANDESA:
− O período do domínio holandês pode ter levado ao
reforço do poder local e criado um sentimento de
autonomia.
− Período caracterizado pelas lutas entre os poderes
locais e o governo que representava os interesses da
Bahia.
• Domínio da Bahia:
* Exigências:
− Contribuição em homens e em produtos (tabaco, gado).
* Conflitos de Jurisdição no Campo Político:
+ os capitães-mores começam a assumir funções que
eram da competência da Câmara Municipal:
− Cobrança de impostos sobre o gado.
− Os curraleiros são obrigados a prestarem serviço militar.
− Novos impostos sobre o gado.
+ Reflexos:
− Conflitos com a Câmara.
− Deposições.
− Revoltas.
− Dificuldade no relacionamento do governo da Bahia com
a Capitania de Sergipe: os moradores de Sergipe
opunham-se ao governo baiano devido às intervenções
constantes da Bahia na vida sergipana.
2. COMARCA:
+ Em 1696, Sergipe se tornou Comarca:
− Autonomia judiciária: Ouvidor.
− Continuava política e economicamente subordinado à
Bahia: os conflitos entre as autoridades de Sergipe e as
da Bahia persistiam.
3. ECONOMIA:
− A economia foi se recompondo depois da devastação
provocada pela guerra com os flamengos.
− O gado torna-se a principal riqueza durante o século
XVII.
-− No século XVIII e primeiras décadas do século XIX, a
economia açucareira consolida-se: aumentam as

exportações do açúcar sergipano pelo portos baianos
e cresce o número de engenhos.
− Sergipe adquire importância econômica: açúcar,
gado, algodão, fumo, arroz, mandioca.
4. OS GRUPOS SOCIAIS:
* O desejo de autonomia gerou conflitos internos:
+ Senhores de engenho ligados aos comerciantes de
Salvador e portugueses estabelecidos em Salvador
desejavam que o território continuasse sob domínio
baiano.
+ Os habitantes das cidades, pequenos comerciantes,
funcionários públicos e senhores de terras criadores
de gado.
5. A INDEPENDÊNCIA DE SERGIPE:
• Decreto Real:
− Em 08 de julho de 1820, D. João VI assinou o
decreto isentando Sergipe da sujeição da Bahia.
− Em 25 de julho de 1820 uma Carta Régia nomeou o
brigadeiro Carlos César Burlamárqui para governar
Sergipe.
− Os serviços prestados por Sergipe à causa real
durante a Revolução Pernambucana de 1817.
− A grande prosperidade da capitania de Sergipe no
setor açucareiro.
− Reforma político-administrativa que o governo
efetuou em várias capitanias.
• A Reincorporação à Bahia:
− Em 1820, a Bahia aderiu à Revolução
Constitucionalista do Porto e a Junta Governativa que
assumiu o poder determinou a reincorporação da
Comarca de Sergipe à Bahia.
− O capitão-mor Luiz Antonio da Fonseca Machado
não acatou as ordens da Bahia e deu posse a Carlos
César Burlamárqui.
− A Bahia envia tropas para São Cristóvão e estas
depõem o primeiro governador de Sergipe: Sergipe
volta a situação de dependência em relação a Bahia.
• A Passagem de Labatut por Sergipe:
* Independência do Brasil:
− As questões da autonomia de Sergipe e a
independência do Brasil confundem-se num mesmo
processo.
− A Bahia, através do brigadeiro português Madeira de
Melo, não aceitou a separação do Brasil de Portugal
nem a autoridade de D. Pedro I e iniciou um
movimento armado contra a Independência do Brasil.
− O capitão-mor de Sergipe, brigadeiro Pedro Vieira,
era partidário do sistema português dominante na
Bahia.
− D. Pedro I contrata os mercenários Pedro Labatut e
Rodrigo de Lamare para impor a nova ordem política
na província da Bahia.
− As tropas de Labatut desembarcam em Maceió e
seguem, por terra e atravessando o rio São Francisco,
sobre o território de Sergipe em direção a Bahia.
• Objetivos:
− Cessar as hostilidades e a adesão de Sergipe ao
Príncipe Regente: apoio a D. Pedro.
− Atacar a Bahia.
• Adesões:
− Vila Nova (Neópolis).
