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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE SERGIPE QUESTÕES E PROVAS DA FUNCAB DE CONCURSOS ANTERIORES - (com gabarito )




HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE SERGIPE
QUESTÕES E PROVAS DA  FUNCAB DE CONCURSOS ANTERIORES  - (com gabarito )



Prof. Adailton Andrade
Adailton.andrade@bol.com.br



1ª ) A Área de Proteção Ambiental Morro do Urubu – APA Morro do Urubu – está localizada na zona Norte de Aracaju e caracteriza-se por uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Um dos motivos que a enquadrou na categoria de Unidade de Conservação de uso sustentável, através do Decreto nº 13.713, de 14 de junho de 1993, é que, na capital sergipana, a área constitui um dos últimos remanescentes de:
A) Restinga.
B) Caatinga.
C) Manguezais.
D) Vegetação de dunas.
E) Mata Atlântica.

2ª ) A Constituição Federal de 1988 determinou que, a partir daquela data, a criação das Regiões Metropolitanas fica acargo dos governos estaduais. Através da Lei Complementar n° 25, de 29 de dezembro de 1995 e, alterada pela Lei Complementar n° 86/2003, a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe decretou e sancionou a criação da Região Metropolitana de Aracaju. Fazem parte da região metropolitana, desde a sua criação, os seguintes municípios:

A) Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Estância.
B) Estância, Santo Amaro das Brotas, Riachuelo e Aracaju.
C) Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros.
D) Barra dos Coqueiros, Estância, Laranjeiras e São Cristóvão.
E) São Cristóvão, Lagarto, Aracaju e Nossa Senhora do Socorro.

3ª) A Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde – CVE/SES registrou, no período entre janeiro e outubro de 2010, 1.440 casos suspeitos de dengue, com 313 casos confirmados, o que representa 21,73% dos casos suspeitos. Houve um aumento no número de casos, principalmente, a partir do mês de março, mas com um registro maior nos meses de abril e maio, comportamento esse já esperado pelos técnicos da vigilância, haja vista, que os anos de 2009 e 2008 também registraram este padrão. A situação dos meses de abril e maio pode ser atrelada a uma série de questões relevantes, tal como:

A) o desabastecimento de água e consequente armazenamento indevido.
B) ao fim do período chuvoso no estado, provocando alagamentos constantes.
C) a ação eficaz do combate à doença em todos os períodos do ano.
D) ao processo de expansão urbana em direção à praia do Atalaia.
E) a diminuição dos leitos para atendimento dos casos de dengue no período do outono.

4ª ) O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.

5ª ) A Praça Fausto Cardoso configura-se, na história de Aracaju, como um local central de importância política e cultural, pois concentrava um significativo número de prédios públicos oficiais, bem como manifestações culturais. Segundo a historiadora Terezinha Oliva “A praça era conhecida como a praça dos três poderes, das manifestações políticas. Foi o cenário da Intentona Comunista, das lutas pelas 'Diretas Já' e aglutinava, também, os trabalhadores que sempre iam fazer manifestações, para chamar a atenção do poder público quanto às suas reivindicações”. Apesar de não possuir a mesma importância de outrora, a Praça Fausto Cardoso é um marco urbanístico e histórico de Aracaju, e homenageia um importante personagem, que ganhou notoriedade como:

A) comerciante que alavancou a economia de Aracaju.
B) deputado que liderou a revolta contra as oligarquias do Estado.
C) personagem do folclore regional, que divulgou a cultura nacionalmente.
D) fazendeiro que incentivou o beneficiamento da cana-de-açúcar.
E) engenheiro que promoveu o ordenamento urbano de Aracaju.

6ª) O primeiro a propor o horário de verão foi William Willett, em 1907, membro da Sociedade Astronômica Real, que iniciou uma campanha para que a Inglaterra o adotasse. O argumento, na época, era que as pessoas teriam mais tempo para lazer, haveria menor criminalidade e redução do consumo de luz. O Brasil adota sistematicamente o horário de verão, contudo, nem todas as regiões necessitam deste sistema para economizar energia. Como ocorrido nos últimos anos, nos meses em que o horário de verão é adotado no Brasil, quando são 10h00min em Brasília, em Aracaju será:

A) 8h00min
B) 9h00min
C) 10h00min
D) 11h00min
E) 12h00min

7ª ) A imagem a seguir, representa a organização histórica da cidade de Aracaju e é denominada de “Tabuleiro de Xadrez”. Tal organização está relacionada ao seguinte fato:

A) Verticalização das construções.
B) Novos sistemas de transportes.
C) Urbanização projetada.
D) Formação de periferias.
E) Economia agrária exportadora.

8ª) Leia a reportagem a seguir. “ Chuva causa alagamentos em Aracaju Em 14 horas foi registrado quase metade do esperado para todo o mês. Aeroporto ficou fechado durante a tarde”. Uma chuva forte e constante está provocando alagamentos em Aracaju nesta terça-feira (24). A chuva começou na madrugada e em 14 horas foram registrados 130 milímetros, quase metade do esperado para todo o mês de maio. Canais transbordaram e os carros quase não conseguiam trafegar. Em uma creche, as águas tomaram a frente do prédio, impedindo a saída das crianças. A Marinha emitiu um alerta de mar agitado e a orientação é para que as embarcações evitem a navegação. Segundo a meteorologia, as chuvas intensas devem continuar até quinta-feira (26). O aeroporto de Aracaju foi reaberto na tarde desta terça-feira, depois de ficar fechado durante a maior parte da tarde. Quatro voos foram cancelados. O episódio registrado na reportagem está corretamente justificado na seguinte afirmativa:

A) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o inverno/primavera.
B) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de alagamentos.
C) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o outono/inverno.
D) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de deslizamentos.
E) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o verão/outono.

9ª ) No estado de Sergipe, “os principais manguezais se encontram na foz do Rio São Francisco e seus afluentes da foz; na foz do Rio Japaratuba e Rio Siriri, seu afluente; foz do Rio Sergipe; Rio Vaza Barris; Rio Real e Rio Piauí.” O processo de degradação destes manguezais encontra-se em estágio acelerado, colocando em risco a importância deste ecossistema para a região. O principal benefício ecológico dos manguezais e a principal causa da sua destruição são, respectivamente:

A) produção de produtos da maricultura / pesca predatória.
B) manutenção das costas marítimas / fragilidade da legislação ambiental.
C) fornecimento de madeira para lenha / derramamento de esgoto.
D) contribuição na culinária local / intensificação do setor turístico.
E) berçário natural de espécies aquáticas / especulação imobiliária.

10 ª)  Em 1820, o rei D. João VI assinou um Decreto que isolou Sergipe da Bahia. O brigadeiro Carlos César Burlamárqui foi nomeado, então, o primeiro governador do Estado, apesar dos contínuos conflitos com os baianos. Com a Independência do Brasilem1822, a situação de autonomia do estado de Sergipe consolidou-se, possibilitando o desenvolvimento da região. Em 1855, a capital sergipana foi transferida para o povoado de Santo Antônio de Aracaju, que foi elevada à condição de cidade. Esta transferência é um marco da história do Estado, bem como da cidade de Aracaju. A cidade que perdeu o status de capital do estado de Sergipe e o motivo da transferência da capital estão apontados corretamente em:

A) São Cristóvão / escoamento da produção açucareira.
B) Barra dos Coqueiros / extração de petróleo e gás natural.
C) Nossa Senhora do Socorro / proteção através de fortificações.
D) Laranjeiras / beneficiamento da produção de cítricos.
E) Estância / infraestrutura para a produção têxtil.

11ª)  O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.

12) - Aracaju é uma capital estadual com reconhecida infraestrutura de turismo, incluindo aquela voltada para os espaços praianos. Nesse sentido, destaca-se uma praia aracajuana recentemente revitalizada com novos equipamentos de lazer e de convivência social, quadras de tênis, parque infantil, fonte luminosa e espaço para a prática de esportes, além de um Centro de Artes e Cultura, entre outras funcionalidades turísticas permitidas pela política urbana. Essa praia, a mais próxima do centro da cidade, contribui para o fortalecimento da economia de uma área central já bastante frequentada pelos turistas. O
texto faz referência à seguinte praia de Aracaju:
A) Robalo.
B) Atalaia.
C) Refúgio.
D) Náufragos.
E) Mosqueiro.