− Laranjeiras.
− São Cristóvão: os adeptos de Madeira de Melo
fugiram.
− Estância.
• Motivos do Êxito da Missão de Labatut:
− o sentimento anti-lusitano da população de Sergipe.
− a participação das tropas comandadas por João
Dantas, capitão-mor das ordenanças da vila de
Itapicuru (Cachoeira), que entrou em Sergipe através de
Campos (Tobias Barreto) e avançou vitorioso sobre
Santa Luzia e Lagarto.
− As negociações de Labatut garantiram um acordo
entre os grupos emancipacionistas e recolonizador,
cujos representantes dividiram entre si a tarefa de
formação de um governo local autônomo.
• A Integração de Sergipe ao Estado Nacional:
− a autonomia de Sergipe foi reconhecida por D. Pedro
I, em Carta Imperial de 05.12.1822.
− em 03.03.1823, realizou-se missa festiva onde foi
aclamado D. Pedro I como Imperador do Brasil: a partir
desta data Sergipe foi efetivamente integrado ao Brasil
Independente.
SERGIPE DURANTE O IMPÉRIO
1. SITUAÇÃO POLÍTICA DURANTE O 1º REINADO:
• Partidos Políticos:
+ Liberal: defendendo o controle local do poder e
representado socialmente pelos senhores de terra e
gado e camadas médias urbanas.
+Corcunda: defendendo o controle externo e
representante dos interesses dos financiadores da
agroindústria açucareira em Sergipe e representado
socialmente pelos grandes senhores de açúcar e pelos
seus aliados, os portugueses residentes em Sergipe.
− a política sergipana será marcada pelo embate entre
as duas forças que representavam os senhores de
terra.
− os senhores de terra dominavam uma sociedade
basicamente rural e isolada em termos de comunicação
dos centros mais adiantados da região.
− as camadas populares não tinham participação, mas
demonstravam resistência através de fugas, invasões
de cidades, rebeliões, crimes, protestos
• Eleições:
− Momentos violentos em que o partido que ocupava o
poder manipulava a seu favor os resultados.
− Eram disputas entre facções da classe dominante,
cada uma imbuída do desejo de controlar o poder e de
demonstrar força sobre sua clientela.
• Reflexos da Confederação do Equador (PE-1824):
− o presidente da província de Sergipe foi deposto
acusado de simpatizar com os republicanos
pernambucanos: esse episódio contou com o apoio dos
Corcundas.
• Conflitos:
− Revolta dos índios de Pacatuba (1827).
− Sublevação de escravos dos engenhos da
Cotinguiba (1827).
• Reflexos da Abdicação de D. Pedro I (1831):
− As autoridades ligadas aos corcundas relutaram em
aclamar o sucessor Pedro II e reprimiram as festas
populares.
− Animosidade contra os portugueses.
− Uma representação “popular”, apoiada pela tropa,
exigiu a demissão do Presidente da Província e de
todos os portugueses que exercessem cargos
públicos.
− O Presidente renunciou, foram nomeadas novas
autoridades e todas as Câmaras Municipais
aclamaram o novo Imperador.
2. CONTEXTO HISTÓRICO DURANTE O PERÍODO
REGENCIAL:
− Eleição para a primeira Assembléia Provincial
(1825).
− O Partido Corcunda passou a denominar-s de
Partido Legal.
• A Revolta de Santo Amaro (1836):
+ Motivo:
− A derrota dos corcundas nas eleições.
− A falsificação das atas da eleição de Lagarto:
provocou a alteração do resultado e contou com o
apoio do Presidente da Província (Barão da
Cotinguiba).
− Protestos do Partido Legal (Liberal).
+ O Conflito:
− O chefe Corcunda, Sebastião Boto, cercou a vila de
Santo Amaro, um dos redutos de resistência dos
liberais, fazendo fugir a população que abandonou a
vila: 15.11.1836.
− foram arrombadas e saqueadas as casas e mortos
os habitantes ainda ali encontrados.
− as perseguições aos liberais estendeu-se a outras
vilas, provocando fugas para a Bahia e Alagoas.
+ Conseqüências:
− O Partido Liberal passou a ser chamado
“Camundongo” e o Partido Corcunda (Conservador)
de “Rapina”.
− A eleição foi anulada.
− O Presidente foi demitido.
− Os participantes do movimento foram anistiados em
1837.
3. SERGIPE DURANTE O 2º REINADO:
− Rapinas e camundongos revezaram-se quase
anualmente no controle do poder provincial: seguindo
a política de revezamento de partidos iniciada por D.
Pedro II.
− Bagaceira (1847): dissidência do Partido
Camundongo liderada pelo Barão de Maruim e pelo
Barão de Própria.
A MUDANÇA DA CAPITAL (1855):
* Governo de Inácio Joaquim Barbosa:
− o projeto modernizador de Inácio Joaquim Barbosa,
em torno do qual congregaram-se camondongos e
rapinas, é um reflexo da Conciliação que estava
ocorrendo em nível nacional.
− Procurou racionalizar o comércio do açúcar e livrá-lo
da tutela da Bahia.
− Promoveu a mudança da capital da Província.
+ Motivos:
− Proximidade da região economicamente mais
importante, a zona da Cotinguiba: novo centro produtor
de açúcar.
− A decadência do vale do Vasa-Barris: onde se situa
São Cristóvão.
− a nova capital seria uma cidade portuária, o que
facilitava o escoamento do açúcar.
+ Aracaju: Cidade Planejada.
− o plano urbanístico da cidade foi elaborado por
Sebastião Pirro e consistia na construção de uma
cidade traçada em forma de xadrez.
− Em 17 de março de 1855, Dr. Inácio Barbosa
sancionou a Resolução nº 413 que ficava elevado a
categoria de cidade o Povoado Santo Antonio do
Aracaju, com a denominação de cidade de Aracaju.
+ Manifestações Contrárias: − Manifestações por parte da população de São Cristóvão no intuito de impedir a saída das repartições públicas e críticas quanto às condições de habitação, higiene e saúde da população que deveria ali se
estabelecer.− João Bebe Água. A Origem do Nome Aracaju:
 Hipóteses: corruptela. (corrupção) − Derivada das palavras da língua tupi: ará (papagaio) e acayu (fruto do cajueiro) ® “cajueiro dos papagaios”. − Aracaju significaria “lugar dos cajueiros” ® cajueiral. − Derivada de ara (tempo, época, estação) e caju (fruto do cajueiro). − Derivada do termo tupi areaiu. • Partidos Políticos: + o Partido Rapina deixou de existir. + o Partido Camundongo dividiu-se: − Partido Saquarema (Conservador): criado pelo Barão
de Maruim. − Partido Liberal.Terminavam as antigas denominações locais.

4. SERGIPE E A CRISE DO IMPÉRIO: Abolicionismo
e Republicanismo. − o movimento abolicionista tomou força em Sergipe a partir de 1880, principalmente na cidade de Laranjeiras (importante centro exportador de açúcar e maior centro urbano de Sergipe). − O enforcamento em praça pública do líder negro João Mulungu, no século XIX, responsável pela construção de um quilombo nas matas de Sergipe, demonstra que a organização dos quilombos foi a principal forma de rebelião de escravos no Brasil.
− O Jornal Horizonte era o veículo divulgador de idéias
sobre educação popular e implantação do trabalho livre.
− Surgiam reuniões, conferencias e clubes para
discutir as novas idéias: profissionais liberais oriundos
das camadas médias urbanas. − O Jornal O Laranjeirense: órgão abolicionista e republicano. − Fundação do Clube Republicano Federal Laranjeirense: Silvio Romero, Felisbelo Freire, Baltazar de Góis, Josino Meneses. − Tanto conservadores quanto liberais aderiram ao regime e ao Partido Republicano a partir de 15 de novembro de 1889. − A Proclamação da República transferiu para Aracaju
o centro do movimento republicano.
− Os republicanos, inexperientes no exercício do
poder, serão sufocados na luta com os velhos políticos
e com o poder militar. − Felisbelo Freire foi escolhido como primeiro presidente (governador) do Estado.

5. A CULTURA NO SÉCULO XIX:
− A população em geral era iletrada, poucos
privilegiados sabiam ler e escrever.