_________________________________________________________________________________________
13 )  No primeiro aglomerado urbano de Aracaju, realizou-se a reunião da Assembleia Provincial que definiu a transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju. Desse ponto geográfico, pode ser observado o estuário do rio Sergipe e a ilha de Santa Luzia. O ponto geográfico de relevância histórica a que o texto se refere é:

A) Ponte do Imperador.
B) Igreja São Salvador.
C) Parque Teófilo Dantas.
D) Orla do Bairro Industrial.
E) Colina de Santo Antônio.

14-) Sergipe conta com uma área de livre-comércio destinada à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados fora do país, sendo considerada zona primária para efeito de controle aduaneiro. Trata-se de uma Zona de Processamento de Exportação. Essa Zona de Processamento de Exportação localiza-se no município de:

A) Lagarto.
B) Areia Branca.
C) Barra dos Coqueiros.
D) Santo Amaro das Brotas.
E) Nossa Senhora do Socorro.

15) A partir da década de 1860, um importante fator econômico permitiu a ocupação de amplos espaços
rurais de Sergipe, sobretudo em regiões atingidas pelas secas periódicas, no agreste e na zona da caatinga. Tratava-se de uma produção agrícola estimulada pela demanda decorrente da Guerra de Secessão dos Estados Unidos e de estímulos da metrópole portuguesa. Esse fator econômico refere-se à atividade produtiva de:

A) algodão.
B) agave.
C) café.
D) cacau.
E) cana-de-açúcar.

16) No setor energético, o estado de Sergipe alinha-se ao esforço nacional de promover o desenvolvimento
sustentável, no exemplo da produção de combustíveis menos poluentes. A cadeia produtiva agrícola sergipana inclui setores vinculados à área energética, contando com seis destilarias voltadas à geração de etanol, a partir da cana-de-açúcar. No Estado, além do etanol, se produz uma fonte energética vinculada à renovação da matriz brasileira de combustíveis, que contribui para a sustentabilidade ecológica. Além do etanol, o texto faz referência a uma outra fonte energética que é o(a):
A) gasolina.
B) biodiesel.
C) querosene.
D) carvão mineral.
E) xisto betuminoso.

17) Atualmente, a luta pela posse da terra em Sergipe, e em várias regiões do Brasil, tem mobilizado diferentes setores sociais, especialmente os ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Na história de Sergipe, os problemas da terra estão intrinsecamente relacionados aos mecanismos de exploração colonial, cuja característica marcante foi:

(A) a forma como se organizou a pecuária, desenvolvida predominantemente para atender ao mercado consumidor europeu.
(B) os conflitos entre os colonizadores para a obtenção das melhores terras, visando a exploração de produtos de subsistência, como o feijão e o algodão.
(C)) o alto grau de concentração fundiária tanto na produção açucareira como na criação de gado.
(D) o tipo de sistema de distribuição das terras, denominado sesmarias, que beneficiou, com pequenos lotes, imigrantes e trabalhadores livres.
(E) o predomínio do sistema minifundiário, onde eram produzidos açúcar e bens de produtos intermediários para abastecer o mercado interno.

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18- Analise as frases abaixo, procurando detectar as que apresentam coerência de fatos e justificativas sobre a transferência da capital de Sergipe de São Cristóvão para Aracaju.

I. A cidade de São Cristóvão recebia grande quantidade de migrantes de diferentes cidades do interior de Sergipe e do Nordeste; isso provocou reações da população desta cidade, que pressionou a Câmara Municipal para votar a transferência da capital para Aracaju.

II. A escolha de Aracaju como capital de Sergipe estava diretamente relacionada, entre outros fatores, à força econômica da região de Cotinguaba, que tinha dificuldades de escoar seu principal produto de exportação para o mercado interno e externo.

III. Nas décadas de 1910 e 1920, os jornais "O Estado de Sergipe" e o "Correio de Aracaju" exerceram uma poderosa influência sobre a população de São Cristóvão para que ela se manifestasse contra a transferência da capital para Aracaju.

IV. A transferência da capital de Sergipe estava inserida no contexto das transformações ocorridas no país das quais, dentre outros aspectos, destacaram-se os processos de modernização, de industrialização e de urbanização.

As frases corretas são APENAS

(A) I e II (B) I e III (C) II e III (D)) II e IV (E) III e IV

19. Observe o gráfico.
7% Lavouras permanentes
10% Lavouras temporárias
4% Não utilizadas
37% Pastagens naturais
32% Pastagens plantadas
10% Matas
IBGE. Censo agropecuário 1995-1996A observação do gráfico e seus conhecimentos sobre as atividades rurais de Sergipe permitem afirmar que

(A) no estado, todas as terras agrícolas são intensamente ocupadas.
(B) embora ocupando pequena área, as lavouras permanentes têm alta produtividade.
(C) cerca de 1/3 das terras agrícolas do estado são ocupadas por matas.
(D) as lavouras temporárias concentram-se no agreste e ocupam cerca de 25% da área do estado.
(E)) mais da metade das terras agrícolas sergipanas destinam-se à pecuária.

20. Na festa de São Benedito, celebrada no dia de Reis, em Lagarto, há dois folguedos: no 1o, são pretos, vestidos de reis e de príncipes, que fazem a guarda de honra de três rainhas; no 2o, são mulatas vestidas de branco e enfeitadas com fitas que vão em procissão, dançando e cantando música puramente brasileira. As descrições identificam, respectivamente,

(A) Sambas e Folgança dos mouros.
(B)) Congadas e Taieiras.
(C) Batuques e Cavalo marinho.
(D) Espírito Santo e Bumba-meu-boi.
(E) Folgança dos marujos e Pastorinhas.

21- Como cidade planejada, Aracaju nasceu em 1855, por necessidades econômicas. Uma assembleia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de Cidade e transferiu para ele a capital da Província. A transferência deu-se por iniciativa do Presidente da Província http://www.aracaju.se.gov.br/154anos/index.php?act=fixa&materia=historia

(A) Cristóvão Barros e do Barão Fausto Cardoso.
(B) Inácio Joaquim Barbosa e do Barão do Maruim Provincial.
(C) Pero Gonçalves e do Barão João Mulato.
(D) Sebastião Basílio Pirro e do Barão Salgado Filho.

22 - O Estado de Sergipe é o único produtor de potássio do Brasil. O mineral, que é muito importante para o desenvolvimento dos vegetais, sobretudo como fertilizante, é produzido na mina Taquari Vassouras. A mina produtora do mineral está localizada no Município de:
(A) Itabaiana.
(B) Poço Verde.
(C) Carmópolis.
(D) Rosário do Catete.

___________________________________________



GABARITO DE ACORDO COM A FUNCAB

1=E        2=C        3 =A      4=D     5=B      6=B     7=C       8=C       9=E       10=A        11=D        12=B      13=E      14=C      15=A       16=B      17=C      18=D     19=E      20=B         21=B      
22=D



HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE SERGIPE QUESTÕES E PROVAS DE CONCURSOS ANTERIORES - (com gabarito )


HISTÓRIA, GEOGRAFIA E CONHECIMENTOS GERAIS DE SERGIPE
QUESTÕES E PROVAS DA  FUNCAB DE CONCURSOS ANTERIORES  - (com gabarito )



Prof. Adailton Andrade
Adailton.andrade@bol.com.br



1ª ) A Área de Proteção Ambiental Morro do Urubu – APA Morro do Urubu – está localizada na zona Norte de Aracaju e caracteriza-se por uma Unidade de Conservação de uso sustentável. Um dos motivos que a enquadrou na categoria de Unidade de Conservação de uso sustentável, através do Decreto nº 13.713, de 14 de junho de 1993, é que, na capital sergipana, a área constitui um dos últimos remanescentes de:
A) Restinga.
B) Caatinga.
C) Manguezais.
D) Vegetação de dunas.
E) Mata Atlântica.

2ª ) A Constituição Federal de 1988 determinou que, a partir daquela data, a criação das Regiões Metropolitanas fica acargo dos governos estaduais. Através da Lei Complementar n° 25, de 29 de dezembro de 1995 e, alterada pela Lei Complementar n° 86/2003, a Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe decretou e sancionou a criação da Região Metropolitana de Aracaju. Fazem parte da região metropolitana, desde a sua criação, os seguintes municípios:

A) Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Estância.
B) Estância, Santo Amaro das Brotas, Riachuelo e Aracaju.
C) Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão e Barra dos Coqueiros.
D) Barra dos Coqueiros, Estância, Laranjeiras e São Cristóvão.
E) São Cristóvão, Lagarto, Aracaju e Nossa Senhora do Socorro.

3ª) A Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde – CVE/SES registrou, no período entre janeiro e outubro de 2010, 1.440 casos suspeitos de dengue, com 313 casos confirmados, o que representa 21,73% dos casos suspeitos. Houve um aumento no número de casos, principalmente, a partir do mês de março, mas com um registro maior nos meses de abril e maio, comportamento esse já esperado pelos técnicos da vigilância, haja vista, que os anos de 2009 e 2008 também registraram este padrão. A situação dos meses de abril e maio pode ser atrelada a uma série de questões relevantes, tal como:

A) o desabastecimento de água e consequente armazenamento indevido.
B) ao fim do período chuvoso no estado, provocando alagamentos constantes.
C) a ação eficaz do combate à doença em todos os períodos do ano.
D) ao processo de expansão urbana em direção à praia do Atalaia.
E) a diminuição dos leitos para atendimento dos casos de dengue no período do outono.

4ª ) O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.

5ª ) A Praça Fausto Cardoso configura-se, na história de Aracaju, como um local central de importância política e cultural, pois concentrava um significativo número de prédios públicos oficiais, bem como manifestações culturais. Segundo a historiadora Terezinha Oliva “A praça era conhecida como a praça dos três poderes, das manifestações políticas. Foi o cenário da Intentona Comunista, das lutas pelas 'Diretas Já' e aglutinava, também, os trabalhadores que sempre iam fazer manifestações, para chamar a atenção do poder público quanto às suas reivindicações”. Apesar de não possuir a mesma importância de outrora, a Praça Fausto Cardoso é um marco urbanístico e histórico de Aracaju, e homenageia um importante personagem, que ganhou notoriedade como:

A) comerciante que alavancou a economia de Aracaju.
B) deputado que liderou a revolta contra as oligarquias do Estado.
C) personagem do folclore regional, que divulgou a cultura nacionalmente.
D) fazendeiro que incentivou o beneficiamento da cana-de-açúcar.
E) engenheiro que promoveu o ordenamento urbano de Aracaju.

6ª) O primeiro a propor o horário de verão foi William Willett, em 1907, membro da Sociedade Astronômica Real, que iniciou uma campanha para que a Inglaterra o adotasse. O argumento, na época, era que as pessoas teriam mais tempo para lazer, haveria menor criminalidade e redução do consumo de luz. O Brasil adota sistematicamente o horário de verão, contudo, nem todas as regiões necessitam deste sistema para economizar energia. Como ocorrido nos últimos anos, nos meses em que o horário de verão é adotado no Brasil, quando são 10h00min em Brasília, em Aracaju será:

A) 8h00min
B) 9h00min
C) 10h00min
D) 11h00min
E) 12h00min

7ª ) A imagem a seguir, representa a organização histórica da cidade de Aracaju e é denominada de “Tabuleiro de Xadrez”. Tal organização está relacionada ao seguinte fato:

A) Verticalização das construções.
B) Novos sistemas de transportes.
C) Urbanização projetada.
D) Formação de periferias.
E) Economia agrária exportadora.

8ª) Leia a reportagem a seguir. “ Chuva causa alagamentos em Aracaju Em 14 horas foi registrado quase metade do esperado para todo o mês. Aeroporto ficou fechado durante a tarde”. Uma chuva forte e constante está provocando alagamentos em Aracaju nesta terça-feira (24). A chuva começou na madrugada e em 14 horas foram registrados 130 milímetros, quase metade do esperado para todo o mês de maio. Canais transbordaram e os carros quase não conseguiam trafegar. Em uma creche, as águas tomaram a frente do prédio, impedindo a saída das crianças. A Marinha emitiu um alerta de mar agitado e a orientação é para que as embarcações evitem a navegação. Segundo a meteorologia, as chuvas intensas devem continuar até quinta-feira (26). O aeroporto de Aracaju foi reaberto na tarde desta terça-feira, depois de ficar fechado durante a maior parte da tarde. Quatro voos foram cancelados. O episódio registrado na reportagem está corretamente justificado na seguinte afirmativa:

A) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o inverno/primavera.
B) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de alagamentos.
C) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o outono/inverno.
D) O relevo montanhoso da cidade facilita a ocorrência de deslizamentos.
E) O período com maior índice pluviométrico na cidade é o verão/outono.

9ª ) No estado de Sergipe, “os principais manguezais se encontram na foz do Rio São Francisco e seus afluentes da foz; na foz do Rio Japaratuba e Rio Siriri, seu afluente; foz do Rio Sergipe; Rio Vaza Barris; Rio Real e Rio Piauí.” O processo de degradação destes manguezais encontra-se em estágio acelerado, colocando em risco a importância deste ecossistema para a região. O principal benefício ecológico dos manguezais e a principal causa da sua destruição são, respectivamente:

A) produção de produtos da maricultura / pesca predatória.
B) manutenção das costas marítimas / fragilidade da legislação ambiental.
C) fornecimento de madeira para lenha / derramamento de esgoto.
D) contribuição na culinária local / intensificação do setor turístico.
E) berçário natural de espécies aquáticas / especulação imobiliária.

10 ª)  Em 1820, o rei D. João VI assinou um Decreto que isolou Sergipe da Bahia. O brigadeiro Carlos César Burlamárqui foi nomeado, então, o primeiro governador do Estado, apesar dos contínuos conflitos com os baianos. Com a Independência do Brasilem1822, a situação de autonomia do estado de Sergipe consolidou-se, possibilitando o desenvolvimento da região. Em 1855, a capital sergipana foi transferida para o povoado de Santo Antônio de Aracaju, que foi elevada à condição de cidade. Esta transferência é um marco da história do Estado, bem como da cidade de Aracaju. A cidade que perdeu o status de capital do estado de Sergipe e o motivo da transferência da capital estão apontados corretamente em:

A) São Cristóvão / escoamento da produção açucareira.
B) Barra dos Coqueiros / extração de petróleo e gás natural.
C) Nossa Senhora do Socorro / proteção através de fortificações.
D) Laranjeiras / beneficiamento da produção de cítricos.
E) Estância / infraestrutura para a produção têxtil.

11ª)  O impacto da política regional, que ficou conhecida como “Nova indústria nordestina”, principalmente na década de 70, impactou diretamente a estrutura produtiva de Sergipe. Como na maioria dos estados nordestinos, no período anterior à criação da Sudene, Sergipe caracterizava-se, no fim da década de 1950, por apresentar uma estrutura produtiva pouco diversificada, com predomínio, no setor rural, da cana-de-açúcar, algodão e pecuária, complementada pelas chamadas culturas de subsistência. Contudo, no período de forte atuação da Sudene, Sergipe obteve um certo destaque econômico, pois diferenciava-se da maioria dos estados nordestinos, através de:

A) incentivos à modernização produtiva da indústria têxtil.
B) atração de multinacionais do setor de eletrodomésticos.
C) fortalecimento da indústria pesqueira, marítima e fluvial.
D) existência de riqueza mineral, principalmente petróleo e gás.
E) organização da infraestrutura turística na orla da capital.

12) - Aracaju é uma capital estadual com reconhecida infraestrutura de turismo, incluindo aquela voltada para os espaços praianos. Nesse sentido, destaca-se uma praia aracajuana recentemente revitalizada com novos equipamentos de lazer e de convivência social, quadras de tênis, parque infantil, fonte luminosa e espaço para a prática de esportes, além de um Centro de Artes e Cultura, entre outras funcionalidades turísticas permitidas pela política urbana. Essa praia, a mais próxima do centro da cidade, contribui para o fortalecimento da economia de uma área central já bastante frequentada pelos turistas. O
texto faz referência à seguinte praia de Aracaju:
A) Robalo.
B) Atalaia.
C) Refúgio.
D) Náufragos.
E) Mosqueiro.

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13 )  No primeiro aglomerado urbano de Aracaju, realizou-se a reunião da Assembleia Provincial que definiu a transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju. Desse ponto geográfico, pode ser observado o estuário do rio Sergipe e a ilha de Santa Luzia. O ponto geográfico de relevância histórica a que o texto se refere é:

A) Ponte do Imperador.
B) Igreja São Salvador.
C) Parque Teófilo Dantas.
D) Orla do Bairro Industrial.
E) Colina de Santo Antônio.