− Os filhos da elite continuavam a estudar fora da
Província. − 1832: aparecimento do primeiro jornal ®
Recompilador Sergipano. − Em 1835, surge o Noticiador Sergipense: que publica atos do Governo.
− A primeira biblioteca foi fundada em 1848 em São
Cristóvão, depois transferida para Aracaju.
− A Ponte do Imperador foi construída no século XIX,
para servir de plataforma de desembarque as
margens do rio Sergipe, quando da visita de D. Pedro
II.
− Em 1870 foi criado o Atheneu Sergipense.
− As primeiras manifestações literárias na Província
surgem a partir de 1830.
− os primeiro literatos sergipanos são poetas e só a
partir da década de 50 é que a prosa começa a se
desenvolver.
− A produção literária sergipana gira em torno das
tradições culturais de seu povo: a história, lendas e
costumes.
− A partir da década de 60, o drama, o romance e a
poesia crescem.
− Os intelectuais que se projetaram foram os que
saíram da Província.
− Os livros nada falam sobre as culturas de negros e
índios.
• Tobias Barreto (1839-1889):
− Famoso mestre sergipano da Faculdade de Direito
do Recife.
− Criou uma espécie de escola filosófica denominada
“Escola do Recife”: introdução no Brasil das mais
modernas correntes filosóficas, jurídicas e
sociológicas do mundo naqueles tempos.
− Sólida influência nos meios universitários da Bahia.
- Introdutor do germanismo na cultura brasileira.
− Jurista, jornalista, poeta, crítico musical e literário.
− Livro de Poesia: Dias e Noites. Demais obras:
Estudos Alemães; Monografias em Alemão; Crítica
Literária; Crítica da Religião; Menores e loucos;
Questões vigentes; Estudos de Direito; entre outras.
• Silvio Romero (1851-1914):
− Jornalista combativo, parlamentar e critico literário:
discípulo de Tobias Barreto, fundador da Academia
Brasileira de Letras e primeiro historiador da Literatura
brasileira.
− As primeiras manifestações do Folclore sergipano
foram assinaladas por Silvio Romero: Cantos e Contos
Populares de Sergipe ® congada e folias de reis.
− Obras: História da Literatura Brasileira; Etnologia
Selvagem; Ensaios de Sociologia; Interpretação
filosófica da crítica; entre outras.
PERÍODO REPUBLICANO
1. A OLIGARQUIA OLIMPISTA (1900-10):
− No inicio do século XX, a política sergipana registra
dois partidos majoritários:
+ Partido Republicano de Sergipe: cabaús.
+ Partido Republicano Sergipense: pebas.
• Olimpio Campos:
− tendo conseguido impor-se sobre os velhos políticos
como líder dos cabaús, o Monsenhor Olímpio Campos
foi presidente do Estado, indicou os seus sucessores no
governo, influiu poderosamente na eleição de
deputados elegeu-se senador.
− Nos municípios também eram eleitas sempre pessoas
ligadas ao Monsenhor e os empregos públicos eram
distribuídos entre os seus correligionários.
− Manteve controladas as classes subalternas através
do esquema de poder e repressão, apoiado pelos
coronéis.
− Procurou contentar as classes dominantes,
principalmente aos senhores de engenho, com um
plano de recuperação da economia açucareira.
• Revolta de Fausto Cardoso (1906): + Definição: − Golpe para derrubar o governo olimpista.
+ Motivos: − A longa permanência dos olimpistas no poder.
− A formação de um grupo mais radical da oposição.
− A criação do Partido Progressista: oposição radical ao
olimpismo. − causa imediata: a visita, pela primeira vez depois de
eleito, do deputado federal Fausto Cardoso. + O Movimento:
− No dia 10.08.1906, um contingente da Polícia Militar
tomava o Palácio do Governo e depunha o presidente
Guilherme Campos.
− Formou-se um novo governo com membros (camadas
médias urbanas) do Partido Progressista.
− O movimento começou em Aracaju, mas espalhou-se
por Maruim, Itabaiana, N. S. das Dores, Laranjeiras,
Rosário, Itaporanga, Propriá, Divina Pastora, Capela,
Riachuelo e Japaratuba.
+ A Intervenção Federal:
− Em 28.08.1906, o governo federal enviou uma força
interventora para Sergipe, que depôs os progressistas,


retomou todas as sedes municipais e repôs o olimpista
Guilherme Campos na presidência do Estado.