14-) Sergipe conta com uma área de livre-comércio destinada à instalação de empresas voltadas para a produção de bens a serem comercializados fora do país, sendo considerada zona primária para efeito de controle aduaneiro. Trata-se de uma Zona de Processamento de Exportação. Essa Zona de Processamento de Exportação localiza-se no município de:

A) Lagarto.
B) Areia Branca.
C) Barra dos Coqueiros.
D) Santo Amaro das Brotas.
E) Nossa Senhora do Socorro.

15) A partir da década de 1860, um importante fator econômico permitiu a ocupação de amplos espaços
rurais de Sergipe, sobretudo em regiões atingidas pelas secas periódicas, no agreste e na zona da caatinga. Tratava-se de uma produção agrícola estimulada pela demanda decorrente da Guerra de Secessão dos Estados Unidos e de estímulos da metrópole portuguesa. Esse fator econômico refere-se à atividade produtiva de:

A) algodão.
B) agave.
C) café.
D) cacau.
E) cana-de-açúcar.

16) No setor energético, o estado de Sergipe alinha-se ao esforço nacional de promover o desenvolvimento
sustentável, no exemplo da produção de combustíveis menos poluentes. A cadeia produtiva agrícola sergipana inclui setores vinculados à área energética, contando com seis destilarias voltadas à geração de etanol, a partir da cana-de-açúcar. No Estado, além do etanol, se produz uma fonte energética vinculada à renovação da matriz brasileira de combustíveis, que contribui para a sustentabilidade ecológica. Além do etanol, o texto faz referência a uma outra fonte energética que é o(a):
A) gasolina.
B) biodiesel.
C) querosene.
D) carvão mineral.
E) xisto betuminoso.

17) Atualmente, a luta pela posse da terra em Sergipe, e em várias regiões do Brasil, tem mobilizado diferentes setores sociais, especialmente os ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Na história de Sergipe, os problemas da terra estão intrinsecamente relacionados aos mecanismos de exploração colonial, cuja característica marcante foi:

(A) a forma como se organizou a pecuária, desenvolvida predominantemente para atender ao mercado consumidor europeu.
(B) os conflitos entre os colonizadores para a obtenção das melhores terras, visando a exploração de produtos de subsistência, como o feijão e o algodão.
(C)) o alto grau de concentração fundiária tanto na produção açucareira como na criação de gado.
(D) o tipo de sistema de distribuição das terras, denominado sesmarias, que beneficiou, com pequenos lotes, imigrantes e trabalhadores livres.
(E) o predomínio do sistema minifundiário, onde eram produzidos açúcar e bens de produtos intermediários para abastecer o mercado interno.

_________________________________________________________________________________________
18- Analise as frases abaixo, procurando detectar as que apresentam coerência de fatos e justificativas sobre a transferência da capital de Sergipe de São Cristóvão para Aracaju.

I. A cidade de São Cristóvão recebia grande quantidade de migrantes de diferentes cidades do interior de Sergipe e do Nordeste; isso provocou reações da população desta cidade, que pressionou a Câmara Municipal para votar a transferência da capital para Aracaju.

II. A escolha de Aracaju como capital de Sergipe estava diretamente relacionada, entre outros fatores, à força econômica da região de Cotinguaba, que tinha dificuldades de escoar seu principal produto de exportação para o mercado interno e externo.

III. Nas décadas de 1910 e 1920, os jornais "O Estado de Sergipe" e o "Correio de Aracaju" exerceram uma poderosa influência sobre a população de São Cristóvão para que ela se manifestasse contra a transferência da capital para Aracaju.

IV. A transferência da capital de Sergipe estava inserida no contexto das transformações ocorridas no país das quais, dentre outros aspectos, destacaram-se os processos de modernização, de industrialização e de urbanização.

As frases corretas são APENAS

(A) I e II (B) I e III (C) II e III (D)) II e IV (E) III e IV

19. Observe o gráfico.
7% Lavouras permanentes
10% Lavouras temporárias
4% Não utilizadas
37% Pastagens naturais
32% Pastagens plantadas
10% Matas
IBGE. Censo agropecuário 1995-1996A observação do gráfico e seus conhecimentos sobre as atividades rurais de Sergipe permitem afirmar que

(A) no estado, todas as terras agrícolas são intensamente ocupadas.
(B) embora ocupando pequena área, as lavouras permanentes têm alta produtividade.
(C) cerca de 1/3 das terras agrícolas do estado são ocupadas por matas.
(D) as lavouras temporárias concentram-se no agreste e ocupam cerca de 25% da área do estado.
(E)) mais da metade das terras agrícolas sergipanas destinam-se à pecuária.

20. Na festa de São Benedito, celebrada no dia de Reis, em Lagarto, há dois folguedos: no 1o, são pretos, vestidos de reis e de príncipes, que fazem a guarda de honra de três rainhas; no 2o, são mulatas vestidas de branco e enfeitadas com fitas que vão em procissão, dançando e cantando música puramente brasileira. As descrições identificam, respectivamente,

(A) Sambas e Folgança dos mouros.
(B)) Congadas e Taieiras.
(C) Batuques e Cavalo marinho.
(D) Espírito Santo e Bumba-meu-boi.
(E) Folgança dos marujos e Pastorinhas.

21- Como cidade planejada, Aracaju nasceu em 1855, por necessidades econômicas. Uma assembleia elevou o povoado de Santo Antônio do Aracaju à categoria de Cidade e transferiu para ele a capital da Província. A transferência deu-se por iniciativa do Presidente da Província http://www.aracaju.se.gov.br/154anos/index.php?act=fixa&materia=historia

(A) Cristóvão Barros e do Barão Fausto Cardoso.
(B) Inácio Joaquim Barbosa e do Barão do Maruim Provincial.
(C) Pero Gonçalves e do Barão João Mulato.
(D) Sebastião Basílio Pirro e do Barão Salgado Filho.

22 - O Estado de Sergipe é o único produtor de potássio do Brasil. O mineral, que é muito importante para o desenvolvimento dos vegetais, sobretudo como fertilizante, é produzido na mina Taquari Vassouras. A mina produtora do mineral está localizada no Município de:
(A) Itabaiana.
(B) Poço Verde.
(C) Carmópolis.
(D) Rosário do Catete.

___________________________________________



GABARITO DE ACORDO COM A FUNCAB

1=C        2=C        3 =A      4=D     5=B      6=B     7=C       8=C       9=E       10=A        11=D        12=B      13=E      14=C      15=A       16=B      17=C      18=D     19=E      20=B         21=B      
22=D



domingo, 19 de janeiro de 2014

HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE SERGIPE PARA CONCURSO 2

HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE SERGIPE PARA CONCURSO



Adailton Andrade
adailton.andrade@bol.com.br


Estado do Sergipe Dados Gerais



O nome Sergipe, originário do tupi si’ri ü pe, quer dizer "no rio dos siris", tendo sido mais tarde adotado Cirizipe ou Cerigipe, que significa "ferrão de siri", nome de um dos cinco caciques que se opuseram ao domínio português. Embora seja o menor do Brasil, o Estado apresenta a melhor renda per capita do nordeste e a décima sétima entre os 27 Estados brasileiros e detém o título de Estado nordestino com melhor nível de desenvolvimento humano, conferido pela Organização das Nações Unidas (ONU), e o prêmio Criança e Paz, da UNICEF, em reconhecimento à redução em 32% do índice de mortalidade infantil. Seus 75 Municípios estão divididos em 13 microrregiões, a de Aracaju, a do Sertão do São Francisco, a de Propriá, a de Nossa Senhora das Dores, a do Agreste de Itabaiana, a do Cotinguiba, a do Agreste do Lagarto, a de Tobias Barreto, a do Boquim, a de Estância, a do Baixo do Cotinguiba, a de Japaratuba e a de Carira.

Localização
Leste da Região Nordeste
Sigla
SE
Área
22.050,3 km²
Limites
Alagoas (N), Oceano Atlântico (L), Bahia (S e O)
Relevo
Planície litorânea e planalto
Vegetação
Mangues, floresta tropical e caatinga
População
1.784.475 habitantes (2000)
Habitante
Sergipano
Densidade populacional
80,92 hab/km²
Municípios 75
Analfabetismo
33,29%

Rios principais
São Francisco, Vaza Barris, Sergipe, Japaratuba, Real e Piauí
Clima
Tropical
Capital
Aracaju
Temperatura média anual
23 e 24ºC
Chuvas
Outono e inverno
Hora local ( relação à Brasília)
A mesma
Cidades mais populosas
Aracaju, Lagarto, Itabaiana e Estância
Atrações
Aracaju, São Cristovão, Laranjeiras e Estância

História
Situado entre duas Capitanias importantes, Pernambuco e Bahia, os portugueses entenderam que era fundamental sua colonização. As terras sergipanas eram então ocupadas apenas por indígenas e por franceses contrabandistas de pau-brasil, o que representava séria ameaça ao domínio português.
Em 1575, jesuítas chegam ao território numa primeira tentativa , sem resultado, de catequizar os índios. Fundam a aldeia de São Tomé, no povoado de Santa Luzia. Inicia-se, então, uma série de batalhas pela posse da terra, terminando em 1590 com a conquista do território por Cristóvão de Barros que funda a Capitania de Sergipe Del Rey, assim denominada para distinguir de Sergipe do Conde, no Recôncavo Baiano. Constrói um fortim e funda o Arraial de São Cristóvão, próximo ao Rio Poxim, e concede sesmarias a inúmeros companheiros de luta.

Anos depois o arraial torna-se uma vila e passa a ser chamado de Vila de São Cristóvão. Com a saída de Cristóvão de Barros do território, Tomé da Rocha passa a administrá-lo e inicia a criação de gado e a plantação de cana-de-açúcar. O gado passa a dominar o território. Surgem muitos currais de onde saem os bois para o abate na Bahia. O caminho que liga Sergipe à Bahia e por onde passam as boiadas, passa a ser conhecido como a "Estrada da Boiada" e o baixo São Francisco, de "Rio dos Currais". Os ricos de Salvador compram terras na nova Capitania e para lá mandam suas cabeças de gado.
A cana-de-açúcar também se desenvolve, principalmente no Vale do Cotinguiba e chegam negros trazidos da África para trabalhar como escravos pois os índios não estavam acostumados a esse trabalho. Outras vilas foram fundadas nas regiões do Rio Real e do Rio Piauí, ao sul do Estado, e nas terras banhadas pelo Vaza-Barris, Cotinguiba e Rio Sergipe, ao norte do Estado.

Em 1637, os holandeses ocupam e incendeiam a Cidade de São Cristóvão e roubam milhares de cabeças de gado, causando completa desorganização econômica e social.
Em 1645, as terras são recuperadas pelos portugueses. Encontram-na devastada e arrasada. Aos poucos o território volta a povoar-se, e a cultura canavieira e a criação de gado reinicia seu desenvolvimento, porém a desunião política faz com que haja uma grande desorganização com diversos atritos entre os habitantes e constantes reclamações contra a prepotência dos poderosos. Essa desordem contribui para que a Bahia domine as terras sergipanas, o que prejudica sua formação, originando debates sobre as questões de limites entre Sergipe e Bahia até o início da República.

Em 1696 é criada a comarca de Sergipe separada da Capitania da Bahia de Todos os Santos e em 1698, as Vilas de Itabaiana, Lagarto, Santa Luzia, Vila Nova do São Francisco e Santo Amaro das Brotas. Em 1759, os jesuítas são expulsos do território, deixando para trás a base da formação religiosa e do ensino e belos exemplares da arquitetura religiosa.

Em 1763, Sergipe é novamente anexado à Capitania da Bahia de Todos os Santos, tornando-se responsável por um terço da produção açucareira baiana da época, além de fornecer couro, tabaco, algodão e farinha de mandioca. Existem classes sociais bem distintas: a dos senhores de terras e a dos trabalhadores (escravos negros e índios) e homens livres que se dedicavam á produção de subsistência. Em 1820, a Capitania se separa definitivamente da Bahia e após a Independência se torna Província, tendo como Capital a Vila de São Cristóvão. Porém, a situação política de Sergipe continua a mesma, com constantes conflitos, como os de Laranjeiras e Santo Amaro (1836). A prosperidade da classe dominante era cada vez maior, com a produção e exportação do açúcar, principalmente no Vale do Cotinguiba, o que leva à transferência da Capital São Cristóvão para uma região litorânea, o povoado de Santo Antônio de Aracaju. A nova Capital, uma das primeiras Cidades planejadas do Brasil, muito contribui para o desenvolvimento de Sergipe pois é dotada de melhores condições portuárias; sua posição geográfica facilita a vida econômica da região do Cotinguiba; e é melhor localizada, facilitando o embarque do açúcar para a Europa. Esta mudança, estimula o povoamento nesta parte do litoral; faz surgir novas estradas; e aumenta a integração entre Estados próximos. A partir de 1860, o desenvolvimento da cultura do algodão ao lado dos engenhos de açúcar, principalmente em Itabaiana, passa a ter considerável importância na economia da Província, chegando a ser, por muitos anos, o segundo produto de Sergipe, originando o aparecimento das fábricas de tecidos nas Cidades de Aracaju, Estância, Propriá, São Cristóvão, Vila Nova (Neópolis), Maruim e Riachuelo.

Com a Proclamação da República, em 1889, a Província de Sergipe passa a ser um dos Estados da Federação, com sua primeira Constituição promulgada em 1892. Inicia-se uma fase em que os sergipanos sobressaem no cenário nacional devido ao seu prestígio intelectual. A representação de Sergipe no plano federal passou a ser disputada por intelectuais de projeção, e não por provincianos poderosos. Com a revolução de 1930, Sergipe passa a ser governado por Interventores Federais até 1935, quando o País volta à normalidade democrática. Logo depois volta a intervenção, que se mantém até 1945.
A vida política sergipana durante a República Velha continua a ser um jogo de interesses entre as classes dominantes, especialmente os senhores de terra. Em 1963, jorra petróleo nos campos de Carmópolis.

A partir de 1964, com o movimento militar, Sergipe passa a empregar todos os seus esforços na tentativa de superar o subdesenvolvimento, tentando modificar a estrutura agroindustrial da cana-de-açúcar para desenvolver a exploração do subsolo. Começa a exploração do petróleo na plataforma marítima. Em 1975, um terço do território de Sergipe passa a ser considerado de utilidade pública, para efeito de desapropriação pela Petrobrás, visando evitar a especulação imobiliária, que prejudicava o trabalho da
empresa na prospecção de petróleo. A faixa considerada de utilidade pública se estende da foz do Rio São Francisco até o Rio Real, na divisa com a Bahia.

Em 1987, o Governo desenvolve o Projeto Canindé do São Francisco, denominado projeto Califórnia; e, em 1993, o Platô de Neópolis, na margem direita do Rio São Francisco, para o plantio de abacaxi, acerola e manga, com fins industriais, ambos para tornar o Estado auto-suficiente na produção de alimentos, defendendo a agricultura das secas freqüentes e prolongadas. Além disso, em 1990, mudam a legislação tributária estadual, para atrair investidores nacionais e estrangeiros, e a inauguram a Hidrelétrica de Xingó, o Pólo Cloroquímico do Nordeste e o Porto de Sergipe.
Contudo, devemos frisar quanto ao aspecto sócio cultural e artístico que é a partir da segunda fase da colonização portuguesa de Sergipe quando começam a surgir os principais monumentos que marcam a paisagem do Estado.

São Cristóvão centralizara, com sua própria função, os mais representativos exemplares da arquitetura. Convivem ali harmoniosamente conventos como o de São Francisco e sua Ordem Terceira, sede do Museu de Arte Sacra; o do Carmo e sua Ordem Terceira onde se encontra a milagrosa e venerada imagem do Senhor dos Passos, cuja festa no segundo final de semana depois do carnaval, atrai milhares de peregrinos de vários pontos do Nordeste; o despojado hospício dos Capuchinhos, do qual resta apenas a casa conventual, a Santa Casa de Misericórdia, transformada em recolhimento de meninas órfãs; igrejas como a Matriz de Nossa Senhora da Vitória, a do Amparo e do Rosário, onde nas Festas de Reis se apresentavam as Taieiras; e casa residenciais, como a praça de São Frâncico, notabilizada pelas suas sacadas balaústres trabalhados, a do balcão corrido, na praça da Matriz, onde funciona o Centro de Restauração de Obra de Arte, a antiga casa de Câmara e Cadeia, transformada, depois de reforma, em grupo escolar e, mais recentemente, em Centro de Arte da UFS, além de vários outros sobrados, como o antigo Palácio do Presidente da Província.