− Fausto Cardoso foi assassinado durante os embates
militares da intervenção.
® Dois meses depois, os filhos de Fausto Cardoso
assassinaram Olimpio Campos no Rio de Janeiro.
2. O GOVERNO GRACCHO CARDOSO (1922-26):
− Fazia parte do grupo político que dominou Sergipe
de 1910 a 1930: o PRC (Partido Republicano
Conservador).
+ procurou modernizar a capital e atingiu em certa
medida o interior do Estado:
− Saneamento.
− Abastecimento de água.
− Urbanização e embelezamento.
− Construção de estradas, pontes e escolas no
interior.
• Revolta de 13 de Julho (1924):
− Movimento tenentista em Sergipe que promoveu a
deposição de Graccho Cardoso aderindo à revolta
movida em São Paulo para depor o presidente da
república Artur Bernardes.
+ Motivos:
− A crise política vivida pelo Brasil em âmbito nacional.
− a presença no 28º BC de oficiais implicados na
revolta do Forte de Copacabana (RJ): foco de
propaganda do antibernardismo ® oposição ao
Governo Federal.
− causa imediata: a participação de tropas do 28ºBC
na deposição do governo baiano J. J. Seabra,
indignou os oficiais sergipanos, que se sentiram
instrumentos da política vingativa e arbitrária do
Presidente da República.
+ O Movimento:
− os militares depuseram Graccho Cardoso e tomaram
as cidades de Aracaju, Carmópolis, Rosário,
Japaratuba, Itaporanga e São Cristóvão.
+ Repressão Federal:
− Os militares foram violentamente derrotados pelas
forças militares e pelas tropas formadas pelos
“coronéis” sergipanos.
+ Conseqüências:
− a violenta repressão gerou grande
descontentamento e dividiu a sociedade sergipana em
vencidos e vencedores.
− Desgastou o governo de Graccho Cardoso e o
tornou cada vez mais submisso ao Governo Federal e
aos “coronéis”.
• Revolta de Augusto Maynard (19.01.1926):
+ Motivos:
− A repressão aos movimentos tenentistas.
− A passagem da Coluna Prestes pelo Nordeste.
+ O Movimento:
− Fugindo da prisão, o tenente Augusto Maynard
Gomes, comandou uma operação que a partir do
controle do 28ºBC, tentou tomar o Quartel de Polícia e
depor o governo.
+ A Repressão:
− Graccho Cardoso mobilizou as forças legais ao
governo: Augusto Maynard foi ferido e os tenentes
pediram rendição.
3. A REVOLUÇÃO DE 30 EM SERGIPE:
− Sergipe não se incorporou dessa vez desde os
primeiros momentos à revolução.
− em 16.10.1930, o manifesto de Juarez Távora e as
tropas revolucionárias foram recebidas festivamente na
cidade.
− Augusto Maynard foi indicado como Interventor
Federal de Sergipe.
4. O GOVERNO DE SEIXAS DÓREA (1962-1964):
− Incorporou-se à luta pelas reformas de base do
presidente João Goulart.
− Participou do comício do 13 de maio no Rio, no qual
anunciou a realização da reforma agrária para Sergipe.
® Essas atitudes provocaram inquietação nos grupos
conservadores.
® O golpe militar de 31 de março de 1964, que
derrubou João Goulart, também depôs Seixas Dórea.

7. BIBLIOGRAFIA:
O presente texto é composto por transcrições textuais
de:
1.AGUIAR, Fernando. Pré-História de Sergipe. Apostila.
2.Apostila Cultura Sergipana para Concursos. Ed.
Aspas.
3.Textos e fotos extraídos do site UFS-PAX-MAX.
4.Textos extraídos do site Infonet-Cidades de Sergipe.
5.Jornal da Cidade, Aracaju, 7-8 nov. 1999. Caderno
Cidades, p.4.
6.DINIZ, Diana M. F. Leal (coordenadora). Textos para
a História de Sergipe. UFS. 1991.
7.Informe UFS, São Cristóvão, n.242, p.4-5,21 out.
1999, Francisco José Alves.
Aracaju (SE)
http://www.vestibularseriado.com.br/