Templos e conventos, galilés, portadas e claustos silenciosos, ao lado de imagens e telas, constituem um conjunto harmonioso, o mais importante do Estado e, sem dúvida alguma, um dos mais significativos da região, da mesma forma que Laranjeiras, desenvolvida no século passado, está intimamente ligada à agro-indústria do açúcar em terras sergipanas.
Pelo interior, em Santo Amaro das Brotas, ergue-se a elegante igreja matriz de Santo Amaro, com sua bela portada encantaria, além do convento dos Carmelitas, hoje desaparecido (o que restou da construção - uma portada -, está no Museu Histórico de Sergipe), nas terras doadas por Pedro Leal Barbosa, lá pelos idos de 1721. Em Laranjeiras, os jesuítas deixaram o conjunto do Retiro, formado pela capela Santo Antônio, mais tarde completamente modificada, e pela residência anexa, edificada em 1701; além da igreja Comandaroba, com a sua portada de 1734 e os arcos do alpendre que circundam a nave, o que faz com que Silvia Teles a considere uma igreja de peregrinação.

No sentido do sul de Sergipe, destaca-se o conjunto da antiga fazenda Colégio que pertenceu aos jesuítas, sendo confiscada em 1759 (trata-se de uma fazenda na região de Tejupeba, no município de Itaporanga d'Ajuda), em especial a casa com amplas varandas com balcão corrido.
E mais para o sul, nas margens do rio Real, está a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na antiga aldeia do Geru, hoje sede do município de Thomar do Geru. Construída por volta de 1720, notabiliza-se pela “bela decoração da talha do arco-cruzeiro e dos altares colaterais”, com os seus “putti” com fisionomia de índios. Mas Sergipe, em termos de patrimônio histórico monumental, não tem apenas os monumentos mencionados. Muitos outros merecem uma menção, como a igreja matriz de Divina Pastora, onde está o mais belo teto decorado existente em templo sergipano, devido ao pincel de José Teófilo de Jesus; a igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na cidade do mesmo nome, com um belo arco na capela do Santíssimo e altares laterais separados da nave principal por um balaústitre de madeira; a singela igreja de São Pedro, no município de Porto da Folha, onde os Capuchinhos mantiveram, até o século passado, um aldeamento indígena, ou, ainda, a igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Neópolis, com as sepulturas no piso da nave recoberto de madeira, hoje um monumento tombado pelo Estado.

E o que dizer das capelas rurais – que na expressão da museóloga Lígia Martins Costa são verdadeiras igrejas – como a do engenho Jesus Maria José, em Laranjeiras, a do Penha, em Riachuelo, a do Poxim, em São Cristóvão, e a do Caieira, em Santo Amaro das Brotas, com o seu alpendre ? São marcas de uma época em que se era “rara a propriedade açucareira, junto da qual não se edificasse um templo. Os interesses da família eram esquecidos por alguns dos chefes que, em verbas testamentárias, deixavam ricos legados às irmandades, às ordens, e às capelas”.

Estância, ativo centro comercial desde o século XVIII, tem a sua arquitetura peculiar. São os sobrados, com dupla função, residência e casa de comércio, da rua Capitão Salomão e as casas do Pernambuquinho, muitos deles com fachadas revestidas de azulejos vindos da Europa.
Se as cidades são ricas em termos de monumentos civis e, sobretudo, religiosos, as propriedades rurais são muito pobres em termos de arquitetura, talvez porque os senhores de engenho preferissem investir seus lucros no próprio negócio com a compra de novas terras, em lugar de constituírem casas onde tivessem com um certo conforto. Isto é observado por Orlando Dantas quando escreveu:
A aristocracia rural não teve brasões, castelos e escadarias de mármore. Os sobrados do Escurial, construído pelo Barão de Estância, o das Pedras imitando o palácio governamental e as casas grande do Castelo, São Félix, Vassouras, São José de Laranjeiras, Lombada, Topo, Junco, marcam o máximo de conforto da aristocracia sergipana. Em algumas casas existem retratos a óleo dos seus antepassados, baixelas de prata, porcelanas finas e móveis de jacarandá Sergipe é grande pela expressão da sua cultura e pelo contribuição dada ao Brasil. Seus monumentos são expressivos e marcam, com características próprias, uma parte da história com seus heróis anônimos e todo um sistema de vida que se baseou no trabalho escravo, na cana-de-açúcar e no gado.

Quadro Natural
Seu relevo é composto de planície e planalto, e a maior parte, cerca de 86%, com menos de 300 m de altitude. O trecho litorâneo é largo, formado pelas areias e dunas litorâneas. A medida que vai-se indo para o interior, surgem pequenas elevações (em torno dos 100 m), os tabuleiros, até o centro do Estado. Em direção a oeste as altitudes chegam a 742 m formando a Serra Negra (ponto culminante do Estado). Próximo à divisa com a Bahia surgem as Serras Comprida, Palmares, Miaba, Itabaiana, Cajueiro, Capunga, entre outras e a sudoeste, as Serras Aguilhadas, Jabiberi, Boqueirão, Macota, Cajaíba e outras. Margeando o São Francisco encontramos planície que na divisa com Alagoas, junto ao litoral, forma um delta. Como nos outros Estados do Nordeste, também em Sergipe encontramos as unidades físicas regionais: Litoral e Zona da Mata, Agreste e Sertão, mas de forma menos nítida.
• Litoral - encontra-se a vegetação de mangues,cobertos de água salobras, junto a extensas áreas arenosas, onde se espalham os famosos coqueirais sergipanos e campos de dunas.
• Zona da Mata - permanece dominada pela cana-de-açúcar e floresta tropical, atualmente muito devastada, nos topos de algumas colinas e sopé de serras.
• Agreste - abriga duas regiões: a de Itabaiana, essencialmente agrícola com policultura, minifúndio e alta densidade demográfica e a de Lagarto, na qual se desenvolve a lavoura do fumo. A vegetação foi quase toda devastada para a agricultura.
• Sertão - ocupa a parte noroeste do Estado, com a caatinga e a pecuária, predominando as grandes propriedades e as baixas densidades populacionais.
O Estado não apresenta secas importantes pois com o relevo baixo, os ventos úmidos do Oceano penetram facilmente. Abriga uma das maiores concentrações de bacias hidrográficas, a do Rio São Francisco; do Rio Japaratuba; do Rio Sergipe, responsável pelo abastecimento de água de Aracaju através do represamento dos Rios Poxim e Pitanga; do Rio Vaza-Barris; do Rio Piauí; e do Rio Real, que quando deságuam em seu litoral formam imensos manguezais, viveiro natural de várias espécies marinhas, onde se encontram os caranguejos, importantes para a população.

Os mangues vêm sendo arrasados, ou para a fabricação de carvão, aterros (Coroa do Meio) e construção civil, ou para sua utilização como combustível, pelas indústrias.

Conta com várias ilhas, destacando-se as Ilhas da Paz do Paraíso (nos estuários dos Rios Vaza-Barris) e a Ilha de Arambipe (na foz do Rio São Francisco). Na Ilha de Santa Luzia, defronte a Aracaju, está a Cidade de Barra dos Coqueiros. Em São Cristóvão, a Ilha de Patatiba ou Ilha da Veiga; em Porto da Folha, a Ilha de São Pedro. As lagoas existentes são de restinga e de várzea. Cedro é a maior lagoa em Sergipe. O Estado abriga ainda as Lagoas de Catu, em Japaratuba e a da Prata, em Tobias Barreto.

O clima tropical domina o Estado: o quente úmido, corresponde à faixa litorânea, com um período de seca de apenas 3 meses; quente e semi-úmido entre o litoral e o sertão, com um período de 4 a 5 meses de seca; e quente e semi-árido (seco) no sertão, com um período de 7 a 8 meses de seca.

Divisão do Estado por Regiões Região

Cidades
01 - Agreste de Itabaiana - Areia Branca, Campo do Brito, Itabaiana, Macambira, Malhador, Moita Bonita, São Domingos
02 - Agreste de Lagarto - Lagarto, Riachão do Dantas
03 - Aracaju - Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão
04 - Baixo Cotinguiba - Carmópolis, General Maynard, Laranjeiras, Maruim, Riachuelo, Rosário do Catete, Santo Amaro das Brotas
05 - Boquim- Boquim, Arauá, Cristinápolis, Itabaianinha, Pedrinhas, Salgado, Tomar do Geru, Umbaúba
06 - Carira- Carira, Frei Paulo, Nossa Senhora Aparecida, Pedra Mole, Pinhão, Ribeirópolis
07 - Cotinguiba- Capela, Divina Pastora, Santa Rosa de Lima, Siriri
08 - Estância- Estância, Indiaroba, Itaporanga d'Ajuda, Santa Luzia do Itanhy
09 - Japaratuba - Japaratuba, Japoatã, Pacatuba, Pirambu, São Francisco
10 - Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora das Dores, Aquidabã, Cumbe, Malhada dos Bois, Muribeca, São Miguel do Aleixo
11 - Propriá - Propriá, Amparo de São Francisco, Brejo Grande, Canhoba, Cedro de São João, Ilha das Flores, Neópolis, Nossa Senhora de Lourdes, Santana do São Francisco, Telha
12 -Sergipana do Sertão do São Francisco - Canindé de São Francisco, Feira Nova, Gararu, Gracho Cardoso, Itabi, Monte Alegre de Sergipe, Nossa Senhora da Glória, Poço Redondo, Porto da Folha
13 - Tobias Barreto - Tobias Barreto, Poço Verde, Simão Dias

Infra-Estrutura
A malha rodoviária é a mais utilizada e possui 9.480 km de estradas, sendo cerca de 23% pavimentadas. Duas importantes rodovias federais cortam o Estado, a BR-101, cortando de norte a sul, e a BR-235 no sentido leste/oeste. Ligando o Estado à Bahia, conta com a Linha Verde, uma bela rodovia litorânea, cercada de coqueirais. A malha ferroviária tem extensão de 286 km.

A energia elétrica é fornecida CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), que aproveita a força da Cachoeira de Paulo Afonso e pela Hidrelétrica de Xingó, na divisa com Alagoas, chegando a totalidade de seus Municípios. Aracaju é a Capital nordestina com maior capacidade de energia elétrica disponível. O Aeroporto Santa Maria está capacitado para vôos nacionais e internacionais.

As telecomunicações em Sergipe garantem a comunicação por telefone convencional, fax e celular. O Estado conta com uma zona de processamento de exportação onde se estabelecem indústrias voltadas exclusivamente para o mercado externo, implantada em Nossa Senhora do Socorro e com os Distritos Industriais de Aracaju, de Estância e de Nossa Senhora do Socorro.

Conta também com o pólo mineraloquímico com indústrias derivadas principalmente de produtos minerais, localizado em Barra dos Coqueiros. Abriga diversas adutoras, entre as quais a Sertaneja, a Piauitinga, a do Agreste, a do Baixo São Francisco, com 1.742 km, a maior rede do País.

Sergipe é o único Estado brasileiro a dispor de um moderno Porto Off-Shore, de propriedade do Estado, localizado em Barra dos Coqueiros, fazendo articulação com o Pólo Cloroquímico, a zona de processamento de exportações e os grandes projetos de irrigação, e opera com cargas gerais.
A prioridade do Estado para a área de irrigação é o Platô de Neópolis, destinado a empresários agrícolas e a agro-industriais, para a produção de fruticultura tropical de exportação.
Turismo.

O turismo em Sergipe tem atrações para todos os gostos.

Para quem gosta de praias, o litoral sergipano, com seus 173 km de extensão, oferece algumas das mais belas, com dunas de areia branca, lagoas e coqueirais. Umas já apresentam moderna infra-estrutura, outras ainda primitivas. Destacam-se as de Abaís, Caueira, Saco, Pirambu, onde está instalado o Projeto Tamar e se encontra a maior e a menor tartaruga do mundo, Atalaia e Ponta dos Mangues, entre outras. Para o turismo histórico, Sergipe apresenta muitas Cidades fundadas nos séculos XVI e XVII, algumas tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional, com igrejas e capelas do estilo barroco, como Tomar do Geru, onde os jesuítas deixaram um dos mais belos templos do período de colônia, São Cristóvão, a quarta Cidade mais antiga do Brasil, com seu fabuloso patrimônio histórico e artístico e Laranjeiras, com museus e igrejas antigas. O turismo ecológico faz-se representar pelos rios com seus estuários, desaguando no Atlântico, principalmente o Rio São Francisco, além do Poxim, Real, Vaza Barris e Sergipe, com seus manguezais. O Rio São Francisco, o Rio Real e o Rio Sergipe são cortados por catamarãs em cinco rotas.
A infra-estrutura turística conta com uma rede de hotelaria de primeira, em Aracaju e em vários pontos do interior. O grande agito de Sergipe fica por conta de 2 festas populares que têm levado milhares de turistas a visitar o Estado. São o Carnaval e as Festas Juninas.

Quando se inicia junho, Sergipe transforma-se no maior arraial do País. O Estado fica em festa 30 dias do mês, a mais longa festa do País. Aracaju, Estância, Capela, Muribeca, Areia Branca, e Cristinápolis se destacam na animação. São casamentos e bailes caipiras, missa de vaqueiros, Festa do Mastro, fogos de artifício, barcos de fogo, concursos de quadrilhas e muita zabumba, xaxado, baião, forró, triângulo e sanfona. Estância e Capela apresentam uma grande queima de fogos, um espetáculo inédito no Brasil e no mundo, destacando-se as Guerras de Buscapés, Barcos de Fogo e Espadas, ao som do ritmo quente do Samba de Coco, Pisa Pólvora e do Batalhão de Fogo. Em Areia Branca, o forródromo é palco do S. João de Paz e Amor. O Carnaval em Sergipe tem muita folia e agitação e dura 8 dias. O Pré-Caju, que se inicia uma semana antes do Carnaval, abre as comemorações com os blocos e trios elétricos que fazem a alegria de cerca de 100 mil pessoas.

A diversidade de atrações em Sergipe é surpreendente. Além de agradável, é fácil conhecer o Estado. São 22 mil km² de área que concentram, numa conveniente proximidade, belezas naturais, história, cultura e uma eficiente infra-estrutura para receber seus visitantes. Junte-se a isto hospitalidade e segurança e o seu passeio está completo.

O litoral sergipano, com seus 173 km de extensão, oferece belas praias com dunas de areias brancas, lagoas e coqueirais. Elas concentram-se no sul do Estado e entre as mais visitadas estão Caueira, Abaís e Saco. Na praia do Saco, após cruzar os rios Piquitinga e Real, chega-se à famosa Mangue Seco. Esta região é conhecida como Costa das Dunas e foi o primeiro local visitado pelos jesuítas na colonização do Estado. O ano da chegada, 1575, é lembrado em um marco às margens do rio Real.

Seguindo para o norte, a partir de Aracaju, encontra-se a Costa dos Manguezais. O roteiro é imperdível para os amantes do ecoturismo. Na área de Pirambu, as atrações são os mangues preservados e o projeto Tamar, de preservação de tartarugas marinhas. Outra área interessante é o Pantanal de Pacatuba, uma área de 40 km² com uma grande diversidade da flora e da fauna, como jacarés, macacos, capivaras e diferentes tipos de pássaros. Na região do rio São Francisco, o turista encontra de tudo um pouco. História, belas paisagens e até esportes radicais. Próximo à Hidrelétrica de Xingó, localizada em Canindé do São Francisco, a formação de canyons de até 50 metros de altura permite passeios de catamarã, visitar a hidrelétrica e ainda explorar a história conhecendo sítios arqueológicos, o Museu Arqueológico de Xingó e a gruta de Angico, onde foram mortos Lampião e Maria Bonita. Por meio do barco é possível conhecer as cidades ribeirinhas de Propriá, Neópolis, Santana do São Francisco, Pacatuba, Ilha das Flores e Brejo Grande.

O lado puramente histórico de Sergipe é representado pelas cidades de São Cristóvão e Laranjeiras, ambas tombadas pelo Patrimônio Histórico. São Cristóvão é a quarta cidade mais antiga do Brasil e abriga um acervo de peças e monumentos dos séculos XVII e XVIII. Possui um dos maiores conjuntos de arte sacra do País. Em Laranjeiras, os museus e igrejas antigas levam o visitante aos períodos da colonização e da escravidão. É a cidade que mais preserva o folclore no Estado, tornando-se o último reduto de manifestações já extintas em outras partes do Brasil.
A cidade de Aracaju, com seus 30 km de praia, revela ao turista que ele pode encontrar belezas naturais, boa infra-estrutura e tranqüilidade ao mesmo tempo. A grande pedida é escolher um dos inúmeros bares e restaurantes da orla e deliciar-se com caranguejos, camarões e caldinhos de frutos do mar. A urbanizada praia de Atalaia é um convite às caminhadas. Diante do calçadão estão quadras poliesportivas, praça de eventos, parquinhos infantis, vendedores de artesanato e comidas típicas. Outro ponto interessante é o Oceanário, onde 20 grandes aquários expõem a fauna e a flora marinha e fluvial de Sergipe. À noite, o agito toma conta de Atalaia. Os bares com música ao vivo, ou que simplesmente oferecem um delicioso caranguejo, são o pretexto para reunir uma porção de gente bonita.

Cultura
O Estado apresenta diversas instituições culturais, como Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, a Sociedade de Cultura Artística de Sergipe e a Academia Sergipana de Letras; diversos museus como o do Instituto Histórico e Geográfico, o de Arte e Tradição e do Convento de São Francisco, em São Cristóvão, um dos mais ricos museus de arte sacra do Brasil; diversas bibliotecas, destacando-se a Biblioteca Pública do Estado de Sergipe, a da Universidade Federal de Sergipe, fundada em 1967, e a do Instituto Histórico e Geográfico; e diversos monumentos tombados pelo Patrimônio Histórico.

As principais festas religiosas de Sergipe são: a Procissão do Bom Jesus dos Navegantes, procissão fluvial que percorre o estuário do Rio Sergipe, em 1º de janeiro; os festejos de Natal, de 25 de dezembro a 6 de janeiro, em que se destaca o Carrossel do Tobias, um boneco preto que toca um grande realejo; e a de Nossa Senhora da Conceição, em 8 de dezembro, todas em Aracajú. No interior, as principais festas populares são a do Senhor do Bonfim, em Estância, que dura três dias; a de Nossa Senhora da Piedade, em Lagarto, em 8 de setembro; e a dos Passos, em São Cristóvão, na Quaresma.

O folclore espalha-se pelo Estado destacando-se a Taieira, em Japaratuba e Laranjeiras; o Reisado; o Guerreiro, em Propriá, Riachuelo, Pacatuba e Aracaju; Bacamarteiros; Lambe-Sujo; Caboclinhos; o Cacumbi, em Laranjeiras; e Parafusos, em Lagarto.

As expressões folclóricas mais populares são o Carnaval, as Festas Juninas, a Corrida de Jegues em Itabi, no mês de setembro e o Encontro Cultural de Laranjeiras, realizado anualmente.
O artesanato do Estado é um dos mais expressivos do País. São peças cuidadosamente trabalhadas em couro, cerâmica, sisal, renda e bordado. No Sertão concentra-se a produção das peças trabalhadas em couro e sisal. A renda, em Tobias Barreto, Nossa Senhora da Glória, Propriá, Santana do São Francisco, Divina Pastora e Cedro de São João. O bordado em Propriá e Tobias Barreto. A cerâmica é o carro-chefe da economia do Município de Santana do São Francisco.

A culinária típica sergipana tem como prato principal a buchada, feita de sangue e miúdos de carneiro, além dos frutos do mar, carne do sol e milho, indispensável durante os festejos juninos como canjica e pamonhas, mas também no prato diário na mesa dos sergipanos na forma de bolinhos e cuscuz. Um dos acompanhamentos mais tradicionais é o caldo de feijão, peixe, sururu ou ostra. Há doces a base de frutas locais, como o jenipapo. No interior, é famosa a paçoca, prato de carne desfiada com farinha de mandioca. As bebidas à base de frutas, como as batidas de maracujá, coco e pitanga e os licores de jenipapo, graviola e pitanga são os mais comuns.

Economia
A economia se baseia no extrativismo, na agricultura e na pecuária. Sergipe é um Estado policultor, com lavouras para cultivos industriais e de subsistência. Os cultivos industriais que mais se destacam: cana-de-açúcar, cultivada na Zona da Mata; laranja, cultivada para a exportação no Agreste; coco-da-baía, sendo um dos maiores produtores nacionais e o pioneiro na industrialização; fumo, algodão, mandioca, cultivada principalmente no Agreste; maracujá, primeiro produtor nacional; tangerina, limão e milho, em todo o Estado de Sergipe; feijão, arroz, amendoim, inhame, batata-doce, melancia e abóbora.

A maior parte das propriedades com fruticultura de exportação são pequenas e contam com sistemas conjugados de adutoras, barragens, açudes, poços, cacimbas e cisternas (Platô de Neópolis e Projeto Califórnia). O rebanho estadual tem-se ampliado tanto no agreste como nos vales do litoral e nas áreas sertanejas, principalmente devido à existência de um moderno frigorífico na capital. Conta com gado bovino da raça Indubrasil (1 milhão) e ovino (207,2 mil). Nas proximidades das cidades, especialmente de Aracaju, tem-se intensificado a criação de aves destinadas ao abate e à produção de ovos.

Sergipe tem um complexo formado por 7 Distritos Industriais implantados em várias Cidades, como Aracaju, Socorro, Estância, Propriá, Boquim, Itabaiana e Carmópolis. As indústrias têxteis, alimentares petroquímicas são o forte do Estado, porém se destacam também os setores de mobiliário, editorial e gráfico. Aracaju é o mais importante centro industrial, com os produtos alimentícios, têxteis e de confecções, minerais não-metálicos, petrolíferos, de construção civil, de calçados, de laminados, de bebidas, de matéria plástica, de madeira, de couro e outros. Em Laranjeiras está a fábrica de cimento Portland.

Os principais minerais encontrados em Sergipe são: mármore, potássio, calcário, sal-gema, granito, halita, silvinita, carnalita, enxofre, dolomita, cobre, areia, argila, potássio, o petróleo e o gás natural.
O Estado é o quarto maior produtor de Petróleo do País. A exploração se faz tanto no Continente (Campos de Carmópolis, Siririzinho, Riachuelo e outros) como na Plataforma Continental.

O Pólo Cloroquímico do Estado integra as diversas unidades industriais de processamento de matérias-primas minerais. Sergipe tem sólida indústria de sucos e sua produção é exportada para os Estados Unidos, Canadá e Europa.

GEOGRAFIA DE SERGIPE PARA CONCURSO




Geografia de Sergipe 

 
Informações sobre a Geografia de Sergipe
Localização Geográfica: região Nordeste do Brasil
Limites geográficos: Oceano Atlântico (leste); Bahia (oeste e sul) e Alagoas (norte)
Área: 21.910,348 km²
Fronteiras com os seguintes estados: Bahia e Alagoas
Clima: tropical (litoral) e semi-árido (interior)
Relevo: planície litorânea com presença de várzeas e depressão na maior parte do território.
Vegetação: caatinga no interior (região do semi-árido); mangues no litoral e faixa de floresta tropical.
Ponto mais alto: Serra Negra (742 metros)
Cidades mais populosas: Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Lagarto e Itabaiana.
Principais recursos naturais: calcário, petróleo, gás natural e potássio.
Principais rios: rio São Francisco, rio Vaza-Barris, rio Jarapatuba, rio Piauí e rio Real.
Principais problemas ambientais:  poluição de rios, desmatamento, poluição do solo e erosão. Rio São Francisco em Sergipe (um dos principais rios do estado)
DADOS GERAIS:

Capital: Aracaju
Região: 
Nordeste
Sigla: NE
Gentílico:
sergipano
População:
2.068.031 (Censo 2010)
Área (em km²):
21.910,348
Densidade Demográfica (habitantes por km²):
 94,38
Quantidade de municípios:
75
 
DADOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
Produto Interno Bruto (PIB)*: R$ 19,8 bilhões  (2009)
Renda Per Capita*:
R$ 9.787 (2009)
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH):
0,742 (2005)
Principais Atividades Econômicas: 
agricultura, pecuária, extrativismo (petróleo e gás natural)
Mortalidade Infantil (antes de completar 1 ano):
31,4 por mil (em 2009)
Analfabetismo:
18,4% (2010)
Espectativa de vida (anos):
70,3 (2000)
PONTOS TURÍSTICOS E CULTURAIS
- Praia de Atalaia
- Praia de Pirambu
- Cidade Histórica de São Cristovão
- Cidade Histórica de Laranjeiras
- Passeios de barco no Rio São Francisco
- Mercado Antônio Franco
- Praça Fausto Cardoso
- Palácio Olímpio Campos
- Ponte do Imperador
GEOGRAFIA
Etnias: brancos (30%), negros (5%), pardos (63%)
Rios importantes:
Rio São Francisco, Sergipe, Vaza-Barris, Japaratuba, Real e Piauí.
Principais cidades: Aracaju, Lagarto, Estância e Itabaiana.
Clima: tropical (litoral) e semi-árido (interior)